Como escolher o curso de Marketing Digital certo para o seu perfil e objetivo

curso de marketing digital com camila renaux em blumenau

No Drops de hoje vou responder a uma dúvida que aparece frequentemente em meus cursos presenciais. Quero começar a trabalhar com Marketing Digital! Por onde começar? Que curso fazer? Que tipo de formação escolher para aumentar as chances de entrada no mercado de trabalho?

Para facilitar a vida, vou dividir os critérios em tópicos e disponibilizar um vídeo diretamente do meu canal no Youtube. Espero que gostem!

Não caia em roubadas.

Não vamos nos ater aos cursos ruins de verdade. Infelizmente, nem tudo que reluz é ouro e pode acontecer de um curso de baixa qualidade ser divulgado como um bom curso e alunos interessados acabarem tendo uma péssima experiência durante as aulas. Na minha opinião, o pior que pode acontecer é a falta de generosidade ao ensinar, se atendo ao lugar comum, sem diferencial.

O objetivo de um curso é instigar os alunos e ensina-los a encontrar um caminho próprio, já que no Marketing não existe receita pronta para o sucesso. Mas, você pode aprender a aplicar técnicas que o orientem a encontrar os melhores ingredientes e o passo a passo para a receita própria de cada empresa.

Dica Marketing Drops: não contrate o primeiro curso que vir pela frente! Questione ex participantes, visite as redes sociais do professor e questione a instituição que está promovendo o curso sobre a ementa e a lógica por trás dela. Se o objetivo for apenas surfar essa onda, caia fora da roubada!.

Cursos práticos versus cursos mais conceituais.

Aqui estamos falando do modelo de treinamento contratado. Nesse momento, é importante ter em mente aquilo que você procura em um curso de Marketing Digital – uma visão mais conceitual e estratégica ou curso mais focado em dicas e na facilitação da aplicabilidade do que é ensinado. Infelizmente, temos pouco tempo para dedicar aos estudos e não é fácil se ausentar por muito tempo da rotina diária para fazer um curso completo. Por isso, pode ser necessário fazer dois cursos complementares, um mais teórico e outro mais prático. O erro mais comum é buscar um curso extremamente prático e rápido quando o aluno não tem base nenhuma sobre a parte técnica e conhece pouco sobre conceitos básicos de branding e marketing em geral. Se esse é o seu caso, invista em curso conceitual primeiro e depois parta para workshops focados.

Para exemplificar esse tópico é interessante comparar os cursos da Martha Gabriel e da Agência Mestre. Ambos excelentes! Porém, a didática da Martha é sempre a de embasar o Digital como um todo, falar de comportamento do consumidor e de marketing estratégico. É um curso excelente para gestores e também iniciantes, que buscam aumentar a densidade do que vivem na web. Já o curso da Mestre é muito mais prático, repleto de ferramentas e dicas para o dia a dia. Vale lembrar que os dois cursos contemplam a teoria e a prática, mas cada um deles tem foco maior em uma das vertentes. Recomendadíssimos!..

Cursos gerenciais versus cursos mais específicos

Assim como no tópico acima, os cursos acabam tendo visões diferentes. Sempre que o nome do curso usar as palavras “gerenciamento”, “gestão” e “estratégias” vale a pena ler com atenção a ementa de aula, porque provavelmente o curso é orientado para gerentes, gestores e para aqueles que buscam uma visão mais holística. Nesse caso o curso não será focado em cada uma das vertentes do Digital e sim, em como conseguir gerenciar tudo que uma empresa precisa para ter sucesso, indicadores de resultado, planejamento, cases, etc. Temos até mesmo MBAs focados em Marketing Digital, como o da FGV e o do I-Group, que também recomendo.

Um exemplo para facilitar: em um curso de Marketing Digital focado para empreendedores e gestores, na hora de falar sobre e-commerce haverá uma conceituação muito maior sobre processos, dificuldades, oportunidades e negócios. Já em um curso mais prático, o tema e-commerce pode abordar ferramentas, dicas de otimização, sugestões de integrações e possibilidade de mídia e promoções.

Dica Marketing Drops: O ideal é quando o professor consegue pincelar os cenários gerenciais e técnicos entre os cursos, fazendo com que todos falem a mesma língua. Fique de olho nos feedbacks e na didática de quem irá ensinar.

Cursos presenciais versus cursos online.

Aqui a discussão não é sobre qualidade e sim, sobre preferências na hora de aprender. Cursos online são práticos e podem salvar a sua vida em momentos de correria no dia a dia, mas se você considerar essencial o networking e a troca de experiências entre alunos, pode se frustar. Minha opção por cursos online só ocorre quando realmente não há tempo – ou dinheiro – para se deslocar até o local do treinamento (geralmente grandes capitais). Valorizo muito a rede de contatos que formamos em um curso e alguns alunos se dispersam mais em casa, em frente ao computador, acabam prestando mais atenção quando estão in loco. Porém, isso é muito pessoal. Experimente um curso online de um professor ou instituição de ensino já aclamados e adeque à sua realidade e preferência..

Tempo de duração, preços e didática.

Nesse tópico reuni os itens que costumam gerar mais dúvidas entre os alunos. Realmente, é difícil avaliar um curso sem tê-lo experimentado antes e confiar na percepção dos outros as vezes dá errado. É como ir ao cinema – aquele filme que todos os seus amigos gostaram pode parecer ruim para você.

Aqui, a dica é cruzar informações e perceber se há lógica no que é apresentado. Por exemplo: um curso de Gerenciamento de Marketing Digital em apenas dois dias é impraticável. O volume de informações é grande e muita coisa terá que ser embasada. Dependendo da limitação de horas/aula, muito terá que ser deixado de lado e isso pode dificultar o aprendizado. Claro que se o curso deixar claro que a didática será de “Intensivo”, tudo faz mais sentido. Fique de olho!

E relação aos professores, instrutores e palestrantes, não temos como fugir de conhecer o estilo e conhecimento de cada um.  É recomendável conhecer mais sobre a produção de conteúdo de cada instrutor. Se você ensina algo, é muito importante que saiba aplicar! Caso contrário, seu discurso vira uma reunião de palavras vazias. Valorizo muito o aprendizado com professores que vivem o Digital e a Internet no dia a dia, porque conseguem se colocar no lugar dos alunos, que sentem na pele os problemas da vida real.

Por fim, vamos falar de preços! Momento difícil, porque preço não é atributo de custo e sim, de valor. Depende da instituição, do posicionamento, do profissional que está dando aula, do local (grandes centros ou pólos regionais) e de muitos outros fatores. No geral, o preço médio de mercado para cursos presenciais de 20 horas é de valores a partir dos R$580,00. Aqui, depende muito! A dica novamente é ver se o curso é o ideal. Se for, o preço é de investimento e esse valor será revertido em boas oportunidades para você!.

Momento Jabá :).


Eu, Camila Renaux, sou instrutora de um curso sobre Gestão em Marketing Digital e Mídias Sociais em Blumenau (SC)
.

A ementa foi baseada em um curso teórico  de 16 horas de duração. Nesse workshop vamos conceituar muita coisa para dar base estratégica aos alunos e apresentar dicas e possibilidades práticas. Através de uma metodologia baseada em planejamento e orientado à métricas de resultado, os participantes poderão ter uma visão geral sobre o Marketing Digital para gerenciar, criar e medir o sucesso de ações de Marketing e Vendas na web..

Camila RenauxAbordaremos ferramentas, métodos específicos, modelos de atuação, estratégias, geração de conteúdo, mídia paga, e-mail marketing e até orientações à respeito dos aspectos legais e promocionais, tanto para organizações que atuam em mercados de bens de consumo (B2C) quanto organizacionais (B2B).

Para quem quiser saber mais e participar, acesse a página do curso sobre Gestão em Marketing Digital e Mídias Sociais com Camila Renaux.

Métricas em Marketing Digital

metricas-marketing-digital-camila-renaux

Olá, leitores do Marketing Drops!

No dia 16 de março de 2017 estive no The Up Day em Florianópolis (TUD2017) falando sobre Métricas em Marketing Digital! O tema era como simplificar o que medimos e dessa maneira elaborar e implementar estratégias mais assertivas, que nos ajudem a vender mais e melhor.

A palestra virou vídeo, em formato de curso online, super completo \o/

Um passo a passo para todos aqueles que conseguem coletar dados e medir resultados, mas sentem dúvidas na hora de definir se eles são bons, satisfatórios ou ruins!

