Marketing em tempos de crise: como fazer mais com menos

Marketing em tempos de crise: como fazer mais com menos

2016 chegou, e com ele, a expectativa de um ano difícil, com quedas nas margens de lucro e no faturamento. O cenário de complicação fiscal para o e-commerce também vem sendo desfavorável às tentativas de otimismo entre empresários e acionistas. Verdade seja dita, a crise também passa a ser um estado de espírito. Não é incomum escutar coisas como “nunca vendemos tanto e estamos em pleno crescimento, mas sabe como é, a crise está terrível e o ano deve ser duro!”.

O objetivo do post de hoje é compartilhar um pouco do que aprendi sobre “fazer mais com menos” no Marketing, seja através cursos, no dia a dia do meu trabalho como consultora e também com a minha empresa.

Como na Internet tudo pode ser medido, é natural que a atenção dos executivos esteja voltada para o digital e suas métricas de resultado. Por isso, de olho nas dicas para ter sucesso no ano que está só começando e já promete ficar na lembrança dos profissionais de Marketing Digital!

Medir e ajustar

Eu mesma disse acima que na Internet tudo pode ser medido, mas temos que ter cuidado em medir o que realmente é relevante e também em medir o que é certo para aquela estratégia. Não é incomum encontrar empresas que usam estratégias de vendas e medem os resultados com indicadores de presença de marca.

Além da clareza sobre o que medir, é necessário ajustar a estratégia e os objetivos. Se o objetivo a curto prazo era triplicar a receita em determinada região, mas em contra partida o investimento em mídia e em força de vendas foi cortado, já sabemos que o mais natural é que não se alcance o que se espera.

O mais importante:

  • Defina as prioridades e desdobre as estratégias e as ações a partir delas;
  • Não faça cortes olhando o valor total do investimento e sim, a relevância daquelas frentes para o negócio, mesmo que somente a curto prazo;
  • Escolha as batalhas a serem lutadas e evite fazer inimigos somente para ajustar orçamentos, o momento pede muita cooperação e pouca vaidade.

Meu orçamento, orçamento meu

O orçamento – também chamado de budget –  é a prova de que nem mesmo o papel aceita tudo.

Nas grandes empresas o mais comum é que os departamentos solicitem a verba através da defesa de projetos, justificados em planejamentos entregues em meados de setembro. Até o Natal, a Diretoria ou o Conselho, juntamente com o Financeiro, começam a fazer as análises e os cortes.

Em tempos de crise o ideal é que esse processo seja evitado, já que naturalmente haverá um maior desgaste entre toda a cadeia de valor. Quando for possível, o ideal é que o Conselho já sinalize quanto haverá de verba para cada setor, que deve negociar, ajustar e defender o que achar pertinente.

Nas empresas menores o processo é diferente. Não costuma existir um orçamento de Marketing. A cada necessidade ou nova iniciativa o dono se envolve na negociação para garantir que seja possível aplica-la, sem impacto no fluxo de caixa.

Em um cenário ruim em vendas, o ideal é tentar delimitar um orçamento e sinalizar os colaboradores sobre isso. Caso contrário, apostas que não tenham trazido o resultado esperado podem minar a estratégia de um semestre inteiro. Quando não souber quanto pode custar determinada iniciativa, o melhor caminho ainda é a sinceridade. Falar algo como “preciso entender quanto custa um novo site, mas não gostaria que passasse de X reais” tende a funcionar bem. Afinal, é nesse momento que o fornecedor fala se é viável ou não. É normal não confiar no parceiro o suficiente e achar que ele pediria menos sem essa informação, mas geralmente o que acontece é que quando o fornecedor já conhece a verba, tenta propor soluções que se adequam à ela e sinaliza tudo aquilo que é recomendável, mas extrapola o orçamento.

Negocie com respeito

Antes de comentar esse tema, é interessante falar sobre os pré requisitos da escolha de fornecedores e parceiros:

  • Busque indicações, converse com pessoas do mercado e faça benchmarking, inclusive entrando em contato com outros clientes (sempre com ética, respeito e bom senso).
  • Faça de 3 a 5 orçamentos, tomando o cuidado em sempre comparar serviços e produtos através dos mesmos atributos.

Algumas empresas tem em seus valores a negociação agressiva. Após espremer no próprio Marketing, é hora de passar pela prensa da área de Compras. Quando é algo da cultura empresarial, faz sentido. Quando passa a ser estratégia em tempos de crise, o mais comum é que gere desgaste desnecessário.

O ideal é que se converse com parceiros expondo a situação, tendo sempre em mente que não adianta gastar pouco e mal ou de forma insuficiente para alcançar objetivos mínimos. Dessa maneira o profissional de Marketing mantém um bom relacionamento e garante a ética que todas as relações merecem :)

Quem tem equipe tem tudo

Quando os cortes começam, demissões podem acontecer. O clima fica ruim, as conversas de corredor se intensificam e há na equipe aqueles que ficam com raiva, os que tomam as dores, os que desanimam, os que se motivam, etc.

Caso seja gestor, busque ser o mais transparente possível, o mais importante nesse momento é ser – e ser percebido como – um porto seguro e um canal de informação. Na maioria das vezes, a equipe quer somente se sentir amparada, informada e segura.

Caso seja colaborador, exercite o jogo de cintura. Por mais que esteja inseguro (provavelmente seu gestor também está), tente demonstrar uma atitude positiva, pró ativa e multi tarefa. Esse cenário de acúmulo de atividades não será para sempre, entenda isso como um momento difícil, mas também passageiro.

Há poucos dias ouvi de um time de Marketing: “se não for possível custear a primeira inserção de conteúdo no portal, podemos fazer uma força tarefa interna, esse projeto é super importante para nós”. Fiquei arrepiada! Realmente, quem tem equipe, tem tudo!

Investimentos: escolhas nem sempre fáceis

Apesar dos cortes em mídia e anúncios serem comuns em uma crise financeira, não é recomendável ser radical demais. Ajustar as velas é preciso, mas atracar o barco coloca a empresa em uma posição desfavorável frente à concorrência e também na percepção do consumidor. Quem não é visto não é lembrado!

Na hora da crise, o mais importante é investir em projetos que reforcem o relacionamento com os públicos de interesse da empresa (clientes, fornecedores, colaboradores, etc.) e que sejam sustentáveis à médio e longo prazo. Seja um portal, redes sociais ou EAD o principal é compreender se o projeto agrega valor à marca e à empresa. As crises passam, os relacionamentos permanecem!

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Esse é o post campeão de acessos aqui no Marketing Drops!

O tema gera muitas dúvidas dos leitores apesar das  regras para promoções que envolvam concursos culturais e sorteios não serem tão novas assim. A principal mudança, que ocorreu com a publicação da Portaria 422 em 2013, tem grande impacto no nosso dia a dia: não é mais possível realizar um concurso dentro de uma rede social como o Facebook ou o Instagram.

Calma! Vamos entender isso melhor:

Essas regras já valiam há algum tempo. Alguns pontos foram acrescentados e outros itens esclarecidos, principalmente no que diz respeito ao entendimento que Ministério da Fazenda – que atua através da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico – tinha sobre o assunto. A portaria é longa e você pode ler na íntegra clicando nesse link aqui. Ao longo do post, compartilho um tutorial para esclarecer todas as dúvidas e um vídeo explicativo. Se joga!

Regras para Sorteios:

Todo tipo de promoção que envolva sorte (como os sorteios) precisa de registro na Caixa Econômica Federal para acontecer, esteja fora ou dentro de redes sociais.

