O melhor aplicativo para ajudar na rotina com bebês

Aplicativo rotina bebe

No Drops de hoje vou compartilhar com vocês os aplicativos para celular que venho usando para ajudar na rotina da minha bebê, a linda Bianca. Para quem acompanha a temática dos meus textos, sem sustos. Já ensinei a montar um blog de casamento com presentes virtuais quando casei. Faz parte do jeito Marketing Drops de ser :)

Como consultora de marketing digital sempre defendi a importância do gerenciamento de recursos (tempo, pessoas e dinheiro) na vida de profissionais e nas empresas. A maternidade tem colocado isso à prova máxima. É eficiência total ou então, você será engolida pela falta de tempo. A privação de sono também não ajuda. Por isso, aplicativos ao alcance da palma da mão tem sido aliados importantes.

Testei muita coisa até encontrar o preferido, boa leitura!

Baby Tracker (IOS)

O melhor aplicativo EVER para quem quer estabelecer uma rotina.

A base do processo de criar uma rotina é a observação, já que a estrutura de horários quem define é o próprio bebê. O Baby Tracker me ajudou muito na hora de observar e entender o ritmo da Bianca e é muito intuitivo porque segue a lógica das atividades dos nossos pequeninos:

baby tracker print

1. Alimentação:

Permite escolher entre as opções de aleitamento, relactação, mamadeira e papinhas.

As funcionalidades são salvadoras porque você pode selecionar o tempo em cada seio, se o bebê ficou nos dois ou só em um, o tempo total de amamentação e claro, os horários de cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, existe a opção de quantidade de mls.

Cada input de um novo dado traz como opcional uma observação e isso é muito bom! Ajuda demais na hora de lembrar que o bebê dormiu mamando de madrugada, por exemplo.

Independente da escolha, no final do dia, lá estará seu relatório de número de mamadas e quantidade total de leite – podendo ser dividido entre noturna e diurna!

Na tela inicial do aplicativo aparecerá há quanto tempo ocorreu a última mamada, item essencial quando – piadinha interna – alguém questionar “é fome?!” ao primeiro resmungo do bebê.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê mamar. Super útil para os prematuros, que muitas vezes gostam mais de dormir do que de comer.

2. Fraldas

Permite a escolha entre fralda molhada, fralda suja ou mix. Sabe quando o pediatra pergunta pelo número de fraldas e você vive um breve momento de pânico ao tentar lembrar? Seus problemas acabaram!

Essa funcionalidade também é importante para nos ajudar nas transições entre os alimentos e grandes mudanças de rotina, como quando o bebê faz uma viagem mais longa ou toma as vacinas e sofre com as reações.

3. Sono

Minha opção favorita. Minha filha só dormia durante o dia quando os astros estavam alinhados. Eu travava uma verdadeira batalha pelo sono diurno, cada soneca uma vitória. Vivia fazendo contas do tipo “dormiu as 14:23, acordou as 15:05, quanto tempo dormiu?”.

A tela inicial do aplicativo já mostra há quanto tempo o bebê está dormindo e a duração do sono. Para quem deu risada da minha incapacidade de fazer contas básicas, digo em minha defesa que o bebê também chora de madrugada quando você está bem desorientada! E quando você olha o aplicativo e diz que o bebê está dormindo há mais de 6 horas à noite? Pequenos prazeres, meus caros!

Assim que o bebê adormece, você clica no ícone de “berço” e ele mostra a hora atual, deixando desmarcada a opção de hora de acordar, que fica setada com o sinal de “Zzz”. Quando o bebê chora, basta clicar novamente no ícone que o aplicativo marcará automaticamente aquela hora como a hora de acordar, deixando no relatório os dados do sono. Também é possível anotar observações, como – piadinha interna – “acordou porque a visita queria ver o bebê de olhos abertos e ter certeza que é a cara do pai” .

Os relatórios de sono trazem dados como mínimo, máximo e média de horas de sono. Também ajudam muito a nos tirar da paranoia de que o bebê não dorme o suficiente, já que muitas vezes as horas de sono são suficientes, mas acontecem em um padrão incomum, concentradas todas à noite, por exemplo.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê acordar. Super útil para os dorminhocos diurnos, que acabam trocando o dia pela noite e transformando a mamãe em um zumbi.

4. Atividades e Marcos de Desenvolvimento

Aqui tem tudo que você possa imaginar! Desde dados mais comuns como peso, altura e circunferência da cabeça até informações que a gente coloca no diário do bebê: sustentou a cabeça sozinho, segurou um objeto, dormiu a noite toda, deu a primeira risada, etc. Também costumo usar para anotar os horários de banho, passeio, viagem ou visita.

Quando você quer estabelecer uma rotina, é bem importante relacionar se em tal dia o bebê dormiu mal porque viu muita gente ou se mamou mais porque passou por um impulso de crescimento, por exemplo.

5. Diário de extração de leite

Eu não usei, mas é basicamente o mesmo esquema de uso da opção de aleitamento que expliquei acima. Ajuda demais as mamães que tiram leite – seja para seu próprio bebê ou para doar <3

6. Relatórios

Tá certo que sou suspeita, mas quando vi um modelo visual que mostrava a rotina da Bianca eu chorei lágrimas de arco íris. Sou apaixonada por gráficos! Essa opção é gratuita por 15 dias. Para quem, assim como eu, topar pagar para usufruir dessa maravilha, serão os US$4.99 mais bem gastos do período.

É possível ver dados dos últimos 7, 30 ou 60 dias, agrupados por dia ou por funcionalidade. Lindo!

Baby Tracker - Relatórios

Para fechar, mais pontos positivos:

Extra Dim: Possui modo noturno, deixando a tela mais escura para não distrair o bebê a noite.

Export and Sync: Você pode exportar os dados para o Excel, em formato csv e/ou sincronizar os dados com o iCloud e Dropbox. A mãe nerd pira!

Pontos Negativos: Infelizmente, existem! Para mim, o fato de ser todo em inglês dificulta mas não impede o uso. Mas o fato de rodar somente no iPhone e no iPad (IOS) é super triste! Queremos Baby Tracker para demais plataformas já!

Para quem curtiu, baixe aqui.

Dica Bônus: Sound Sleeper e Spotify

Para quem tem filhos sofrendo de cólicas: o ruído branco pode significar momentos preciosos de conforto para o bebê e para a mãe. Para que ficar carregando secador pela casa? O Sound Sleeper tem barulho de mar, de máquina de lavar, rio e até som de útero. Acalma bebês e adultos!

Se você é fã de música, precisa usar o Spotify. Após criar login e senha, você poderá acessar todo tipo de música de forma gratuita e online, qualidade perfeita! Eu já criei várias listas para a Bianca. Tenho a lista do Baby Einstein (música clássica), Balão Mágico, Trem da Alegria, Palavra Cantada e Galinha Pintadinha para dormir, brincar, tomar banho, etc. Acabei descobrindo que ela também adora Chico Buarque, Bossa Nova e Bob Marley, então cada dia ouvimos uma playlist diferente! :) Super recomendo!