* Conceitos
* Fórmulas
* Qualitativo x Quantitativo
* O que são métricas
* O que são KPIs
* ROI, Taxa de Conversão, Ticket Médio, CTR, Mídia, entre outros.
* Dicas para facilitar o dia a dia e a geração de relatórios

Espero que gostem!

Entenda o Google Meu Negócio e a Busca Local

Google Meu Negocio e Busca Local

Você já se perguntou como vivia antes do Google existir? É engraçado lembrar dos tempos em que havia agenda de telefones, enciclopédias para pesquisa e dicionários para verificar a ortografia. Sim, já vivemos assim! Em tempos de excesso de informação, ser encontrado deve ser objetivo de qualquer marca, empresa ou profissional. 

Na busca por um dentista, por exemplo, é comum que nosso primeiro passo seja procurar no Google para em seguida pedir indicações para amigos através de redes sociais. E para quem não possui site – como a maioria dos profissionais liberais – qual a melhor estratégia para ser encontrado pelo Google?

É aqui que entra o tema do post de hoje: a busca local ou local search. Vamos entender o que é busca local e como ela funciona, o que muda com a chegada do Google Meu Negócio e principalmente, como colocar a sua empresa neste universo. Boa leitura!

O que é busca local?

A busca local tem relação direta com a intenção do usuário e com o contexto que o levou a realizar uma busca. O nome desse movimento é web 3.0, na qual não se pensa mais somente em interação e sim em compreender exatamente o que o usuário quer, com base em linguagem natural e semântica. Um exemplo bem interessante envolve a Copa do Mundo: ao pesquisar por “jogos brasil copa”, o Google direciona o usuário a uma página com horários, grupos e tabelas de classificação. Ele faz isso porque “entende” que buscamos por essas informações, levando em conta a intenção (saber horários) e o contexto (copa do mundo). Percebam como o foco não é mais nas palavras exatas e sim, no que elas significam para aquele usuário.

Para reforçar essa estratégia global,  em 2013 ocorreu a mais importante atualização no algoritmo de busca do Google, apelidada de Hummingbird. Recomendo a leitura desse artigo sobre o tema.

A busca local entrega aquilo que o usuário procura, levando em conta o que está mais próximo dele. É fazer parte da intenção de compra onde ela é possível, geograficamente. Muito se fala de e-commerce e compras a um clique e as buscas locais trazem esse conceito para perto do comércio e da prestação de serviços nas cidades. Não é por acaso que tivemos tantos avanços com o Google Street View!

Faça o teste: se buscar pelo termo “restaurantes” ou “restaurante e o nome de uma cidade”, os resultados trarão endereços e mapas com avaliações de outros internautas e priorizarão aqueles que estão mais próximos a você. É assim que funciona o busca local :)

Google Meu Negócio

Google Meu Negócio

Antes chamado de Google Places for Business, a plataforma de busca local do Google envolvia uma integração total com o Google+. Na teoria isso fazia total sentido, já que a rede social complementa a busca, reforçando o relacionamento com a empresa encontrada através de conteúdo e favorecendo a busca por recomendações e opiniões de amigos. A aceitação do Google+ fez os rumos da rede mudarem e foi daí que surgiu o novo Google Meu Negócio, uma plataforma de permite ao Google dar mais foco aos seus produtos de forma diferenciada.

O que sua empresa pode fazer ali?

  • Manter informações comerciais atualizadas no Google
  • Ajudar a divulgar sua empresa. O Google pode usar as informações comerciais que você forneceu em resultados de pesquisas locais.
  • Ler e responder aos comentários dos seus clientes (AMEI!).
  • Saber como os clientes pesquisaram sua empresa e de onde vieram
  • Fazer upload de fotos em alta qualidade e criar um texto de apresentação mais longo para sua empresa.
  • Utilizar o recurso “Hangouts on Air” para gravar um vídeo dos bastidores da empresa ou da equipe trabalhando.

Criando um Local no Google Meu Negócio

A primeira coisa que você deve possuir é uma conta no Gmail, com login e senha. É através dela que você fará toda a gestão dos dados da sua empresa. Você pode criar a sua clicando aqui.

Depois disso, você deve acessar o portal Google Meu Negócio e clicar no botão “Aparecer no Google”, que fica no canto superior direito. Antes disso, vale a pena ler os breves tutoriais ao longo da página, eles facilitam bastante.

Agora é só ir seguindo o passo a passo. Simples assim! Não tenha medo de editar informações, elas só ficarão visíveis após a confirmação da empresa. Você vai inserir a categoria da empresa (loja, cafeteria, consultório, etc.), endereço, telefone, os horários de funcionamento, website (se houver), fotos e tudo aquilo que o ajudar a divulgar seu negócio.

Por falar em confirmação, esse é o ponto mais delicado. O processo acontece através do envio de um código, chamado PIN. Você pode confirmar o PIN através de correspondência, que chega pelos Correios (tenha o cuidado de fornecer o endereço correto) ou por telefone, em uma ligação gravada que acontece em cerca de 30 segundos após clicar no botão de confirmação (tenha o cuidado de fornecer o telefone correto). Se inserir um número de celular, é ele que aparecerá como telefone do seu negócio nos resultados do Google, fique de olho!

Outro ponto importante: se a sua empresa possuir URA (atendimento automático) você não conseguirá fazer a confirmação por telefone.

FAQ Completo para o Google Meu Negócio: sim, ele pode salvar sua vida :)

Após aproximadamente 15 dias da criação, sua empresa deve começar a aparecer nas buscas de forma consistente. Seja paciente, mas mantenha o foco. Faça buscas de vez em quando para ver como andam os resultados e fique de olhos na área de “Insights” do seu painel.

Uma dica: seja específico na forma de nomear seu negócio e pense na maneira como o seu cliente busca pelos seus serviços e produtos. Lembram do exemplo do dentista? O Google já entende que “odontologia” e “dentista” são termos relacionados, mas tenha o cuidado de não florear demais com termos técnicos que dificultam o processo de ser encontrado.

 P.S: O Bing (buscador da Microsoft) possui recursos fantásticos para buscas locais que devem chegar em breve no Brasil. Também é importante preparar o seu negócio para as buscas locais e móveis, feitas pelo celular. Esses temas não foram esquecidos, e sim guardados para um próximo post, mais completo. Até lá!

Marketing Imobiliário na Internet – Parte II

marketing imobiliário na internet

Olá, leitores do Marketing Drops!

No primeiro post sobre Marketing Imobiliário na Internet falamos sobre estratégias para “entrada do funil” – quando o cliente está procurando pela solução ideal para o seu problema.

Para relembrar o conceito de funil de vendas:

  1. Entrada no Funil: descobrir soluções
  2. Meio do Funil: escolher entre as opções de soluções encontradas
  3. Fim do Funil: fechar negócio (e pós venda!)

No post de hoje vamos falar sobre estratégias do “meio do funil”, quando já fomos encontrados e buscamos conquistar leads – pessoas/empresas interessadas em adquirir ou alugar o imóvel.

E-MAIL MARKETING

Apesar de lead significar potencial cliente, é muito comum em Marketing Digital chamar de leads os endereços de e-mail que compõe seu mailing list. É porque é assim que costuma se estabelecer uma comunicação direta com quem fez o cadastro e optou por fornecer dados, reiterando interesse em produtos ou serviços.

Em tempos de redes sociais, o e-mail tornou-se uma ferramenta cada vez mais seletiva. Tudo depende do público alvo. Existem os mais aderentes ao uso, que checam suas contas várias vezes e percebem o canal como uma ferramenta profissional. Há também os menos aderentes. Esse último grupo pode até mesmo criar contas apenas para ter acesso à benefícios, como os descontos para cadastros. Na prática, nunca acessa os conteúdos recebidos e pode ter até mesmo aversão à comunicação por e-mail marketing. Conheça o seu público e entenda em que grupo ele se encaixa. A compra de imóveis é de alto envolvimento e não engloba os adolescentes, normalmente menos aderentes à comunicação por e-mail. É esperado que e-mail marketing traga bons resultados para sua imobiliária ou construtora. Faça testes e mensure os resultados, sempre!

As landing pages são páginas com foco em conversão, ferramentas interessantes para captação de leads (e-mails). Normalmente se oferece um benefício baseado em conteúdo de qualidade, um e-book, por exemplo, ou benefício financeiro, como um desconto para quem se cadastrar. Manter uma caixa de assinatura de newsletter no site também pode ajuda-lo na captação de e-mails. Para entender mais sobre as landing pages, recomendo este artigo da Resultados Digitais. 