– Esse registro leva, em média, 45 dias para ser efetivado. Por isso, não dá pra organizar aquele sorteio na web “do dia pra noite”, o planejamento tem que contar com esse período extra. Aqui está um hotsite completo sobre o tema, fornecido pela própria CEF.
– O registro tem sim um custo, que deve ser pago para a Caixa Econômica e varia de acordo com o valor total dos prêmios, conforme tabela abaixo:

Valor dos prêmios oferecidos Valor da Taxa de Fiscalização
Até R$1.000,00 R$ 27,00
De R$1.000,01 a R$5.000,00 R$ 133,00
De R$5.000,01 a R$10.000,00 R$ 267,00
De R$10.000,01 a R$50.000,00 R$ 1.333,00
De R$50.000,01 a R$100.000,00 R$3.333,00
De R$100.000,01 a R$500.000,00 R$10.667,00
De R$500.000,01 a R$1.667.000,00 R$33.333,00
Acima de R$ 1.667.000,01 R$66.667,00

A empresa deve enviar o pedido de emissão do boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização para a CN Promoções Comerciais, por e-mail (cepco@caixa.gov.br) ou por fax (61 – 3448-1402 ou 1403). Fonte: Caixa Econômica Federal (FAQ)
– Todo o funcionamento e a mecânica da promoção terão que ser aprovados pelos fiscais da Caixa, seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Solicitar à CAIXA o boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização, conforme vimos acima.
  2. A CAIXA emitirá o boleto para pagamento e enviará para sua caixa postal.
  3. Após o pagamento do boleto, encaminhar o requerimento, a documentação exigida e o comprovante de pagamento do boleto para a CN Promoções Comerciais, no seguinte endereço:
    CN Promoções Comerciais
    Setor de Edifícios Públicos Norte – SEPN 512, Conjunto C, Térreo
    Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva
    CEP 70.760-500 – Brasília/DF
    Obs: O setor de protocolo funciona de segunda a sexta, das 12h às 16h.
  4. Qual a documentação exigida, mesmo? :O Calma! Tá tudo aqui neste link.

E os concursos culturais?

Os concursos culturais, artísticos e desportivos não precisam de registro e era aí que todo mundo fazia a festa. Valia qualquer coisa para distribuir prêmios e gerar buzz, especialmente nas mídias sociais. Apesar de não precisar de registro, esse tipo de promoção precisa seguir regras, caso contrário, pode ser descaracterizada – o que tem consequências reais (veja tópico sobre penalidades no final do post).

O que pode descaracterizar um concurso cultural?

– A empresa não pode exigir que seu nome apareça na chamada, na mecânica ou no nome da promoção. O nome da empresa só pode aparecer para identifica-la como promotora do concurso nos materiais de divulgação. Essa regra inclui até as embalagens de produto, por isso, fique de olho! Aquela história de “Super concurso da marca X! A melhor frase que responder porque a marca X é tudo de bom ganhará vários prêmios XYZ” não são mais válidas. Também não é permitido exigir que o participante elogie a marca ou responda corretamente alguma coisa para participar.  Se a marca realmente quiser que seu nome apareça, vale pedir permissão prévia para a Caixa.

– As marcas não podem premiar o vencedor com produtos ou serviços da própria empresa, o que é super comum. A mecânica também não pode tornar obrigatório o uso de algum produto nem exigir que os participantes tenham contato com o produto para poder participar do concurso. Ou seja, se sua marca produz roupas, você não pode fazer um concurso cultural que dê essas roupas como prêmio.

– Pagar (mesmo que de forma indireta) para participar. Bem comum em concursos que exigiam acumular embalagens, lembram? Também não vale aquela história de “todos que comprarem o produto X estão participando automaticamente”.

– Exigir que o participante preencha dados detalhados em um cadastro (nome, e-mail, telefone, CPF, etc.) ou que responda à pesquisas para participar. Também não se pode exigir que o participante aceite receber material publicitário da empresa. Sabe aquela opção que sempre vem marcada no check box? “Aceito receber e-mail da marca X”, lá no final do cadastro? Isso descaracteriza um concurso cultural.

– Vincular a campanha a datas comemorativas como Natal, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia das Mães. A partir de agora sua empresa não pode batizar os concursos culturais com esses termos.

– A mais bombástica de todas as regras: Para ser legal, um concurso cultural não pode acontecer dentro de redes sociais – somente ser divulgado nesses canais. Na prática, implica que concursos culturais precisam de um hotsite ou outra plataforma externa para acontecer! Se a sua empresa realmente quiser utilizar redes sociais para promoções, é melhor utilizar uma modalidade que envolva sorte – como os sorteios – e registra-la junto à Caixa Econômica Federal. Cuidado com as regras do Facebook, que não permite o uso do curtir, comentar e compartilhar como critérios em promoções. Aquela história de “a foto mais curtida ganha” é proibida na rede social de Mark Zuckerberg.

Ok, minha marca quer realizar um concurso cultural. Como eu faço?

Aqui neste link está um modelo de regulamento concurso cultural que seguiu todas as regras da Portaria para orienta-los. Dá sim para fazer ações criativas e que criam engajamento com o público \o/

O que acontece com quem descumpre essas determinações?

Multa no valor total da premiação. A empresa também pode ser obrigada a ficar até dois anos sem realizar qualquer tipo promoção, em qualquer canal! Na dúvida, consulte um advogado, este é o profissional mais indicado para orienta-los nestes casos. Alguns leitores aqui do blog entraram em contato para informar que foram denunciados por participantes das ações e também por concorrentes, por isso, siga as regras! O crime nunca compensa ;) Se a sua marca for denunciada, procure um advogado, é sempre o melhor a ser feito.

Como planejar ações a partir de agora?

A solução para tudo isso é investir em relacionamentos reais com seus consumidores para que eles se sintam genuinamente dispostos a interagir com a marca.

Planejamento e conhecimento também ajudam. Ainda dá para bolar concursos culturais “mais neutros”, que não tenham como objetivo mostrar a marca e sim, ouvir o consumidor. Hotsites serão armas poderosas para os profissionais de Marketing Digital e as redes sociais também podem ajudar na hora da divulgação. Aliás, isso é uma dúvida comum: está tudo bem divulgar as ações nas redes sociais, ok? O que não pode é realizar a ação lá. Divulgar e contar para todo mundo pode.

Outra dica é investir em mídia segmentada, no Google, no Instagram e no Facebook. Dá mais resultado e é mais fácil mensurar o retorno, mesmo para quem tem pouca verba para investir.

Não desanime e faça o que é correto! Até a próxima! :)

Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

“A partir de 21 de abril, estaremos expandindo o uso de recursos mobile-friendly como sinal de ranqueamento. Esta mudança irá afetar as buscas em dispositivos móveis em todos os idiomas e países, impactando significativamente os resultados de busca”.

Quando o Google anunciou isso, o mercado de Marketing Digital tremeu. Basicamente, o Google informou que aplicaria um critério de avaliação para indexação de sites que incluiria um “sim ou não” para versão mobile e também que aplicativos seriam mais frequentes entre os resultados de busca.

O maior medo era que essa atualização tivesse um impacto similar ao do Panda Update lá nos idos de 2011 e 2012 – “penalização” de sites pobres em conteúdo e com arquitetura fortemente orientada à mídia paga. Na época a atualização gerou um terremoto nos rankings de busca e no faturamento de grandes portais, fortes adeptos desse tipo de estratégia.

Mas de fato, o que aconteceu?

Esse se tornou mais um critério de ranqueamento e não o único, soberano. A boa e velha estratégia de otimização (SEO) baseada na alta autoridade da página, geração constante de conteúdo de qualidade, criação de backlinks, melhora no tempo de carregamento e uma arquitetura da informação que gere uma boa experiência de navegação ainda são mais determinantes para o posicionamento do seu site, lá no topo, onde todos querem estar :)

Por isso posso deixar para lá?

Não! Mobile não é mais tendência, é dia a dia. O Brasil possui mais de 163 milhões de celulares com acesso 3G e segundo o Facebook, 80% dos acessos diários à rede social acontecem através de dispositivos móveis. A compra do Instagram e do Whatsapp reafirmam o compromisso de Mark Zuckerberg (e seus acionistas) em abocanhar essa parcela do mercado.

Proporcionar uma experiência interessante em celulares e tablets deixou de ser diferencial para ser pré-requisito e foi esse movimento que o Google apoiou.

Google Mobile Day

“O celular vem se tornando nossa primeira tela, não mais a segunda ou terceira tela. Nós não ficamos mais online, nós vivemos nossa vida online” (Google, 2015). Palavras da salvação!

No dia 10 de junho de 2015 o Google realizou um evento global reforçando mais uma vez seu compromisso em trazer resultados orientados ao novo comportamento dos usuários. O motivo, segundo eles: 86% dos usuários fazem pesquisa em dispositivos móveis antes de comprar, e 6 em cada 10 espectadores usam o mobile enquanto assistem TV (dos quais 7 em 10 prestam mais atenção no mobile).