Internet, Tecnologia e Crianças

Cuidados para uso de internet por crianças

No post de hoje vamos falar sobre um tema importante para aqueles que em breve se tornarão papais e mamães, assim como eu.

Como usar a tecnologia sem prejudicar o desenvolvimento das crianças e encontrar o equilíbrio em publicações sobre os filhos nas redes sociais? Principalmente, que cuidados devo tomar para evitar os riscos do mundo digital?

Esses cuidados não são importantes somente para proteger os pequenos e com certeza irão auxiliar os adultos a adotarem uma conduta mais segura na Internet.

Uso da Internet:

Segundo estudo da AVG e da Digital Diaries, 81% das mães e pais no mundo postam fotos de seus filhos online. A prática é ainda mais exacerbada no Brasil, onde 94% dos pais a adotam.

Você sabia que entre 3 e 5 anos apenas 15% das crianças sabe nadar, mas 76% usam computadores, tablets e jogam online?

Já entre 6 e 9 anos 62% das crianças participam do mundo digital e 27% das crianças já sofreram com o cyberbullying. Esquecemos que as crianças ainda não estão maduras o suficiente para lidar com a exposição à todo tipo de opinião que as redes sociais propiciam – especialmente as negativas.

Outro dado interessante nessa mesma faixa etária é que 54% das crianças estão no Facebook, apesar disso ser proibido pelos termos de uso da rede social, que permite a participação apenas dos maiores de 13 anos.

Aliás, a razão pela qual a maioria dos sites americanos se destinam aos maiores de 13 anos de idade é a Lei da Proteção da Privacidade Online de Crianças, que regulamenta a coleta de dados dos usuários para que sejam usados para apresentar mídia segmentada, por exemplo.

Neste link estão diretrizes e ferramentas do Facebook para denunciar e bloquear o bullying na rede social.

Riscos:

Em crianças de até 3 anos,  é importante desenvolver a coordenação motora e facilitar a interação ao ar livre. Cuidado redobrado para aqueles momentos em que a TV ou o tablet viram “babás”, deixando a criança quase que hipnotizada por longos períodos de tempo.

Não estranhe a dependência que o tablet ou o video game possam causar, esses dispositivos são desenvolvidos com base em conceitos de simplicidade e usabilidade, para que sejam facilmente operados mesmo que por crianças muito pequenas. Para os nascidos antes da era digital pode ser fascinante perceber a facilidade com que as crianças aprendem a mexer no computador, mas essa percepção leva em conta o referencial de tempos “pré Internet” e também da nossa própria experiência, adultos que quando crianças faziam trabalhos em enciclopédias e usavam listas telefônicas. Sim, havia vida sem o Google.

Cuidados para os pais:

Neste artigo temos uma visão bastante conservadora sobre o tema, postura adotada pela maioria dos pediatras.

A abordagem do artigo é radical, mas é o que se prega em congressos e publicações da área de mobilidade e interação. A palavra “proibido” é dura em tempos de intensa imersão digital, especialmente no nosso convívio diário com smartphones e tablets. Na minha opinião pessoal, priorizar e restringir é diferente de proibir e mesmo assim pode trazer tantas vantagens quanto.

Se o uso de tecnologia for uma forma de estímulo, assistido, monitorado e respeitando os momentos/fases da criança, por que não? Mas, se o tablet vira “babá”, a TV vira sessão de hipnose e o celular uma forma de anestesiar a criança, invertemos os valores!

Uma conduta mais segura na Internet:

O primeiro cuidado que devemos ter é ajustar as configurações de privacidade da rede social para que somente amigos possam ver as fotos, restringindo certas informações. Saiba como neste link.

Evite os exageros. Não tem nada de mais postar fotos de uma festa de aniversário ou evento com família e amigos, mas isso não precisa ser o único tema do conteúdo publicado. Mostrar os filhos quando pequenos pode ser irresistível, mas ainda assim deve-se seguir uma linha de atuação na rede, que leve em conta a “imagem” da criança, dos pais e o bom senso.

Engana-se quem considera a rede social um espaço de exposição de ideias sem consequências, aquela impressão de “aqui eu falo o que quiser”. As informações são púbicas e tem até mesmo valor legal em caso de uma discussão judicial.

É importante entender que o cuidado com a nossa privacidade depende cada vez mais de nós mesmos! A melhor maneira de proteger a própria privacidade é comportamental e não tecnológicaNesta entrevista um criminoso explica como utilizou o Facebook para planejar durante 10 dias o sequestro de uma criança de 9 anos. Em seus perfis os pais da vítima publicavam imagens do interior da casa, da empresa da família e da rotina da criança.

Evite publicar:

Criança Nua ou no Banho: Não há qualquer maldade nisso, mas mesmo que pareçam inofensivas, essas imagens podem atrair redes de pedofilia que agem na deep web, um risco que pode ser facilmente evitado.

Uniforme Escolar: Imagens que facilitam a identificação da escola da criança podem ser usadas em um planejamento de roubo ou até mesmo em um sequestro.

Localização: Cuidado ao ativar sua localização em mídias sociais, especialmente se a publicação incluir fotos. Além de expor a rotina, pode dar pistas sobre o padrão de vida familiar e ambiente de trabalho dos pais. Quanto mais generalista, melhor! Não é necessário ser radical, apenas prudente :)

Constrangimento: Fotos e vídeos podem ser engraçados ao mostrar situações inusitadas, mas no futuro, constranger seu filho. Também corre-se o risco do vídeo ou foto virar o novo meme da Internet. Você gostaria? Como seu filho reagiria?

Fotos com outros amiguinhos: É importante tomar cuidado com fotos do seu filho acompanhado de colegas. Alguns pais não gostam dessa exposição e é de bom tom perguntar antes de publicar ou marcar a imagem em redes sociais.

Se o seu filho já usa a Internet:

– Mantenha o computador em algum cômodo da casa em que as atividades da Internet possam ser acompanhadas de perto.

– Bloqueie sites que você não aprova e que não possam ser visitados pelas crianças por conta própria. Saiba como neste link.

– Não incentive o uso do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e outras redes sociais caso a idade do seu filho não esteja de acordo com os termos de uso.

– Estabeleça um limite de tempo para o uso da Internet, tablets, smartphones e video games.

Aqui neste link você encontra uma cartilha super explicativa e com linguagem acessível sobre Ética e Segurança Digital. Leitura mais que recomendada para os papais e mamães!

 

Espero que tenham gostado!

Até a próxima! :)

 

Entrevista > Empreendedorismo Digital

consultoria em marketing digital

Já falamos aqui no Marketing Drops sobre um assunto bem pertinente ao empreendedorismo digital, apresentando o Manual de Bolso Startup. Na última semana fui convidada para dar uma entrevista sobre o tema ao portal Ticket e Gestão, dessa vez respondendo as perguntas essenciais para aqueles que querem abrir seu próprio negócio usando a Internet.

