F-Factor > entenda o comportamento de compra na Internet

F-Factor: Friends, Fans & Followers (FFF) que influenciam as decisões de compra de maneiras cada vez mais complexas.

O consumo sempre foi e sempre será modulado por fatores sociais, por formadores de opinião e pela aceitação de determinado serviço/produto em um grupo.

O Marketing Interativo vai tornar os processos gerenciais dessa dinâmica eficazes. O primeiro passo é entender como acontecem as etapas de decisão de compra em ambiente de interação:

DESCOBERTA:

Consumidores descobrem novos produtos e serviços

A sensação de pertencimento é um anseio de qualquer ser humano. Nessa busca por fazer parte de um grupo, o que manda é a curiosidade. Somos todos preocupados com o que nossos amigos fazem, pensam e compram.

Alguns aplicativos e plataformas entenderam esse movimento natural e facilitam a busca pelos desejos de consumo de seus amigos, seguidores e fãs.

Conheça alguns cases:

Polyvore: ambiente onde os usuários podem selecionar produtos na forma de “looks”, que são compartilhados em mídias sociais. A rede social fashion.me faz algo semelhante aqui no Brasil. O Polyvore também apresenta as escolhas das celebridades!

Thefind: ferramenta de busca de compras onde os usuários podem comprar o que seus amigos já compram (‘Shop Like Friends’) e também conhecer os gostos e preferências deles através do Facebook.

Nuji: site que ajuda o usuário a descobrir novos produtos, de peças de roupas a obras de arte, selecionados por outros consumidores com gostos semelhantes ao seus!

fuji

GiftFinder: aplicativo que sugere presentes para seus amigos através de um login no Facebook, com base nas informações da página de perfil. Segundo um artigo da Trend Watching, a taxa de conversão é 60% mais alta do que em recomendações comuns!

AVALIAÇÃO:

Consumidores descobrem a opinião de seus amigos sobre aquilo que desejam comprar

Os consumidores pesquisam opiniões sobre produtos que já estão em sua wish list. Pode não ser tão prazeroso quanto descobrir um produto, mas há recompensas sociais na validação de desejos de compra pelos FFF.

Conheça alguns cases:

O projeto do Facebook chamado Instant Personalization (Personalização Instantânea) permite que os usuários vejam conteúdo que seus amigos curtiram ou recomendaram em outros sites. Parceiros “sociais” de peso incluem Bing, Trip Advisor, Scribd e Pandora.

personalização do facebook

facebook

O  Trip Advisor, rede de discussão com foco em turismo e a gigante do e-commerce, Amazon, permitem que os clientes que estejam logados no Facebook vejam as resenhas dos amigos primeiro. Os produtos sugeridos levam em conta aquilo que seus amigos já curtiram.

A Levi’s fez a integração de sua loja virtual com o Facebook, permitindo que os interessados conhecessem melhor os produtos que seus amigos tinham  “curtido” antes.

Quem nunca recorreu aos amigos para tomar uma decisão de compra? Faz muito sentido que isso aconteça na Internet também.

FEEDBACK:

Consumidores pedem aos amigos que validem suas decisões de compra

81% dos consumidores dos Estados Unidos entram na internet para fazer pesquisas sobre produtos, sendo que 55% procuram resenhas de usuários e 10% pedem conselhos em suas redes sociais. No entanto, entre as pessoas que têm entre 25 e 34 anos, a taxa sobe para 23%. (Fonte: Cone Inc, junho de 2010)

Alguns cases interessantes que conceituam muito bem o processo de decisão de compra interativo:

LoveThis: site com foco em user reviews, com dicas e recomendações compartilháveis.

lovethis

Gogobot e Hotel Me: fóruns de discussão de Turismo que ligam o usuário e seus amigos àqueles que são experts em viagens e conseguem passar dicas valiosas para o destino de férias dos sonhos.

MyShopanion: aplicativo para iPhone que lê o código de barra de um determinado produto dando acesso às resenhas recebidas. Tenho minhas dúvidas quanto à aplicabilidade, mas é um conceito arrasador, não é?

Diesel: instalou câmeras que transmitiam fotos de seus clientes provando roupas pelo Facebook, para receber opiniões instantâneas dos amigos. Tudo com consentimento, reforçando a tendência de compras como atividade social.

O modelo de negócio inovador Shopsocial.ly: oferece aos consumidores um ambiente para se conectar aos FFF para compartilhar recomendações. Nessa plataforma você pode fazer uma pergunta sobre um produto e receber os feedbacks. O site faz parcerias com varejistas – seu verdadeiro público alvo – e deixa claro em seu slogan: Deixe os seus clientes fazerem o Marketing para sua loja.

shopsocialy

Apesar de tantos cases sensacionais, fico me perguntando: As marcas estão preparadas para tanta transparência?

Google Think Insights

Google Think Insights é um serviço relativamente novo da Google (tem só sete meses de vida) no qual são reunidas informações estratégicas sobre o cenário e tendências em Marketing Digital.

O foco não é o formato e sim o conteúdo: lá estão eventos, vídeos, ppts, estudos, dados estatísticos e uma plataforma sensacional – o Real Time Insights Finder. No formato de ciclo, ele é dividido em setores:

  • O que as pessoas estão buscando?
  • O que as pessoas estão pesquisando?
  • O que as pessoas estão assistindo?
  • O que as pessoas estão dizendo?
  • No que as pessoas estão clicando?

google real time insights finder

No maior estilo Google de ser, a plataforma é um agregador de ferramentas – como o Insights for Search e AdPlanner – com ranking de importância e relevância, apresentados de forma divertida e com usabilidade das mais agradáveis.