O evento, que foi transmitido via streaming, outra forte tendência, pode ser assistido pelo Youtube e eu recomendo que você faça isso agora.

Além disso, o Google disponibilizou uma série de artigos sobre mobilidade que ficam reunidos no hotsite do evento e que valem a leitura!

Layout Responsivo, Site Mobile (m.) ou App.?

A regra é aproveitar uma funcionalidade nativa de qualquer celular: eles já vem com um navegador – sem precisar de download. Se uma mesma tarefa pode ser feita no site mobile ou em um app, faça no site mobile. Ninguém vai baixar um app só pra conhecer um pouco mais sobre o seu negócio.

O público dos aplicativos é menor (aproximadamente 7% dos usuários), mas são consumidores mais fiéis.

Seus consumidores buscam experiências únicas? As funcionalidades do seu site vão além do que pode ser feito num navegador? Seu produto é um game, mídia, rede social ou algo para as pessoas se entreterem? Nesses casos, vale a pena investir em apps. No mais, faça um bom site mobile e continue fazendo o dever de casa do SEO, como disse no início do post.

Quando você visita um site responsivo, seja do computador, smartphone, tablet ou notebook, o design é o mesmo. O que altera é como o design é apresentado.
O layout inteiro é “ajustado” de acordo com a resolução do dispositivo (leia mais aqui).

A escolha entre um site mobile, que é feito pensando exclusivamente em acessos móveis, ou o responsivo, que se ajusta à tela mas sempre com o mesmo “look and feel”, depende da sua estratégia digital.

  • Em uma análise no Google Analytics, o site é muito acessado através de mobile e diferentes resoluções de tela?
  • A sua marca é inovadora e tem forte apelo visual?
  • Você usa alguma plataforma “semi pronta” como o WordPress na qual seja tão simples implementar um tema responsivo quanto um mobile?
  • O seu orçamento permite o investimento?

Se respondeu sim para algumas dessas perguntas, vá de responsivo. O Google prefere, o usuário prefere e você já resolve mais problemas de uma só vez. Se não é o seu caso, tenha um site mobile e comece um planejamento para migrar ao responsivo quando for necessário (ou possível).

Meu site é amigável para acessos móveis?

Para saber se o seu site foi aprovado neste novo critério do Google, utilize essa ferramenta aqui. É gratuita!

Para melhorar ainda mais as estratégias de SEO para dispositivos móveis, utilize a documentação e as dicas do próprio Google, através de seu material para desenvolvedores.

Espero que tenham gostado – ou pelo menos se tranquilizado :) Até a próxima!

Experiência de compra em e-commerce (na prática!)

experiencia de compra em ecommerce

Faz parte da rotina de um Consultor de Marketing Digital orientar clientes sobre as melhores práticas para melhorar a experiência de compra em lojas virtuais. Viver o Marketing Digital, em especial nas estratégias de e-commerce é uma lição de humildade. O aprendizado é diário e, na hora de entender o comportamento do consumidor, não existe especialista infalível ou dono da verdade. O processo é contínuo e o trabalho, ajustado no dia a dia.

Para auxiliar os leitores do Marketing Drops com sugestões sobre o tema experiência de compra, nada melhor do que exemplos reais. Realizei compras em 3 lojas virtuais e uma loja que faz uso de omni channel e passei pelas situações comuns a todos os consumidores. No post de hoje, apresento as estratégias adotadas e comento minhas experiências de compra misturando os papéis de cliente e consultora. O segmento escolhido foi o de Moda e Acessórios, que hoje ocupa o 1º lugar no ranking de volume de pedidos através da Internet, com 17,5% do market share do varejo eletrônico brasileiro.

 

OQVestir

Minha experiência de compra nesse e-commerce envolve o Facebook em todos os aspectos. Foi através do compartilhamento de uma amiga que me interessei por uma saia com tachas. Curti a FanPage e rapidamente procurei a loja no Instagram. Visitei o e-commerce e não tive nenhum impulso de compra, especialmente pelo preço alto e pelo frete, que só seria grátis em compras acima de R$400,00. O fator decisivo foi o uso de Remarketing no Facebook. .

Remarketing ou retargeting é o processo de segmentar usuários em diferentes listas, através de suas ações, em um determinado site. Exemplos: aqueles que abandonaram carrinho, olharam o produto mas não compraram, apenas realizaram buscas, etc. Utilizando cookies de navegação, é possível impactar esses diferentes usuários com diferentes anúncios (em especial em formato banner ou Facebook Ads com URL Externa) com aquele determinado produto. Em palavras menos técnicas, é quando um anúncio de um produto fica perseguindo você durante a navegação. 

Com a tentação do produto me perseguindo, acabei comprando. Não haviam opiniões de usuários e isso quase me impediu de realizar a compra mais uma vez. Desconfio muito de lojas que não incluem a opinião de usuários. Mas, acabei comprando a peça porque achei super linda e no fundo sabia que os anúncios não iriam parar com a tentação ;)

Durante o processo de compra, tudo OK. Porém, para rastrear o pedido, a experiência não foi bacana. O sistema era de uma outra empresa de logística que não os Correios e era impossível ter um feedback correto em tempo real sobre o status do envio. Isso aumentou os níveis de ansiedade como nunca imaginei!

A saia chegou em perfeito estado, com um cartão bem lindo e em uma caixinha personalizada. Me senti chegando de uma loja física e recomendo que esta prática seja seguida para e-commerces que busquem atingir um segmento de consumidores mais exigentes.

Abri a caixa e percebi que a saia não tinha o mesmo caimento nem o mesmo aspecto de que nas fotos do site. Esse é o maior erro da maioria dos sites citados nesse post. Tratar as imagens é uma arte e é melhor que o produto pareça como realmente é! Em poucos segundos decidi que realizaria uma troca e iniciei uma conversa via e-mail com o SAC do OQVestir.

Camila Renaux - Consultoria de Marketing Digital para e-commerce - Avaliação de lojas virtuais

Como a resposta demorou cerca de 1 hora (o que não é quase nada, mas pareceu uma eternidade para mim), acabei abrindo um novo chamado por chat online. Em ambos os canais fui muito bem tratada, mas em cada um deles houve um tipo de resposta diferente. No primeiro, me informaram que eu poderia escolher um produto que ficaria reservado para ser enviado quando minha troca chegasse no Centro de Distribuição da OQVestir. No segundo, me informaram que eu receberia créditos e aí sim poderia comprar o que quisesse. No fim do processo, a primeira opção se mostrou verdadeira.

Postei tudo na filial dos Correios mais próxima da minha casa gratuitamente (logística reversa) e esperei os 7 dias para a remessa chegar no CD da loja. Os produtos que eu havia escolhido para as trocas (uma sapatilha e uma pulseira) chegaram em outros 3 dias úteis e terminei a compra satisfeita com o e-commerce porque adorei o sapato novo (apesar da cor ser diferente da foto mais uma vez).

– Ponto Fraco: eu nunca recebia feedback prévio, ele sempre vinha quando eu entrava em contato e perguntava.

– Ponto Forte: produtos exclusivos e definitivamente lindos.

– Saldo Geral: experiência positiva, mas com pontos a melhorar.

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Passarela

Nessa loja virtual, o incentivador da minha compra foi um post no blog Oi Gurias. Desde que descobri um problema de coluna tenho dado preferência à sapatos baixos e recorri à Internet para encontrar boas opções que combinem com meu estilo. Nas pesquisas no Google encontrei esse blog e desde então tenho sido uma leitora fiel. Em um dos posts, uma das autoras recomendava um determinado sapato para compor looks similares ao que eu buscava e, no fim do post, deixava um link para a loja da Schutz.  Para minha tristeza, o sapato que eu queria estava esgotado na loja da marca e meu primeiro impulso foi colocar a descrição no Google, para uma nova busca. A Passarela havia comprado aquele termo para sua campanha de links patrocinados e eu acessei por curiosidade mesmo. O sapato não era da Schutz, mas eram tantos reviews e o preço tão convidativo (com frete grátis) que eu resolvi arriscar. Confesso que pensei que, caso não gostasse, valia a pena pagar para ver.