Os disparos de news, lançamentos e oportunidades exclusivas são maneiras de chegar em diferentes públicos com forte apelo. A regra de ouro é segmentar. Não dispare tudo para todo mundo! Escolha o público, escolha o conteúdo, faça disparos de preferência nas terças, quartas e quintas pela manhã e meça resultados. Recomendo que use ferramentas como MailchimpMailee, Akna e Allin; vão facilitar o seu trabalho. Sei que estamos falando sobre visibilidade e todos querem grandes audiências, mas quando falamos de e-mail marketing, qualidade é melhor que quantidade. Nunca compre listas de forma irresponsável, fazendo spam. Caso opte por essa opção, use fornecedores confiáveis. O disparo de spam pode gerar problemas no servidor e, por consequência, em seu site. O crime não compensa ;)

Dica:

  • Treine sua equipe para que saibam redigir e-mails com português correto e bom vocabulário.
  • Treinamento sobre boas práticas e utilização das ferramentas também são fundamentais. Algumas pessoas tem receio sobre o uso de tecnologia, mas é necessário superar isso para alcançar resultados.
  • Cuidado com as peças de e-mail marketing longas e que não vão “direto ao ponto”. Incentive seu potencial a cliente a entrar em contato, fazendo-o assim ir para a próxima etapa do funil.

SITE:

O site é uma ferramenta primordial no mercado imobiliário. Além de auxiliar no Marketing de Busca – Etapa I do Funil de Vendas – ele permite expor os imóveis com o máximo de informações possíveis.

Invista em um site de fornecedores de qualidade, que permitam inserção de imagens e vídeos.

Uma ferramenta de busca funcional e prática é pré requisito para o sucesso. Cuidado com o excesso de filtros (bairro, cidade, número de dormitórios, etc.), caso haja poucos imóveis, é melhor ser generalista.

Seja generoso com as informações disponibilizadas e detalhista na hora de expor o imóvel, seus diferenciais, benefícios e detalhes como IPTU, condomínio, horário de funcionamento da portaria, etc.

FACILITE O CONTATO

Chat Online:

As ferramentas de chat online ajudam a equipe de corretores a captar os interessados que estão olhando imóveis no site. Por ser uma compra de alto envolvimento, o atendimento pessoal será um diferencial. Também sabemos que é comum ter dúvidas sobre informações mais específicas, como a possibilidade de reforma ou negociação de valores. Ao facilitar a interação, você aumenta a chance desse potencial interessado tornar-se um cliente.

Formulário, Telefone e Whatsapp:

É muito comum encontrar sites que trazem apenas o formulário como forma de contato. Essa prática não é bem recebida pelos usuários – que geralmente tem pressa e receio que seu contato não seja lido.

O ideal é disponibilizar formulário, endereço de e-mail, telefone fixo, telefone celular e Whatsapp. O aplicativo é amplamente utilizado pelos brasileiros e uma ferramenta fantástica para o mercado imobiliário.

COMUNICAÇÃO INTEGRADA

No primeiro post sobre Marketing Imobiliário vimos que vídeos são uma grande tendência e podem trazer excelentes resultados para os profissionais que produzirem bons conteúdos com alinhamento de Comunicação. As redes como Youtube, Facebook e Instagram competem pela atenção dos usuários e isso pode facilitar a entrega desse conteúdo de forma orgânica (não paga).

Porém, vale ressaltar que quando falamos sobre Comunicação não falamos apenas de Publicidade, Propaganda e Redes Sociais. Falamos também de atendimento e vendas. Eu mesma já liguei para uma imobiliária, questionei sobre um imóvel e ouvi um “olha, quem pode te responder não está, liga outra hora”. Problemático, não é? Por isso, treine sua equipe, retorne contatos por telefone, Whatsapp e e-mail, seja pró ativo e atencioso. Os clientes merecem e esperam por isso.

Métricas: Taxa de Conversão

Na hora de medir resultados no meio do funil de vendas, a métrica mais importante será a taxa de conversão para a captação de leads qualificados. Ou seja, a relação entre quem viu se anúncio, conteúdo ou de alguma forma chegou até você e quem efetivamente entrou em contato – primeiro passo para agendar visita, formalizar proposta, etc.

Taxa de Conversão no Site % = Número de visitantes do site que entraram em contato / Número de pessoas que acessaram seu site x 100

A taxa de conversão deve estar acima de 1,0% ou 1,5% para ser satisfatória. Mas claro, isso depende de outros fatores como concorrência, mercado, porte da empresa, etc. Este é um número âncora, para criar um referencial. O ideal mesmo é sempre comparar com histórico da própria empresa, assim saberemos se houve evolução.

Através do Google Analytics e das ferramentas de métricas das redes sociais e plataformas de mídia paga você poderá medir a audiência dos seus anúncios, ou seja, quantas pessoas foram impactadas. É importante questionar os clientes sobre como ficaram sabendo sobre imóvel (indicação, outdoor, Google, flyer, redes sociais, etc.). Caso seja algo offline, como uma placa, contabilize em uma planilha. O importante é medir e saber quantas pessoas te encontram quando buscam imóveis e quantas escolhem as suas opções como potenciais selecionadas.

Depois disso, é momento de fechar negócio e fidelizar o cliente. A partir daí, o Digital deixa de exercer uma influência tão marcante. É momento de fazer acontecer no “offline”.

Bom trabalho!

Nos vemos no próximo post, até lá! :D

Marketing Imobiliário na Internet – Parte I

Marketing Digital Imobiliário

Olá, leitores do Marketing Drops!

Tenho recebido alguns contatos de empresas do ramo imobiliário – imobiliárias, construtoras, corretores e agentes – questionando as melhores estratégias e ferramentas para usar a Internet e o Marketing Digital a favor dos negócios.

Como é muito pano para manga, vou dividir esse conteúdo em 2 posts, conforme o objetivo de cada etapa. Para facilitar o entendimento de todos vou usar a lógica do funil de vendas (também chamado de pipeline), um modelo que acompanha o cliente em sua jornada de compra e que tem tudo a ver com Marketing Digital e Inbound Marketing.

  1. Entrada no Funil: descobrir soluções
  2. Meio do Funil: escolher entre as opções de soluções encontradas
  3. Fim do funil: fechar negócio (e pós venda!)

De largada precisamos entender que ninguém no ramo imobiliário vende imóveis. Vende um sonho, o da casa própria, por exemplo. Também pode vender lucratividade, no caso de investidores. Ou ainda, vender serenidade, no caso de um inquilino. Entender o que a gente vende é muito importante. O ser humano pode até se considerar racional, mas são as emoções que dominam qualquer processo de compra. No caso de imóveis, um processo de alto envolvimento. Não é o tipo de aquisição que se faz por impulso, como quando compramos chocolate no caixa do supermercado. Credibilidade, solidez e idoneidade são atributos desejados em compras de alto envolvimento.

Mas cada imobiliária ou corretor pode dar personalidade própria ao negócio, algo que chamamos de branding ou construção de marca. Ser sério e correto não significa ser mal humorado ou sisudo. Ser vibrante e positivo não significa ser “bobo” e levar tudo na brincadeira. Quando falamos de vendas, falamos em empatia. Não se trata apenas de sorrir e sim, de se colocar no lugar do outro. Parece simples, mas não é. E faz verdadeiros milagres em negócios imobiliários.

Outro ponto importante a ser esclarecido é o caráter de intermediário que as imobiliárias e os corretores possuem. Pode ser difícil de administrar, mas a imparcialidade sempre será fundamental. O corretor funciona como um diplomata, mediando os interesses entre comprador e vendedor, proprietário e inquilino. Quem puxa só para um lado pode ter problemas lá na etapa 3, que é o momento de fechar negócio e manter o cliente ativo na carteira, um momento mais olho no olho e sem tanta influência do Digital.

Feita essa introdução, vamos às dicas para ter sucesso na etapa número 1, a de atrair clientes no mercado imobiliário:

Marketing de Busca

Que atire a primeira pedra quem não se maravilhou quando acessou o Netflix e descobriu a busca refinada e a sugestão de vídeos com base em seus gostos e preferências.

A vida imita a Internet e nesse momento o Google é nosso melhor amigo. Faça buscas por termos como “apartamento bairro tal” ou “sala comercial centro cidade tal” e perceba quais são os primeiros resultados. Sobre o que falam as páginas? Os primeiros lugares são ocupados por profissionais e empresas respeitados? Aprenda com eles.