Compartilho com vocês a íntegra da entrevista. Boa leitura! :)

Muitas pessoas hoje pensam em ter um negócio digital por acharem ser uma forma mais simples de empreendimento. O que você acha dessa posição?

Todo novo empreendimento já é por si só complexo, é um novo entrante em um mercado muitas vezes consolidado. No mundo online o desafio sem dúvida é maior. Para os negócios de varejo digital (e-commerce) a concorrência está a um simples clique de distância, a facilidade em comparar preços é muito maior e a resistência dos consumidores em fazer compras pela primeira vez em lojas desconhecidas não são meros detalhes. Já para as startups digitais, também é necessário contar com um modelo de negócio inovador e com a participação ativo do empreendedor como a figura de um líder, que deve acreditar em suas ideias e ser capaz de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

O que é preciso para ser um empreendedor digital?

Muitas das características dos empreendedores do mundo offline, como iniciativa, persistência, capacidade de correr riscos calculados, liderança, resiliência, exigência por qualidade, busca sistemática por informações, autoconfiança e networking. Costumo brincar que os empreendedores devem ter nervos de aço! No mundo online destaco como características importantes a orientação a resultados – tudo na web pode e deve ser medido – e o planejamento, base para o sucesso em estratégias digitais e para compreensão dos movimentos de mercado.

Quais são as 5 perguntas que uma pessoa deve fazer para saber se o negócio é viável ou não?

Essas perguntas compõe um documento muito importante, chamado business plan ou plano de negócios. Apesar de alguns empreendedores considerarem a confecção de um plano de negócios uma perda de tempo – preferem ter tudo “na cabeça” – é muito recomendável que o novo empresário coloque no papel seu plano, na tentativa de valida-lo. O maior erro que um empreendedor pode cometer é tentar achar respostas simplistas para todas as perguntas que remetam ao fracasso do seu negócio. Pensar nas possibilidade que levariam as pessoas a não comprar o produto ou a não preferirem a marca, são muito bem vindas, assim como aceitar críticas construtivas.
De forma geral, deve-se responder ao: o que, quem, quando, como e por que do negócio. Também é importante questionar-se sobre o produto, o mercado, a concorrência, o público alvo, a distribuição e o preço. Enfim, deve-se pensar em tudo, todo detalhe é importante e conhece-lo com antecedência aumentará suas chances de sucesso quando a empresa já estiver em operação.

Quais são os cuidados necessários no começo de um negócio digital?

Na minha percepção um cuidado importante e muitas vezes negligenciado, é a importância das pessoas para o sucesso da empresa. Muitos empreendedores se preocupam com entregas, produto e demais pontos do operacional e esquecem que a empresa deve possuir um líder e um objetivo claro a ser buscado. Ter pessoas orientadas a esse objetivo em comum, comprometidas e felizes em seu ambiente de trabalho é essencial para o sucesso. Além das perguntas do business plan, um cuidado essencial, recomendo que os empreendedores pensem na sua equipe e na construção de uma cultura corporativa sólida.

Como promover o seu negócio?

Depende da sua estratégia e do seu objetivo. Sei que isso parece clichê, mas é essencial. Os maiores erros de divulgação acontecem porque os objetivos se perderam ou não estão claros e nunca será possível ter tudo, é necessário escolher o foco. É importante compreender os diferentes níveis de maturidade da empresa, seus estágios iniciais, a percepção do mercado e dessa maneira ir traçando as estratégias. Na Internet temos modalidades incríveis de divulgação, como vídeos, peças interativas, redes sociais e remarketing – aqueles produtos que “perseguem” o internauta conforme ele navega por diferentes sites. Também é importante reforçar a importância das modalidades tradicionais de mídia, como TV e jornal, na divulgação de um negócio. A comunicação deve ser integrada, sempre!

Como funciona uma consultoria em marketing digital?

O papel do consultor é auxiliar as empresas a alcançar seus objetivos na – e através da – Internet. O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição. O consultor de Marketing Digital deve trabalhar em detrimento da empresa do cliente e nunca dos serviços que tem a oferecer, já que o produto que vende é inteligência e expertise. Também é extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado.

O que é Marketing Multinível?

dúvida O que é Marketing Multinível?

No post de hoje vou responder uma dúvida super comum entre os leitores do Marketing Drops. Afinal, o que é Marketing Multinível?

O Marketing Multinível também pode se chamar Marketing de Rede e é definido por sua distribuição e política comercial. Neste modelo a receita não advêm somente da venda de produtos, inclui também o recrutamento de novos vendedores, sempre autônomos.

As estratégias de “member get member” e suas variações dentro do Marketing Multinível se popularizaram nos anos 80 e 90 e muitas empresas de várias partes do mundo as utilizam, como Avon, Polishop e Herbalife. Em termos mais amigáveis, o Marketing de Rede funciona assim: Você pode consumir um produto e também vende-lo, recendo uma comissão por essa venda. Outra maneira de ser comissionado é trazendo novos revendedores que continuarão o processo, em um sistema contínuo.

Por que tanto se fala em Marketing Multinível e redes sociais?

O assunto Marketing Multinível nas redes sociais veio à tona especialmente devido a busca das empresas por maiores níveis de audiência e engajamento nesses canais. Ao invés da venda de produtos, como no exemplo dado, estamos falando da venda de cliques, acessos e curtidas.

Você pode curtir uma página no Facebook em troca de comissão e também trazer novos curtidores, o que o comissiona novamente.

A lógica é toda baseada em volume: quantos amigos você tem no Facebook? E seguidores no Twitter? E contatos de e-mail? Na hora de somar tudo isso, percebemos que temos um número expressivo de pessoas em nossa rede de contatos e que podemos aciona-las com poucos cliques – naquela velha história do “não custa nada tentar, vai que alguém se interessa”. Na perspectiva dos usuários finais, isso parece muito com spam.

Anúncio da empresa Telexfree

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Vocês já se perguntaram porque o spam não morre? Porque dá resultado! O custo de enviar um e-mail indesejado é tão baixo e o acesso à mailing tão facilitado, que caso uma campanha tenha uma taxa de conversão próxima a zero, já valeu a pena.

O problema desta estratégia para as empresas é que “curtidas vazias” não geram resultado, são apenas um número. Como regra geral, as empresas não devem buscar simples curtidores ou acessos e sim, pessoas que façam parte de seu público alvo. Do ponto de vista dos consumidores finais, o risco é o do Marketing Pessoal, já que ao invés de manter uma postura coerente em canais sociais, esta pessoa acaba sendo um “curtidor” ou “compartilhador” compulsivo, sem se importar com o conteúdo.

Qual a diferença entre Marketing Multinível e Pirâmide Financeira?

A diferença entre os dois sistemas depende de um único fator: a receita. Se a maior parte da receita de uma empresa que trabalha utilizando estratégias de Marketing Multinível advir da venda de produtos, estamos falando de uma atuação coerente de Marketing de Rede. Porém, se a maior parte da receita advir da captação de novos membros (revendedores), pode-se caracterizar um sistema de pirâmide, o que não é permitido no Brasil. Por isso, diz-se que os sistemas de pirâmide são insustentáveis.