O produto chegou em exatos dois dias no meu escritório e em perfeitas condições, dentro de uma caixa padrão, sem nenhum diferencial. Fiquei impressionada com o conforto e percebi que as avaliações do produto realmente me ajudaram a tomar a decisão de compra. Comprei exatamente aquilo que vi no e-commerce, o sapato não parecia diferente em nenhum detalhe.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce

– Ponto fraco: a impressão é de que você está recebendo um produto barato mesmo, não há nenhum diferencial de embalagem como no caso do OQVestir.

– Ponto forte: rapidez de entrega.

– Saldo Geral: o mais positivo possível!

 

Enjoei

O modelo de negócio da Enjoei sempre me chamou a atenção. Uma espécie de brechó online, onde aqueles que não querem mais alguma coisa deixam suas peças em consignação e você negocia diretamente com o dono, como nos garage sales americanos. Claro que o ambiente acaba atraindo pessoas que vendem peças nunca usadas, virando canal de distribuição. Inconscientemente, eu achei tudo super barato. Racionalmente, os preços não eram muito menores, mas eu me peguei pensando que tudo aquilo era uma pechincha e que valia muito a pena arriscar e comprar. A comunicação do e-commerce, cheia de detalhes e gírias, estava me deixando encantada e acabei comprando duas camisas – motivada principalmente pelo impulso.

Que desagradável constatar que eu não poderia incluir tudo em um só frete, afinal, eram de vendedoras diferentes e o site não faz intermediação. Tentei não dar bola para isso e fechei as duas compras via cartão de crédito.

Em menos de 10 segundos recebi e-mails super gentis, das diferentes vendedoras. Amáveis e descontraídas, me contaram em detalhes quando e como postariam as minhas compras e me desejaram momentos felizes com as roupas, aqueles atributos intangíveis que fazem muita diferença quando falamos de atendimento.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce (2)

As peças chegaram embaladas em papel de seda colorido e as duas usaram e-Sedex porque moravam no sul do Brasil e preferiram garantir que minhas compras chegariam antes, por uma pequena diferença financeira para elas.

Nem tudo são flores: descobri que uma das camisas era grande demais para mim e que a outra era transparente demais para o meu estilo. Razão disso tudo? Não existem muitas fotos na página de produto, nem sempre podemos ver as peças vestidas e não há qualquer tabela de medidas para orientar a compra.

– Ponto Fraco: não é fácil trocar as peças. O próprio site recomenda que você as recoloque para vender :/

– Ponto Forte: o site é irresistível e de vez em quando vou até lá navegar e ver as roupas e acessórios à venda, mesmo sem intenção de compra.

– Saldo Geral: adorei o atendimento, mas não sei se voltaria a comprar enquanto não houver maiores informações sobre os produtos (imagens e medidas).

 

MeMove

Entrei na loja porque reconheci o modelo de negócio bem típico dos magazines europeus: completo autoatendimento e todo tipo de estilo em um só lugar. Fiquei passeando e separando vários tipos de peças para provar, aproveitando aqueles momentos nos quais você não quer ser ajudada por nenhuma vendedora, por mais legal que ela seja. Dessa vez eu não estava sozinha – meu marido me aguardava para almoçar – e a mistura de fome e tédio dele foi o motivador para provar somente 1/3 das peças e sair correndo para o caixa.

Muitos maridos e pais aguardavam em um sofá em frente ao provador e presenciaram a minha surpresa quando a auxiliar informou que poderíamos pagar sozinhos em uma gôndola que servia como check out. Meu marido levantou em um pulo e disse que queria ver como funcionava aquilo. Os outros homens (entediados) logo se movimentaram em seus lugares para (discretamente) acompanhar o processo. Através do uso de códigos do tipo RFID nas etiquetas das peças o sistema apresenta em uma tela o valor total da compra, que pode ser finalizado através de diversos gateways de pagamento. Sensacional, né?

Marketing Drops - processo de compra em e-commerce

– Ponto Fraco: um sofá não é o suficiente para entreter maridos passando pela tortura de esperar mulheres em compras.

– Pontos Forte: o check out parece um game e a sensação de participar desse processo fez total diferença na experiência de compra.

– Saldo Geral: super positivo e me fez falar da loja até mesmo aqui no blog :)

 

Esperam que tenham gostado do post! Para os varejistas eletrônicos, recomendo esse exercício. Quando nos colocamos no lugar de nossos clientes muitas situações mostram-se muito mais simples de serem diagnosticadas e resolvidas.

O melhor aplicativo para ajudar na rotina com bebês

Aplicativo rotina bebe

No Drops de hoje vou compartilhar com vocês os aplicativos para celular que venho usando para ajudar na rotina da minha bebê, a linda Bianca. Para quem acompanha a temática dos meus textos, sem sustos. Já ensinei a montar um blog de casamento com presentes virtuais quando casei. Faz parte do jeito Marketing Drops de ser :)

Como consultora de marketing digital sempre defendi a importância do gerenciamento de recursos (tempo, pessoas e dinheiro) na vida de profissionais e nas empresas. A maternidade tem colocado isso à prova máxima. É eficiência total ou então, você será engolida pela falta de tempo. A privação de sono também não ajuda. Por isso, aplicativos ao alcance da palma da mão tem sido aliados importantes.

Testei muita coisa até encontrar o preferido, boa leitura!

Baby Tracker (IOS)

O melhor aplicativo EVER para quem quer estabelecer uma rotina.

A base do processo de criar uma rotina é a observação, já que a estrutura de horários quem define é o próprio bebê. O Baby Tracker me ajudou muito na hora de observar e entender o ritmo da Bianca e é muito intuitivo porque segue a lógica das atividades dos nossos pequeninos:

baby tracker print

1. Alimentação:

Permite escolher entre as opções de aleitamento, relactação, mamadeira e papinhas.

As funcionalidades são salvadoras porque você pode selecionar o tempo em cada seio, se o bebê ficou nos dois ou só em um, o tempo total de amamentação e claro, os horários de cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, existe a opção de quantidade de mls.

Cada input de um novo dado traz como opcional uma observação e isso é muito bom! Ajuda demais na hora de lembrar que o bebê dormiu mamando de madrugada, por exemplo.

Independente da escolha, no final do dia, lá estará seu relatório de número de mamadas e quantidade total de leite – podendo ser dividido entre noturna e diurna!

Na tela inicial do aplicativo aparecerá há quanto tempo ocorreu a última mamada, item essencial quando – piadinha interna – alguém questionar “é fome?!” ao primeiro resmungo do bebê.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê mamar. Super útil para os prematuros, que muitas vezes gostam mais de dormir do que de comer.

2. Fraldas

Permite a escolha entre fralda molhada, fralda suja ou mix. Sabe quando o pediatra pergunta pelo número de fraldas e você vive um breve momento de pânico ao tentar lembrar? Seus problemas acabaram!

Essa funcionalidade também é importante para nos ajudar nas transições entre os alimentos e grandes mudanças de rotina, como quando o bebê faz uma viagem mais longa ou toma as vacinas e sofre com as reações.

3. Sono

Minha opção favorita. Minha filha só dormia durante o dia quando os astros estavam alinhados. Eu travava uma verdadeira batalha pelo sono diurno, cada soneca uma vitória. Vivia fazendo contas do tipo “dormiu as 14:23, acordou as 15:05, quanto tempo dormiu?”.

A tela inicial do aplicativo já mostra há quanto tempo o bebê está dormindo e a duração do sono. Para quem deu risada da minha incapacidade de fazer contas básicas, digo em minha defesa que o bebê também chora de madrugada quando você está bem desorientada! E quando você olha o aplicativo e diz que o bebê está dormindo há mais de 6 horas à noite? Pequenos prazeres, meus caros!

Assim que o bebê adormece, você clica no ícone de “berço” e ele mostra a hora atual, deixando desmarcada a opção de hora de acordar, que fica setada com o sinal de “Zzz”. Quando o bebê chora, basta clicar novamente no ícone que o aplicativo marcará automaticamente aquela hora como a hora de acordar, deixando no relatório os dados do sono. Também é possível anotar observações, como – piadinha interna – “acordou porque a visita queria ver o bebê de olhos abertos e ter certeza que é a cara do pai” .

