Manual de Bolso Startup: o que é, o que faz, dicas, conceitos e cases

guia para startups

O que é uma startup?

Startup  (ou start-up) é o termo utilizado para denominar empresas que possuem um modelo de negócio inovador, escalável, repetível e que estão geralmente em fase inicial de atividade, trabalhando em um cenário de extrema incerteza.

Para ficar mais fácil:

– “to start up” é um verbo em inglês que significa o ato de começar algo.

– um modelo de negócio é a forma pela qual uma empresa gera valor para seus públicos de interesse.

– um modelo escalável e repetível é aquele que, com uma mesma estrutura básica comum a todos, vai atingir um grande número de clientes sem haver um aumento significativo dos custos, gerando lucros em pouco tempo. Um restaurante é um exemplo de um modelo pouco escalável, porque para atender mais clientes, precisa ter investimentos e aumentar sua equipe praticamente na mesma proporção do seu crescimento.

Com certeza você está pensando em Internet! É que a revolução dos modelos de negócio altamente escaláveis – e das tais ideias sensacionais – realmente aconteceu quando puderam ser sustentadas pelo alicerce da web. Muitas empresas .com, empresas de software na Internet e empresas com grande foco em tecnologia web possuem essa característica.

Um exemplo bem simples e muito utilizado é da empresa Google. Seu modelo de negócio era inovador porque unia um mercado bilateral em um novíssimo formato, escalável e repetívelEntão por que o Google não é mais uma startup? Porque apesar de tudo isso, ele não é mais uma empresa em início de suas atividades, nem trabalha em um cenário de extrema incerteza.

É muito comum chamarem de startups alguns projetos de e-commerces muito bem sucedidos. Um e-commerce é uma loja, se ela não tem um modelo de negócio inovador, escalável e repetível e apenas usa a Internet como canal de vendas, é um pouco equivocado fazer isso. Mas é muito normal, né?! Todo mundo já leu em algum lugar!

Fundadores e nervos de aço

 

No livro “Startup Playbook“, o autor David Kidder – que é dono de uma startup e também investidor angel* – aborda os segredos do crescimento de 42 empresas, como Linkedin, TED, AOL e Paypal. A conclusão a qual ele chegou vai além do óbvio “conheça seu mercado” e entrega um detalhe importante sobre essas empresas.

O sucesso das startups estudadas está muito ligada aos seus fundadores e ao quanto eles conhecem do mercado. Esses líderes devem acreditar em suas ideias e ser capazes de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

Nota da autora: quando li o livro “Estou com sorte – As confissões do funcionário número 59 do Google” fiquei impressionada com o insight do autor Doug Edwards ao comentar sua percepção sobre os atributos de seus colegas Googlers. Sentia que todos eram inseguros, afinal, um Googler não poderia se considerar genial. Ele tinha que ter dentro dele o descontentamento dos que sentem como se ainda precisassem melhorar – e muito.

startups de tecnologia

Realmente, os fundadores são reverenciados em startups e sofrem muita pressão. Suas empresas vivem inerentes ao risco, que é sua razão de ser. Sem risco, não seriam startups! Cabe ao fundador acreditar em suas ideias e se comportar como um grande líder. Interessante que muitos desses fundadores são retratados como meros geeks, tal qual o jovem Mark Zuckerberg e o ídolo old school Bill Gates. Puro estereótipo!   .

Capital e Investimento

 

Nem todas as startups buscam investimento externo, mas uma grande parte vai em busca de maneiras de se capitalizar. Dá para imaginar o quanto isso é difícil, não dá? O risco é alto, a proposta do negócio, por concepção inovadora, pode soar como uma maluquice e não é incomum que algumas iniciativas sejam frustradas. Mas toda moeda tem dois lados e com o risco não é diferente. Junto dele, vem as perspectivas de ganhos.  É por causa disso que muitos investidores se veem atraídos pelas startups e suas perspectivas de receitas futuras, em curto espaço de tempo. As modalidades de capitalização podem ser:

Públicas:

É uma característica mais brasileira, em países como os Estados Unidos essa modalidade não é tão utilizada. Ela é constituída principalmente pelos programas de incentivo. Um dos mais conhecidos é o  Prime – Primeira Empresa Inovadora, que está ligado ao FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos). No final do ano passado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou o Programa Startup Brasil, que prevê o investimento de aproximadamente 8 milhões de reais em empresas nos próximos 12 meses com objetivo de adotar um modelo de estímulo à inovação no país.

Privadas:

Nos EUA, costuma-se brincar que os primeiros “investidores” de uma startup são os 3 Fs: Family, Friends and Fools (família, amigos e trouxas), mas até mesmo aqui no Brasil o cenário já é bem profissionalizado e existem investidores autônomos, grupos organizados e fundos especializados nesse tipo de investimento. O investimento privado costuma ser dividido em outras duas modalidades:

  • Angels:  Angels, ou investidores anjo, são investidores autônomos ou grupos de investidores que têm capital disponível para investir em novos negócios. Em troca desse dinheiro, esperam  um percentual da empresa. Quando se ganha um angel, se ganha um sócio. Ex.: Gávea AngelsFloripa Angels, Jacard InvestimentosSão Paulo Anjos e Bossanova Angels.
  • Fundos de Investimento: Existem diversas modalidades de fundos de investimento para startups e cada um deles pode apresentar um determinado foco de negócio (TI, software, web 2.0, e-commerce, mobile, etc.) e modelo de contrato (sociedade, participação nos resultados, etc.). Alguns exemplos de modalidades são as venture capital, capital semente e as early stage. Para quem quiser conhecer alguns fundos, aqui estão alguns: Confrapar, Venture One, Vox Capital, MADB, Intel Capital e a catarinense BZPlan.

Aceleradoras e Incubadoras

 

Uma incubadora costuma ser o ponto de partida de muitas startups, fornecendo espaço físico, serviços de apoio, treinamento e networking entre empreendedores. Normalmente, são apoiados por verbas públicas e costumam estar ligadas aos governos estaduais, municipais e universidades.

As aceleradoras  são organizações que reúnem expertiseexperiência e não costumam estar tão ligadas à iniciativa pública e sim, à privada. Uma aceleradora oferece mentoringnetworking e faz pequenos investimentos, pelo menos o suficiente para lançar o produto no mercado. Exemplos: Aceladora Supernova, as aceleradoras americanas que estão mirando no Brasil – 500 StartupsFortify.vc e 21212 e também a relação da Associação Brasileira de Startups e do Guia de Aceleradoras da Exame. Para quem busca mentoring, um case sensacional – Floripa Tech, uma aceleradora que incentiva as mentorias para criar uma ponte entre o Vale do Silício e Florianópolis.

