Plataformas de crowdsourcing para fazer o bem!

o que é crowdsourcing

Que tal usar crowdsourcing para filantropia? Sim, é possível fazer o bem sem olhar a quem através de plataformas colaborativas! Além do financiamento, os projetos podem envolver novos apoiadores, eleitores e defensores.

Se as idéias que você está procurando podem fornecer soluções mais rapidamente através da colaboração e com a entrada de novos membros, é possível fortaler o projeto dessa forma! Além disso, por envolver as pessoas nos estágios iniciais, todos vão se sentir mais conectados ao projeto e provavelmente, repetirão o apoio e a viralização.

Crowdsourcing não é milagre – só por construí-lo não significa que os doadores virão como mágica. É preciso mobilizar amigos, familiares e formadores de opinião. Uma dica: envolva-se com as comunidades de nicho online, se você quiser ter sucesso.

O Marketing Drops apresenta algumas plataformas que tiveram campanhas bem sucedidas. Infelizmente, são todas causas de fora do Brasil. Mas fica a inspiração e o convite para as iniciativas nacionais ganharem espaço! Se você tem um case legal, compartilhe =)

1. Crowdrise

Plataforma para levantar fundos, super eficaz e com mecânica divertida.

O foco são instituições sem fins lucrativos ou mesmo pequenos grupos ou indivíduos que tenham uma causa a defender. Muitas empresas – em busca de bons projetos para apoiar em práticas de responsabilidade social – encontram nesse agregador uma excelente opção. Aqui, uma “maratona do bem” uniu esporte às causas sociais. Legal, né?!

crowdrise

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2. KickStarter

Plataforma para captação de recursos para projetos em uma comunidade que fornece estrutura de recompensa. O foco é claro: qualquer projeto criativo!

Apesar de trabalhar com angariação de fundos,  a Kickstarter, que recentemente chegou a um milhão apoiadores, é para financiamento de projetos de fotografia,  cinema, publicação e tecnologia. Este não é o lugar ideal para causas sem fins lucrativos ou ações sociais do tipo “Doe R$1,00” e sim, para viabilizar projetos que podem fomentar esse tipo de ação.

Tem um “quê” de compra coletiva, já que  Kickstarter exige que você alcance seu objetivo a fim de receber o dinheiro.

 

Kickstarter

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3. OpenIDEO

É um processo de “ideation” que acredita que mais cabeças pensam melhor que uma! O foco são aqueles que procuram resolver um problema ou então, para quem busca uma ideia genial.

A plataforma  é uma maneira de incluir mais pessoas no processo através de brainstorms, concepção e avaliação. OpenIDEO possui parceiros sem fins lucrativos para apresentar à comunidade questões sociais do tipo “desafio”.  Os membros contribuem para o processo de feedback de cada passo até que uma solução seja criada – e apoiada – pela comunidade. Conceito totalmente inovador!

 

OpenIDEO

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Quer saber mais sobre crowdsourcing? Tem muito mais no Marketing Drops!

O futuro das marcas – Collaboration Engine Optimization

crowdsourcing

O pai do Marketing Estratégico, Michael Porter, nos ensinou sobre as vantagens competitivas: competências únicas, sustentáveis e difíceis de imitar para vencer a concorrência e gerar lucro para a organização. Foi por causa disso que surgiram as marcas – atributos intangíveis para agregar valor – e permitir cobrar mais por produtos e serviços.

Se a vantagem competitiva deve ser sustentável, o futuro é a maior preocupação da sua marca, certo?

Mas o que o futuro reserva para o Marketing? Colaboração.

Não basta otimizar pro Google, é preciso otimizar para as pessoas. Num trocadilho, CEO ou Collaboration Engine Optimization, forma a mesma sigla que CEO – presidente/comadante de uma empresa, aquele que toma decisões. É o poder na mão dos consumidores, um verdadeiro motor!