Os relatórios de sono trazem dados como mínimo, máximo e média de horas de sono. Também ajudam muito a nos tirar da paranoia de que o bebê não dorme o suficiente, já que muitas vezes as horas de sono são suficientes, mas acontecem em um padrão incomum, concentradas todas à noite, por exemplo.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê acordar. Super útil para os dorminhocos diurnos, que acabam trocando o dia pela noite e transformando a mamãe em um zumbi.

4. Atividades e Marcos de Desenvolvimento

Aqui tem tudo que você possa imaginar! Desde dados mais comuns como peso, altura e circunferência da cabeça até informações que a gente coloca no diário do bebê: sustentou a cabeça sozinho, segurou um objeto, dormiu a noite toda, deu a primeira risada, etc. Também costumo usar para anotar os horários de banho, passeio, viagem ou visita.

Quando você quer estabelecer uma rotina, é bem importante relacionar se em tal dia o bebê dormiu mal porque viu muita gente ou se mamou mais porque passou por um impulso de crescimento, por exemplo.

5. Diário de extração de leite

Eu não usei, mas é basicamente o mesmo esquema de uso da opção de aleitamento que expliquei acima. Ajuda demais as mamães que tiram leite – seja para seu próprio bebê ou para doar <3

6. Relatórios

Tá certo que sou suspeita, mas quando vi um modelo visual que mostrava a rotina da Bianca eu chorei lágrimas de arco íris. Sou apaixonada por gráficos! Essa opção é gratuita por 15 dias. Para quem, assim como eu, topar pagar para usufruir dessa maravilha, serão os US$4.99 mais bem gastos do período.

É possível ver dados dos últimos 7, 30 ou 60 dias, agrupados por dia ou por funcionalidade. Lindo!

Baby Tracker - Relatórios

Para fechar, mais pontos positivos:

Extra Dim: Possui modo noturno, deixando a tela mais escura para não distrair o bebê a noite.

Export and Sync: Você pode exportar os dados para o Excel, em formato csv e/ou sincronizar os dados com o iCloud e Dropbox. A mãe nerd pira!

Pontos Negativos: Infelizmente, existem! Para mim, o fato de ser todo em inglês dificulta mas não impede o uso. Mas o fato de rodar somente no iPhone e no iPad (IOS) é super triste! Queremos Baby Tracker para demais plataformas já!

Para quem curtiu, baixe aqui.

Dica Bônus: Sound Sleeper e Spotify

Para quem tem filhos sofrendo de cólicas: o ruído branco pode significar momentos preciosos de conforto para o bebê e para a mãe. Para que ficar carregando secador pela casa? O Sound Sleeper tem barulho de mar, de máquina de lavar, rio e até som de útero. Acalma bebês e adultos!

Se você é fã de música, precisa usar o Spotify. Após criar login e senha, você poderá acessar todo tipo de música de forma gratuita e online, qualidade perfeita! Eu já criei várias listas para a Bianca. Tenho a lista do Baby Einstein (música clássica), Balão Mágico, Trem da Alegria, Palavra Cantada e Galinha Pintadinha para dormir, brincar, tomar banho, etc. Acabei descobrindo que ela também adora Chico Buarque, Bossa Nova e Bob Marley, então cada dia ouvimos uma playlist diferente! :) Super recomendo!

Internet, Tecnologia e Crianças

Cuidados para uso de internet por crianças

No post de hoje vamos falar sobre um tema importante para aqueles que em breve se tornarão papais e mamães, assim como eu.

Como usar a tecnologia sem prejudicar o desenvolvimento das crianças e encontrar o equilíbrio em publicações sobre os filhos nas redes sociais? Principalmente, que cuidados devo tomar para evitar os riscos do mundo digital?

Esses cuidados não são importantes somente para proteger os pequenos e com certeza irão auxiliar os adultos a adotarem uma conduta mais segura na Internet.

Uso da Internet:

Segundo estudo da AVG e da Digital Diaries, 81% das mães e pais no mundo postam fotos de seus filhos online. A prática é ainda mais exacerbada no Brasil, onde 94% dos pais a adotam.

Você sabia que entre 3 e 5 anos apenas 15% das crianças sabe nadar, mas 76% usam computadores, tablets e jogam online?

Já entre 6 e 9 anos 62% das crianças participam do mundo digital e 27% das crianças já sofreram com o cyberbullying. Esquecemos que as crianças ainda não estão maduras o suficiente para lidar com a exposição à todo tipo de opinião que as redes sociais propiciam – especialmente as negativas.

Outro dado interessante nessa mesma faixa etária é que 54% das crianças estão no Facebook, apesar disso ser proibido pelos termos de uso da rede social, que permite a participação apenas dos maiores de 13 anos.

Aliás, a razão pela qual a maioria dos sites americanos se destinam aos maiores de 13 anos de idade é a Lei da Proteção da Privacidade Online de Crianças, que regulamenta a coleta de dados dos usuários para que sejam usados para apresentar mídia segmentada, por exemplo.

Neste link estão diretrizes e ferramentas do Facebook para denunciar e bloquear o bullying na rede social.

Riscos:

Em crianças de até 3 anos,  é importante desenvolver a coordenação motora e facilitar a interação ao ar livre. Cuidado redobrado para aqueles momentos em que a TV ou o tablet viram “babás”, deixando a criança quase que hipnotizada por longos períodos de tempo.

Não estranhe a dependência que o tablet ou o video game possam causar, esses dispositivos são desenvolvidos com base em conceitos de simplicidade e usabilidade, para que sejam facilmente operados mesmo que por crianças muito pequenas. Para os nascidos antes da era digital pode ser fascinante perceber a facilidade com que as crianças aprendem a mexer no computador, mas essa percepção leva em conta o referencial de tempos “pré Internet” e também da nossa própria experiência, adultos que quando crianças faziam trabalhos em enciclopédias e usavam listas telefônicas. Sim, havia vida sem o Google.

Cuidados para os pais:

Neste artigo temos uma visão bastante conservadora sobre o tema, postura adotada pela maioria dos pediatras.

A abordagem do artigo é radical, mas é o que se prega em congressos e publicações da área de mobilidade e interação. A palavra “proibido” é dura em tempos de intensa imersão digital, especialmente no nosso convívio diário com smartphones e tablets. Na minha opinião pessoal, priorizar e restringir é diferente de proibir e mesmo assim pode trazer tantas vantagens quanto.

Se o uso de tecnologia for uma forma de estímulo, assistido, monitorado e respeitando os momentos/fases da criança, por que não? Mas, se o tablet vira “babá”, a TV vira sessão de hipnose e o celular uma forma de anestesiar a criança, invertemos os valores!

Uma conduta mais segura na Internet:

O primeiro cuidado que devemos ter é ajustar as configurações de privacidade da rede social para que somente amigos possam ver as fotos, restringindo certas informações. Saiba como neste link.

Evite os exageros. Não tem nada de mais postar fotos de uma festa de aniversário ou evento com família e amigos, mas isso não precisa ser o único tema do conteúdo publicado. Mostrar os filhos quando pequenos pode ser irresistível, mas ainda assim deve-se seguir uma linha de atuação na rede, que leve em conta a “imagem” da criança, dos pais e o bom senso.

Engana-se quem considera a rede social um espaço de exposição de ideias sem consequências, aquela impressão de “aqui eu falo o que quiser”. As informações são púbicas e tem até mesmo valor legal em caso de uma discussão judicial.

É importante entender que o cuidado com a nossa privacidade depende cada vez mais de nós mesmos! A melhor maneira de proteger a própria privacidade é comportamental e não tecnológicaNesta entrevista um criminoso explica como utilizou o Facebook para planejar durante 10 dias o sequestro de uma criança de 9 anos. Em seus perfis os pais da vítima publicavam imagens do interior da casa, da empresa da família e da rotina da criança.

Evite publicar:

Criança Nua ou no Banho: Não há qualquer maldade nisso, mas mesmo que pareçam inofensivas, essas imagens podem atrair redes de pedofilia que agem na deep web, um risco que pode ser facilmente evitado.

Uniforme Escolar: Imagens que facilitam a identificação da escola da criança podem ser usadas em um planejamento de roubo ou até mesmo em um sequestro.