Search Engine Optimization (SEO ou Otimização para Motores de Busca) é regra essencial para o sucesso na Internet. Invista em um bom curso e aprenda mais sobre o tema. Recomendo o curso online da Mestre Academy pela comodidade e qualidade, mas caso prefira presencial, procure opções em sua cidade. Leia artigos sobre o tema, especialmente os focados em conteúdo e que vão além da parte técnica. Aqui tem um check list bem simples para você avaliar seu site, é gratuito!

Manter um site atualizado, de qualidade, com conteúdo único é pré requisito. No segundo post da série sobre Marketing Imobiliário falaremos mais sobre o site ideal, mas até lá busque estudar o que os sites bem colocados no Google tem em comum, navegue por eles, imagine-se procurando algo como cliente e veja se é atraído pelos resultados de busca.

Canais Estratégicos

As redes sociais também entram como ferramenta de encontrabilidade. O Youtube é o segundo maior motor de busca do mundo, perdendo apenas para o Google Search. É interessante pensar em manter um canal por lá, já que ainda há pouca concorrência quando comparado com outras mídias sociais. O Facebook, que possui 97% dos internautas brasileiros, é a rede onde você pode focar seus esforços. Permite uso de imagens, vídeos, transmissões ao vivo e tem grande efeito viral, já que é possível marcar amigos, comentar e compartilhar conteúdo. Aqui neste post você encontra 50 dicas para sucesso no Facebook, com certeza irá ajudar!

Aposte em conteúdo específico e de qualidade para redes sociais. Conte com uma agência, profissional ou freelancer para garantir imagens bonitas e textos bem redigidos. Nesse momento, queremos ser vistos! Estamos colocando iscas em nossa presença digital, garanta que sejam atrativas e que estejam de acordo com os anseios do público alvo.

E por falar em público alvo, o conheça bem. Aqui tem um post que pode ajudar a entender como delimitar o público de sua imobiliária. É com base nessa delimitação que será possível tomar a decisão de ir além de canais amplos como o Facebook e Youtube para entrar em canais mais segmentados como o Instagram, que possui forte apelo visual, e o Snapchat, que tem maior concentração de mulheres e jovens. No Twitter, costuma haver maior incidência de homens ávidos por informação e que apreciam tecnologia. No Linkedin estão os investidores, executivos e empreendedores – outro público de interesse.

Não podemos esquecer do Whatsapp, queridinho entre os mais velhos. Mesmo que fora das redes sociais, o público acima dos 50 anos usa – e muito – o aplicativo mobile preferido dos brasileiros. Cuidado com spam! Seja criterioso e cuidadoso com listas de transmissão e grupos. O “Whats” tende a funcionar mais como ferramenta de pós venda – nosso terceiro post – do que como ferramenta de atração, mas inserir o número do celular em anúncios e reforçar que possui o app traz ótimos resultados.

Apareça!

Tanto no Google como nas redes sociais será interessante investir em anúncios! Não tenha preconceitos, teste possibilidades e busque ajuda especializada, seja de uma agência, profissional terceirizado ou do próprio Google.

O Google disponibiliza até mesmo consultorias por telefone para anunciantes, mesmo os mais inexperientes podem aprender e arriscar mais. Esteja no Google Meu Negócio, é gratuito e os resultados são expressivos. Aqui neste link você aprende como criar sua página sem mistérios.

Outra dica é usar a Internet em sinergia com o offline. Ter Comunicação Integrada é sim um diferencial. Sabemos que poder anunciar em revistas, jornais e outdoor é um luxo para poucos, por isso, se puder contar com a parceria de outros players, como construtoras, tire proveito disso. Da mesma forma, o relacionamento pode ajuda-lo a aparecer mais através de grupos de discussão, especialmente no Facebook. Peço apenas bom senso, não saia adicionando toda a lista de amigos e marcando 75 pessoas a cada postagem, como se não houvesse amanhã! É inconveniente, deselegante e desnecessário.

Seja visto e lembrado

Os vídeos curtos que mostrem o imóvel e equipe de corretores estabelecendo diálogos com os clientes, olhando de frente e em linguagem simples tendem a ter bons resultados. Vídeos são materiais fáceis de consumir através do celular, possuem forte apelo visual e tem grande poder de penetração em diferentes públicos. Nem todos gostam de ler ou ouvir, mas quase todo mundo se prende ao visual – especialmente na hora de “conhecer” um imóvel. Uma vantagem desse tipo de formato é que ele é a grande aposta das redes sociais e pode chegar mais fácil de forma orgânica ao seu cliente. Facebook, Instagram e Youtube – e o Snapchat – brigam por fatias de mercado e isso ajuda a impulsionar vídeos nas redes sociais. Vamos aproveitar esse momento :)

É importante pensar em anúncios e conteúdo em portais e classificados. Na prática, tem se mostrado mais eficaz do que manter um blog próprio ou fazer anúncio e parceria com blogueiros e formadores de opinião. Cada região costuma ter seu canal mais expressivo e para selecionar os melhores o segredo é a dupla testes + análise de resultados. Medir quantos clientes chegam pelo canal é primordial. Vale até manter uma linha telefônica exclusiva, assim é possível contar o número de contatos de forma bem mais prática.

Dica: Sempre oriente telefonistas e colaboradores a questionar o cliente sobre como encontrou a imobiliária. Medir dá trabalho, mas vale a pena!

Quando medimos contatos podemos descobrir que a boa e velha placa é a melhor ferramenta para o seu público. Mas como estamos cada vez mais envolvidos com o mundo digital, é importante importante convergir canais – informar Whatsapp e Facebook na placa, por exemplo. Anúncios e presença estruturada no Waze e Google Maps podem ser um divisor de águas para certos públicos.

Para fechar, um conselho. Cuidado com reputação. Visibilidade é bom, mas quando a visibilidade é negativa, o problema aumenta na mesma proporção. Tenha um plano para emergências e crises e sempre seja verdadeiro naquilo que comunica, anuncia e promete ao mercado. Muitas vezes na ânsia de aparecer mais acabamos exagerando benefícios e isso pode ser um tiro pela culatra. Acompanhe reclamações e elogios que aconteçam no Google Meu Negócio, Redes Sociais, Reclame Aqui, telefone e e-mail. O maior erro é a arrogância, achar que o cliente é o chato e ficar na defensiva. Vale muito mais a pena aprender com os erros e melhorar. Dói no começo, mas depois que evoluímos com o erro isso passa e nos orgulhamos da evolução.

Quais ferramentas e estratégias tem se mostrado mais eficazes na sua experiência? Compartilhe nos comentários :)

No próximo post falaremos sobre a retenção dos contatos gerados, especialmente sites e ferramentas de venda, como chats e automação de marketing digital. Fique de olho e até a próxima!

Marketing Imobiliário na Internet – Parte II

Marketing em tempos de crise: como fazer mais com menos

Marketing em tempos de crise: como fazer mais com menos

2016 chegou, e com ele, a expectativa de um ano difícil, com quedas nas margens de lucro e no faturamento. O cenário de complicação fiscal para o e-commerce também vem sendo desfavorável às tentativas de otimismo entre empresários e acionistas. Verdade seja dita, a crise também passa a ser um estado de espírito. Não é incomum escutar coisas como “nunca vendemos tanto e estamos em pleno crescimento, mas sabe como é, a crise está terrível e o ano deve ser duro!”.

O objetivo do post de hoje é compartilhar um pouco do que aprendi sobre “fazer mais com menos” no Marketing, seja através cursos, no dia a dia do meu trabalho como consultora e também com a minha empresa.

Como na Internet tudo pode ser medido, é natural que a atenção dos executivos esteja voltada para o digital e suas métricas de resultado. Por isso, de olho nas dicas para ter sucesso no ano que está só começando e já promete ficar na lembrança dos profissionais de Marketing Digital!

Medir e ajustar

Eu mesma disse acima que na Internet tudo pode ser medido, mas temos que ter cuidado em medir o que realmente é relevante e também em medir o que é certo para aquela estratégia. Não é incomum encontrar empresas que usam estratégias de vendas e medem os resultados com indicadores de presença de marca.

Além da clareza sobre o que medir, é necessário ajustar a estratégia e os objetivos. Se o objetivo a curto prazo era triplicar a receita em determinada região, mas em contra partida o investimento em mídia e em força de vendas foi cortado, já sabemos que o mais natural é que não se alcance o que se espera.

O mais importante:

  • Defina as prioridades e desdobre as estratégias e as ações a partir delas;
  • Não faça cortes olhando o valor total do investimento e sim, a relevância daquelas frentes para o negócio, mesmo que somente a curto prazo;
  • Escolha as batalhas a serem lutadas e evite fazer inimigos somente para ajustar orçamentos, o momento pede muita cooperação e pouca vaidade.