O crowdsourcing quebrou os modelos de recompensa e já tem muita plataforma agindo segundo as novas regras. Shaun Abrahamson apresentou a  “bússola da recompensa” e um novo conceito – “egoboo” – uma nova forma de destaque em um grupo. Afinal, todos nós almejamos reconhecimento. Confira:

modelo de recompensa em crowdsourcing

O próprio Yahoo!, gigante da Internet que quis nadar contra a corrente das buscas, anunciou o lançamento da Yahoo! Contributor Network. É criação de conteúdo local lado a lado – e de igual para igual – com o conteúdo de mídia profissional. A mídia ganha por veiculação e os criadores de conteúdo também! Sim, quem contribuir vai ser recompensado em dinheiro.

E as plataformas? Vou citar algumas:

Jovoto: modelo de crowdsourcing com recompensa, concursos abertos para aqueles que querem participar do desafio e enviar seus projetos. Um exemplo legal é o piloto do Restaurante Conceito da rede de hotéis Marriott, que pagará 15.000,00 dólares para o melhor projeto.

Mutopo: está no Brasil e tem como foco a produção social.  Permite que pessoas gerem novos negócios, criem novos produtos ou ofereçam um processo de atendimento ao cliente diferenciado. Conta com marcas como Mc Donalds e Starbucks.

Giant Hydra: modelo ousado para o mercado de Publicidade & Propaganda, que funciona permitindo que a “multidão” seja uma espécie de diretor de arte da sua agência. Cadastre seu briefing e espere por ideias geniais. No Brasil, a You Create é a primeira agência colaborativa a trabalhar neste modelo.

 

agência you create

 

Crowdspring: foco em design, uma espécie de leilão para logos e projetos em design gráfico. No formato “preço justo”, a plataforma engloba marcas de peso como a Amazon, mas também pequenas marcas que almejam bons trabalhos, mas não podem pagar muito.

The Johnny Cash Project: um projeto criativo e interativo, que permite que pessoas enviem desenhos, retratos e outras manifestações artísticas de Johnny Cash, que aparecerão no vídeo clip de “Aint no Grave”. Fantástico!

 

A web 2.0 (e seus blogs, redes sociais, virais e plataformas interativas) é um sustentáculo do crowdsourcing, é ela que apoia a orientação pelo lucro, mostrada na bússola da recompensa da inteligência coletiva. Para entender mais sobre isso recomendo a belíssima apresentação “Causing Mass Collaboration”. Enjoy!

Crowdsourcing: os novos sabores Ruffles

ruffles faça me um sabor

Lembram que há alguns posts atrás, falamos que o crowdsourcing criava um cenário interessante para as marcas? Vou compartilhar com vocês esse case fantástico, viável e… brasileiro!

A marca Ruffles engajou seu público jovem em uma promoção de inovação aberta para o lançamento de três novos sabores de batata. Na primeira etapa da promoção “Faça-me um sabor” os participantes deveriam cadastrar a ideia no site da Ruffles (que virou hotsite da promoção – olha um tendência de divulgação surgindo por aí), escolher um nome criativo para este produto e enviar uma imagem que exemplificasse o conceito. Parecido com aquele momento em que o Departamento de Marketing explica o novo produto para a Diretoria, não é?

Entre as quase 2 milhões de ideias enviadas por consumidores de todo o país, foram escolhidos os três vencedores. Este foi o maior número de participantes registrado na promoção, já realizada no Reino Unido, Austrália, Turquia e África do Sul.

Os três finalistas receberam R$ 20 mil em barras de ouro, irão estrelar as campanhas na TV e estampar as embalagens de Ruffles nas lojas de todo o país. Os novos sabores – Strogonuffles, Yakissobaaa! e HoneyMoonstard – estarão à venda de julho a setembro e a preferida do público permanecerá no mercado por pelo menos mais três meses. A escolha do vencedor leva em conta o desempenho de vendas (60% do peso) e, como não poderia deixar de ser em uma promoção de crowdsourcing, a votação pública pelo site (40% do peso da seleção final).

A proposta mais ousada é a forma de premiar: o vencedor receberá além de R$ 50 mil em barras de ouro, o inédito prêmio de 1% sobre todo faturamento líquido gerado pelo novo produto nos primeiros seis meses, tornando-se uma espécie de sócio da PepsiCo.