Localização: Cuidado ao ativar sua localização em mídias sociais, especialmente se a publicação incluir fotos. Além de expor a rotina, pode dar pistas sobre o padrão de vida familiar e ambiente de trabalho dos pais. Quanto mais generalista, melhor! Não é necessário ser radical, apenas prudente :)

Constrangimento: Fotos e vídeos podem ser engraçados ao mostrar situações inusitadas, mas no futuro, constranger seu filho. Também corre-se o risco do vídeo ou foto virar o novo meme da Internet. Você gostaria? Como seu filho reagiria?

Fotos com outros amiguinhos: É importante tomar cuidado com fotos do seu filho acompanhado de colegas. Alguns pais não gostam dessa exposição e é de bom tom perguntar antes de publicar ou marcar a imagem em redes sociais.

Se o seu filho já usa a Internet:

– Mantenha o computador em algum cômodo da casa em que as atividades da Internet possam ser acompanhadas de perto.

– Bloqueie sites que você não aprova e que não possam ser visitados pelas crianças por conta própria. Saiba como neste link.

– Não incentive o uso do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e outras redes sociais caso a idade do seu filho não esteja de acordo com os termos de uso.

– Estabeleça um limite de tempo para o uso da Internet, tablets, smartphones e video games.

Aqui neste link você encontra uma cartilha super explicativa e com linguagem acessível sobre Ética e Segurança Digital. Leitura mais que recomendada para os papais e mamães!

 

Espero que tenham gostado!

Até a próxima! :)

 

Entenda o Google Meu Negócio e a Busca Local

Google Meu Negocio e Busca Local

Você já se perguntou como vivia antes do Google existir? É engraçado lembrar dos tempos em que havia agenda de telefones, enciclopédias para pesquisa e dicionários para verificar a ortografia. Sim, já vivemos assim! Em tempos de excesso de informação, ser encontrado deve ser objetivo de qualquer marca, empresa ou profissional. 

Na busca por um dentista, por exemplo, é comum que nosso primeiro passo seja procurar no Google para em seguida pedir indicações para amigos através de redes sociais. E para quem não possui site – como a maioria dos profissionais liberais – qual a melhor estratégia para ser encontrado pelo Google?

É aqui que entra o tema do post de hoje: a busca local ou local search. Vamos entender o que é busca local e como ela funciona, o que muda com a chegada do Google Meu Negócio e principalmente, como colocar a sua empresa neste universo. Boa leitura!

O que é busca local?

A busca local tem relação direta com a intenção do usuário e com o contexto que o levou a realizar uma busca. O nome desse movimento é web 3.0, na qual não se pensa mais somente em interação e sim em compreender exatamente o que o usuário quer, com base em linguagem natural e semântica. Um exemplo bem interessante envolve a Copa do Mundo: ao pesquisar por “jogos brasil copa”, o Google direciona o usuário a uma página com horários, grupos e tabelas de classificação. Ele faz isso porque “entende” que buscamos por essas informações, levando em conta a intenção (saber horários) e o contexto (copa do mundo). Percebam como o foco não é mais nas palavras exatas e sim, no que elas significam para aquele usuário.

Para reforçar essa estratégia global,  em 2013 ocorreu a mais importante atualização no algoritmo de busca do Google, apelidada de Hummingbird. Recomendo a leitura desse artigo sobre o tema.

A busca local entrega aquilo que o usuário procura, levando em conta o que está mais próximo dele. É fazer parte da intenção de compra onde ela é possível, geograficamente. Muito se fala de e-commerce e compras a um clique e as buscas locais trazem esse conceito para perto do comércio e da prestação de serviços nas cidades. Não é por acaso que tivemos tantos avanços com o Google Street View!

Faça o teste: se buscar pelo termo “restaurantes” ou “restaurante e o nome de uma cidade”, os resultados trarão endereços e mapas com avaliações de outros internautas e priorizarão aqueles que estão mais próximos a você. É assim que funciona o busca local :)

Google Meu Negócio

Google Meu Negócio

Antes chamado de Google Places for Business, a plataforma de busca local do Google envolvia uma integração total com o Google+. Na teoria isso fazia total sentido, já que a rede social complementa a busca, reforçando o relacionamento com a empresa encontrada através de conteúdo e favorecendo a busca por recomendações e opiniões de amigos. A aceitação do Google+ fez os rumos da rede mudarem e foi daí que surgiu o novo Google Meu Negócio, uma plataforma de permite ao Google dar mais foco aos seus produtos de forma diferenciada.

O que sua empresa pode fazer ali?

  • Manter informações comerciais atualizadas no Google
  • Ajudar a divulgar sua empresa no Google. O Google pode usar as informações comerciais que você forneceu em resultados de pesquisas locais.
  • Ler e responder aos comentários dos seus clientes (AMEI!).
  • Saber como os clientes pesquisaram sua empresa e de onde vieram
  • Fazer upload de fotos em alta qualdiade e criar um texto de apresentação mais longo para sua empresa.
  • Utilizar o recurso “Hangouts on Air” para gravar um vídeo dos bastidores da empresa ou da equipe trabalhando.

Criando um Local no Google Meu Negócio

A primeira coisa que você deve possuir é uma conta no Gmail, com login e senha. É através dela que você fará toda a gestão dos dados da sua empresa. Você pode criar a sua clicando aqui.

Depois disso, você deve acessar o portal Google Meu Negócio e clicar no botão “Aparecer no Google”, que fica no canto superior direito. Antes disso, vale a pena ler os breves tutoriais ao longo da página, eles facilitam bastante.

Agora é só ir seguindo o passo a passo. Simples assim! Não tenha medo de editar informações, elas só ficarão visíveis após a confirmação da empresa. Você vai inserir a categoria da empresa (loja, cafeteria, consultório, etc.), endereço, telefone, os horários de funcionamento, website (se houver), fotos e tudo aquilo que o ajudar a divulgar seu negócio.

Por falar em confirmação, esse é o ponto mais delicado. O processo acontece através do envio de um código, chamado PIN. Você pode confirmar o PIN através de correspondência, que chega pelos Correios (tenha o cuidado de fornecer o endereço correto) ou por telefone, em uma ligação gravada que acontece em cerca de 30 segundos após clicar no botão de confirmação (tenha o cuidado de fornecer o telefone correto). Se inserir um número de celular, é ele que aparecerá como telefone do seu negócio nos resultados do Google, fique de olho!

Outro ponto importante: se a sua empresa possuir URA (atendimento automático) você não conseguirá fazer a confirmação por telefone.

FAQ Completo para o Google Meu Negócio: sim, ele pode salvar sua vida :)

Após aproximadamente 15 dias da criação, sua empresa deve começar a aparecer nas buscas de forma consistente. Seja paciente, mas mantenha o foco. Faça buscas de vez em quando para ver como andam os resultados e fique de olhos na área de “Insights” do seu painel.

Uma dica: seja específico na forma de nomear seu negócio e pense na maneira como o seu cliente busca pelos seus serviços e produtos. Lembram do exemplo do dentista? O Google já entende que “odontologia” e “dentista” são termos relacionados, mas tenha o cuidado de não florear demais com termos técnicos que dificultam o processo de ser encontrado.

 P.S: O Bing (buscador da Microsoft) possui recursos fantásticos para buscas locais que devem chegar em breve no Brasil. Também é importante preparar o seu negócio para as buscas locais e móveis, feitas pelo celular. Esses temas não foram esquecidos, e sim guardados para um próximo post, mais completo. Até lá!

Entrevista > Empreendedorismo Digital

consultoria em marketing digital

Já falamos aqui no Marketing Drops sobre um assunto bem pertinente ao empreendedorismo digital, apresentando o Manual de Bolso Startup. Na última semana fui convidada para dar uma entrevista sobre o tema ao portal Ticket e Gestão, dessa vez respondendo as perguntas essenciais para aqueles que querem abrir seu próprio negócio usando a Internet.

Compartilho com vocês a íntegra da entrevista. Boa leitura! :)

Muitas pessoas hoje pensam em ter um negócio digital por acharem ser uma forma mais simples de empreendimento. O que você acha dessa posição?

Todo novo empreendimento já é por si só complexo, é um novo entrante em um mercado muitas vezes consolidado. No mundo online o desafio sem dúvida é maior. Para os negócios de varejo digital (e-commerce) a concorrência está a um simples clique de distância, a facilidade em comparar preços é muito maior e a resistência dos consumidores em fazer compras pela primeira vez em lojas desconhecidas não são meros detalhes. Já para as startups digitais, também é necessário contar com um modelo de negócio inovador e com a participação ativo do empreendedor como a figura de um líder, que deve acreditar em suas ideias e ser capaz de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

O que é preciso para ser um empreendedor digital?