Meu orçamento, orçamento meu

O orçamento – também chamado de budget –  é a prova de que nem mesmo o papel aceita tudo.

Nas grandes empresas o mais comum é que os departamentos solicitem a verba através da defesa de projetos, justificados em planejamentos entregues em meados de setembro. Até o Natal, a Diretoria ou o Conselho, juntamente com o Financeiro, começam a fazer as análises e os cortes.

Em tempos de crise o ideal é que esse processo seja evitado, já que naturalmente haverá um maior desgaste entre toda a cadeia de valor. Quando for possível, o ideal é que o Conselho já sinalize quanto haverá de verba para cada setor, que deve negociar, ajustar e defender o que achar pertinente.

Nas empresas menores o processo é diferente. Não costuma existir um orçamento de Marketing. A cada necessidade ou nova iniciativa o dono se envolve na negociação para garantir que seja possível aplica-la, sem impacto no fluxo de caixa.

Em um cenário ruim em vendas, o ideal é tentar delimitar um orçamento e sinalizar os colaboradores sobre isso. Caso contrário, apostas que não tenham trazido o resultado esperado podem minar a estratégia de um semestre inteiro. Quando não souber quanto pode custar determinada iniciativa, o melhor caminho ainda é a sinceridade. Falar algo como “preciso entender quanto custa um novo site, mas não gostaria que passasse de X reais” tende a funcionar bem. Afinal, é nesse momento que o fornecedor fala se é viável ou não. É normal não confiar no parceiro o suficiente e achar que ele pediria menos sem essa informação, mas geralmente o que acontece é que quando o fornecedor já conhece a verba, tenta propor soluções que se adequam à ela e sinaliza tudo aquilo que é recomendável, mas extrapola o orçamento.

Negocie com respeito

Antes de comentar esse tema, é interessante falar sobre os pré requisitos da escolha de fornecedores e parceiros:

  • Busque indicações, converse com pessoas do mercado e faça benchmarking, inclusive entrando em contato com outros clientes (sempre com ética, respeito e bom senso).
  • Faça de 3 a 5 orçamentos, tomando o cuidado em sempre comparar serviços e produtos através dos mesmos atributos.

Algumas empresas tem em seus valores a negociação agressiva. Após espremer no próprio Marketing, é hora de passar pela prensa da área de Compras. Quando é algo da cultura empresarial, faz sentido. Quando passa a ser estratégia em tempos de crise, o mais comum é que gere desgaste desnecessário.

O ideal é que se converse com parceiros expondo a situação, tendo sempre em mente que não adianta gastar pouco e mal ou de forma insuficiente para alcançar objetivos mínimos. Dessa maneira o profissional de Marketing mantém um bom relacionamento e garante a ética que todas as relações merecem :)

Quem tem equipe tem tudo

Quando os cortes começam, demissões podem acontecer. O clima fica ruim, as conversas de corredor se intensificam e há na equipe aqueles que ficam com raiva, os que tomam as dores, os que desanimam, os que se motivam, etc.

Caso seja gestor, busque ser o mais transparente possível, o mais importante nesse momento é ser – e ser percebido como – um porto seguro e um canal de informação. Na maioria das vezes, a equipe quer somente se sentir amparada, informada e segura.

Caso seja colaborador, exercite o jogo de cintura. Por mais que esteja inseguro (provavelmente seu gestor também está), tente demonstrar uma atitude positiva, pró ativa e multi tarefa. Esse cenário de acúmulo de atividades não será para sempre, entenda isso como um momento difícil, mas também passageiro.

Há poucos dias ouvi de um time de Marketing: “se não for possível custear a primeira inserção de conteúdo no portal, podemos fazer uma força tarefa interna, esse projeto é super importante para nós”. Fiquei arrepiada! Realmente, quem tem equipe, tem tudo!

Investimentos: escolhas nem sempre fáceis

Apesar dos cortes em mídia e anúncios serem comuns em uma crise financeira, não é recomendável ser radical demais. Ajustar as velas é preciso, mas atracar o barco coloca a empresa em uma posição desfavorável frente à concorrência e também na percepção do consumidor. Quem não é visto não é lembrado!

Na hora da crise, o mais importante é investir em projetos que reforcem o relacionamento com os públicos de interesse da empresa (clientes, fornecedores, colaboradores, etc.) e que sejam sustentáveis à médio e longo prazo. Seja um portal, redes sociais ou EAD o principal é compreender se o projeto agrega valor à marca e à empresa. As crises passam, os relacionamentos permanecem!

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Esse é o post campeão de acessos aqui no Marketing Drops!

O tema gera muitas dúvidas dos leitores apesar das  regras para promoções que envolvam concursos culturais e sorteios não serem tão novas assim. A principal mudança, que ocorreu com a publicação da Portaria 422 em 2013, tem grande impacto no nosso dia a dia: não é mais possível realizar um concurso dentro de uma rede social como o Facebook ou o Instagram.

Calma! Vamos entender isso melhor:

Essas regras já valiam há algum tempo. Alguns pontos foram acrescentados e outros itens esclarecidos, principalmente no que diz respeito ao entendimento que Ministério da Fazenda – que atua através da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico – tinha sobre o assunto. A portaria é longa e você pode ler na íntegra clicando nesse link aqui. Ao longo do post, compartilho um tutorial para esclarecer todas as dúvidas e um vídeo explicativo. Se joga!

Regras para Sorteios:

Todo tipo de promoção que envolva sorte (como os sorteios) precisa de registro na Caixa Econômica Federal para acontecer, esteja fora ou dentro de redes sociais.

– Esse registro leva, em média, 45 dias para ser efetivado. Por isso, não dá pra organizar aquele sorteio na web “do dia pra noite”, o planejamento tem que contar com esse período extra. Aqui está um hotsite completo sobre o tema, fornecido pela própria CEF.
– O registro tem sim um custo, que deve ser pago para a Caixa Econômica e varia de acordo com o valor total dos prêmios, conforme tabela abaixo:

Valor dos prêmios oferecidos Valor da Taxa de Fiscalização
Até R$1.000,00 R$ 27,00
De R$1.000,01 a R$5.000,00 R$ 133,00
De R$5.000,01 a R$10.000,00 R$ 267,00
De R$10.000,01 a R$50.000,00 R$ 1.333,00
De R$50.000,01 a R$100.000,00 R$3.333,00
De R$100.000,01 a R$500.000,00 R$10.667,00
De R$500.000,01 a R$1.667.000,00 R$33.333,00
Acima de R$ 1.667.000,01 R$66.667,00

A empresa deve enviar o pedido de emissão do boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização para a CN Promoções Comerciais, por e-mail (cepco@caixa.gov.br) ou por fax (61 – 3448-1402 ou 1403). Fonte: Caixa Econômica Federal (FAQ)
– Todo o funcionamento e a mecânica da promoção terão que ser aprovados pelos fiscais da Caixa, seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Solicitar à CAIXA o boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização, conforme vimos acima.
  2. A CAIXA emitirá o boleto para pagamento e enviará para sua caixa postal.
  3. Após o pagamento do boleto, encaminhar o requerimento, a documentação exigida e o comprovante de pagamento do boleto para a CN Promoções Comerciais, no seguinte endereço:
    CN Promoções Comerciais
    Setor de Edifícios Públicos Norte – SEPN 512, Conjunto C, Térreo
    Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva
    CEP 70.760-500 – Brasília/DF
    Obs: O setor de protocolo funciona de segunda a sexta, das 12h às 16h.
  4. Qual a documentação exigida, mesmo? :O Calma! Tá tudo aqui neste link.

E os concursos culturais?

Os concursos culturais, artísticos e desportivos não precisam de registro e era aí que todo mundo fazia a festa. Valia qualquer coisa para distribuir prêmios e gerar buzz, especialmente nas mídias sociais. Apesar de não precisar de registro, esse tipo de promoção precisa seguir regras, caso contrário, pode ser descaracterizada – o que tem consequências reais (veja tópico sobre penalidades no final do post).

O que pode descaracterizar um concurso cultural?

– A empresa não pode exigir que seu nome apareça na chamada, na mecânica ou no nome da promoção. O nome da empresa só pode aparecer para identifica-la como promotora do concurso nos materiais de divulgação. Essa regra inclui até as embalagens de produto, por isso, fique de olho! Aquela história de “Super concurso da marca X! A melhor frase que responder porque a marca X é tudo de bom ganhará vários prêmios XYZ” não são mais válidas. Também não é permitido exigir que o participante elogie a marca ou responda corretamente alguma coisa para participar.  Se a marca realmente quiser que seu nome apareça, vale pedir permissão prévia para a Caixa.