A revista EXAME publicou um dado interessante sobre essa promoção, que pode ser vista como uma validação de pesquisa de mercado: “Houve participação de todas as regiões do Brasil, sem exceção, sendo 17,82% de inscrições da região Sul,60,4% da região Sudeste, 6,95% da região Centro-Oeste, 12,69% da região Nordeste e 2,14% da região Norte.” Cabem aqui métricas interessantes para as perguntas: onde está nosso público? Onde se concentram nossos lovemakers? Onde devem ser alocados nossos recursos de Marketing?

As empresas devem estar preparadas e estruturadas para lidar com críticas – uma breve pesquisa no Reclame Aqui trouxe resultados por consumidores insatisfeitos com os critérios da escolha, na qual uma comissão julgadora levou em consideração a originalidade do sabor, a adequação ao perfil da marca Ruffles, a imagem mais criativa e a ordem de envio da sugestão.

Qual seu sabor/nome favorito? HoneyMoonstard ganhou voto aqui no Marketing Drops :]

Crowdsourcing e Inteligência Coletiva – o que é isso?

o que é crowdsourcing

Para falar de crowdsourcing, é preciso primeiro falar de inteligência coletiva.  Um modelo social  no qual o conhecimento é distribuído por toda a parte e coordenado em tempo real para gerar ganho mútuo das pessoas. Filosófico demais? Mas você já viu isso antes! Sim, estamos falando dela: Wikipedia e seus mais de 17 milhões de artigos, uma rede colaborativa de conhecimento, 24/7, real time.

Compreendido o modelo conceitual e social, vamos falar das aplicações. O crowsdsourcing pode ser traduzido como um brainstorm da multidão, um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários para resolver problemas, criar conteúdo, soluções ou desenvolver novas tecnologias. Isso sempre existiu, desde os tempos em que os gregos se reuniam em mercados públicos para debater sobre a sociedade, criando leis. Mas fica difícil desvincular o conceito da web. A razão de existir da Internet é a mesma (Em 1989, Tim Berners-Lee propôs um projeto de arquivo que permitia às pessoas trabalhar em conjunto, combinando o seu conhecimento numa rede de documentos), ela encurta distâncias, aproxima pessoas e permite que a informação seja disseminada.

A hora que a brincadeira fica divertida para o pessoal de Marketing, é quando as marcas entram na roda!

A Fiat criou um crowdsourcing  no formato de rede social para seus consumidores poderem opinar e projetar um novo carro conceito. É o envolvimento total dos consumidores, que postavam ideias e sugestões, recebiam feedback e compartilhavam comentários. O nome do projeto é Fiat Mio e ele deu tão certo que o carro  foi produzido e lançado no último salão do automóvel. Isso é inovação colaborativa! Custo? Apenas o de mudar o paradigma e permitir acesso às informações. Sai a era do desenvolvimento de produto guardado à sete chaves, entra em cena a era da inteligência coletiva!

A inovação aberta também é usada pela Starbucks, na plataforma My Starbucks Ideia, onde os consumidores postam ideias sobre a marca, em especial sobre produtos, e os mais votados são implementados. Uma das sugestões mais votadas é uma bebida com leite de soja, mas que não contenha açúcar. Pesquisa de mercado para conhecer índices de diabéticos intolerantes à lactose? Seguidores do estilo de vida saudável? Nada! Crowsdourcing. Apenas crowsdourcing.

Para fechar este post, quero convida-los a conhecer mais dois crowsdsourcings que admiro – Tecnisa Ideias e Dell Idea Storm – e compartilhar um conceito que embasa legalmente um crowdsourcing, o Creative Commons:

Um projeto que utiliza licenças Creative Commons é um projeto mais flexível quanto aos direitos autorais. Ao invés de “todos os direitos reservados”, como acontece em filmes e músicas, por exemplo, o Creative Commons trabalha com o conceito de “alguns direitos reservados”. O autor não é mais o único dono da ideia.

Sua marca está preparada para isso?