 

google tools

 

Outro ponto que merece destaque são os estudos, que saem do lugar comum. Além de temas como mobilidade, são apresentadas pesquisas como “5 Verdades sobre o Consumidor Digital Afro Americano”. Legal, né?! Para quem ama – e precisa amar – as informações sobre comportamento do consumidor, essa plataforma é um prato cheio!

google studies

O conteúdo de uma maneira geral é dividido da seguinte maneira:

Setor:

  • Automotivo
  • B2B
  • Educação
  • Mercado Financeiro
  • Saúde
  • Varejo
  • Tecnologia
  • Viagens

Demográfico:

  • Afluentes
  • Boombers
  • Mães
  • Hispânicos
  • Afro americanos

Plataforma de Mídia:

  • Cross Media
  • Display
  • Mobile
  • Search
  • Social
  • Vídeos

Objetivo de Marketing:

  • Branding
  • Inovação
  • Conversão
  • Engajamento
  • Vendas
  • Métricas
  • Mídia Mix
  • Comportamento do Consumidor

 

O fluxo de navegação é simples e isso facilita muito a encontrabilidade da informação de um modo efetivamente relevante para o usuário:

 categorização google think insights

 

google thinking aheadPara finalizar, recomendo uma visita ao menu Thinking Ahead (algo como Pense Adiante), um espaço para artigos cheios de futurismo e tendências. É uma delícia de ler e enche o leitor de expectativas sobre o quão incrível será o futuro! Achei bacana essa sacada de misturar pesquisa e estatística com esses textos mais pessoais, afinal, o futuro também é sonhar :)

Como planejar uma campanha de e-mail marketing?

dicas para campanhas de email marketing

Ações de Marketing Direto possuem vantagens únicas, entre elas a possibilidade de mensurar o resultado atingido de forma muito precisa. Além de baratas, as campanhas criativas geram engajamento com o público e alavancam as taxas de conversão.

Quais os pontos chave para uma campanha de e-mail marketing ter sucesso?

Não pratique spam:

Para que uma campanha de email marketing não seja considerado um spam, não basta colocar uma observação no rodapé da mensagem. Os endereços do mailing devem ser válidos – fuja da compra de mailing – e sua mensagem deve ser solicitada.

Opt in e Opt out:

Dê a opção de remover o endereço de email do mailing para aqueles que não desejam receber aquele tipo de correspondência. Cumpra com esse dever e comprometa-se com a remoção.

Colete endereços de email válidos de pessoas que realmente aceitam fazer parte de seu banco de dados. Estes são os endereços opt-in. Dica: use formulários de contato ou cadastro em seu site que contenham um campo com a opção “aceito receber emails desta empresa”

Política de privacidade:

A política de privacidade assegura que os dados do seu mailing estão protegidos e não serão repassados sem autorização.

Utilize uma ferramenta que permita ao usuário ver apenas seu endereço de email no campo do destinatário. Divulgar a lista aberta é um erro fatal e passa a imagem de zero profissionalismo.

Conteúdo relevante:

Ofereça algo que seja importante para seu mailing. Crie diferentes peças para diferentes públicos – é possível segmentar por idade, região, sexo, produto adquirido e muitas outras formas, depende do seu objetivo. Uma forma de comunicação interessante é oferecer suporte ao seu produto. Exemplo: se a sua empresa vende sabão em pó, porque não oferecer dicas sobre remoção de manchas e sobre o cuidado das roupas delicadas? Não fique míope aos benefícios do seu produto, há um mundo de possibilidades!

Acessibilidade:

Não exagere no tamanho: 12 KB é o tamanho recomendado!

Ofereça um link para visualizar o conteúdo HTML em uma página da web, já que alguns servidores de e-mail podem bloquear a visualização.

Em hipótese alguma envie arquivos executáveis em anexo, que atualmente são 100% bloqueados, mas ferem a ética da permissão.

E-mails não lêem Flash ou Java Script, por isso, atenção para o desenvolvimento. Gifs animados estão fora de moda e denotam certo amadorismo, evite!

Dê olho nas dicas:

  • Instigue a leitura do seu e-mail, faça diferente, use call to action e comunique benefícios claros;
  • Aumente a confiança ao clicar personalizando informações do usuário;
  • Use profissionais diferentes para criação da peça e redação do texto, isso enriquece a campanha;
  • Tenha empatia: o que lhe atrai em uma campanha? Use a mesma inspiração!
  • Atenção redobrada ao assunto: se o remetente já é o nome da sua marca, não o repita no campo de assunto.
  • Teste bastante: mude o assunto, troque o estilo, modifique a redação e acompanhe os resultados.

O Beach Park disparou uma campanha de e-mail marketing que gerou polêmica: uma peça que recriava a experiência de escorregar por um tobogã equivalente a 14 andares de um prédio. Os manuais regem que o uso do scroll (barra de rolagem) deve ser evitado, assim como peças pesadas, mas a campanha gerou buzz na blogosfera. A lição é que a criatividade permite quebrar regras garantindo resultado!

Como avaliar um site – parte III

como avaliar um site

Hoje vamos abordar a última etapa da avaliação de um site através de atributos técnicos, abordando os pontos interativos e de engajamento (Marketing Interativo). Lembrando: a avaliação começa com os atributos intangíveis, seguida de análise de Arquitetura da Informação, Usabilidade e Web Design.