Espero que esse assunto tenha ficado mais claro para vocês! Até a próxima :)

P.S: Esse post contém trechos de uma entrevista minha sobre o tema

Por que as operações de Marketing Digital fracassam?

sucesso em marketing digital

Quem nunca se deparou com uma história de fracasso em Marketing Digital? Não falo das histórias sobre falta de planejamento, erros de usabilidade ou mecânica de ações mal elaboradas. Me refiro às situações onde há conhecimento técnico, há vontade de fazer acontecer mas mesmo assim, não dá certo. Casos assim são mais frequentes do que se imagina e alguns fatores são comuns à todos eles. No post de hoje falaremos sobre os 3 principais motivos de fracasso na hora de colocar o digital em prática e entenderemos como escapar de todos eles! Boa leitura :)

1. Organização

Este é o inimigo número 1 das operações de Marketing Digital. Sem organização fica impossível definir prioridades e saber no que focar na hora de executar ações em um ambiente tão rico em ecossistemas como a web. São muitas mídias, muitas postagens, muita interação. Nesse ambiente de excessos o ideal é manter tudo à vista e gerenciar as atividades de uma maneira mais analítica e pragmática.

Outro grande erro nesse quesito é acreditar que ferramentas fazem milagre. Quem faz milagre é o hábito! De nada adianta o melhor software do mundo se ele sempre estiver desatualizado ou atas assinadas se a equipe de desenvolvimento não tiver o costume de ler esses documentos. Uma simples agenda (daquelas de papel) ou post it salvará a todos.

Cenário padrão: Você precisa confirmar um dado para que seja inserido no site da empresa. Você cobra o responsável e ele não lhe dá feedback. Alguns dias se passam. Um cliente sente falta e reclama no Facebook. Depois da falha inicia-se o “disse, não disse” e todos saem perdendo.

Se você é um desorganizado compulsivo, execute apenas uma tarefa de cada vez e use o despertador do celular para lembrar de rever pontos não finalizados. Outra dica é transformar e-mails em tarefas, que ficam grifadas na caixa de entrada. Se você não vive sem aplicativos e ferramentas, use e abuse de EverNote, Basecamp, Google Apps e Microsoft Project.

2. Produtividade

A produtividade é um calcanhar de Aquiles das atividades de Marketing Digital pelo mesmo motivo citado acima: muita coisa acontecendo, tudo ao mesmo tempo. Manter uma operação web fluindo sem sustos é um grande desafio e quem não tiver disposição ou perfil para manter esse pique pode descobrir que o Marketing Digital não é a sua praia. Porém, não podemos confundir o “fazer rápido” com produtividade – um atributo que faz uma relação entre “o fazer bem” e o tempo disponível.

Cenário padrão: Você foi checar um concorrente no Instagram, viu uma foto interessante, clicou na hashtag e quando percebeu se passaram 30 minutos. Esse mesmo efeito se repetiu na hora do café, quando um colega foi contar um case fantástico – que demorou outros 20 minutos. No fim do dia, pilhas de itens inacabados se acumulavam sobre sua mesa.

Sou a favor de ambientes descontraídos e com flexibilização de tempo. Não dá mais para sentar estático em uma cadeira e produzir. Novos tempos pedem novas atitudes. O problema são os falatórios sem fim, os vídeos irresistíveis do Youtube e os memes do Facebook – sempre nos colocando em tentação, a poucos cliques de distância.

A dica é: estipule uma meta e só tire os olhos disso quando terminar. Com o hábito, você será capaz de entender o período máximo que consegue se concentrar em uma tarefa e terá mais flexibilidade para fazer pausas sem perder a noção do tempo. Na hora do cafezinho vale colocar o alarme para tocar depois de 10 minutos. Faça listas no Facebook e desative as notificações para não ser dragado para dentro da rede social. Fuja das tentações como o Instagram e o WhatsApp, verdadeiros buracos negros de produtividade.

Reuniões Extensas – Fuja delas!

Depois de duas horas, todos começam a mexer em celulares e atualizar e-mails. Reuniões breves e objetivas são essenciais para as operações de Marketing Digital. Cada minuto discutindo algo já planejado é um minuto perdido na execução – que deve sempre ter como meta a “perfeição”. Horas de discussão em reuniões podem significar um erro de português no Twitter, tudo causado pela pressa.

Dicas essenciais:

  • Tenha uma pauta e se atenha a ela
  • Estipule um máximo de tempo por assunto. Quando argumentos se repetirem, é hora de encerrar aquele tópico
  • Reunião boa determina quem, quando e como algo será feito

3. Falta de Autonomia

Um fenômeno mais comum em pequenas empresas, onde invariavelmente o dono é quem bate o martelo para tudo que será executado pelo Marketing. A raiz do problema não é a centralização da decisão, que inclusive aumenta a agilidade e o acesso ao “rumo estratégico” da empresa. O problema é que muitas vezes o gosto pessoal do decisor vale mais do que o direcionamento técnico do branding que o Marketing da empresa tenta construir.

Cenário padrão: A equipe de Marketing pensa uma campanha de comunicação integrada, considerando os melhores canais e veículos para aquele conceito e mensagem. A agência se envolveu, pensou junto e todos consideram o resultado final excelente. Na reunião de apresentação, o diretor é categórico no feedback – “não gostei” – e toda a campanha morre na praia.

A solução aqui é o meio termo. Diretores devem confiar mais em seus profissionais de Marketing e entender que nem sempre seu gosto pessoal reflete integralmente a empresa. O DNA da marca estará sim com seu fundador, mas isso não significa que a empresa e o fundador são uma coisa só. Para os profissionais de Marketing, a dica é dividir mais. Foi na ânsia de querer surpreender e encantar que muitas campanhas – que tomaram tempo de planejamento e criação – tiveram seu fim antes do lançamento.

 Camila Renaux é Consultora de Marketing Digital e E-commerce em Blumenau (SC) e auxilia empresas a evitar fracassos nas operações de Marketing.

Aniversário do Blog: O que aprendi com o Marketing Drops

Camila Renaux - Marketing Drops - Marketing Digital em Blumenau

A história do Marketing Drops começa com os preparativos do meu casamento, quando eu e meu marido criamos um blog para ajudar os convidados a ter acesso às informações necessárias para a cerimônia. Apesar de trabalhar com Marketing Digital há algum tempo, fui viver na prática uma sensação muito louca: O blog era um ser vivo! Eram recados, dúvidas, conteúdo, sugestões e todo tipo de notificação que pipocavam no meu painel – e nas minhas ideias – o dia inteiro. Na lua de mel, com o blog do casamento já aposentado, senti saudades daquela sensação, como se tivesse perdido um espaço essencial para mim.

Começamos a imaginar um novo blog, um espaço para falar sobre uma das minhas paixões, o Marketing Interativo. Eram horas de conversa sobre ideias, possibilidades, insights. Foi meu marido, Martin, quem teve a ideia do nome: Marketing Drops!