– As marcas não podem premiar o vencedor com produtos ou serviços da própria empresa, o que é super comum. A mecânica também não pode tornar obrigatório o uso de algum produto nem exigir que os participantes tenham contato com o produto para poder participar do concurso. Ou seja, se sua marca produz roupas, você não pode fazer um concurso cultural que dê essas roupas como prêmio.

– Pagar (mesmo que de forma indireta) para participar. Bem comum em concursos que exigiam acumular embalagens, lembram? Também não vale aquela história de “todos que comprarem o produto X estão participando automaticamente”.

– Exigir que o participante preencha dados detalhados em um cadastro (nome, e-mail, telefone, CPF, etc.) ou que responda à pesquisas para participar. Também não se pode exigir que o participante aceite receber material publicitário da empresa. Sabe aquela opção que sempre vem marcada no check box? “Aceito receber e-mail da marca X”, lá no final do cadastro? Isso descaracteriza um concurso cultural.

– Vincular a campanha a datas comemorativas como Natal, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia das Mães. A partir de agora sua empresa não pode batizar os concursos culturais com esses termos.

– A mais bombástica de todas as regras: Para ser legal, um concurso cultural não pode acontecer dentro de redes sociais – somente ser divulgado nesses canais. Na prática, implica que concursos culturais precisam de um hotsite ou outra plataforma externa para acontecer! Se a sua empresa realmente quiser utilizar redes sociais para promoções, é melhor utilizar uma modalidade que envolva sorte – como os sorteios – e registra-la junto à Caixa Econômica Federal. Cuidado com as regras do Facebook, que não permite o uso do curtir, comentar e compartilhar como critérios em promoções. Aquela história de “a foto mais curtida ganha” é proibida na rede social de Mark Zuckerberg.

Ok, minha marca quer realizar um concurso cultural. Como eu faço?

Nos links abaixo estão modelos de regulamentos de concursos culturais que seguiram todas as regras da Portaria para orienta-los.

Colgate Professional

Santander

Sabrina Sato

Dá sim para fazer ações criativas e que criam engajamento com o público \o/

O que acontece com quem descumpre essas determinações?

Multa no valor total da premiação. A empresa também pode ser obrigada a ficar até dois anos sem realizar qualquer tipo promoção, em qualquer canal! Na dúvida, consulte um advogado, este é o profissional mais indicado para orienta-los nestes casos. Alguns leitores aqui do blog entraram em contato para informar que foram denunciados por participantes das ações e também por concorrentes, por isso, siga as regras! O crime nunca compensa ;) Se a sua marca for denunciada, procure um advogado, é sempre o melhor a ser feito.

Como planejar ações a partir de agora?

A solução para tudo isso é investir em relacionamentos reais com seus consumidores para que eles se sintam genuinamente dispostos a interagir com a marca.

Planejamento e conhecimento também ajudam. Ainda dá para bolar concursos culturais “mais neutros”, que não tenham como objetivo mostrar a marca e sim, ouvir o consumidor. Hotsites serão armas poderosas para os profissionais de Marketing Digital e as redes sociais também podem ajudar na hora da divulgação. Aliás, isso é uma dúvida comum: está tudo bem divulgar as ações nas redes sociais, ok? O que não pode é realizar a ação lá. Divulgar e contar para todo mundo pode.

Outra dica é investir em mídia segmentada, no Google, no Instagram e no Facebook. Dá mais resultado e é mais fácil mensurar o retorno, mesmo para quem tem pouca verba para investir.

Não desanime e faça o que é correto! Até a próxima! :)

Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

“A partir de 21 de abril, estaremos expandindo o uso de recursos mobile-friendly como sinal de ranqueamento. Esta mudança irá afetar as buscas em dispositivos móveis em todos os idiomas e países, impactando significativamente os resultados de busca”.

Quando o Google anunciou isso, o mercado de Marketing Digital tremeu. Basicamente, o Google informou que aplicaria um critério de avaliação para indexação de sites que incluiria um “sim ou não” para versão mobile e também que aplicativos seriam mais frequentes entre os resultados de busca.

O maior medo era que essa atualização tivesse um impacto similar ao do Panda Update lá nos idos de 2011 e 2012 – “penalização” de sites pobres em conteúdo e com arquitetura fortemente orientada à mídia paga. Na época a atualização gerou um terremoto nos rankings de busca e no faturamento de grandes portais, fortes adeptos desse tipo de estratégia.

Mas de fato, o que aconteceu?

Esse se tornou mais um critério de ranqueamento e não o único, soberano. A boa e velha estratégia de otimização (SEO) baseada na alta autoridade da página, geração constante de conteúdo de qualidade, criação de backlinks, melhora no tempo de carregamento e uma arquitetura da informação que gere uma boa experiência de navegação ainda são mais determinantes para o posicionamento do seu site, lá no topo, onde todos querem estar :)

Por isso posso deixar para lá?

Não! Mobile não é mais tendência, é dia a dia. O Brasil possui mais de 163 milhões de celulares com acesso 3G e segundo o Facebook, 80% dos acessos diários à rede social acontecem através de dispositivos móveis. A compra do Instagram e do Whatsapp reafirmam o compromisso de Mark Zuckerberg (e seus acionistas) em abocanhar essa parcela do mercado.

Proporcionar uma experiência interessante em celulares e tablets deixou de ser diferencial para ser pré-requisito e foi esse movimento que o Google apoiou.

Google Mobile Day

“O celular vem se tornando nossa primeira tela, não mais a segunda ou terceira tela. Nós não ficamos mais online, nós vivemos nossa vida online” (Google, 2015). Palavras da salvação!

No dia 10 de junho de 2015 o Google realizou um evento global reforçando mais uma vez seu compromisso em trazer resultados orientados ao novo comportamento dos usuários. O motivo, segundo eles: 86% dos usuários fazem pesquisa em dispositivos móveis antes de comprar, e 6 em cada 10 espectadores usam o mobile enquanto assistem TV (dos quais 7 em 10 prestam mais atenção no mobile).

O evento, que foi transmitido via streaming, outra forte tendência, pode ser assistido pelo Youtube e eu recomendo que você faça isso agora.

Além disso, o Google disponibilizou uma série de artigos sobre mobilidade que ficam reunidos no hotsite do evento e que valem a leitura!

Layout Responsivo, Site Mobile (m.) ou App.?

A regra é aproveitar uma funcionalidade nativa de qualquer celular: eles já vem com um navegador – sem precisar de download. Se uma mesma tarefa pode ser feita no site mobile ou em um app, faça no site mobile. Ninguém vai baixar um app só pra conhecer um pouco mais sobre o seu negócio.

O público dos aplicativos é menor (aproximadamente 7% dos usuários), mas são consumidores mais fiéis.

Seus consumidores buscam experiências únicas? As funcionalidades do seu site vão além do que pode ser feito num navegador? Seu produto é um game, mídia, rede social ou algo para as pessoas se entreterem? Nesses casos, vale a pena investir em apps. No mais, faça um bom site mobile e continue fazendo o dever de casa do SEO, como disse no início do post.

Quando você visita um site responsivo, seja do computador, smartphone, tablet ou notebook, o design é o mesmo. O que altera é como o design é apresentado.
O layout inteiro é “ajustado” de acordo com a resolução do dispositivo (leia mais aqui).

A escolha entre um site mobile, que é feito pensando exclusivamente em acessos móveis, ou o responsivo, que se ajusta à tela mas sempre com o mesmo “look and feel”, depende da sua estratégia digital.

  • Em uma análise no Google Analytics, o site é muito acessado através de mobile e diferentes resoluções de tela?
  • A sua marca é inovadora e tem forte apelo visual?
  • Você usa alguma plataforma “semi pronta” como o WordPress na qual seja tão simples implementar um tema responsivo quanto um mobile?
  • O seu orçamento permite o investimento?

Se respondeu sim para algumas dessas perguntas, vá de responsivo. O Google prefere, o usuário prefere e você já resolve mais problemas de uma só vez. Se não é o seu caso, tenha um site mobile e comece um planejamento para migrar ao responsivo quando for necessário (ou possível).

Meu site é amigável para acessos móveis?

Para saber se o seu site foi aprovado neste novo critério do Google, utilize essa ferramenta aqui. É gratuita!

Para melhorar ainda mais as estratégias de SEO para dispositivos móveis, utilize a documentação e as dicas do próprio Google, através de seu material para desenvolvedores.