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

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Interatividade

O conceito de ponto interativo é muito importante na hora de avaliar um site. Interatividade é permitir a troca de informações e diálogo entre usuário e empresa. Pesquisas apontam que há proporção direta entre o número de pontos interativos e a taxa de conversão de um site. É a cara da web 2.0! Exemplos de pontos interativos:

  • Seção contato
  • Chat online
  • Comentários em notícias
  • Blog corporativo
  • Funcionalidades para compartilhar em mídias sociais (o botão “Curtir” é um deles)
  • Central de Atendimento
  • Links de acesso rápido para adquirir/conhecer produtos
  • Funcionalidades para fazer “Trial” ou agendar visitas “sem compromisso”
  • Tudo aquilo que permite que o seu cliente converse com a sua empresa

Social Media

Antes do conceito de CG social, haviam empresas que nem inseriam links para as mídias sociais oficias dentro do site. Era um tempo em que não se pensava em usar isso como tática para SEO e poucas marcas possuíam uma estratégia clara sobre social media marketing.

Não basta estar no Twitter e colocar um passarinho no cross content da Home. É ter engajamento, saudabilidade, política de resposta e canais de comunicação. Sem dúvida, é um plus para a presença digital, especialmente para aquelas que apostam no Inbound Marketing como diferencial competitivo.

Exemplos: um canal no slideshare dentro da área de suporte, uma wiki para auxiliar no pós venda e uma FanPage para dinamizar a Comunicação. Nem só de site vive a sua marca! Um case bacana é o da Coca Cola, que realizou um de seus processos seletivos para trainess somente via Linkedin e usava as demais mídias para orientar os candidatos. Um processo que costuma ser estressante – o preenchimento de dezenas de campos de formulário – acabou se tornando interativo.

Conteúdo

Tá aí a grande estrela do Marketing Digital! É por causa dele que visitamos blogs, que voltamos à um site, que seguimos pessoas no Twitter. É só por causa do conteúdo que o Google existe! Para organizar informação na hora de buscar por conteúdo. Por isso, crie conteúdo específico e relevante para cada canal, seja ele o site ou a FanPage.

Lembre-se que o usuário padrão não lê na web, apenas passa os olhos, “escaneando” o conteúdo. Outro conceito importante é o de leitura em F e seu papel no aumento da conversão. (Obs: conversão é tudo aquilo que a sua marca tem como objetivo através do site, desde uma compra ou contato para adquirir um produto até um compartilhar em mídias sociais).

Compartilho com vocês uma excelente palestra sobre conteúdo orientado à SEO que vai ajuda-los muito!

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Chegamos ao fim da avaliação de uma presença digital eficiente. Os atributos técnicos não são somente esses e a profundidade com que podem ser estudados extrapola a síntese dos posts.

Importante: sites que cumprem com essas diretrizes estão otimizados para motores de busca e ganham pontos valiosos em SEO. Mais uma razão para a sua marca contar com qualidade técnica na web.

Espero que tenha gostado! Em caso de dúvida, entre em contato com o Marketing Drops :)

Como avaliar um site – parte II

como avaliar um site

Agora que já sabemos como avaliar um site através de atributos intangíveis, é hora de entender como funciona uma avaliação através de atributos técnicos. Hoje vamos falar sobre Arquitetura da Informação e Web Design. Mãos à obra!

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

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Acessibilidade

Sistemas que provêm acessibilidade são plataformas que permitem que todos usufruam dos recursos oferecidos. Pode ser um leitor para deficientes visuais ou um site mobile para quem tem tablet ou celular poder ter uma experiência bacana ao navegar.

Na Internet, o termo acessibilidade tem tudo a ver com a W3C (world wide web consortium), um consórcio com mais de 300 organizações que visam regulamentar as boas práticas e padrões, inclusive de código (HTML, XHTML, CSS, DOM, etc), para o desevolvimento web.

Pensar em acessibilidade é mais do que pensar em “acesso aos cegos”, afinal, os motores de busca também são “cegos” e para otimizar sua presença digital para SEO você precisa pensar nisso!

Para validar o site para estes padrões acesse: http://validator.w3.org e avalie os erros encontrados.

Qualidade do Código

A validação do site pelas recomendações da W3C é muito importante para garantir a qualidade do desenvolvimento de um site.

A linguagem de marcação (HTML, XHTML, XML) e a linguagem de estilo (CSS) tem como objetivo organizar e diagramar o conteúdo das páginas da Internet, exibindo o site para o usuário. Cada uma dessas linguagens possui suas “palavras” e “significados” – tags que possibilitam o entendimento das páginas pelos motores de busca e navegadores – e que compõe o código semântico.

Infelizmente, muitas agências e produtoras web não empregam a forma semântica de usar tags e atributos e acabam desenvolvendo sites repletos de “gambiarras”, formas mais rápidas e baratas de entregar desenvolvimento web. Exemplos mais comuns:

  • Sites desenvolvidos inteiramente como tabelas (que na forma semântica devem ser usadas apenas para dados tabulares),
  • Páginas inteiras que são apenas tags <iframe> apontando conteúdo de outra página sem qualquer desenvolvimento (que na forma semântica são usados para fazer “embed” de vídeos do Youtube, por exemplo),
  • Sites desenvolvidos inteiramente em flash – impossíveis de serem lidos pelos motores de busca e que impedem o compartilhamento de conteúdo.

Usabilidade

Usabilidade é toda uma ciência que estuda a facilidade de usar um determinado objeto ou ferramenta. Quando falamos de um site: é necessário avaliar o fluxo de navegação (onde você clica para ir a uma determinada seção), os menus, nomenclaturas, ícones e lembrar da máxima de um dos papas da usabilidade, Steve Krug: “Não me faça pensar!“.