Já de volta à rotina intensa de agência digital, comecei a pesquisar templates, estudar tutoriais para WordPress e colocar a mão na massa. Precisei recorrer à muitos anjos para cuidar desse projeto que demandava tantas coisas que eu desconhecia (obrigada, pessoal!) e durante esse processo ia me apaixonando cada vez mais pelo blog.

No dia 17/07/2011, a divulgação começou. Nascia ali o Marketing Drops – Um blog para apaixonados por Marketing Interativo. O post de estréia falava sobre as dificuldades de usar social media nas estratégias de comunicação (Sem Tempo para Social Media?).

Ler posts antigos as vezes me deixa nervosa. É interessante perceber como eu escreveria certas coisas diferente, como abordaria temas por outro viés… Mas aguento firme e deixo assim, é registro histórico daquela que eu era naquele momento.

Ao longo desse período que vivi junto com o Marketing Drops aprendi que:

  • Manter um blog me dá muito trabalho, mas recompensa.
  • Textos maravilhosos podem ser pouco aceitos e não há explicação mensurável ou imediata para isso.
  • Escrever pelas curtidas é furada.
  • É necessário muita coragem para publicar um texto.
  • O frio da barriga que antecede o “Publicar” não passará nunca.
  • Nada deixa meu dia mais colorido do que saber que o que escrevi ensinou algo a alguém.
  • Quando eu escrevo, nunca mais esqueço.
  • Blogar é sobre generosidade e troca.
  • Quando a gente se “encontra” no Google dá uma sensação indescritível.
  • Receber uma crítica dói, mas passa.
  • Dores que não passam, transformam.
  • O blog não sou eu, é uma parte – super importante – de mim.

Talvez esse post não signifique nada para ninguém além de mim, talvez inspire um leitor a criar o seu próprio espaço virtual. Nesse post de “Parabéns para você”, me despeço com uma das meta descriptions mais apaixonantes que já vi e que definem muito bem o ato de blogar e viver: “O de sempre, só que de novo”.

Até a próxima! :)

Curso de Pós Graduação em Marketing Digital – Blumenau

curso marketing digital blumenau

Já falamos bastante sobre cursos e capacitações em Marketing Digital aqui no Marketing Drops, especialmente para que os profissionais da área saibam como escolher o curso certo para o seu perfil.

Confira abaixo os dois formatos de cursos no qual Camila Renaux é instrutora e professora:

 

1. Workshop em Gestão de Marketing Digital (20 horas)

Estilo: Curso intensivo de curta duração

Objetivo: Para orientar os estudantes, analistas, gestores e profissionais de agências de comunicação, Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital estruturou um workshop – um curso que une teoria e prática – com duração de uma semana (20 horas). Neste treinamento eu apresento técnicas, metodologias e dicas validadas pela consultoria, em um curso super intensivo. O principal objetivo é que o aluno saia da sala de aula sabendo por onde começar a implementar estratégias de Marketing Digital no seu dia a dia profissional. . 

Se o que você procura é uma imersão rápida e intensa em Marketing Digital, esse é o curso ideal para você! Clique aqui para maiores informações, ler os depoimentos de alguns alunos e fazer sua inscrição. 

Informações:

Entre em contato através deste link

Telefone: (47) 3340-2887

 

2. Pós Graduação em Marketing Digital

(360 horas)

Estilo: Pós Graduação (especialização) de longa duração

Objetivo: Formar profissionais especialistas na área de Marketing Digital, abrangendo as diferentes áreas que formam o Marketing Mix (P’s de Marketing) para a web. Para capacitar profissionais já graduados (com faculdade), Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital integrará o corpo de professores que estarão com os alunos nessa formação continuada de longa duração (360 horas). Na pós serão vistas em profundidade as seguintes áreas:

  • Tecnologia da Informação e Comunicação e Plataformas Digitais – 24 h/a
  • Administração Estratégica do Marketing Digital – 24 h/a
  • Comunicação Integrada de Marketing Digital – 24 h/a
  • Mídias Digitais: aplicações, interatividade, portabilidade e convergência – 24 h/a
  • Comportamento do Consumidor – 24 h/a
  • Marketing de Relacionamento on-line – 24 h/a
  • Gestão de Redes Sociais – 24 h/a
  • E-commerce aplicado às Redes Sociais – 12 h/a
  • Webdesign e Criação Digital – 24 h/a
  • Planejamento da Comunicação Digital – 12 h/a
  • Métricas Web de Desempenho: Web Analitics e Search Marketing – 24 h/a
  • Legislação e Ética na WEB – 24 h/a
  • R.O.I. em Marketing e Comunicação – 24 h/a

Instituição de Ensino: Esta pós graduação é oferecida pela Universidade de Blumenau (FURB), uma instituição de ensino referência na região, que conta com professores PhD e mSC para lecionar aos alunos.

Se o que você procura é um curso aprofundado nas vertentes do Marketing Digital, esse é o curso ideal para você! Clique aqui para maiores informações.

Inscrições:

E-mail: comercial@furb.br
Telefone: (47) 3321-7370

Curso Marketing Digital e Mídias Sociais em Blumenau com Camila Renaux

Já apresentei em outro post algumas dicas sobre como escolher o curso de Marketing Digital certo para o seu perfil ou para a sua equipe. O tema é importante e cada vez mais necessário no dia a dia dos profissionais.

Pensando nisso, Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital formatou um curso teórico e prático com duração de 20 horas. A temática é a mesma aplicada nos serviços de Consultoria em Marketing Digital, com foco em planejamento e na aplicabilidade real de tudo que é ensinado. As técnicas, metodologias e dicas apresentadas são aquelas que foram validadas pela consultoria, justamente para evitar a sensação de sair do curso com mais dúvidas do que quando se entrou e sem saber por onde começar.

O curso já está em sua 4ª Edição e tem 100% de avaliações positivas. Confira os depoimentos dos alunos no final deste post!

Diferenciais:

Ferramentas, estratégias, modelos de atuação, técnicas de geração de conteúdo,  orientação sobre os aspectos legais e éticos e um tempo exclusivo para que os alunos possam apresentar os problemas vivenciados no dia a dia, usufruindo de uma breve Consultoria de Marketing Digital juntamente com a instrutora, Camila Renaux.

Informações:

Entre em contato através deste link

Telefone: (47) 3340-2887.

Objetivo:

O objetivo do curso é orientar profissionais para que utilizem a Internet como canal comunicação, vendas e relacionamento para suas marcas. Ao final dos cinco dias de curso os participantes conhecerão casos práticos, métodos de gerenciamento e criação de ações e também as técnicas para medir o resultado das estratégias de Marketing Digital adotadas.

Público Alvo:

Empresários, empreendedores, analistas, estudantes e gerentes que necessitem compreender a melhor forma de utilizar o Marketing Digital e as Mídias Sociais no dia a dia profissional, estejam eles em empresas de pequeno, médio ou grande porte.

