Comunicação Irreverente

Fazer comunicação irreverente não é para qualquer marca. Volto a dizer, não existe certo ou errado, existe é estratégia bem ou mal aplicada. Se a sua empresa é informal, faça com quem toda a comunicação esteja alinhada à esse conceito.

Comunicação Irreverente diretamente da cozinha Marketing Drops

A marca Do Bem, uma empresa carioca que vende sucos, mate e água de coco em caixinha, alinhou seu conceito à todo o posicionamento de mercado. A empresa é descontraída, os funcionários acompanham a linha e a comunicação irreverente envolve até mesmo as embalagens dos produtos. Citação retirada do site da empresa: “Isso quer dizer que a do bem™ é diferente porque não faz igual aos outros. E como a gente sabe que não basta só o conteúdo, criamos uma cara e adotamos jeitinho que é só nosso.”  Legal, não é?

A marca compreendeu o conceito de SAC 2.0 e inseriu suas mídias sociais na embalagem (essa é de água de coco) e reforça “Fale conosco 24 horas por dia”.

Conheci a marca em uma ação da FARM (saiba mais aqui), que segue a mesma vertente de posicionamento por estilo de vida e que também aplica a irreverência em suas estratégias de comunicação. A marca, que recentemente abriu uma loja virtual, estruturou seu e-commerce para funcionar por convite. Para comprar pela Internet com a Farm e usufruir dos canais interativos é necessário se cadastrar ou ser convidado. Pode parecer loucura para os mais xiitas, mas o mercado não mente:  em 45 dias o e-FARM atingiu a marca de R$ 1 milhão em vendas.

O mais importante é não causar dissonância cognitiva (uma palavra técnica para aquela sensação de mal estar que o consumidor sente quando algo não parece estar certo) em seu cliente. Como essas marcas alinham o posicionamento à comunicação, não é estranho encontrar um smile :) na explicação da Farm ou um “bater um papo” junto ao telefone de SAC da Do Bem.

Fica a a dica!

Ações de PDV – Marketing de Guerrilha!

A foto que ilustra a seção Sobre deste blog e que pode ser vista abaixo é uma ação de Ponto de Venda da Toyota, realizada na Champs-Élysées, em Paris. O endereço badalado foi cenário da divulgação do Prius, o primeiro carro híbrido a ser vendido em larga escala, hoje considerado um ícone de energia limpa no mundo automobilístico.

Marketing Drops confere ação de guerrilha da Toyota

O mercado europeu, extremamente exigente em relação ao uso de tecnologia verde, aprovou o modelo elétrico e a ação atraiu uma verdadeira multidão para participar da confecção dos desenhos. A mecânica era simples: em um “aquário” de vidro ficava o carro e ao lado dele, diversas mesas, nas quais as crianças (e uma infinidade de adultos) coloria desenhos do carro, em folhas brancas. A chamada dizia para que você colorisse seu desenho da maneira como enxergava um mundo mais ecológico. Conforme os desenhos iam ficando prontos, eram afixados pelas paredes de vidro, até que se formou um mosaico de cores na avenida francesa. O impacto visual impressionante atraía cada vez mais curiosos… sucesso total!

Quem também fez sucesso em uma ação de PDV “guerrilheira” foi a franquia do Burger King, em Santo Amaro (SP). A ação Whopper Face (Ogilvy) funcionava da seguinte maneira: as pessoas que pediam o seu Whopper e eram fotografadas por uma câmera ligada a uma impressora. Quando o pedido chegava, o cliente era surpreendido pelo rosto impresso na embalagem do sanduíche. Isso tudo para mostrar que os hambúrgueres da Burger King são feitos especialmente para você. Sensacional!


		
	

Comunicação de Marketing – As campanhas nos convencem?

comunicação e marketing

O vídeo para TV  é a mídia de comunicação de massa mais disseminada entre as vertentes da Propaganda. Infelizmente, fazer vídeo é caro (valores absolutos), trabalhoso e a veiculação de 30 segundos (é, geralmente temos apenas 30 segundos mesmo…) em rede nacional  é privilégio de marcas que possuem budget para arcar com esse investimento.