Muitas das características dos empreendedores do mundo offline, como iniciativa, persistência, capacidade de correr riscos calculados, liderança, resiliência, exigência por qualidade, busca sistemática por informações, autoconfiança e networking. Costumo brincar que os empreendedores devem ter nervos de aço! No mundo online destaco como características importantes a orientação a resultados – tudo na web pode e deve ser medido – e o planejamento, base para o sucesso em estratégias digitais e para compreensão dos movimentos de mercado.

Quais são as 5 perguntas que uma pessoa deve fazer para saber se o negócio é viável ou não?

Essas perguntas compõe um documento muito importante, chamado business plan ou plano de negócios. Apesar de alguns empreendedores considerarem a confecção de um plano de negócios uma perda de tempo – preferem ter tudo “na cabeça” – é muito recomendável que o novo empresário coloque no papel seu plano, na tentativa de valida-lo. O maior erro que um empreendedor pode cometer é tentar achar respostas simplistas para todas as perguntas que remetam ao fracasso do seu negócio. Pensar nas possibilidade que levariam as pessoas a não comprar o produto ou a não preferirem a marca, são muito bem vindas, assim como aceitar críticas construtivas.
De forma geral, deve-se responder ao: o que, quem, quando, como e por que do negócio. Também é importante questionar-se sobre o produto, o mercado, a concorrência, o público alvo, a distribuição e o preço. Enfim, deve-se pensar em tudo, todo detalhe é importante e conhece-lo com antecedência aumentará suas chances de sucesso quando a empresa já estiver em operação.

Quais são os cuidados necessários no começo de um negócio digital?

Na minha percepção um cuidado importante e muitas vezes negligenciado, é a importância das pessoas para o sucesso da empresa. Muitos empreendedores se preocupam com entregas, produto e demais pontos do operacional e esquecem que a empresa deve possuir um líder e um objetivo claro a ser buscado. Ter pessoas orientadas a esse objetivo em comum, comprometidas e felizes em seu ambiente de trabalho é essencial para o sucesso. Além das perguntas do business plan, um cuidado essencial, recomendo que os empreendedores pensem na sua equipe e na construção de uma cultura corporativa sólida.

Como promover o seu negócio?

Depende da sua estratégia e do seu objetivo. Sei que isso parece clichê, mas é essencial. Os maiores erros de divulgação acontecem porque os objetivos se perderam ou não estão claros e nunca será possível ter tudo, é necessário escolher o foco. É importante compreender os diferentes níveis de maturidade da empresa, seus estágios iniciais, a percepção do mercado e dessa maneira ir traçando as estratégias. Na Internet temos modalidades incríveis de divulgação, como vídeos, peças interativas, redes sociais e remarketing – aqueles produtos que “perseguem” o internauta conforme ele navega por diferentes sites. Também é importante reforçar a importância das modalidades tradicionais de mídia, como TV e jornal, na divulgação de um negócio. A comunicação deve ser integrada, sempre!

Como funciona uma consultoria em marketing digital?

O papel do consultor é auxiliar as empresas a alcançar seus objetivos na – e através da – Internet. O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição. O consultor de Marketing Digital deve trabalhar em detrimento da empresa do cliente e nunca dos serviços que tem a oferecer, já que o produto que vende é inteligência e expertise. Também é extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado.

Como anunciar no Waze

como anunciar no waze

Segundo a reportagem do Jornal O Globo, o Brasil já é o segundo maior mercado do aplicativo social de tráfego Waze, com 6 milhões de usuários. Perdemos somente para os Estados Unidos! Ao redor do mundo o Waze conta com nada menos do que 50 milhões de usuários. O sucesso do aplicativo no Brasil pode ser explicado por algumas características bem particulares: problemas com trânsito nas cidades brasileiras, crescimento do número de smartphones no Brasil e a preferência nacional por tudo aquilo que é “social” – somos apaixonados por redes sociais.

Um outro ponto que chama a atenção é o volume de parcerias que a startup faz com prefeituras ao redor do mundo, sendo uma das mais fortes a realizada com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com apoio em TI, as atualizações nos mapas acontecem praticamente em tempo real. Achei surpreendente!

Para os usuários finais, o benefício é claro: você pode descobrir as melhores rotas, saber sobre acidentes e usufruir daquela sensação que tanto gostamos – de ajudar aos outros – um típico benefício intangível.

Mas e as marcas e empresas? Como podem usufruir do Waze?

1. Integrações

O sistema de busca do Waze é integrado com Foursquare, Bing e Google Maps. Para aumentar as chances de estar presente organicamente e sem custo em buscas através do aplicativo, é primordial que a sua empresa já possua iniciativas em outras redes, principalmente no Google Places for Business – a busca local do Google, que é dona do Waze.

Importante: o Waze pode limitar a abrangência das buscas em conexões em 3G, por isso, não há garantias de que sua marca aparecerá apenas por estar presente no Google Maps ou no Foursquare. A forma garantida é anunciar, que explico abaixo.

Como cadastrar minha empresa no Google Places for Business?

O mais importante é que sua empresa já possua uma conta no Gmail, para dar os primeiros passos na geolocalização do Google, acessando o site neste link.

O sistema é bem intuitivo e é super importante preencher com dados verdadeiros, já que é tudo “pra valer” e as mudanças podem levar alguns dias para serem indexadas. Para confirmar a propriedade da empresa, o Google envia um código exclusivo, chamado PIN. Ele pode fazer uma ligação para um telefone fixo ou então enviar isso via Correio, em uma correspondência em envelope oficial. Caso sua empresa possua URA – a unidade “robô” que atende telefones – será preciso usar a opção de correspondência. Dica: o envio do PIN via telefone é automático e o por carta costuma levar cerca de 15 dias.

Como cadastrar minha empresa no Foursquare?

Se a sua empresa já está presente no Foursquare (dica: procure por ela para ter certeza), recomendo a leitura desse excelente tutorial que explica como tornar-se dono de uma Venue – nome técnico para a sua empresa nessa rede social, em analogia livre, é a “FanPage” do Foursquare.

A partir disso, acesse essa página aqui e vá seguindo o passo a passo.

Você receberá uma carta oficial via Correio com um adesivo e um documento informando que aquela Venue pertence a sua empresa e poderá anunciar na rede social e usufruir de outros benefícios, como a realização de ofertas exclusivas e promoções para seus clientes.

2. Anuncie no Waze

As grandes marcas, como Bradesco, Samsung e TIM,  já iniciaram os testes com anúncios pagos no Waze e a tendência é que as pequenas e médias empresas também realizem iniciativas na rede social. Se você for um varejistas com ponto de venda físico, deve pelo menos conhecer essa possibilidade! Como tudo em Marketing Digital, não há garantias de resultado. Faça um teste, meça os resultados e os compare com outro tipo de mídia, para ter um referencial.

bradesco no waze

Montando seu anúncio

1. Acesse o site do Waze através de um computador e vá até o rodapé, na seção “Parceiros” > “Anuncie no Waze”. Este é o acesso para o painel do anunciante. Ponto fraco: é tudo em inglês, mas isso faz parte do dia a dia de quem trabalha na área, né?

2. Faça login com seu usuário e senha. É possível usar um usuário pessoal para anunciar, mas é comum que as empresas escolham utilizar um login “corporativo”. Ele não é diferente em funcionalidade, apenas uma escolha para organizar os logins da empresa, que não querem deixa-lo ligado a um colaborador.

3. Procure por seu endereço e na sequência, faça o upload de sua logo para que apareça em destaque no anúncio. Você também deverá escolher uma categoria para seu negócio (café, loja, floricultura, shopping, etc.)

4. É chegada a hora de inserir o nome da sua empresa, uma imagem customizada de 200 x 200 pixels e um pequeno texto que explica o seu negócio. Dica: inclua no texto algum benefício que chame a atenção, por exemplo em uma Cafeteria: “clientes do Waze ganham um brigadeiro”.