Um help para as startups

 

Sempre que converso com donos de empresas startups na Internet, escuto coisas como:

“As incubadoras e aceleradoras me apresentam programas incríveis, como o Business Model Generation. Hoje, eu não preciso somente de um canvas que diga que minha proposição de valor é a simplicidade e que essa é a linha guia de toda a minha estratégia. O que eu realmente preciso é de um suporte para produzir materiais publicitários, meu site, minha logo…”

Com base nesse desabafo, o Marketing Drops apresenta algumas dicas para ajudar no dia a dia corrido das equipes de startups – que sempre são super enxutas. Vou dividi-las em tópicos para facilitar a leitura:

Eventos: neste link temos uma agenda dos eventos já confirmados para 2013, tem desde congressos até a Campus Party. No site Circuito Startup, uma relação fantástica de possibilidades como meetups, tour de negócios, rodadas e eventos online pode ser encontrada. Se salvar em seus feeds, conforme o ano for avançando, você poderá manter uma agenda atualizada.

Livros: além dos exemplos já citados acima, temos essa lista de livros para inspirar os empreendedores.

Repositório de Modelos de Negócio: muitas vezes precisamos de um insight sobre algum aspecto do nosso modelo de negócio e nada melhor do que um bom benchmarking para nos auxiliar. Neste link temos uma relação de startups e o detalhamento dos canvas de cada um deles. Bem bacana!

Temas para estudo: o universo de conhecimento de um empreendedor é muito amplo e envolve, na maioria das vezes, a questão técnica do produto, mas alguns temas são muito bem vindos como companheiros nessa jornada. A maioria em inglês, mas vale a pena ir clicando e fuçando, é o que há de ponta dentro do tema. Exemplos: Hype CyclesLean StartupBusiness Model CanvasCustomer DevelopmentUX designSCRUMInbound Marketing e MVP.

Lançamento de sites e MVP express: uma dor de cabeça a menos na vida dos empreendedores que receberam incentivos como o Finep ou já estão capitalizados. Quando você recebe o capital, precisa aloca-lo em determinados projetos e um deles pode ser um site, o MVP ou aplicativo web. Infelizmente, gerenciar isso consome tempo e energia. A StartupDEV promete entregar o projeto em apenas 2 dias e tem vários cases de sucesso. Não é de graça não, mas tempo também é dinheiro :)

Use social media e crowdsourcing: utilizar o poder viral da web por si só não configura um diferencial para o negócio – seus concorrentes serão portais super consolidados, pertencentes a grandes grupos de mídia e publicidade. De qualquer maneira, a colaboração pode ser sua melhor amiga nessa etapa. Neste post da Hubspot são abordadas algumas ideias bem interessantes.

Cases Sensacionais

 

É muito divertido navegar por listas de startups! São ideias muito criativas e ultimamente os sites dessas empresas são verdadeiros benchs para os profissionais de Marketing Digital (fica a dica).  Infelizmente, quando se vai mais a fundo, muitos modelos de negócio se mostram frágeis e insustentáveis. Apenas uma ideia original na web pode ser um bom modelo para quem tem como projeto montar um blog, por exemplo. Você atrai acessos porque o conceito é bacana e novo, e ganha com publicidade e conteúdo. No caso da empresa, precisa haver um sistema mais consistente de monetização.

cases de startups

Alguns exemplos bacaninhas:

  • Descomplica: site de ajuda aos vestibulandos, com todo o conteúdo que é cobrado nos grandes vestibulares e em provas como o ENEM, em formato interativo. Permite trials e logins gratuitos em determinado nível de acesso (estratégia freemium) e cadastro de professores. Oferece serviços como monitoria, aulas ao vivo, provas resolvidas, questões de vestibular comentadas, correção de exercícios e redação.
  • Nail on Wallplataforma online para descobrir artistas originais e colecionar arte, de uma maneira inovadora e descontraída, em formato de loja virtual. O consumidor pode reservar a obra pela qual tem interesse por até 24 horas. A startup mantém parceria com galerias (atualmente são 40)  e deve faturar mais 500 mil reais em 2013. A receita da empresa vem do comissionamento e agenciamento de artistas, exatamente como funciona no mundo off-line.
  • Emprego Ligado: o modelo de negócio é sustentado pela penetração de mercado dos celulares nas classes C-, D e E no Brasil. A plataforma envia mensagens do tipo SMS para o celular dos candidatos cadastrados no site, divulgando vagas de emprego. A maior parte das vagas é das áreas de telemarketing, varejo, restaurante, limpeza e serviços gerais. A startup é remunerada toda vez que o candidato é recrutado através da empresa, assim como acontece nas agências de emprego comuns.
  • Boaconsulta.me: para quem não tem mais paciência para telefonar para consultórios quando precisa marcar uma consulta médica ou odontológica, o site facilita o agendamento 24 horas por dia, pela Internet. Na pesquisa são listados médicos e especialistas com endereço e horários disponíveis para atendimento por meio de planos como Amil, Odontoprev, Bradesco Saúde, etc. A remuneração da empresa acontece através dos planos e profissionais cadastrados, que pagam mensalidade.
  • Click ARQ: site de concorrência criativa, com foco em decoração, arquitetura e design de interiores. O usuário cria um projeto de decoração para um cômodo da casa/escritório/etc., diz quanto está disposto a pagar e passa a receber projetos de um dos 380 arquitetos cadastrados. O escolhido leva o valor proposto. A remuneração da empresa acontece por comissionamento sobre os projetos vendidos.
  • Emotion.me: um site que ajuda os noivos na organização do casamento. O site oferece planilha de custos, contato com prestadores de serviços, blog personalizado e lista de presentes. Em breve, vão lançar opção de “wedding planner”. O site é remunerado por comissões sobre as indicações de profissionais e produtos.

Espero que tenham gostado do post sobre startups! Ele foi sugerido por uma leitora muito querida do blog. Obrigada pela contribuição!

Até a próxima!

Créditos Marketing Drops: Esse post tem um padrinho mágico – um empreendedor e fundador de startup que conversou com a autora sobre esse universo fascinante. Obrigada, Gustavo Leyendecker! :)

Consultoria de Marketing Digital para pequenas empresas

consultoria em marketing digital

É muito comum para um Consultor de Marketing ouvir comentários de empreendedores e proprietários de pequenas empresas como: “Mas a minha empresa é muito pequena, você pode me atender?” ou “Não sei se posso pagar por um consultor, já que a minha empresa ainda é pequena”.

Sempre reagi com surpresa à esse tipo de comentário, afinal, contar com a presença de alguém de fora da organização, com conhecimento para bolar estratégias de mercado e aplica-las não tem relação com o porte, e sim com o desejo de sair do lugar, sabendo para onde se está indo.

O post de hoje tem como objetivo orientar os donos e gerentes de pequenas empresas a entender como funciona a aplicação de um projeto de Consultoria de Marketing Digital em organizações de pequeno porte e também como contratar um consultor de forma assertiva.

Boa leitura!

Como saber se minha empresa precisa de um Consultor de Marketing Digital?