  • As ações devem ser intuitivas. É terrível quando alguém “tem uma sacada brilhante” e muda uma convenção (Ex: o carrinho de compras de um e-commerce) só para ser diferente.
  • Na web, o óbvio é o que deve ser feito.
  • Usabilidade é pensar em arquitetura da informação – nosso próximo tópico – e organizar o conteúdo de forma amigável.
  • Evite o esforço desnecessário do usuário em cliques (menos é mais) e use cross contents (conteúdo cruzado) relevante.

Sei que é clichê, mas beleza não põe mesa! Site não tem que ser só bonito, tem que gerar conversão e trazer dinheiro pro seu bolso. Não comprometa o resultado por algo que pareça bonitinho, como fontes lindas que na verdade são imagens e impedem o “copiar” e “colar” na hora de compartilhar. Para saber mais, recomendo o site do “Jedi” da usabilidade, Jakob Nielsen, e o Usabilidoido – um blog divertido e útil sobre o tema.

Arquitetura da Informação e Web Design

A arquitetura da Informação é a diagramação de uma presença digital dentro dos preceitos da Usabilidade. Infelizmente, pouca gente dá bola pra ela, por achar que “é só ir montando o site”.

Na hora de avaliar uma agência ou produtora, seja criterioso nesse item e reforce que é um pré-requisito para o desenvolvimento.

Existem avaliações super técnicas baseadas nos objetivos do usuário e micro processos que orientam o desenvolvimento de uma arquitetura eficiente, como a análise heurística e os testes A/B e também os focus groups, que usam fragmentos de público alvo para definir o que vai onde e porquê.

Falando exclusivamente deste tópico, o site da Dermablend é um exemplo de site com muito conteúdo e múltiplas seções no qual é possível se encontrar e ter uma boa experiência.

O web design dará vida ao projeto, propiciando o que é conhecido como experiência do usuário. É interessante notar como a cultura de cada país costuma influenciar esse quesito: americanos adoram sites com visual mais poluído, repleto de conteúdo. Os brasileiros já são mais sensíveis ao layout e gostam de sites que sejam esteticamente agradáveis.

Para ajuda-los a entender mais:

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No próximo post vamos falar sobre engajamento e pontos interativos. Será a última etapa na avaliação de sites, stay tunned!

Como avaliar um site – parte I

como avaliar um site

Vocês já se perguntaram sobre o que faz um site ser bom ou ruim? A partir de hoje começarei uma série de posts ensinando a avaliar um bom website e por consequência, orientando-os a construir uma presença digital relevante.

Vou dividir o conteúdo em etapas, sendo a primeira delas os atributos intangíveis da marca. A partir de então falaremos dos atributos técnicos, para facilitar a compreensão.

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

 

Entenda o Branding:

Para começar é preciso falar de branding porque a avaliação de um site começa com o seu objetivo de mercado, aquilo que ele busca alcançar através da internet. Essa história de investir em site apenas para estar na web só funcionava até 1995.

Aponte os benefícios percebidos:

É preciso entender os atributos intangíveis da sua marca, aquilo que ela realmente vende. Como assim?

É preciso lembrar que nenhuma marca vende um produto. Ela vende um benefício.

Você não precisa de um carro, precisa de um meio de locomoção. Não precisa de um laptop, precisa de mobilidade. Não precisa de um celular, precisa de comunicação móvel.  Se sinal de fumaça funcionasse bem, você compraria isso ao invés de um Nokia. Viu só? Atributos intangíveis.

Quem entendeu muito bem esse conceito foi Steve Jobs, que disse: “se eu perguntasse através de pesquisa de mercado o que meu cliente buscava, ele diria um CD com capacidade para 5.000 músicas, jamais explicaria o conceito de um iPod.” Antes de Jobs, Henri Ford também usou o benefício para mudar o mercado, criando o automóvel produzido em larga escala.

Esse tipo de questionamento é muito importante para toda a estratégia, inclusive a de produto e comunicação da sua marca. A Nike vende atitude. A Disney vende magia! A Porsche vende charme. Você achava que a Kopenhagen vendia chocolates? Não! Ela vende presentes.

Mapeie a concorrência:

Percebeu como o que foi falado agora muda até mesmo sua ideia sobre concorrência?

O Mc Donald’s considera como principais concorrentes de seu produto no Brasil os cinemas. Como ele vende diversão e entretenimento para jovens, que geralmente não possuem grana para os dois programas, ele pode perder receita para um filme de ação. Aqui vai outra dica importante: competição pela renda. Quem compete pelo dinheiro do seu cliente com a sua marca? Os principais concorrentes de um curso de MBA podem ser as construtoras, que vendem apartamentos para os recém casados em processo de alavancagem na carreira.

Traduza o foco:

Entender sobre foco empresarial é muito importante para evitar a Miopia de Marketing, típico de quem acha que a Nike vende tênis. Isso pode significar a falência de uma empresa, como aconteceu com alguma ferrovias americanas, que acreditaram que seu negócio não era transporte e sim, malha ferroviária. Foram engolidos pelos aviões e carros.

Avaliação na prática:

A partir de agora, estruture uma planilha  com os principais atributos intangíveis da sua marca. Para cada um deles, dê notas avaliando a comunicação desses atributos no website da sua empresa. Ela vende requinte e sofisticação e o site é todo vermelho? Vende conhecimento e o site foi atualizado ano passado? Hm.. isso merece nota baixa!

 

como avaliar um site através de atributos intangíveis

 

Experimentem começar esse exercício de Marketing. Poucos profissionais fazem isso, e ele será um divisor de águas do pensamento estratégico da empresa.