Conteúdo do Curso:

Planejamento de Marketing Digital
Marketing em Mídias Sociais
Gestão de Crises em Mídias Sociais
Geração de Conteúdo
Marketing de Busca (SEO)
Mídia Digital
Métricas e Resultados

Depoimentos de Alunos:

Juliane C. – Sênior TI
“Estou adorando este Treinamento de Marketing Digital ministrado pela Camila Renaux! Expectativa de melhoria profissional 1000%!!!!!”

Leonardo B. – Multibela Jóias
“Nossa, o curso é excelente! Muita informação e material para colocar em prática e fazer com que nossa empresa seja ainda mais vista na web! Com certeza vou recomendar muito o trabalho da professora Camila Renaux!”

Adriana M. – Nível 10 Consultoria
“Camila Renaux ama o que faz e compartilha conhecimento. Só pode ser sucesso! Participei da 1a. turma e recomendo sem restrições! É uma semana de imersão em marketing digital e mídias sociais. A Camila Renaux tem muita experiência, conhecimento e didática. Fiquei muito satisfeita!!”

Jorge R. – Free Comunicação
O workshop me fez ver o quão vasto é este campo de atuação tanto em inovações quanto em soluções para meus clientes. Acredito que o conhecimento adquirido nestes dias vão me orientar a ter mais segurança no assunto. A explanação da Camila foi muito direta, coesa e criteriosa, sem duvidas foi bem além das minhas expectativas!

Fernanda V. – JFQuatro8 Comunicação
Foi tão bom bom tão bom, que queremos mais. Nível avançado. Super recomendamos o curso e a professora bacanérrima Camila Renaux Zadrozny!

Agnes F. – Teka
Sem palavras, foi muito show de bola, valeu cada centavo e ficou com o gostinho de quero muito mais. E você Camila, excelente pessoa e profissional, ri muito com você e com o seu jeito!

Gisele A. – MTR Transportes
O Curso é ótimo, a estrutura é muito boa e a professora é uma profissional excelente! Super recomendo, Camila é uma profissional experiente e com amplo conhecimento, transmite o conteúdo com muita clareza. ÓTIMO, quero a versão 2!

Manual de Bolso Startup: o que é, o que faz, dicas, conceitos e cases

guia para startups

O que é uma startup?

Startup  (ou start-up) é o termo utilizado para denominar empresas que possuem um modelo de negócio inovador, escalável, repetível e que estão geralmente em fase inicial de atividade, trabalhando em um cenário de extrema incerteza.

Para ficar mais fácil:

– “to start up” é um verbo em inglês que significa o ato de começar algo.

– um modelo de negócio é a forma pela qual uma empresa gera valor para seus públicos de interesse.

– um modelo escalável e repetível é aquele que, com uma mesma estrutura básica comum a todos, vai atingir um grande número de clientes sem haver um aumento significativo dos custos, gerando lucros em pouco tempo. Um restaurante é um exemplo de um modelo pouco escalável, porque para atender mais clientes, precisa ter investimentos e aumentar sua equipe praticamente na mesma proporção do seu crescimento.

Com certeza você está pensando em Internet! É que a revolução dos modelos de negócio altamente escaláveis – e das tais ideias sensacionais – realmente aconteceu quando puderam ser sustentadas pelo alicerce da web. Muitas empresas .com, empresas de software na Internet e empresas com grande foco em tecnologia web possuem essa característica.

Um exemplo bem simples e muito utilizado é da empresa Google. Seu modelo de negócio era inovador porque unia um mercado bilateral em um novíssimo formato, escalável e repetívelEntão por que o Google não é mais uma startup? Porque apesar de tudo isso, ele não é mais uma empresa em início de suas atividades, nem trabalha em um cenário de extrema incerteza.

É muito comum chamarem de startups alguns projetos de e-commerces muito bem sucedidos. Um e-commerce é uma loja, se ela não tem um modelo de negócio inovador, escalável e repetível e apenas usa a Internet como canal de vendas, é um pouco equivocado fazer isso. Mas é muito normal, né?! Todo mundo já leu em algum lugar!

Fundadores e nervos de aço

 

No livro “Startup Playbook“, o autor David Kidder – que é dono de uma startup e também investidor angel* – aborda os segredos do crescimento de 42 empresas, como Linkedin, TED, AOL e Paypal. A conclusão a qual ele chegou vai além do óbvio “conheça seu mercado” e entrega um detalhe importante sobre essas empresas.

O sucesso das startups estudadas está muito ligada aos seus fundadores e ao quanto eles conhecem do mercado. Esses líderes devem acreditar em suas ideias e ser capazes de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

Nota da autora: quando li o livro “Estou com sorte – As confissões do funcionário número 59 do Google” fiquei impressionada com o insight do autor Doug Edwards ao comentar sua percepção sobre os atributos de seus colegas Googlers. Sentia que todos eram inseguros, afinal, um Googler não poderia se considerar genial. Ele tinha que ter dentro dele o descontentamento dos que sentem como se ainda precisassem melhorar – e muito.

startups de tecnologia

Realmente, os fundadores são reverenciados em startups e sofrem muita pressão. Suas empresas vivem inerentes ao risco, que é sua razão de ser. Sem risco, não seriam startups! Cabe ao fundador acreditar em suas ideias e se comportar como um grande líder. Interessante que muitos desses fundadores são retratados como meros geeks, tal qual o jovem Mark Zuckerberg e o ídolo old school Bill Gates. Puro estereótipo!   .

Capital e Investimento

 

Nem todas as startups buscam investimento externo, mas uma grande parte vai em busca de maneiras de se capitalizar. Dá para imaginar o quanto isso é difícil, não dá? O risco é alto, a proposta do negócio, por concepção inovadora, pode soar como uma maluquice e não é incomum que algumas iniciativas sejam frustradas. Mas toda moeda tem dois lados e com o risco não é diferente. Junto dele, vem as perspectivas de ganhos.  É por causa disso que muitos investidores se veem atraídos pelas startups e suas perspectivas de receitas futuras, em curto espaço de tempo. As modalidades de capitalização podem ser:

Públicas:

É uma característica mais brasileira, em países como os Estados Unidos essa modalidade não é tão utilizada. Ela é constituída principalmente pelos programas de incentivo. Um dos mais conhecidos é o  Prime – Primeira Empresa Inovadora, que está ligado ao FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). No final do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou o Programa Startup Brasil, que prevê o investimento de aproximadamente 8 milhões de reais em empresas nos próximos 12 meses com objetivo de adotar um modelo de estímulo à inovação no país.