O simples fato de haver esse questionamento já é um indicador dessa necessidade. Por se tratar de uma área bastante nova e em constante mudança, costuma ser difícil para os gerentes, diretores e donos de pequenas empresas acompanharem e colocarem em prática as possíveis estratégias de Marketing Digital. Todas as empresas vivem “na correria”, sejam grandes ou pequenas. A questão é que em micro e pequenas empresas as lideranças acumulam funções, tendo que reunir múltiplas competências (Financeiro, RH, Compras, Comercial, etc.). Na hora de falar em Marketing, costuma-se dar um jeito, sem muito planejamento, avaliando as ações conforme a necessidade. Até mesmo as agências de publicidade raramente prospectam os pequenos, atendendo-os com mais frequência quando são procuradas. Na hora de falar em digital e web, é um pouco mais complicado, afinal, é necessário conhecimento técnico para fazer acontecer e qualquer erro está mais exposto. Caso a empresa decida fazer uma FanPage no Facebook, por exemplo, e cometa um erro grave nesta rede, pode ser alvo de críticas ou até mesmo de uma crise em mídias sociais.

As possibilidades de crescimento de uma empresa através da Internet é enorme, mas isso traz algumas perguntas à tona:

  • Como estar na Internet e nas mídias sociais?
  • Quais canais, redes sociais, plataformas e anúncios devo escolher?
  • Como saber se minha empresa tem sucesso naquilo que vem fazendo na Internet?

Caso tenha respondido “não sei” para alguma delas, um Consultor de Marketing Digital pode auxilia-lo a encontrar essas respostas.

O que um Consultor de Marketing Digital fará na minha empresa?

O Consultor de Marketing Digital é uma figura ainda pouco conhecida, porque vem preencher um espaço que está entre o cliente, fornecedores e as agências – sejam elas digitais ou não. O consultor irá atuar na empresa com o primeiro objetivo de diagnosticar a situação atual dessa organização. É importante “tirar uma fotografia” da empresa, para então poder sugerir estratégias e ações pertinentes. Vamos supor que a empresa busque alcançar maior audiência em sua página de fãs no Facebook. Esse é um objetivo muito comum, mas poucas empresas sabem como faze-lo, sem erros. Cabe ao Consultor de Marketing Digital traçar objetivos coerentes com a realidade da empresa (com base no diagnóstico), definir estratégias de atuação, ações e indicadores de resultado. Além dessa parte mais teórica, o consultor também atua capacitando as lideranças e colaboradores a dar continuidade ao processo. Afinal, projetos de consultoria tem começo, meio e fim.

O consultor não concorre com a agência de publicidade do cliente, já que atuam em completa parceria. O trabalho da agência é criativo e envolve produção (e-mail marketing, banners, sites, etc.), já o do consultor, é gerencial. Ele vai entregar para a empresa a informação organizada em atas, planilhas, relatórios e muitos outros formatos. Isso auxiliará também a agência na hora de criar o que o cliente precisa, sem retrabalho.

O consultor orientará a empresa sobre a melhor forma de contratar seus fornecedores, como pedir pelos jobs de forma mais assertiva e também trará tendências e novidades do mercado digital para a empresa, que no corre corre tem dificuldade em conseguir informação nesse mundo tão dinâmico. Em suma, o Consultor de Marketing Digital auxilia a empresa a alcançar seus objetivos na Internet.

Quanto cobra um Consultor de Marketing Digital?

Ao contrário do que a maioria dos empreendedores pensa, um serviço de consultoria é viável financeiramente para empresas pequenas sim! O consultor precisa de uma entrevista preliminar para entender melhor a demanda e o cenário do cliente, para então, traçar uma estimativa de atuação. Dificilmente um consultor cobrará por hora, visto que existem problemas que são muito complexos, mas a partir da decisão tomada, são rápidos de resolver. Outros, muito mais simples, porém necessitam de muito mais tempo para uma resolução. Pode ser injusto cobrar pelos serviços dessa forma. Mas, cada caso é um caso! Justamente por isso, o consultor também adéqua seus honorários à realidade da empresa.

Fica difícil saber quanto cobrar sem entender a demanda, mas é fato que um consultor pode passar um orçamento de um projeto para uma empresa pequena, levando em conta a realidade financeira da mesma. Como a consultoria é um processo totalmente customizado, essa adequação já é pre-requisito de trabalho!

A dica é transparência! Se isso lhe preocupa como gestor, abra o jogo e deixe esse ponto claro para o consultor. Essa confiança mútua será necessária em todas as etapas do trabalho.

Quanto tempo dura uma Consultoria de Marketing Digital?

Isso depende muito do caso! De uma forma geral, é de praxe dividir os projetos em trimestres. Na web, em especial na área de SEO (Marketing de Busca – para estar bem colocado no Google), os primeiros resultados costumam aparecer em 6 meses. Com menos de 3 meses, quase nada pode ser feito. Claro que isso não é regra, porque existe a possibilidade da empresa ter uma questão muito pontual para resolver.

Espero que tenham gostado e entendido melhor a relação entre o Consultor de Marketing e a micro e pequena empresa. Até a próxima ;)

Dicas: Como escrever na Internet e produzir conteúdo de qualidade

conteudo para midias sociais

O objetivo do post de hoje é ajudar as marcas e empresas quando o assunto é produção de conteúdo na Internet. Se fosse fácil, todo mundo fazia! Por isso, de olho nas dicas do Marketing Drops:

 

1. Entenda sua concorrência

Segundo pesquisas, o market share do conteúdo disponibilizado na Internet é de 70% para entretenimento e de 30% para informação. Por isso, sempre que sua estratégia permitir, entregue pequenas doses de humor no seu conteúdo, para que ele seja mais facilmente compartilhado.

Para se diferenciar, levante uma bandeira sobre o seu business, pode ser um personagem, um lema, um bordão, algo que dê um conceito ao seu conteúdo. Senão, vira release.

2. Escreva sobre o que sabe com generosidade

Para as marcas, é muito importante entregar conteúdo de qualidade, com informações relevantes. Vou citar o meu caso, trabalho com Marketing Digital, e com certeza sei muito mais sobre o tema do que alguém que trabalha com fotografia, por exemplo. Bem, não adianta falar aquilo que todo mundo já sabe! Produza conteúdo com base em sua experiência – porque ela é única! Lembre dos tempos de escola, quando escrevíamos sobre nossas férias. É mais fácil escrever sobre aquilo que a gente vive!

3. Entenda um pouco de redação

Todo texto é formado por 3 pilares: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, descrevemos o assunto sobre o qual vamos discorrer, apresentamos nossa linha de pensamento. Nessa etapa, o principal objetivo é receber atenção.

No desenvolvimento, explicamos o assunto. Na Internet, pontue opiniões e ensine coisas, mas de forma rápida. Para ganhar tempo, crie links para outras fontes que complementam o conteúdo.

Na conclusão, queremos fechar o assunto. Valem os macetes: chamar uma polêmica, fazer perguntas, deixar o tema em aberto para um novo post ou então, fechar somente com uma informação de ouro.