No próximo post falaremos sobre os atributos técnicos. Até lá! :D

Criando um blog de casamento com presentes virtuais

O post de hoje será um pouco diferente, vou passar dicas para aqueles que buscam estruturar um blog de casamento. Antes que o pessoal de Marketing Digital diga que isso não agrega nada para eles, vou explicar porque escolhi esse tema:

Esta é uma excelente oportunidade para cerimonialistas, organizadores de eventos, freelas, agências que busquem um nicho e até mesmo para os casais que queiram reforçar o Marketing Pessoal. Duvida disso? O Google Insights for Search não me deixa mentir (reparem no pico de buscas em abril e maio)!

 

print do google insights for search

 

Vamos ao passo a passo?

1. Crie uma conta no WordPress

Você pode criar uma conta no Blogger, mas os convidados (que geralmente não são só jovens) esperam ver algo parecido com um site – com menus – do que um blog propriamente dito – com scrollbar e posts. Para ter um espaço com cara de blog, crie um menu com este propósito. O WP é muito mais customizável e isso não tem preço!

 

botão iniciar do wordpress

 

Clique na opção ”entre agora” e escolha um tema (um modelo para o seu site, são milhares de modelos gratuitos) e, se quiser, um domínio .com (custa uns 19 dólares por ano). Dica: você pode ir testando temas aleatoriamente até encontrar o melhor, mas fique de olho na arquitetura da informação (menus, diagamação de conteúdo, banners, etc.). Para auxilia-los, indico este tutorial e também este passo a passo. Se preferir, tente uma vídeo aula sobre como escolher o tema do seu wordpress.

2. Personalize seu blog

Comece pensando no perfil dos seus usuários, como eles se comportam na hora de navegar pela web. Como disse no tópico acima, alguns convidados podem ter dificuldade em buscar informações através de posts. Crie um fluxo de navegação agradável e pense na diagramação do conteúdo. Qual a coisa mais importante a ser dita? E a menos importante? Lembre disso na hora de ordenar seus menus. Para dar uma mãozinha nessa etapa, indico mais um tutorial e também algumas vídeo aulas:

Como criar menus

Como adicionar e editar páginas

Como postar e adicionar imagens

3. Conteúdo

Em primeiro lugar, ele deve ser relevante. Não é aconselhável ficar de “mimimi”, falando somente de amor. Os convidados querem informação, praticidade e agilidade. Linguagem espontânea e parecida com a dos noivos cria empatia. Seja breve, na web apenas passamos os olhos pelo texto..

modelo para menu de blog de casamento

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4. Crie uma página de presentes

A etiqueta diz que os noivos não devem pedir dinheiro aos convidados, mas sabemos que essa é uma realidade comum e que sair em busca de listas em lojas físicas é um fardo aos convidados. Minha sugestão é criar metáforas, o que deixa os presentes mais pessoais, mas permite que os noivos recebam dinheiro sem parecerem mal educados. Com sua página de presentes criada, conforme explicado no ítem 2, vamos ao passo a passo:

– Crie uma conta no PagSeguro. Eles cobram uma taxa sobre o valor, algo em torno de 5% a 6%, mas permitem pagamento via boleto, cartão, depósito, etc. Na minha opinião, vale a pena!

– Crie o link para o check out do PagSeguro. Basta usar o modelo abaixo, modificando apenas o que estiver em destaque colorido para a sua realidade.

 

https://pagseguro.uol.com.br/security/webpagamentos/webpagto.aspx?email_cobranca=seuemail@dominio.com.br&tipo=CBR&moeda=BRL&item_id=1&item_descr=nomedopresente&item_quant=1&item_valor=30000&frete=0&peso=0

Vermelho = e-mail cadastrado no PagSeguro;

Azul = nome do presente (descrição);

Lilás = valor do presente com os zeros sem vírgula, se for 300 reais fica 30000.

– Suba a imagem escolhida para representar os presentes. No campo legenda insira o nome e valor do presente. No campo link da imagem, cole o link que você customizou conforme o modelo acima.

Pronto! Você já tem uma vitrine de presentes para curtir os preparativos do casamento sem sustos!

Seus convidados podem adquirir os itens da sua vitrine e o valor será depositado na sua conta PagSeguro – podendo ser transferido para a sua conta corrente posteriormente. Reparem no modelo abaixo:

presentes de casamento via pagseguro


OBS: Se você tiver conhecimento em HTML/CSS, é possível usar as tags que o PagSeguro disponibiliza para botões de pagamento. Também é possível usar a API PagSeguro para fazer uma integração completa. O objetivo desse post é auxiliar pessoas sem conhecimento técnico e que utilizem templates gratuitos e não instalados, visto que dificilmente permitem a edição de HTML.
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Gostaram?! Fácil, não é?
Se surgirem dúvidas, basta entrar em contato :)

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Derrubando mitos de Marketing Digital

mito de marketing digital

Ser planejamento e gerente de projetos em uma agência digital permitiu que eu conhecesse diversos perfis de clientes – desde aqueles que tinham na web seu core business, até aqueles que não possuíam nenhum tipo de presença digital.

Existem alguns mitos que aparecem em reuniões de briefing e que merecem ser compartilhados. Derrubar mitos é um dever da classe de Marketing Interativo, que tem a capacitação e aprendizado dos clientes como uma atividade diária. Lembrem-se: se os seus clientes não sabem o que é monitoramento de mídias sociais, eles não saberão porque devem monitorar; se não sabem o que é SEO, não saberão porque devem investir em link building e assim por diante. Ensinar é entregar valor e auxiliar na percepção do benefício entregue. 