Espero que tenham gostado – ou pelo menos se tranquilizado :) Até a próxima!

Experiência de compra em e-commerce (na prática!)

experiencia de compra em ecommerce

Faz parte da rotina de um Consultor de Marketing Digital orientar clientes sobre as melhores práticas para melhorar a experiência de compra em lojas virtuais. Viver o Marketing Digital, em especial nas estratégias de e-commerce é uma lição de humildade. O aprendizado é diário e, na hora de entender o comportamento do consumidor, não existe especialista infalível ou dono da verdade. O processo é contínuo e o trabalho, ajustado no dia a dia.

Para auxiliar os leitores do Marketing Drops com sugestões sobre o tema experiência de compra, nada melhor do que exemplos reais. Realizei compras em 3 lojas virtuais e uma loja que faz uso de omni channel e passei pelas situações comuns a todos os consumidores. No post de hoje, apresento as estratégias adotadas e comento minhas experiências de compra misturando os papéis de cliente e consultora. O segmento escolhido foi o de Moda e Acessórios, que hoje ocupa o 1º lugar no ranking de volume de pedidos através da Internet, com 17,5% do market share do varejo eletrônico brasileiro.

 

OQVestir

Minha experiência de compra nesse e-commerce envolve o Facebook em todos os aspectos. Foi através do compartilhamento de uma amiga que me interessei por uma saia com tachas. Curti a FanPage e rapidamente procurei a loja no Instagram. Visitei o e-commerce e não tive nenhum impulso de compra, especialmente pelo preço alto e pelo frete, que só seria grátis em compras acima de R$400,00. O fator decisivo foi o uso de Remarketing no Facebook. .

Remarketing ou retargeting é o processo de segmentar usuários em diferentes listas, através de suas ações, em um determinado site. Exemplos: aqueles que abandonaram carrinho, olharam o produto mas não compraram, apenas realizaram buscas, etc. Utilizando cookies de navegação, é possível impactar esses diferentes usuários com diferentes anúncios (em especial em formato banner ou Facebook Ads com URL Externa) com aquele determinado produto. Em palavras menos técnicas, é quando um anúncio de um produto fica perseguindo você durante a navegação. 

Com a tentação do produto me perseguindo, acabei comprando. Não haviam opiniões de usuários e isso quase me impediu de realizar a compra mais uma vez. Desconfio muito de lojas que não incluem a opinião de usuários. Mas, acabei comprando a peça porque achei super linda e no fundo sabia que os anúncios não iriam parar com a tentação ;)

Durante o processo de compra, tudo OK. Porém, para rastrear o pedido, a experiência não foi bacana. O sistema era de uma outra empresa de logística que não os Correios e era impossível ter um feedback correto em tempo real sobre o status do envio. Isso aumentou os níveis de ansiedade como nunca imaginei!

A saia chegou em perfeito estado, com um cartão bem lindo e em uma caixinha personalizada. Me senti chegando de uma loja física e recomendo que esta prática seja seguida para e-commerces que busquem atingir um segmento de consumidores mais exigentes.

Abri a caixa e percebi que a saia não tinha o mesmo caimento nem o mesmo aspecto de que nas fotos do site. Esse é o maior erro da maioria dos sites citados nesse post. Tratar as imagens é uma arte e é melhor que o produto pareça como realmente é! Em poucos segundos decidi que realizaria uma troca e iniciei uma conversa via e-mail com o SAC do OQVestir.

Camila Renaux - Consultoria de Marketing Digital para e-commerce - Avaliação de lojas virtuais

Como a resposta demorou cerca de 1 hora (o que não é quase nada, mas pareceu uma eternidade para mim), acabei abrindo um novo chamado por chat online. Em ambos os canais fui muito bem tratada, mas em cada um deles houve um tipo de resposta diferente. No primeiro, me informaram que eu poderia escolher um produto que ficaria reservado para ser enviado quando minha troca chegasse no Centro de Distribuição da OQVestir. No segundo, me informaram que eu receberia créditos e aí sim poderia comprar o que quisesse. No fim do processo, a primeira opção se mostrou verdadeira.

Postei tudo na filial dos Correios mais próxima da minha casa gratuitamente (logística reversa) e esperei os 7 dias para a remessa chegar no CD da loja. Os produtos que eu havia escolhido para as trocas (uma sapatilha e uma pulseira) chegaram em outros 3 dias úteis e terminei a compra satisfeita com o e-commerce porque adorei o sapato novo (apesar da cor ser diferente da foto mais uma vez).

– Ponto Fraco: eu nunca recebia feedback prévio, ele sempre vinha quando eu entrava em contato e perguntava.

– Ponto Forte: produtos exclusivos e definitivamente lindos.

– Saldo Geral: experiência positiva, mas com pontos a melhorar.

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Passarela

Nessa loja virtual, o incentivador da minha compra foi um post no blog Oi Gurias. Desde que descobri um problema de coluna tenho dado preferência à sapatos baixos e recorri à Internet para encontrar boas opções que combinem com meu estilo. Nas pesquisas no Google encontrei esse blog e desde então tenho sido uma leitora fiel. Em um dos posts, uma das autoras recomendava um determinado sapato para compor looks similares ao que eu buscava e, no fim do post, deixava um link para a loja da Schutz.  Para minha tristeza, o sapato que eu queria estava esgotado na loja da marca e meu primeiro impulso foi colocar a descrição no Google, para uma nova busca. A Passarela havia comprado aquele termo para sua campanha de links patrocinados e eu acessei por curiosidade mesmo. O sapato não era da Schutz, mas eram tantos reviews e o preço tão convidativo (com frete grátis) que eu resolvi arriscar. Confesso que pensei que, caso não gostasse, valia a pena pagar para ver.

O produto chegou em exatos dois dias no meu escritório e em perfeitas condições, dentro de uma caixa padrão, sem nenhum diferencial. Fiquei impressionada com o conforto e percebi que as avaliações do produto realmente me ajudaram a tomar a decisão de compra. Comprei exatamente aquilo que vi no e-commerce, o sapato não parecia diferente em nenhum detalhe.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce

– Ponto fraco: a impressão é de que você está recebendo um produto barato mesmo, não há nenhum diferencial de embalagem como no caso do OQVestir.

– Ponto forte: rapidez de entrega.

– Saldo Geral: o mais positivo possível!

 

Enjoei

O modelo de negócio da Enjoei sempre me chamou a atenção. Uma espécie de brechó online, onde aqueles que não querem mais alguma coisa deixam suas peças em consignação e você negocia diretamente com o dono, como nos garage sales americanos. Claro que o ambiente acaba atraindo pessoas que vendem peças nunca usadas, virando canal de distribuição. Inconscientemente, eu achei tudo super barato. Racionalmente, os preços não eram muito menores, mas eu me peguei pensando que tudo aquilo era uma pechincha e que valia muito a pena arriscar e comprar. A comunicação do e-commerce, cheia de detalhes e gírias, estava me deixando encantada e acabei comprando duas camisas – motivada principalmente pelo impulso.

Que desagradável constatar que eu não poderia incluir tudo em um só frete, afinal, eram de vendedoras diferentes e o site não faz intermediação. Tentei não dar bola para isso e fechei as duas compras via cartão de crédito.

Em menos de 10 segundos recebi e-mails super gentis, das diferentes vendedoras. Amáveis e descontraídas, me contaram em detalhes quando e como postariam as minhas compras e me desejaram momentos felizes com as roupas, aqueles atributos intangíveis que fazem muita diferença quando falamos de atendimento.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce (2)

As peças chegaram embaladas em papel de seda colorido e as duas usaram e-Sedex porque moravam no sul do Brasil e preferiram garantir que minhas compras chegariam antes, por uma pequena diferença financeira para elas.

Nem tudo são flores: descobri que uma das camisas era grande demais para mim e que a outra era transparente demais para o meu estilo. Razão disso tudo? Não existem muitas fotos na página de produto, nem sempre podemos ver as peças vestidas e não há qualquer tabela de medidas para orientar a compra.

– Ponto Fraco: não é fácil trocar as peças. O próprio site recomenda que você as recoloque para vender :/

– Ponto Forte: o site é irresistível e de vez em quando vou até lá navegar e ver as roupas e acessórios à venda, mesmo sem intenção de compra.

– Saldo Geral: adorei o atendimento, mas não sei se voltaria a comprar enquanto não houver maiores informações sobre os produtos (imagens e medidas).