Para os títulos, pense em manchetes de jornais. Aquela mistura que é uma arte publicitária, saber dosar a curiosidade com benefício. Se o título desse post fosse “O Tratado de Conteúdo Web” você estaria aqui? Dicas parecem mais fáceis, não é?

4. Esprema a laranja

Quem tem tempo para gerar conteúdo de qualidade? Seja bonzinho com a sua marca e saiba fazer render a pauta. Exemplificando: sua marca vende panelas. Isso pode render um post sobre a melhor utilidade de cada panela, um glossário/dicionários de panelas, um vídeo sobre receitas que só funcionam na panela correta, uma entrevista com um chef de cozinha sobre o dia a dia de quem lida com panelas e até um podcast sobre os maiores erros cometidos ao usar panelas.

Dicas práticas:

  • Tenha um cronograma,
  • Divida a responsabilidade com alguns membros da equipe
  • Tenha sempre conteúdo reserva – a falta de tempo pode fazer com que seu conteúdo fique desatualizado.
  • Sempre que produzir um conteúdo pense se ele pode ser divido em partes, revisado, virar uma lista, uma entrevista, um check list, um tutorial, etc.

IMPORTANTE: Conteúdo = texto, imagem, vídeo, áudio, slides, etc.

5. Seja esperto

Infográfico gera clique. É informação embalada para presente! Precisamos estar antenados com essas tendências. Produzir um vídeo pode ser muito mais fácil e viral (Internet não combina com super produções) do que escrever um texto para blog. Uma palestra exclusiva no slideshare pode tornar sua marca referência em conhecimento.

O apelo da aparência do conteúdo é muito importante – use imagens que sejam bacaninhas para aparecer nas curtidas das timelines, invista em infográficos com embed para ganhar links, faça vídeos curtos (até 5 mins), use palavras de impacto.

Use aquilo que você já têm:

  • Responda aquela dúvida que todos os clientes tem e que sempre consome tempo da equipe
  • Transforme e-mails que são praticamente um tutorial em post
  • Entreviste o vendedor que conhece seu produto como a palma da sua mão
  • Publique as dicas sobre uso de seus produtos que a equipe de suporte tem que passar por telefone todo dia

6. Seja direto e não superficial

Na Internet, passamos os olhos sobre as coisas. Facilite isso indo direto ao ponto, sem blá blá bá. Mas, não caia na armadilha da superficialidade. Poucas coisas são tão frustrantes quanto aqueles post do blog badalado sobre “Como escrever na Internet” que entrega 4 parágrafos de direcionamentos como “Use Imagens”. Lembre da regra número 2 – generosidade.

7. Padrões técnicos de escrita

Livros são lidos da esquerda para a direita. Textos na Internet são lidos em F.  Essa imagem do Jacob Nielsen (useit.com) mostra esse padrão através de mapas de calor. Os caras fazem zonas quentes e frias baseadas nos locais para onde olhamos quando estamos lendo. Quer engajar leitores até o final do seu texto?

leitura-em-F-marketing-drops

  • Não justifique o texto, deixe-o alinhado à esquerda
  • Use listas, tópicos e bullets
  • Invista seu tempo nas 3 primeiras frases
  • Negritos podem salvar sua vida
  • Parágrafos curtos e cheios de espaços em branco

Vale ressaltar que todas as técnicas de otimização (SEO) podem e devem ser aplicadas e nesse material do Fabio Ricotta você recebrá uma avalanche de informação sobre o tema. Obs: nesse material tem uma planilha matadora para geração de ideias a respeito de um determinado tema. Se joga!

Por último, deixo a dica de como adequar e adaptar o mesmo conteúdo para diferentes mídias sociais.

Agora, mão na massa! Só a prática leva à perfeição ;)

Marcas reais para pessoas de verdade

O final do ano é um período que promove as reflexões. Pensamos naquilo que aprendemos com o ano que passou e também fazemos desejos para o ano que começa. É interessante como essa reflexão sobre o antigo e o novo não acontece somente na vida das pessoas. Ela acontece nas organizações, que usam o período para formalizar o Planejamento Estratégico – em especial para as suas marcas, um dos ativos mais valiosos das empresas.

Segundo o pai do Marketing, Philip Kotler, uma marca é:

Uma promessa em fornecer atributos e benefícios uniformes aos consumidores. Tal qual uma pessoa, uma marca tem uma identidade física ou formal, um carácter, uma personalidade ligada à sua história e aos seus valores fundamentais.

A proposta desse post é refletir sobre o papel das marcas em tempos de Marketing Interativo, no ano em que “Facebook” foi um dos termos mais buscados no Brasil. No post de despedida de 2012, o Marketing Drops apresenta um paralelo entre a ditadura do corpo perfeito e a ditadura das marcas sem falhas. Confira!

Um novo momento para os consumidores

Lori Greeley, CEO da Victoria’s Secret, declarou recentemente que apenas 20 mulheres no mundo poderiam representar a marca em passarelas. Uau! Somos aproximadamente 3,5 bilhões de mulheres no planeta Terra e apenas 20 Angels estão à altura da marca?

Fotos de Capa da FanPage Victoria's Secret

 Não entendam isso como uma crítica à Victoria’s Secret, que faz seu trabalho de Marketing muito bem, mas me chama a atenção a declaração de uma dessas modelos, a americana Erin Heatherthon:

A questão principal é que as pessoas devem ter consciência de seus próprios corpos, tendo força sobre sua própria imagem e sua confiança. Defendo o uso de Photoshop em minha fotos, porque nós não estamos vendendo a realidade, estamos vendendo uma história. É tudo sobre como criar uma fantasia.

Além da declaração soar como um discurso sobre a fome na África em meio à um jantar do tipo rodízio, algo me diz que nem a Erin se sente segura o suficiente para mostrar seu corpo quase perfeito.

Marketing de relacionamento em rede

A dinâmica de redes mudou muita coisa que se entendia como regra absoluta.

John e William McNeill (pai e filho), autores do livro The Humam Web, apresentam uma análise fantástica sobre essa dinâmica – a interconectividade a partir da linguagem – desde a era agrícola até a era digital. Essa análise vem de encontro à Teoria dos Seis Graus de Separação, formulada pelo psicólogo Stanley Milgram nos anos 60, que afirma haver no máximo seis pessoas entre qualquer outra. Ou seja, entre duas pessoas existem apenas seis contatos intermediários, mesmo que elas estejam em lados opostos do mundo.

Novos estudos, realizados após o boom das redes sociais, mostram que esses graus caíram para 4,3. Estamos mais próximos, em laços mais estreitos, em um fenômeno que os estudiosos do Marketing Digital chamam de distorção em redes descentralizadas. Quando estamos virtualizados e hiper conectados, distorcemos as seguintes dimensões:

  • Tempo
  • Espaço
  • Proximidade

Vou me ater ao ponto que mais nos interessa do ponto de vista mercadológico, a distorção da proximidade. Ela diz respeito aos laços dos relacionamentos, fala da mistura dos espectros das relações humanas, quando em coletivo: família, amigos, colegas, conhecidos, vizinhos, marcas que amamos…

Quando distorcemos a proximidade, distorcemos nossos filtros. Podemos expor demais nossa intimidade para pessoas que não possuem um laço suficientemente forte para sustentar isso! E vice versa.