1. Não preciso investir em Marketing porque já estou investindo em Marketing Digital

Eu também gostaria que esse mito fosse verdade, deixaria tudo tão mais fácil. Mas não é bem por aí. Marketing é sempre holístico, ele é processo gerencial. Envolve um mix (produto, distribuição, pricing, pessoas, comunicação e evidências físicas) e para o sucesso ser alcançado, é preciso haver integração, unidade. Mostre ao seu cliente que antes de pensar em ações como “quero fazer link patrocinado”, ele precisa possuir uma proposta de entrega de valor e diferenciais competitivos consistentes – a estratégia vem primeiro. Quais os diferenciais dessa marca? Por que ela é melhor que os concorrentes?

Para uma empresa estruturar um e-commerce, por exemplo, é necessário ter processos estruturados. Não é apenas inserir um botão “comprar” no site. Palavras chave: ERP, integração, equipe, responsáveis, finanças, target, prazos, logística interna, comunicação, expertise em web, políticas, gestão, métricas e indicadores – tudo no offline, não é?! Online e Offline não existem, é sempre uma coisa só. O bolso é um só também, então esteja preparado para capacitar seu cliente e pensar de forma estratégica. Sem esse esquema tático pensado e pronto para rodar o resultado é – quase sempre – o fracasso.

Ouvi de um cliente uma pergunta em tom preocupado:

– Camila, por que tenho tantos acessos e pouca conversão?

Me ajeitei na cadeira para começar um relato sobre Marketing Digital e antes que eu começasse ele mesmo respondeu:

– Hmm, pensando bem, meu suporte é terrível e meu produto tem tantos problemas… Você já havia me explicado isso…

Levo essa frase na minha lembrança profissional como um momento de quebra de paradigmas, uma vitória. Eu havia ensinado algo para essa marca!

2. Os investimentos em Marketing Digital são praticamente zero, afinal tudo lá é de graça

Criar uma conta é de graça, mas engajar sua audiência exige tempo – e tempo é dinheiro. Expertise, o famoso “saber fazer”, também costuma ter um preço.

Vamos voltar aos tempos de colégio? Pense nesse item como uma prova com consulta. Lembram como eram mais difíceis? Esse “de graça” é o livro para consultar. No final, a prova possui tantas perguntas estratégicas, que saber o conceito torna-se pouco. É necessário confiança mútua para o entendimento entre fornecedor e cliente, para mostrar que você vai investir um determinado orçamento para AdWords, mas esse budget também precisa incluir busca orgânica (SEO), gestão e estratégia de links patrocinados – e lá vem conteúdo, Inbound Marketing, compreensão de concorrência pelo clique e tantas variáveis que podem – e devem – ser explicadas ao cliente.

Uma dica para amenizar essa dissonância é estar bem perto do cliente, sempre! Ligue, marque reuniões, esteja lá em momentos de crise e em momentos de calmaria, compartilhe artigos, tenha os contatos no seu comunicador instantâneo, tenha empatia: viva o dia a dia do seu cliente. No final, você ganhará amigos! Fees e jobs quase sempre tem como consequência uma grande amizade! Faz tudo valer a pena!

3. Meus problemas acabaram! Minha marca está oficialmente na web

Eu brinco que ter presença web é como ter um filho. Costumo chamar as aprovações de ultrassom, aquele tempo que você tem para se acostumar com a ideia de ser pai/mãe, pensar na saúde desse bebê, se preparar para a chegada dele. Quando seu cliente estiver oficialmente na web, esse é o momento em que seus “problemas” começaram! É necessário compreender que a agência não faz milagres sozinha, a participação do cliente é essencial na construção de uma presença digital.

Vou compartilhar uma percepção minha sobre estar na web, já que não comecei com Marketing na Internet, eu também iniciei no offline: gestores de Marketing precisam mostrar resultado, somos obcecados por informação, BI, banco de dados e afins. Na web tudo é mensurável! Mostre isso ao seu cliente, compartilhe os elogios dos clientes em social media, capacite-o para entender de monitoramento e mensuração, mesmo que seja somente uma breve explicação sobre o Google Analytics. Marketing Digital é um vício, é mundo tão incrível que, quando compartilhado e compreendido, jamais é abandonado. Faça a sua parte!

4. Pessoas? Mas não é na Internet?!

No fim, gestão é sempre sobre talentos, pessoas, equipe! It’s all about people.

Estude a estruturação de web e social team. Entenda ao menos o mínimo sobre gestão de projetos, é uma forma de fornecer esse serviço aos seus clientes. Sua marca vende algo para máquinas? Não, né? Há sempre uma pessoa apertando o botão “comprar”, um ser humano com dúvidas, anseios, medos.. Mesmo se a sua estratégia for B2B! Mostre isso ao seu cliente, explique sobre comportamento do consumidor e agregue isso à explicação sobre Arquitetura da Informação e Webdesign. Oriente-o sobre testes de usabilidade. Estude os processos dessa empresa/marca e aplique os conceitos para sugerir as competências da equipe responsável. Acho válido capacitar os colaboradores da empresa sobre web. Agrega tanto ao projeto! Empresas com centenas de funcionários e nenhum “Like” desses stakeholders na Fan Page da marca! São evangelizadores, uma parte valiosa do público alvo. Outra dica: gestores costumam estar atribulados demais para pensar em endomarketing, sugira uma série de palestras sobre boas práticas na web e agregue esse diferencial ao seu atendimento.