5. Nesta etapa você deve inserir um número de telefone, site, horário de funcionamento e ponto de referência. Nenhuma dessas informações é obrigatória, mas todas elas ajudam o seu negócio a ser encontrado.

6. Definição do orçamento: sempre que um anunciante comprar um anúncio ele terá validade de um mês e será pago por mil impressões (CPM). Além de mostrar a imagem (pin) da sua empresa, o Waze também a deixará visível nas buscas – o que vimos que nem sempre acontece de forma orgânica.

  • Preço por mil impressões: O próprio Waze fará a sugestão – baseada na concorrência – de quanto deve custar mil impressões do seu anúncio. O número de impressões vai depender da importância e do movimento da rua na sua cidade. No anúncio teste que fiz o Waze sugeriu o CPM entre $1.00 – $2.82 (sempre cobrado em dólares americanos). O preço mínimo do CPM é $1.00.
  • Orçamento mensal: Você pagará por mil impressões, mas deve definir o valor máximo que está disposto a pagar após um mês. Como as cobranças são feitas via cartão de crédito é importante estipular um limite, caso contrário o Waze exibirá seu anúncio para sempre e você não terá um valor para se basear e comprovar resultados. O valor mínimo por mês é $50.00.

7. Hora de inserir os dados do cartão de crédito. Assim como no Facebook, o Waze não aceita pagamento via boleto. O pagamento é feito como em qualquer transação, você insere os dados e o código de segurança e após alguns minutos (ou horas) o pagamento é aprovado pela operadora. Não esqueça de aceitar os “termos de uso” da rede social. Aguarde a confirmação de aprovação do anúncio e pronto! Ele será exibido enquanto durar o seu budget!

Para relembrar o passo a passo, um print do painel:

painel do anunciante no waze

Espero que tenham gostado. Até a proxima :)

Adendo Marketing Drops:

Alguns leitores reclamaram sobre a dificuldade em cancelar ou pausar um anúncio no Waze. É realmente uma pena, porque esse tipo de situação pode inviabilizar o investimento estruturado nessa mídia social.

Caso esteja passando por isso, envie um e-mail em inglês pedindo cancelamento e reembolso do valor “extra” que foi cobrado. O endereço de e-mail é este aqui: waze-ads-billing@google.com. Caso tenha dificuldades com o inglês, use o Google Tradutor, ajuda bastante.

Você pode saber mais sobre o tema no FAQ para Anunciantes do Waze.

Espero que dê certo!

Abraços,
Camila

Linkedin como ferramenta de Marketing para empresas

Linkedin para Empresas

Já falamos sobre o Tumblr e sobre o Instagram como ferramentas de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops. No post de hoje, é a vez do Linkedin!

Dica: É muito difícil falar de Marketing Digital sem falar de ferramentas e plataformas. A grande sacada é entender que a ferramenta é o que menos importa, a diferença é o que você faz com ela!

Então vamos lá: Como estruturar uma presença de sucesso para uma empresa no Linkedin, adotando estratégias de Marketing Digital?

1. Página de Empresa

O primeiro passo é garantir que a empresa tenha presença oficial na rede. Perfis pessoais são para pessoas, empresas devem ter páginas – as Business Pages do Linkedin. Aqui neste link temos um tutorial super completo sobre como criar uma página para empresas, mas vamos nos ater à informação que essa página deve conter:

Informações básicas e imagens: Preencha corretamente as informações obrigatórias, como endereço, número de colaboradores e website. Esses dados estarão destacados na página e transmitem profissionalismo para quem lê. Tenha carinho com as imagens, em especial a do banner, que é a imagem destacada da página. Empresas pequenas (entre 1 e 50 colaboradores) também podem – e devem – estar no Linkedin! Manter informações atualizadas e organizadas não é tarefa somente para as multinacionais, ok?

Resumo: É a área de maior destaque em uma Business Page no Linkedin e merece atenção especial. Um bom texto tem entre 2 e 4 parágrafos e explica a atuação da empresa, sua visão e também seus valores em formato de redação e não em tópicos, o que torna a leitura mais agradável. Uma dica importante é definir o tema da página, que pode ser mais institucional, como a do Itaú Unibanco ou mais focado em atração e retenção de talentos, como a da Microsoft.

Produtos e Serviços: Faça uma relação dos produtos e serviços ofertados pela empresa e explique-os brevemente – um parágrafo ou dois bastam. Recomendo o seguinte modelo para a redação do texto: 

– O que é o produto

– Para que serve? Que dor cura?

– Que benefício gera? Qual o resultado alcançado por quem compra?

As sub páginas de produtos permitem inclusão de banners, vídeos do Youtube, apresentações do Slideshare e, principalmente, espaço para recomendações. Clientes e evangelizadores da marca poderão deixar depoimentos em cada produto, incentivando a compra. A Business Page da HP é um excelente case de recomendações, são mais de 3.300!

2. Colaboradores Engajados

Além dos benefícios óbvios para os colaboradores que mantenham uma postura ativa e sem deslizes em mídias sociais, temos as vantagens que a empresa, como organização, tem quando seus funcionários sabem utilizar estrategicamente o Linkedin.

Os colaboradores que preenchem corretamente suas informações “marcando” determinada empresa como empregadora evitarão que sejam criadas – um processo automático – páginas não oficiais da empresa.  Procure pelo nome da sua empresa no campo de busca do Linkedin para saber se já existem páginas não oficiais ou colaboradores que usam o nome da empresa como sobrenome, um comportamento muito comum e negativo para imagem da empresa e do colaborador.

Aqui neste link está uma apresentação interessante sobre as boas práticas que os profissionais devem ter em seus perfis.

3. Recrutamento e Seleção

Quando pensamos em Linkedin, pensamos em recrutamento e seleção! É fato que recrutadores e profissionais de Recursos Humanos estão na rede, fazendo buscas por profissionais diariamente. Para as empresas que queiram utilizar a rede para encontrar talentos, recomendo os produtos pagos. Sei que o custo pode ser um empecilho em um primeiro momento, mas os resultados compensam – especialmente quando comparados à publicação de conteúdo (que não é paga).

Os valores são customizados de acordo com a necessidade da empresa. Ao pedir uma demonstração grátis um executivo do Linkedin entrará em contato com você para entender necessidades e apresentar uma proposta sob demanda. Para soluções pontuais (mais focadas na busca por potenciais candidatos) pode ser feita a compra diretamente via painel, através da Internet. Esses serviços não contam com suporte ou com gerentes de conta. Os valores dos contratos anuais variam entre R$69,95 e R$224,95 por mês.

Serviços oferecidos pelo Linkedin, que podem ser testados gratuitamente:

Recruiter: O recurso de pesquisa mais avançado do LinkedIn para buscar por profissionais que tenham o perfil certo para vaga, mas que não estejam buscando novas oportunidades ativamente. Dá acesso a toda a rede do LinkedIn e não apenas às suas conexões pessoais.

Jobs: Permite divulgar e apresentar vagas personalizadas (segmentadas) a usuários quando eles acessarem a página inicial, o perfil de um funcionário ou a Career Page da empresa.

Career Page: Dá permissão para que a Business Page da sua empresa tenha uma “aba” com vagas, descritivos e espaço para depoimentos de colaboradores. Aqui está um exemplo desse tipo de página, da Natura.

Anúncios de vaga: Permite comprar o espaço de anúncio nas páginas de perfil dos seus funcionários.

4. Conteúdo

A frequência das postagens no Linkedin não precisa ser tão alta como no Facebook. Em média, um a dois posts por dia já garantem participação efetiva e engajamento.

O mais importante é definir um tema para as publicações, que podem ser mais institucionais, direcionadas ao público alvo de mercado (mercados organizacionais ou B2B) ou em atração de talentos. Uma dica é adaptar conteúdo do Facebook, Blog ou Google Plus da empresa para este canal, que pede um tom mais informativo do que outras redes sociais que sejam focadas em entretenimento.

O próprio Linkedin mantém um canal no Slideshare cheio de dicas sobre conteúdo, como essa apresentação com 15 dicas para updates de empresas. No mesmo canal estão outras orientações sobre Marketing de Conteúdo, além de pesquisas bem bacanas com segmentos específicos e outros estudos de caso.

Agora, mãos à obra! Espero que tenham gostado! Até a próxima ;)

Crédito da Imagem: Techtudo