Um grande desafio para uma marca é a compreensão sobre essa via de duas mãos. Não basta querer estar em um espectro de relacionamento, desejar ser o laço forte do seu cliente. Ele tem que querer te colocar ali também. Assim como tudo na vida, a compreensão sobre o que nosso cliente quer, é uma construção. E o que nosso cliente quer, muda muito. Haja estratégia!

O vídeo “Bring the Love Back”, um comercial para TV da Microsoft, brinca com tudo isso: “Você fala que me ama, mas não está agindo como se me amasse”!

Por marcas mais reais

A questão é que nem sempre o cliente quer falar com a marca, as vezes ele só quer que dê tudo certo e esse é um relacionamento saudável e duradouro. Mas, assim como a Angel da Victoria’s Secret precisa de Photoshop, a marca sente como se precisasse de declarações de amor.

Até algum tempo atrás as reclamações eram chamados em um call center, e-mails em uma máquina. Hoje, elas podem ser lidas por todos, estão escancaradas e expostas até mesmo àqueles com quem as marcas não tem laços fortes ou intimidade.

Essa transparência toda é realmente assustadora! Mas, é possível deixar transparecer fraquezas e ser mais sincero com o seu cliente e esperar dele o mesmo.

Para pontuar minha opinião, compartilho com vocês o case Dove Real Beleza. Esse case – que é de Comunicação e não de Antropologia – é apenas a pontinha de um iceberg, um pequeno reflexo de algo mais amplo, mas que não cabe aqui, nesse primeiro momento ;)

O projeto Real Beleza envolveu um diagnóstico super completo e culminou na criação da Dove Self-Steem Fund, uma organização mantida pela empresa Unilever – detentora da marca. Um dos programas, o Real Beauty School Program, consiste em vivências para professores com foco no desenvolvimento da autoimagem dos jovens, para orienta-los sobre como lidar melhor com seus sentimentos e impressões acerca da aparência.

dove-real-beleza-marketing-drops

Nessa construção de marcas, de diálogos e de relações em rede, cada marca pode fazer isso à sua maneira. Fora casos brutais, não existe um certo e errado – Dove e Victoria’s Secrets vão muito bem, obrigada. Cada uma dessas marcas criou laços com suas consumidoras, seja pela via da identificação ou da ilusão, com sucesso. Ambas são verdadeiras e cruéis, já que mostram a mesma realidade, em faces opostas.

Para fechar esse post de reflexão, divido com vocês um pensamento que me ocorre: assim como a ditadura da beleza elege apenas 20 mulheres ao posto de Angels, as marcas também enfrentam uma ditadura à altura, disputando não em quilos e centímetros, mas em bilhões de dólares, o ranking de brand equity das 20 marcas mais valiosas do mundo.

Faz pensar, né?

Adeus ano velho, feliz ano novo

O Marketing Drops existe para entregar doses generosas de informação, em um espaço no qual se propõe compartilhar experiências e opiniões sobre o digital, o colaborativo e o social. Com sorte, consigo ensinar algo a alguém.

Manter o blog é o viver o www e o .com do jeito que mais gosto e dividir minhas ideias é a minha expressão mais verdadeira. Obrigada a todos que estiveram aqui em 2012! Nos vemos no ano que vem!

A etiqueta do e-mail corporativo

regras para email corporativo

Especialistas em Marketing Digital garantem que o e-mail é um produto em declínio, visto que apenas 11% dos jovens usam este tipo de serviço, dando preferência às redes sociais para se comunicar. Serviços de comunicação não morrem, segmentam-se. Com o e-mail não é diferente, ele é soberano no universo corporativo.

Infelizmente, nosso dia a dia está repleto de gafes e o post de hoje reúne dicas para elimina-las de uma vez por todas! Afinal, como escrever bons e-mails e manter a comunicação alinhada através desse tipo de ferramenta?

Escreva como fala

O que é muito complicado são os conflitos de posicionamento – a pessoa é super informal ao telefone, mas escreve um e-mail repleto de palavras de polidez, como “vossa” ou “venho por meio deste”. Acaba soando forçado. Seja você mesmo! As relações corporativas estão mais flexíveis, permitindo dar mais personalidade para tudo que fazemos. Isso não significa escrever errado, usar gírias ou expressões como “Kkkk”.

Em uma busca rápida sobre e-mails corporativos, uma avalanche de informações como “NUNCA use abreviações em e-mails de trabalho” o atingirá. Não é bem assim! O uso do “vc” já é considerado aceitável na troca de e-mails comerciais em empresas mais informais. Mesmo assim, use o bom senso. Se a empresa é mais formal, adapte seu estilo de fala e escrita à essa característica.

A regra é clara: escreva da mesma maneira que fala, pontuando com vírgulas suas pausas naturais. Essa empatia com o leitor é uma fórmula mágica de conversão!

Um assunto por e-mail

Essa prática irá auxiliá-lo na organização de suas ideias ao escrever. Ficará mais fácil ir direto ao ponto, ser mais breve e delimitar o campo assunto de maneira mais clara.

Outra vantagem é a facilidade de busca. Quantas vezes buscamos por determinados termos em nossas caixas de entrada, na esperança de encontrar e-mails antigos? Ao manter o padrão de tratar somente um assunto por envio, essa engenharia se tornará muito mais simples.

Importante: sempre envie e-mails com campo assunto preenchido! Não vale colocar “Oi” ou “nome da empresa”. Seja específico! Pessoalmente, sigo a regra do gerenciamento de projetos – raiz mais desdobramento.

Se preciso enviar um e-mail sobre uma ação promocional no Facebook que está em lançamento, delimito o campo assunto da seguinte maneira: Ação no Facebook > Lançamento. A maioria das pessoas determina como assunto somente “Ação no Facebook” ou “Lançamento”. OK, sobre o que se trata exatamente? E na hora de buscar?

Siglas Importantes: o que são e como usa-las

Algumas siglas e abreviações são muito importantes na troca de e-mails, é importante que você as conheça. Seu uso é uma escolha pessoal. A seguir, apresento as principais delas e suas aplicações práticas.

O que são:

PSC: Para Seu Conhecimento, pode ser substituída por PSI (Para Sua Informação). Em inglês, usa-se FYI (For Your Information).

ASAP: As Soon As Possible – é a mesma coisa que urgente.

Atte: Atenciosamente.

Cuidado para não cometer o erro comum de escrever “Att.”, assim como fazia a autora desse post até ser informada por uma leitora muito gentil. A abreviatura “Att.” vem do inglês e significa “at this time”.