Privadas:

Nos EUA, costuma-se brincar que os primeiros “investidores” de uma startup são os 3 Fs: Family, Friends and Fools (família, amigos e trouxas), mas até mesmo aqui no Brasil o cenário já é bem profissionalizado e existem investidores autônomos, grupos organizados e fundos especializados nesse tipo de investimento. O investimento privado costuma ser dividido em outras duas modalidades:

  • Angels:  Angels, ou investidores anjo, são investidores autônomos ou grupos de investidores que têm capital disponível para investir em novos negócios. Em troca desse dinheiro, esperam  um percentual da empresa. Quando se ganha um angel, se ganha um sócio. Ex.: Gávea AngelsFloripa Angels, Jacard InvestimentosSão Paulo Anjos e Bossanova Angels.
  • Fundos de Investimento: Existem diversas modalidades de fundos de investimento para startups e cada um deles pode apresentar um determinado foco de negócio (TI, software, web 2.0, e-commerce, mobile, etc.) e modelo de contrato (sociedade, participação nos resultados, etc.). Alguns exemplos de modalidades são as venture capital, capital semente e as early stage. Para quem quiser conhecer alguns fundos, aqui estão alguns: Confrapar, Venture One, Vox Capital, MADB, Intel Capital e a catarinense BZPlan.

Aceleradoras e Incubadoras

 

Uma incubadora costuma ser o ponto de partida de muitas startups, fornecendo espaço físico, serviços de apoio, treinamento e networking entre empreendedores. Normalmente, são apoiados por verbas públicas e costumam estar ligadas aos governos estaduais, municipais e universidades.

As aceleradoras  são organizações que reúnem expertiseexperiência e não costumam estar tão ligadas à iniciativa pública e sim, à privada. Uma aceleradora oferece mentoringnetworking e faz pequenos investimentos, pelo menos o suficiente para lançar o produto no mercado. Exemplos: Aceladora Supernova, as aceleradoras americanas que estão mirando no Brasil – 500 StartupsFortify.vc e 21212 e também a relação da Associação Brasileira de Startups e do Guia de Aceleradoras da Exame. Para quem busca mentoring, um case sensacional – Floripa Tech, uma aceleradora que incentiva as mentorias para criar uma ponte entre o Vale do Silício e Florianópolis.

Um help para as startups

 

Sempre que converso com donos de empresas startups na Internet, escuto coisas como:

“As incubadoras e aceleradoras me apresentam programas incríveis, como o Business Model Generation. Hoje, eu não preciso somente de um canvas que diga que minha proposição de valor é a simplicidade e que essa é a linha guia de toda a minha estratégia. O que eu realmente preciso é de um suporte para produzir materiais publicitários, meu site, minha logo…”

Com base nesse desabafo, o Marketing Drops apresenta algumas dicas para ajudar no dia a dia corrido das equipes de startups – que sempre são super enxutas. Vou dividi-las em tópicos para facilitar a leitura:

Eventos: neste link temos uma agenda dos eventos já confirmados para 2013, tem desde congressos até a Campus Party. No site Circuito Startup, uma relação fantástica de possibilidades como meetups, tour de negócios, rodadas e eventos online pode ser encontrada. Se salvar em seus feeds, conforme o ano for avançando, você poderá manter uma agenda atualizada.

Livros: além dos exemplos já citados acima, temos essa lista de livros para inspirar os empreendedores.

Repositório de Modelos de Negócio: muitas vezes precisamos de um insight sobre algum aspecto do nosso modelo de negócio e nada melhor do que um bom benchmarking para nos auxiliar. Neste link temos uma relação de startups e o detalhamento dos canvas de cada um deles. Bem bacana!

Temas para estudo: o universo de conhecimento de um empreendedor é muito amplo e envolve, na maioria das vezes, a questão técnica do produto, mas alguns temas são muito bem vindos como companheiros nessa jornada. A maioria em inglês, mas vale a pena ir clicando e fuçando, é o que há de ponta dentro do tema. Exemplos: Hype CyclesLean StartupBusiness Model CanvasCustomer DevelopmentUX designSCRUMInbound Marketing e MVP.

Lançamento de sites e MVP express: uma dor de cabeça a menos na vida dos empreendedores que receberam incentivos como o Finep ou já estão capitalizados. Quando você recebe o capital, precisa aloca-lo em determinados projetos e um deles pode ser um site, o MVP ou aplicativo web. Infelizmente, gerenciar isso consome tempo e energia. A StartupDEV promete entregar o projeto em apenas 2 dias e tem vários cases de sucesso. Não é de graça não, mas tempo também é dinheiro :)

Use social media e crowdsourcing: utilizar o poder viral da web por si só não configura um diferencial para o negócio – seus concorrentes serão portais super consolidados, pertencentes a grandes grupos de mídia e publicidade. De qualquer maneira, a colaboração pode ser sua melhor amiga nessa etapa. Neste post da Hubspot são abordadas algumas ideias bem interessantes.

Cases Sensacionais

 

É muito divertido navegar por listas de startups! São ideias muito criativas e ultimamente os sites dessas empresas são verdadeiros benchs para os profissionais de Marketing Digital (fica a dica).  Infelizmente, quando se vai mais a fundo, muitos modelos de negócio se mostram frágeis e insustentáveis. Apenas uma ideia original na web pode ser um bom modelo para quem tem como projeto montar um blog, por exemplo. Você atrai acessos porque o conceito é bacana e novo, e ganha com publicidade e conteúdo. No caso da empresa, precisa haver um sistema mais consistente de monetização.

cases de startups

Alguns exemplos bacaninhas:

  • Descomplica: site de ajuda aos vestibulandos, com todo o conteúdo que é cobrado nos grandes vestibulares e em provas como o ENEM, em formato interativo. Permite trials e logins gratuitos em determinado nível de acesso (estratégia freemium) e cadastro de professores. Oferece serviços como monitoria, aulas ao vivo, provas resolvidas, questões de vestibular comentadas, correção de exercícios e redação.
  • Nail on Wallplataforma online para descobrir artistas originais e colecionar arte, de uma maneira inovadora e descontraída, em formato de loja virtual. O consumidor pode reservar a obra pela qual tem interesse por até 24 horas. A startup mantém parceria com galerias (atualmente são 40)  e deve faturar mais 500 mil reais em 2013. A receita da empresa vem do comissionamento e agenciamento de artistas, exatamente como funciona no mundo off-line.
  • Emprego Ligado: o modelo de negócio é sustentado pela penetração de mercado dos celulares nas classes C-, D e E no Brasil. A plataforma envia mensagens do tipo SMS para o celular dos candidatos cadastrados no site, divulgando vagas de emprego. A maior parte das vagas é das áreas de telemarketing, varejo, restaurante, limpeza e serviços gerais. A startup é remunerada toda vez que o candidato é recrutado através da empresa, assim como acontece nas agências de emprego comuns.
  • Boaconsulta.me: para quem não tem mais paciência para telefonar para consultórios quando precisa marcar uma consulta médica ou odontológica, o site facilita o agendamento 24 horas por dia, pela Internet. Na pesquisa são listados médicos e especialistas com endereço e horários disponíveis para atendimento por meio de planos como Amil, Odontoprev, Bradesco Saúde, etc. A remuneração da empresa acontece através dos planos e profissionais cadastrados, que pagam mensalidade.
  • Click ARQ: site de concorrência criativa, com foco em decoração, arquitetura e design de interiores. O usuário cria um projeto de decoração para um cômodo da casa/escritório/etc., diz quanto está disposto a pagar e passa a receber projetos de um dos 380 arquitetos cadastrados. O escolhido leva o valor proposto. A remuneração da empresa acontece por comissionamento sobre os projetos vendidos.
  • Emotion.me: um site que ajuda os noivos na organização do casamento. O site oferece planilha de custos, contato com prestadores de serviços, blog personalizado e lista de presentes. Em breve, vão lançar opção de “wedding planner”. O site é remunerado por comissões sobre as indicações de profissionais e produtos.