A métrica também é complicada, já que existe a dependência de institutos como o IBOPE, que oferece a audiência aproximada sem grandes comprovações.  Um fenômeno legal é a migração dos vídeos para as redes virais, como o Youtube. É uma forma de mensurar o alcance muito mais interessante (através dos views) e também uma maneira de disseminar o conteúdo.

As campanhas do Itaú reforçam os vínculos emocionais que os brasileiros possuem com a marca mais valiosa do Brasil. Sua estratégia de modificar seus canais e os os maciços investimentos em TI consolidaram a campanha “O mundo muda e o Itaú muda com você”.

Já a Brastemp, depois de passar por problemas nas mídias sociais (saiba mais aqui), tenta reverter essa percepção, criando um vídeo com claro objetivo viral para o lançamento de sua geladeira Inverse, que inverte geladeira e freezer – “O céu virou chão”.

O principal objetivo da Comunicação é levar a estratégia até o público alvo. Exemplo? A estratégia de crescimento do BRADESCO é a capilaridade (distribuição) através de sua rede de agências. Quais são os slogans utilizados por este banco? “Presença” e  “lado a lado”.  Sabendo disso, vocês acham que o objetivo foi alcançado por essas marcas? Afinal, essas campanhas nos convencem?

A seleção – Lições de Marketing Esportivo

Estratégias de marketing esportivo

A derrota que eliminou a Seleção da Copa América indignou a população e virou TT no Twitter.

Usar o esporte como ferramenta de comunicação corporativa é fazer Marketing Esportivo?

Bem, é nessa hora que Marketing deixa de ser um processo gerencial para virar ciência. No caso da seleção brasileira de futebol, estamos falando de empresas (Nike, TAM, Nestlé, Extra, Seara, Vivo, Guaraná Antarctica, Gillette e Volkswagen) que desembolsaram valores na ordem de milhões por ano por este patrocínio.

Estampar uma camisa significa muito, mas no final fica a dúvida se a população que conhece a escalação completa da seleção saberia elencar os patrocinadores oficiais. São questionamentos que nós, gestores de Marketing, teremos que responder!

A Nike é referência no tema. O que ela tem a nos ensinar?

– Use o branding ao seu favor: venda um estilo de vida e escolha sua modalidade com base neste conceito central. A ação “The Chosen” – um concurso de vídeos à procura de grupos que inovem em matéria de estilo e criatividade – focada em Skate, Surf e BMX é um exemplo disso.

– Tenha sinergia entre as ações: use o evento como uma forma de lançar novos produtos e gerar experimentação e experiência real com a marca. A ação Posto 6.0 faz parte da estratégia de reforçar a marca de roupas e calçados Nike 6.0, existente no mercado brasileiro há dois anos.

Posto 6.0 – Ação da Nike no Rio de Janeiro

– Reúna os seguidores da sua marca: estruture uma rede social ou plataforma interativa (pode ser até um blog) para reunir quem admira sua marca/time/esporte. As redes sociais voltadas ao snowboard são sucesso fora do Brasil. Aqui, um exemplo legal é o Nike+ para corredores.

– Seja criativo: Nike Shout foi uma instalação social desenvolvida para dar, realmente, voz aos fãs. O mais legal é que isso acontecia em tempo real e durante os jogos. Com os fãs postando mensagens de apoio ao seu time ou jogador preferido pelo Aplicativo “Nike Football Facebook” ou pelas #hashtags no Twitter

– Marketing de Relacionamento: envolva os colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes. Torcer por um time/atleta em um estádio/arena/etc lotado é uma experiência e tanto! Gera envolvimento e o recall será maior do que fazer uma série de eventos corporativos menos impactantes.

– Use métricas: vá além da mensuração de centímetros e minutos de mídia espontânea. Faça pesquisas. Aqui a Internet pode entrar em ação, já que nela tudo pode ser mensurado. Viralidade, saudabilidade, número de ocorrências, interação, downloads, views… Sempre existe uma métrica para ser utilizada na web.

Voltando ao futebol – que democrático, parece atingir a todos – encerro esse post com uma citação de Ferran Soriano, ex VP do Barcelona e mestre do Marketing Esportivo: “O futebol é o único negócio em que os empregados ganham mais dinheiro que os patrões.”

Faz pensar, não é? E temos Copa do Mundo e Olimpíadas logo aí.