Quando usa-las:

De uma maneira geral, para ganhar tempo. Muitas vezes, recebemos e-mails encaminhados sem nenhuma informação adicional. Fica aquela dúvida – esse e-mail era para mim? É de muito bom tom, ao encaminhar um e-mail, escrever:

“Olá, Fulano!

Segue e-mail abaixo, PSC.”

Quanto ao ASAP e ao Urgente, uma ressalva. Se você envia todos os e-mails com essa marcação, é fato que muito em breve essa urgência será ignorada. Use-os com moderação, considerando-os um pedido de socorro. Certa vez, ouvi de uma amiga gerente de projetos que ela tinha completo terror de quem escrevia e-mails repletos de “ASAPs” e isso faz sentido – parece que o remetente considera o profissional do outro lado do e-mail um completo irresponsável. Por isso, cautela! :)

Copie todos os interessados no e-mail

Regra suprema do mundo corporativo. Se você está coordenando uma ação que envolve uma agência de comunicação, uma agência digital e uma assessoria de imprensa, copie todos nos e-mails referentes ao tema. Depois, não adianta reclamar que não ficou sabendo de algum detalhe. O e-mail é utilizado como uma prova, uma formalização daquilo que foi acordado verbalmente. Quantas vezes recebemos e-mails que começam com “conforme conversado anteriormente”? Aproveite essa particularidade e use-a a seu favor, sempre copiando todos os interessados.

Garanta a entrega de seus e-mails

Segundo um estudo realizado pela empresa Return Path, 35,5% dos emails corporativos não foram entregues no Brasil, na segunda metade de 2011. É muito e-mail que não aterrissa na caixa de entrada. Nesse caso não tem muito mistério, é confirmar o recebimento com novo e-mail ou telefonema. As vezes, uso o Facebook para confirmar, as mensagens privadas são acessadas pelo celular e costumam ser muito eficazes. Se você está do outro lado, responda! É super simpático responder confirmando o recebimento de e-mails, especialmente se as mensagens tratarem de agendamentos e documentos.

Redação de e-mails longos

Escrever é uma ciência, ir direto ao ponto é uma arte! Evite escrever e-mails com o vício de atualizar o destinatário com todos os detalhes da história, entregue o necessário.

Uma dica valiosa? Entregue também a solução, ou então, a informação mais importante de forma precisa! É muito comum receber e-mails que dizem “preciso falar com você”. E só! Seja mais específico, adiante o assunto, deixe como sugestão um dia e horário para conversarem pessoalmente ou realizarem um call.

Para e-mails longos, use o padrão de blocos. Vá formando blocos de frases, sempre envoltas em muito espaço em branco. Para fechar o e-mail, deixe uma pergunta, forçando o destinatário a responde-lo com algo que comprove que compreendeu tudo aquilo.

Modelo de Blocos:

Saudação: 1 linha saudando o destinatário

Introdução: 2 frases que expliquem o que será falado neste e-mail mais longo

Desenvolvimento: 2 parágrafos separados por 2 espaços (enter) que abordem o tema de forma objetiva e direta. Se forem necessários mais do que dois parágrafos, manter a regra dos 2 espaços, pois eles auxiliam o usuário a manter a leitura e dão a sensação de que o texto é menor do que realmente é. Quando os blocos vão ficando muito volumosos, é possível inserir uma frase curta e de impacto entre eles, para que o leitor tenha uma pausa.

Conclusão: 1 parágrafo curto (até 3 frases) fechando o assunto.

Pergunta Final:  pergunta que arremate o texto e que deixe o destinatário com a obrigação de resposta, essa é uma garantia que ele lerá o texto.

Dica:

Em hipótese alguma use reticências (…) na redação de e-mails profissionais, esses sinais de pontuação exprimem hesitação e não são apropriados para a comunicação corporativa.

Seja educado

As palavrinhas mágicas e regrinhas da boa educação continuam as mesmas, não importa o canal. É desagradável receber um e-mail que não diz nada, somente com campo de assunto preenchido com algum direcionamento, como por exemplo, “templates do blog aprovados”. Não são os 15 segundos de escrever “Olá, fulano. Bom dia!” que vão acabar com o seu tempo. Pedir por favor, falar obrigada, dar parabéns, pedir desculpas, desejar bom dia/boa tarde/boa noite, despedir-se com abraços ou até logo não são regras de bons e-mails, são regras de boa convivência em sociedade.

Aliás, a maneira de despedir-se é mais polêmica. Pessoalmente, sempre me despeço com “Abraços”. Quando já tenho mais intimidade com clientes, fornecedores e parceiros, as vezes me permito uma despedida com “Beijos”, mas depende muito do caso. Não costumo usar “Att.” em meus e-mails, essa não é a maneira como me comunico de um modo geral..

Assinatura de e-mail

É mais que recomendado utilizar uma assinatura de e-mail que contenha dados básicos de contato. Uma boa assinatura de e-mail deve conter:

  • Nome completo
  • Cargo
  • Telefone fixo com ramal
  • Celular
  • Skype e/ou MSN
  • Site
  • Opcional: redes sociais

Espero que tenham gostado das dicas sobre e-mails corporativos!

Até a próxima!

Créditos Marketing Drops: Esse post tem padrinhos mágicos – gerentes de projeto que respiram web e dividiram com a autora suas angústias sobre e-mails. Obrigada Denis Budag, Nadi Genies e Raquel Moritz! :)

Comunicação, Microsoft na Veia e o Poder do Compartilhe

microsoft

De uns tempos para cá, um novo movimento da Comunicação Integrada Microsoft vem atraindo a atenção dos profissionais de Marketing Interativo. Em uma estratégia clara de deixar sua imagem mais cool, a Microsoft tem investido em comunicação alinhada à conceito. O desenvolvimento de produto acompanhou e deu o tom da estratégia central, está aí o tablet Surface para comprovar.

O vídeo para TV do IE9, veiculado na TV aberta e paga, é o tipo de comercial conceitual que faz brilhar os âmagos publicitários de cada um de nós. Confira:

Uma iniciativa sensacional foi o projeto em parceria com a banda The XX (no post do Brains9 você encontrará os detalhes do projeto). Além do apelo publicitário, existe algo muito importante nessa campanha: ela nos faz pensar sobre o poder do share, especialmente em redes sociais. Enquanto o usuário ouvia, via streaming, o som do disco Coexist, podia acompanhar a “viagem” dos compartilhamentos ao redor do mundo. O interessante é que a plataforma permitia apenas um compartilhamento por pessoa! Você já havia parado para pensar no poder que um simples compartilhe tem?

Outra vertente da Comunicação Integrada que a Microsoft utiliza é a figura do Relações Públicas, evangelizadores da marca que falam oficialmente, em nome da própria Microsoft. Essa estratégia também aparece no cuidado com a “Comunidade Microsoft“, que possui até badges para designar esses profissionais, os MVPs (Most Valuable Professionals) – um título que não se obtém fazendo provas. Os MVPs são escolhidos em meio à comunidades de usuários, por terem destaque pelo conhecimento técnico e também por serem atenciosos e generosos, contribuindo para a comunidade técnica sem esperar nada em troca.