 

5. Eu só preciso de site bonito em um primeiro momento, o resto vamos implementando com o tempo

Beleza não põe mesa! Aqui cabe mais uma analogia com a vida real: é preciso ser bonito, mas também ter conteúdo. Os papas da usabilidade vão dizer que layout não importa, mas importa sim. Mas não significa que ele seja o foco de todo o esforço de Marketing. Toda vez que escuto isso, lembro dos sites construídos inteiramente em flash. Isso é um erro estratégico e este post explica o porquê. Como reverter isso: explique tudo sobre semântica, web standards, SEM (Search Engine Marketing) e otimização para motores de busca – a famosa trinca de “encontrabilidade” + experiência do usuário + Marketing de Conteúdo.

Sobre o ponto “ir fazendo com o tempo”, muito cuidado. Fazer Marketing Digital é como subir uma escada, existem patamares de e-maturity (estágios de maturidade na web) e não é aconselhável fazer mal feito para depois ir arrumando. Quando o cliente levanta essa bandeira, ele pode estar com medo do resultado alcançado x investimento realizado (ROI do projeto) não ser o que ele esperava. Mas usar essa estratégia é o barato que sai caro. Evite o efeito “Frankenstein”, de ir remendando o trabalho realizado. Crie um cronograma de ações sustentáveis, com começo, meio e fim em um ciclo de planejamento. Use os dados do monitoramento para sugerir novas ações e conseguir, de modo sistêmico e estruturado, alavancar os níveis de e-maturity da sua marca.

Espero que tenham gostado! Você já conviveu com algum mito de Marketing? Compartilhe aqui no Marketing Drops :)

O papel das redes sociais na enchente em #Blumenau

uso de midias sociais na enchente blumenau

Na última quinta feira (08/09/11) a Defesa Civil de Blumenau – cidade natal do Marketing Drops – começou a divulgar os boletins de alerta para enchentes. Esses relatórios com a medição do Rio Itajaí-Açu são postados na Internet e em tempos de chuva viram obsessão para os blumenauenses. Com o medo de nova catástrofe gerando milhares de acessos, os servidores caíram.

Uma incrível massa de tweets e posts no Facebook começou, e entre eles, estava a divulgaçao do blog CHUVÔMETRO – um sistema de medição não oficial, mas extremamente assertivo. Estava lançada a pedra fundamental das mídias sociais nas grandes catástrofes: a população recorre à web para informação e lá, quem gera a notícia é o usuário. Oficial ou não, pouco importa.

Uso das redes sociais na cobertura da enchente em Blumenau

Um morador recebeu um telefonema informando que parte de sua família estava ilhada, buscando abrigo no telhado da casa e que, entre os adultos, haviam 3 crianças. Sem sucesso com a Defesa Civil, postou o pedido de socorro no Twitter. Confira um trecho da viralização da mensagem até a resposta oficial – via Twitter da Prefeitura de Blumenau:

Moradores pedem socorro via Twitter na enchente em Blumenau

 

Um outro ponto interessante é o uso das hashtags #EnchenteBlumenau #ChuvasSC. Voluntários filtravam os tweets pelas hashtags para que pudessem resgatar quem precisasse de auxílio!

Para aqueles que ficaram sem luz ou sinal wi-fi, os celulares foram a plataforma utilizada, que podiam ser carregados nos carros, ilhados em meio ao caos. O próprio Marketing Drops sofreu com isso:

Tweet relata a situação em Blumenau durante a enchente

Pelo Facebook e pelo Twitter, o pedido era que fotos e informações fossem postadas. Por que? Para informar, alertar os ilhados sobre a situação. O usuário fez o papel do jornalista. Tá aí o grande paradigma das redes sociais: cada um de nós é mídia. E tudo isso em tempo real.

O uso do Facebook na enchente de Blumenau em 2011

 

Facebook é usado como plataforma de informação na enchente de Blumenau

 

O Youtube também foi usado pelos blumenauenses:

Uso do Youtube para informar sobre a enchente em Blumenau

Os próprios jornalistas de emissoras como a Ric Record e RBS TV (Globo) buscavam resultados nas redes sociais para divulgar nos boletins e plantões. É o fluxo de informação mudando e a estratégia de conteúdo virando centro das atenções. O Portal R7 informou: “Embora os internautas tenham colocado diversas fotos das chuvas em Santa Catarina nas rede sociais, o leitor do R7 também tem a oportunidade de ter sua foto publicada no portal.” Mudança total do poder, que sai dos grandes clusters de comunicação para as mãos do usuário.

Sinal de novos tempos, não acham?

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

Marketing Drops esteve em Curitiba no dia 11/08 e conferiu o Digitalks Day e tudo que o foi falado pelos palestrantes. O objetivo do evento era discutir tendências em web e social media, sem ser técnico, focando nas estratégias.

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

O público era eclético: anunciantes, publicitários, jornalistas, agências digitais e offline, curiosos, estudantes de Comunicação e gerentes de Marketing ansiosos por entender mais sobre o mundo fascinante – e 100% mensurável – da web.

O objetivo desse post não é transmitir na íntegra cada palestra e sim, demonstrar em tópicos breves a essência do que foi discutido. Quem quiser saber mais sobre algum ponto específico, é só deixar um comentário ou entrar em contato com o Marketing Drops.

Stand do patrocinador Seekr no Digitalks

O dia começou com as palestras sobre Business Intelligence de Ari Meneghini da IAB BRASIL e Alex Banks, da COMSCORE. O que é Business Intelligence mesmo? Trata-se de um processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. Aqui quem faz a festa é o pessoal de Web Metrics (ferramentas: Ibope, NetRatings, ComScore, TGI, etc.), Web Analytics (ferramentas: Google Analytics, WebTrends, Omniture, Woopra, Yahoo! Analytics, etc.), da Pesquisa de Marketing (qualitativa e quantitativa), Estatística e também todos os profissionais de Social Media Metrics (ferramentas: Seekr, Radian6, LiveBuzz, etc.).