Espero que tenham gostado do post sobre startups! Ele foi sugerido por uma leitora muito querida do blog. Obrigada pela contribuição!

Até a próxima!

Créditos Marketing Drops: Esse post tem um padrinho mágico – um empreendedor e fundador de startup que conversou com a autora sobre esse universo fascinante. Obrigada, Gustavo Leyendecker! :)

Consultoria de Marketing Digital para pequenas empresas

consultoria em marketing digital

É muito comum para um Consultor de Marketing ouvir comentários de empreendedores e proprietários de pequenas empresas como: “Mas a minha empresa é muito pequena, você pode me atender?” ou “Não sei se posso pagar por um consultor, já que a minha empresa ainda é pequena”.

Sempre reagi com surpresa à esse tipo de comentário, afinal, contar com a presença de alguém de fora da organização, com conhecimento para bolar estratégias de mercado e aplica-las não tem relação com o porte, e sim com o desejo de sair do lugar, sabendo para onde se está indo.

O post de hoje tem como objetivo orientar os donos e gerentes de pequenas empresas a entender como funciona a aplicação de um projeto de Consultoria de Marketing Digital em organizações de pequeno porte e também como contratar um consultor de forma assertiva.

Boa leitura!

Como saber se minha empresa precisa de um Consultor de Marketing Digital?

O simples fato de haver esse questionamento já é um indicador dessa necessidade. Por se tratar de uma área bastante nova e em constante mudança, costuma ser difícil para os gerentes, diretores e donos de pequenas empresas acompanharem e colocarem em prática as possíveis estratégias de Marketing Digital. Todas as empresas vivem “na correria”, sejam grandes ou pequenas. A questão é que em micro e pequenas empresas as lideranças acumulam funções, tendo que reunir múltiplas competências (Financeiro, RH, Compras, Comercial, etc.). Na hora de falar em Marketing, costuma-se dar um jeito, sem muito planejamento, avaliando as ações conforme a necessidade. Até mesmo as agências de publicidade raramente prospectam os pequenos, atendendo-os com mais frequência quando são procuradas. Na hora de falar em digital e web, é um pouco mais complicado, afinal, é necessário conhecimento técnico para fazer acontecer e qualquer erro está mais exposto. Caso a empresa decida fazer uma FanPage no Facebook, por exemplo, e cometa um erro grave nesta rede, pode ser alvo de críticas ou até mesmo de uma crise em mídias sociais.

As possibilidades de crescimento de uma empresa através da Internet é enorme, mas isso traz algumas perguntas à tona:

  • Como estar na Internet e nas mídias sociais?
  • Quais canais, redes sociais, plataformas e anúncios devo escolher?
  • Como saber se minha empresa tem sucesso naquilo que vem fazendo na Internet?

Caso tenha respondido “não sei” para alguma delas, um Consultor de Marketing Digital pode auxilia-lo a encontrar essas respostas.

O que um Consultor de Marketing Digital fará na minha empresa?

O Consultor de Marketing Digital é uma figura ainda pouco conhecida, porque vem preencher um espaço que está entre o cliente, fornecedores e as agências – sejam elas digitais ou não. O consultor irá atuar na empresa com o primeiro objetivo de diagnosticar a situação atual dessa organização. É importante “tirar uma fotografia” da empresa, para então poder sugerir estratégias e ações pertinentes. Vamos supor que a empresa busque alcançar maior audiência em sua página de fãs no Facebook. Esse é um objetivo muito comum, mas poucas empresas sabem como faze-lo, sem erros. Cabe ao Consultor de Marketing Digital traçar objetivos coerentes com a realidade da empresa (com base no diagnóstico), definir estratégias de atuação, ações e indicadores de resultado. Além dessa parte mais teórica, o consultor também atua capacitando as lideranças e colaboradores a dar continuidade ao processo. Afinal, projetos de consultoria tem começo, meio e fim.

O consultor não concorre com a agência de publicidade do cliente, já que atuam em completa parceria. O trabalho da agência é criativo e envolve produção (e-mail marketing, banners, sites, etc.), já o do consultor, é gerencial. Ele vai entregar para a empresa a informação organizada em atas, planilhas, relatórios e muitos outros formatos. Isso auxiliará também a agência na hora de criar o que o cliente precisa, sem retrabalho.

O consultor orientará a empresa sobre a melhor forma de contratar seus fornecedores, como pedir pelos jobs de forma mais assertiva e também trará tendências e novidades do mercado digital para a empresa, que no corre corre tem dificuldade em conseguir informação nesse mundo tão dinâmico. Em suma, o Consultor de Marketing Digital auxilia a empresa a alcançar seus objetivos na Internet.

Quanto cobra um Consultor de Marketing Digital?

Ao contrário do que a maioria dos empreendedores pensa, um serviço de consultoria é viável financeiramente para empresas pequenas sim! O consultor precisa de uma entrevista preliminar para entender melhor a demanda e o cenário do cliente, para então, traçar uma estimativa de atuação. Dificilmente um consultor cobrará por hora, visto que existem problemas que são muito complexos, mas a partir da decisão tomada, são rápidos de resolver. Outros, muito mais simples, porém necessitam de muito mais tempo para uma resolução. Pode ser injusto cobrar pelos serviços dessa forma. Mas, cada caso é um caso! Justamente por isso, o consultor também adéqua seus honorários à realidade da empresa.

Fica difícil saber quanto cobrar sem entender a demanda, mas é fato que um consultor pode passar um orçamento de um projeto para uma empresa pequena, levando em conta a realidade financeira da mesma. Como a consultoria é um processo totalmente customizado, essa adequação já é pre-requisito de trabalho!

A dica é transparência! Se isso lhe preocupa como gestor, abra o jogo e deixe esse ponto claro para o consultor. Essa confiança mútua será necessária em todas as etapas do trabalho.

Quanto tempo dura uma Consultoria de Marketing Digital?

Isso depende muito do caso! De uma forma geral, é de praxe dividir os projetos em trimestres. Na web, em especial na área de SEO (Marketing de Busca – para estar bem colocado no Google), os primeiros resultados costumam aparecer em 6 meses. Com menos de 3 meses, quase nada pode ser feito. Claro que isso não é regra, porque existe a possibilidade da empresa ter uma questão muito pontual para resolver.

Espero que tenham gostado e entendido melhor a relação entre o Consultor de Marketing e a micro e pequena empresa. Até a próxima ;)