Nos tempos de Bill Gates, essa estratégia começou a servir de benchmarking para outras empresas, que compreenderam a importância da figura do líder frente à comunidade e frente aos usuários.

Além do presidente da empresa, que hoje é o carismático Steve Ballmer, outros profissionais formadores de opinião são usados como relações públicas pela Microsoft, chamados de Technical Evangelists. Esse profissional é um porta voz da empresa e sempre fala de forma oficial, humanizando a marca.

Para entender melhor a aplicabilidade desse conceito, recomendo o Podcast #1 Microsoft na Veia, um bate papo que traz o technical evangelist Fabio Hara para conversar com especialistas da área de produto da KeepIT Informática – uma parceira de negócio da Microsoft. Segundo a KeepIT, o podcast Microsoft na Veia faz parte de um projeto maior que levanta a bandeira Microsoft.

No podcast são discutidas novidades sobre Windows Server 2012 e também são compartilhadas informações para aqueles que não acompanharam os Eventos IT Camp – outra estratégia matadora de comunicação da Microsoft, focada na comunidade que está em formação.

podcast-microsoft-na-veia

 Para fechar o post, vamos acompanhar o vídeo com apelo viral do lançamento do Windows 8, outra produção que merece nossa atenção em uma estratégia de lançamento de produto:

O que faz um Consultor de Marketing Digital?

curso marketing digital blumenau

Desde que iniciei meu trabalho na área de Consultoria em Marketing Digital em Blumenau (SC), me deparo com dúvidas de clientes, parceiros e fornecedores quanto às atividades de um Consultor de Marketing Digital. Esse post tem como objetivo explicar um pouco sobre o papel desse profissional e também auxiliar os gestores no entendimento dessa nova área, que torna-se cada vez mais importante no dia a dia das empresas.

Segundo o autor do livro “A Bíblia do Marketing Digital”, Claudio Torres, Marketing Digital é o conjunto de estratégias de Marketing para atingir objetivos de uma pessoa, marca ou organização, aplicadas à Internet e demais meios digitais.

É aqui que entra aquela máxima muito explorada pelos consultores da área: Não existe diferenciação entre offline e online, a estratégia é sempre única. Falando de uma maneira menos acadêmica e mais prática, é claro que existem diferenças entre os dois mundos, principalmente do que diz respeito às ferramentas e plataformas disponíveis. Esse profissional trabalha em sinergia com demais fornecedores, como as agências de comunicação integrada, agências digitais, agências de SEO e de links patrocinados, assessores, RPs, agências focadas em produção de conteúdo para web, etc.

Alguns dados interessantes sobre o Mercado do Marketing Digital, de acordo com a ComScore, em 2012:

  • Existem 250,8 milhões de telefones celulares ativos no Brasil
  • 52 milhões de aparelhos com conexão 3G
  • 82,4 milhões de pessoas acessam a Internet regularmente no país
  • 97% dos usuários brasileiros de Internet estão em pelo menos uma rede social
  • 79% da compras de bens de consumo na América Latina são influenciadas pelas redes sociais

As empresas querem usufruir dessas oportunidades e, principalmente, acompanhar a virtualização/digitalização do relacionamento e da comunicação com o consumidor, para que não fiquem paradas no tempo ou sejam prejudicadas pela concorrência. Uma Consultoria em Marketing Digital deve auxiliar esse processo!

O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição.

O papel do consultor:

  • Deve trabalhar em detrimento da empresa, nunca dos serviços que tem a oferecer;
  • Um consultor vende inteligência e expertise;
  • É extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado;
  • Deve contar com uma rede de parceiros, mas ser independente o suficiente para atuar com a equipe e rede de parceiros do seu cliente, se necessário;
  • Um Consultor de Marketing Digital pode – e deve – se envolver em questões do Marketing Estratégico e “offline”.

Problemas que podem ser diagnosticados:

  • Os produtos da empresa nunca são encontrados em buscadores, como Google ou Bing;
  • O site da empresa está defasado e nunca gerou qualquer venda ou contato para a equipe comercial;
  • Apesar dos produtos que a empresa vende serem extremamente populares, os consumidores não encontram canais oficiais da marca em nenhuma mídia social;
  • Pouco é falado para e sobre a empresa na Internet, mas existem críticas em canais interativos como o “Reclame Aqui” e ninguém sabe ao certo como lidar com isso;
  • O diretor quer divulgação maciça na Internet, mas o Departamento de Marketing não sabe direito por onde começar.

Esse cenário é bastante comum e todos nós conhecemos alguma empresa nessa situação. Aqui, cabe ao consultor confirmar esse cenário e diagnosticar a causa de todos esses problemas e de outros até então desconhecidos, através de análises. Esse diagnóstico não pode ser fruto de “achômetro” e deve estar pautado em informações e dados confiáveis.

As estratégias para solucionar os problemas:

Existem uma série de possibilidades para resolver os problemas listados acima! É aqui que entra o principal papel do consultor de marketing digital, que deve avaliar a empresa (lideranças, processos, profissionais, fluxo de informação, orçamento, estrutura, etc.) e também o mercado (concorrentes, público alvo, pontos críticos, oportunidades e ameaças) para sugerir estratégias e traçar planos de atuação na Internet, em mídias sociais e em dispositivos mobile (celular e tablets), caso a caso.

O Consultor de Marketing Digital é, além de conselheiro, agente de mudanças nas organizações. Deve orientar a empresa sobre a melhor maneira de investir, com objetivo de economizar e “gastar bem”, auxiliando nas escolhas da organização. Em termos gerais, a atuação e os serviços de um Consultor de Marketing Digital podem ser extremamente verticais ou mais abrangentes e horizontais.

Serviços que podem ser prestados:

  • Planejamento web (sites, hotsites, plataformas interativas, etc.)
  • Planejamento para e-commerce e social commerce
  • Planejamento para Mídias Sociais
  • Estratégia de Conteúdo
  • Estratégia de Mensuração e Gestão de Métricas de Resultado
  • Estratégias de Marketing de Busca e Otimização (SEO, SEM, etc.)
  • Marketing Interativo
  • Marketing Viral
  • Planejamento de Mídia Digital
  • Planejamento de Comunicação Digital
  • Estratégia de Monitoramento em Mídias Sociais

O consultor não executa tarefas, ele orienta a maneira como essas tarefas devem ser executadas e traça as diretrizes estratégicas para que essas tarefas obtenham bons resultados. Um exemplo muito comum é a produção de conteúdo: o Consultor de Marketing Digital pode traçar toda a estratégia de conteúdo, criar pautas, estudar termos mais buscados, delimitar frequência e responsáveis, além de determinar a temática da comunicação em cada canal social. Não é o consultor que escreve e publica o conteúdo. Para isso, ele atua em parceria com fornecedores focados nessa tarefa ou orienta e capacita o time do cliente para essa função.