Palestras cheias de números e indicadores e algumas citações que resumem o cenário interativo no Brasil:

“O Orkut cresceu 30% no ano passado e não está morrendo. São 32 milhões de usuários que não devem ser ignorados. O que está acontecendo é apenas um overlap de audiência.”

“No Brasil, tudo que conecta pessoas parece dar certo.”

Após o coffee break, a palestra de Marcelo Abrileri da MOL deu pistas sobre ações assertivas em Marketing Online e Gabriel Kenski da MEDIA FACTORY foi categórico: “Profissional de Comunicação que odeia matemática está fora do mercado web, aqui tudo tem que ser medido e quem não sabe calcular ROI não terá sucesso”. Aliás, essa foi uma citação constantemente repetida pelos palestrantes, acostumados com o dia a dia de mensuração constante.  Gabriel deu uma mini aula de Matemática Financeira e mostrou fórmulas sobre taxa de conversão, ticket médio, ROI, resultados e margem de lucro, além de compartilhar um case interessante da GE Money no Brasil.

 

Depois do almoço, hora das mulheres palestrarem: Adriana Sonu da ABRIL e Manuela Villela do GOOGLE deram show. Adriana falou de moda, agregadores de ítens, e-commerce de luxo, usabilidade, navegabilidade e novas plataformas para quem quer vender moda na Internet. Cases expostos: Click-`a-Porter, Net-a-Porter e Brand’s Club. Manuela fez uma palestra dinâmica e cheia de cases, mas o destaque fica para o que o Google considera as grandes tendências para web: busca local (potencializada pelos uso de celulares, quando você está em Curitiba no Digitalks e procura pelo melhor restaurante japonês próximo ao Hotel Pestana, por exemplo), mobile e suas vertentes (o exemplo anterior já dá pistas do que vem por aí), plataformas sociais (lembram que tudo que conecta pessoas parece dar certo no Brasil?) e streaming (eventos e shows transmitidos ao vivo pelo Youtube).

Leandro Ferrari da AUNICA falou sobre a incrível Tagnologia, um sistema de categorização e tagging (dar nome, identificar) para toda a informação presente na web, sendo um dos sustentáculos da web semântica ou 3.0, a Internet que sabe o que você quer e o que você procura com base em suas “migalhas” e rastros de navegação.

Casa cheia no Digitalks Day Curitiba

Rodrigo Tigre, da BOLSA DE MULHER fez um fashback do surgimento da web, contando a história desde as épocas de Tim Berners-Lee e traçando paralelos com a TV, o celular e o cinema. Falou de software, hardware, daquilo que foi tendência mas não ficou (como os palms) e deixou claro que é na integração de telas que mora o futuro da Internet no Brasil. Trouxe muitas dicas para quem é da blogosfera e mostrou caminhos sensacionais para unir conteúdo de qualidade com publicidade. Um dos cases foi o da Intimus, que usava o Bolsa para dar dicas de moda para primavera (que tinha no Floral sua maior tendência) e na sequência entrava a vinheta sutil, falando sobre o novo absorvente íntimo com estampas florais. Os vídeos bem feitos e adequados ao público eram a prova de que para estar bem na Internet é preciso fazer gestão de conhecimento – gerar conteúdo relevante, 24/7. Rodrigo também falou do filme Desenrola, um projeto voltado aos teens com verdadeiro engajamento em social media. Além de casting online o filme lançou uma série de ações (antes do lançamento oficial do filme): blog, presença digital, concurso de beijo cinematográfico, concurso de arroto com a Coca Cola e um concurso de bandas que queriam aparecer no filme.

Caio Bottiglieri, da NOKIA, mostrou que uma estratégia de cauda longa (aguardem posts exclusivos sobre isso aqui no blog) aliada ao Oceano Azul – fazer diferente da concorrência – pode funcionar. Indo contra a corrente dos smartphones, Caio apresentou dados que comprovam a penetração de aparelhos sem acesso à Internet no Brasil e como as ações voltadas ao envio de SMS dão certo dentro da estratégia da Nokia. Você esperava algo assim em um evento de Internet? Mostra o quanto a integração entre mídias é essencial!

Doug Ribas, do PagSeguro, falou sobre as perspectivas do e-commerce no Brasil. Mostrou números, falou sobre o que vem por aí e compartilhou cases sobre esse segmento em consolidação no Brasil e como o PagSeguro está presente nesses momentos estratégicos.

Fábio Ricotta falando sobre SEO

O Digitalks terminou com a palestra de Fábio Ricotta da Mestre SEO, uma referência em Search Engine Optimization (Marketing de Busca). Numa palestra animada e cheia de brincadeiras, Fábio deixou o lado técnico de lado e mostrou uma forma simples para estar bem colocado nas buscas: ser referência sobre um assunto. Dicas: procure dúvidas de usuários nas mídias sociais e as responda, dê palestras, crie um blog, monte um canal no Youtube com tutoriais, faça streaming de cursos, descubra o que seus seguidores do Twitter querem saber para postar conteúdo efetivamente relevante (a ferramenta export.ly ajudará você nessa tarefa) e mostre seu conhecimento! A palestra está disponível no Canal Slideshare do Fábio.

Para saber mais, acesse o site do Digitalks e programe-se para estar presente no próximo evento.