 

MeMove

Entrei na loja porque reconheci o modelo de negócio bem típico dos magazines europeus: completo autoatendimento e todo tipo de estilo em um só lugar. Fiquei passeando e separando vários tipos de peças para provar, aproveitando aqueles momentos nos quais você não quer ser ajudada por nenhuma vendedora, por mais legal que ela seja. Dessa vez eu não estava sozinha – meu marido me aguardava para almoçar – e a mistura de fome e tédio dele foi o motivador para provar somente 1/3 das peças e sair correndo para o caixa.

Muitos maridos e pais aguardavam em um sofá em frente ao provador e presenciaram a minha surpresa quando a auxiliar informou que poderíamos pagar sozinhos em uma gôndola que servia como check out. Meu marido levantou em um pulo e disse que queria ver como funcionava aquilo. Os outros homens (entediados) logo se movimentaram em seus lugares para (discretamente) acompanhar o processo. Através do uso de códigos do tipo RFID nas etiquetas das peças o sistema apresenta em uma tela o valor total da compra, que pode ser finalizado através de diversos gateways de pagamento. Sensacional, né?

Marketing Drops - processo de compra em e-commerce

– Ponto Fraco: um sofá não é o suficiente para entreter maridos passando pela tortura de esperar mulheres em compras.

– Pontos Forte: o check out parece um game e a sensação de participar desse processo fez total diferença na experiência de compra.

– Saldo Geral: super positivo e me fez falar da loja até mesmo aqui no blog :)

 

Esperam que tenham gostado do post! Para os varejistas eletrônicos, recomendo esse exercício. Quando nos colocamos no lugar de nossos clientes muitas situações mostram-se muito mais simples de serem diagnosticadas e resolvidas.

O melhor aplicativo para ajudar na rotina com bebês

Aplicativo rotina bebe

No Drops de hoje vou compartilhar com vocês os aplicativos para celular que venho usando para ajudar na rotina da minha bebê, a linda Bianca. Para quem acompanha a temática dos meus textos, sem sustos. Já ensinei a montar um blog de casamento com presentes virtuais quando casei. Faz parte do jeito Marketing Drops de ser :)

Como consultora de marketing digital sempre defendi a importância do gerenciamento de recursos (tempo, pessoas e dinheiro) na vida de profissionais e nas empresas. A maternidade tem colocado isso à prova máxima. É eficiência total ou então, você será engolida pela falta de tempo. A privação de sono também não ajuda. Por isso, aplicativos ao alcance da palma da mão tem sido aliados importantes.

Testei muita coisa até encontrar o preferido, boa leitura!

Baby Tracker (IOS)

O melhor aplicativo EVER para quem quer estabelecer uma rotina.

A base do processo de criar uma rotina é a observação, já que a estrutura de horários quem define é o próprio bebê. O Baby Tracker me ajudou muito na hora de observar e entender o ritmo da Bianca e é muito intuitivo porque segue a lógica das atividades dos nossos pequeninos:

baby tracker print

1. Alimentação:

Permite escolher entre as opções de aleitamento, relactação, mamadeira e papinhas.

As funcionalidades são salvadoras porque você pode selecionar o tempo em cada seio, se o bebê ficou nos dois ou só em um, o tempo total de amamentação e claro, os horários de cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, existe a opção de quantidade de mls.

Cada input de um novo dado traz como opcional uma observação e isso é muito bom! Ajuda demais na hora de lembrar que o bebê dormiu mamando de madrugada, por exemplo.

Independente da escolha, no final do dia, lá estará seu relatório de número de mamadas e quantidade total de leite – podendo ser dividido entre noturna e diurna!

Na tela inicial do aplicativo aparecerá há quanto tempo ocorreu a última mamada, item essencial quando – piadinha interna – alguém questionar “é fome?!” ao primeiro resmungo do bebê.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê mamar. Super útil para os prematuros, que muitas vezes gostam mais de dormir do que de comer.

2. Fraldas

Permite a escolha entre fralda molhada, fralda suja ou mix. Sabe quando o pediatra pergunta pelo número de fraldas e você vive um breve momento de pânico ao tentar lembrar? Seus problemas acabaram!

Essa funcionalidade também é importante para nos ajudar nas transições entre os alimentos e grandes mudanças de rotina, como quando o bebê faz uma viagem mais longa ou toma as vacinas e sofre com as reações.

3. Sono

Minha opção favorita. Minha filha só dormia durante o dia quando os astros estavam alinhados. Eu travava uma verdadeira batalha pelo sono diurno, cada soneca uma vitória. Vivia fazendo contas do tipo “dormiu as 14:23, acordou as 15:05, quanto tempo dormiu?”.

A tela inicial do aplicativo já mostra há quanto tempo o bebê está dormindo e a duração do sono. Para quem deu risada da minha incapacidade de fazer contas básicas, digo em minha defesa que o bebê também chora de madrugada quando você está bem desorientada! E quando você olha o aplicativo e diz que o bebê está dormindo há mais de 6 horas à noite? Pequenos prazeres, meus caros!

Assim que o bebê adormece, você clica no ícone de “berço” e ele mostra a hora atual, deixando desmarcada a opção de hora de acordar, que fica setada com o sinal de “Zzz”. Quando o bebê chora, basta clicar novamente no ícone que o aplicativo marcará automaticamente aquela hora como a hora de acordar, deixando no relatório os dados do sono. Também é possível anotar observações, como – piadinha interna – “acordou porque a visita queria ver o bebê de olhos abertos e ter certeza que é a cara do pai” .

Os relatórios de sono trazem dados como mínimo, máximo e média de horas de sono. Também ajudam muito a nos tirar da paranoia de que o bebê não dorme o suficiente, já que muitas vezes as horas de sono são suficientes, mas acontecem em um padrão incomum, concentradas todas à noite, por exemplo.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê acordar. Super útil para os dorminhocos diurnos, que acabam trocando o dia pela noite e transformando a mamãe em um zumbi.

4. Atividades e Marcos de Desenvolvimento

Aqui tem tudo que você possa imaginar! Desde dados mais comuns como peso, altura e circunferência da cabeça até informações que a gente coloca no diário do bebê: sustentou a cabeça sozinho, segurou um objeto, dormiu a noite toda, deu a primeira risada, etc. Também costumo usar para anotar os horários de banho, passeio, viagem ou visita.

Quando você quer estabelecer uma rotina, é bem importante relacionar se em tal dia o bebê dormiu mal porque viu muita gente ou se mamou mais porque passou por um impulso de crescimento, por exemplo.

5. Diário de extração de leite

Eu não usei, mas é basicamente o mesmo esquema de uso da opção de aleitamento que expliquei acima. Ajuda demais as mamães que tiram leite – seja para seu próprio bebê ou para doar <3

6. Relatórios

Tá certo que sou suspeita, mas quando vi um modelo visual que mostrava a rotina da Bianca eu chorei lágrimas de arco íris. Sou apaixonada por gráficos! Essa opção é gratuita por 15 dias. Para quem, assim como eu, topar pagar para usufruir dessa maravilha, serão os US$4.99 mais bem gastos do período.

É possível ver dados dos últimos 7, 30 ou 60 dias, agrupados por dia ou por funcionalidade. Lindo!

Baby Tracker - Relatórios

Para fechar, mais pontos positivos:

Extra Dim: Possui modo noturno, deixando a tela mais escura para não distrair o bebê a noite.

Export and Sync: Você pode exportar os dados para o Excel, em formato csv e/ou sincronizar os dados com o iCloud e Dropbox. A mãe nerd pira!

Pontos Negativos: Infelizmente, existem! Para mim, o fato de ser todo em inglês dificulta mas não impede o uso. Mas o fato de rodar somente no iPhone e no iPad (IOS) é super triste! Queremos Baby Tracker para demais plataformas já!

Para quem curtiu, baixe aqui.

Dica Bônus: Sound Sleeper e Spotify

Para quem tem filhos sofrendo de cólicas: o ruído branco pode significar momentos preciosos de conforto para o bebê e para a mãe. Para que ficar carregando secador pela casa? O Sound Sleeper tem barulho de mar, de máquina de lavar, rio e até som de útero. Acalma bebês e adultos!

Se você é fã de música, precisa usar o Spotify. Após criar login e senha, você poderá acessar todo tipo de música de forma gratuita e online, qualidade perfeita! Eu já criei várias listas para a Bianca. Tenho a lista do Baby Einstein (música clássica), Balão Mágico, Trem da Alegria, Palavra Cantada e Galinha Pintadinha para dormir, brincar, tomar banho, etc. Acabei descobrindo que ela também adora Chico Buarque, Bossa Nova e Bob Marley, então cada dia ouvimos uma playlist diferente! :) Super recomendo!