Um ponto importante para ressaltar é que, apesar do consultor sempre sugerir, ele não deve ser aquela pessoa que vai até a empresa somente para conversar, vez ou outra. É preciso estar presente e próximo ao cliente. O consultor não pode tomar o lugar do gestor, colocar a mão na massa ou “se atravessar” no organograma das empresas, até mesmo por uma questão ética, mas isso não é desculpa para não se envolver! Sem envolvimento, essa construção que é feita sempre a pelo menos quatro mãos (cliente e consultor), fica sem base sólida.

Para quem quiser entender melhor como um consultor pode auxiliar sua empresa na Internet, entre em contato com Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital!

Como a tecnologia pode facilitar a sua vida?

palestra para camara brasil alemanha

Nenhum de nós sobreviveria um dia sem tecnologia, isso é fato! A eletricidade, por exemplo, nem nos remete mais a entende-la como inovação. Não vamos à palestras sobre gestão e uso eficaz de energia elétrica porque essa tecnologia já faz parte do nosso cotidiano e de nossa vida. É assim que vamos entender a Internet e as mídias sociais muito em breve!

Foi esse o desafio que a Câmara Brasil Alemanha me apresentou, levar um pouco do entendimento sobre ferramentas tecnológicas ao Núcleo de Secretariado Executivo de Blumenau. Conversamos sobre web, carreira, nuvem, aplicativos e, principalmente, sobre a necessidade de conciliar ferramentas com inteligência.

O grupo, super participativo, trocou experiências sobre tecnologias, hoje obsoletas, que eram pré-requisitos de contratação há poucos anos atrás. Claro que lembramos dos aparelhos de fax! Parece engraçado, mas saber operar um aparelho de fax era um diferencial na carreira das secretárias executivas. Hoje, virou peça de museu. Está aí o grande paradigma de trabalhar com tecnologia: ela muda, sempre e rápido. Foi por essa razão que a palestra foi montada na forma de dicas para o dia a dia, porque em pequenas doses, tudo fica mais fácil.

Compartilho com vocês a apresentação. Até a próxima ;)

Nike House of Innovation – branding e experiência

nike-branding-marketing-drops

Não é de hoje que a Nike dá show na hora de realizar ações que combinem elementos com o objetivo de reforçar o branding. O modelo de negócio Nike já deixa isso claro, a competência da empresa é baseada em três pilares: Marketing, Design e Inovação.

Já falamos sobre as excelentes campanhas de Marketing Esportivo da Nike no Marketing Drops e o case de hoje fala de outra vertente estratégica para a marca: o Ponto de Venda (PDV).

Em conjunto com a varejista inglesa Selfridges, a marca aproveitou o clima de Olimpíadas e a sport vibe da cidade de Londres para gerar experiência de marca de verdade. Dentro da loja, os “atletas de todos os dias” participavam de desafios, competições, exposições e tinham a chance de estar em ambientes de teste de produtos totalmente exclusivos.

O digital estava lá para dar uma força – sensores captavam os dados que eram transmitidos em um telão e também podiam ser compartilhados em redes sociais.

Para os céticos em investimento de Marketing focado apenas em branding, a glória: A ação era de venda também! O produto? Nike FuelBand, a pulseira da marca que mostra dados sobre treinos (dança, caminhada, corrida, basquete, etc.) em smartphones. A partir dela é possível acompanhar seu progresso na atividade, compartilhar resultados com amigos em redes sociais e traçar desafios e metas.

Se você tem um case de experiência de marca pra contar, compartilha com a gente! :)

Gigya – aplicativos para infra estrutura social

gigya-aplicativos-midias-sociais-software-camila-renaux

No dia a dia da gestão de mídias sociais costumamos usar métricas e padrões um pouco diferentes daqueles usados no dia a dia dos negócios. Fala-se muito em capital social, engajamento, sentimento, índices de interação, e por aí vai. Todos esses indicadores são tentativas de mensurar resultado e gerenciar canais de forma efetiva. Um termo novo e cada vez mais frequente para esse extenso dicionário é a “infra estrutura social” – aplicativos, plataformas, sites e widgets que criam experiências sociais verdadeiras para usuários e insights importantes para as marcas.

O Gigya é um exemplo clássico de aplicativo para infra estrutura social baseado em conteúdo, APIs para integração e segurança de dados, com 4 aplicações:

1. Plugings Sociais

Os plugings são integrados com redes sociais e incluem funcionalidades bem conhecidas por todos nós, “internautas”:  comentários, compartilhamento, classificações, análises, chat e newsfeeds. 

2. Gerenciamento de identidade social

O gerenciamento de dados sociais é viabilizado por níveis de permissão de acesso, relacionados ao perfil dos usuários e seus dados de comportamento. Essa aplicação inclui um sistema de registro em nuvem que suporta login via form, mídia social e single sign-on, este último permitindo que os diferentes sites de uma marca (hotsite promocional, site institucional e e-commerce, por exemplo) mantenham o usuário logado uma única vez, usufruindo de conteúdo exclusivo.  

3. Gamification

São as estratégias de interação entre marcas e pessoas, baseadas no oferecimento de incentivos. Como em um jogo, são oferecidas recompensas a quem realizar tarefas pré-determinadas. Os objetivos são bem específicos: divulgarrecomendar, avaliar e captar novos clientes. Um exemplo de mídia social baseada em gamification é o Foursquare, rede de geolocalização onde ganhamos pontos e badges. Na plataforma Gigya há uma série de plugins plug-and-play, todos customizáveis. Segundo pesquisas, as visualizações de página de e-commerce aumentam em até 800% quando há estratégias de gamification envolvidas.

4. Métricas

Além de orientar à resultado, essa é uma poderosa arma de adequação de conteúdo e oferta. É com essas informações que as marcas podem adequar suas estratégias.  Um dos maiores propósitos do Gigya é a segurança de dados e o opt in, já que ao integrar suas mídias com um site que use a infra estrutura social, você fornece informações – como as páginas que curte – à marca. Segundo o site SocialTimes, a utilização de aplicativos gratuitos pode lesar as diretrizes do Marketing de Permissão, já que costumam vender os dados de usuários para empresas de spam. Além dos indicadores qualitativos, há também os índices quantitativos. A integração com o GA é total, assim como outras plataformas de analytics e softwares de monitoramento de mídias sociais, em uma área developers muito bem feita. Lá também estão: Experian, Magento, SAP, salesforce, Oracle, Zoho, etc.

Se quiserem saber mais sobre social data, aqui tem um webinar que fala sobre isso.

Espero que tenham gostado do tema sobre aplicações e infra social! Esse post não é patrocinado, mas tenho o maior prazer em indicar ferramentas de sucesso. Aos interessados em conhecer mais sobre o Gigya – entrem em contato!