O papel das redes sociais na enchente em #Blumenau

uso de midias sociais na enchente blumenau

Na última quinta feira (08/09/11) a Defesa Civil de Blumenau – cidade natal do Marketing Drops – começou a divulgar os boletins de alerta para enchentes. Esses relatórios com a medição do Rio Itajaí-Açu são postados na Internet e em tempos de chuva viram obsessão para os blumenauenses. Com o medo de nova catástrofe gerando milhares de acessos, os servidores caíram.

Uma incrível massa de tweets e posts no Facebook começou, e entre eles, estava a divulgaçao do blog CHUVÔMETRO – um sistema de medição não oficial, mas extremamente assertivo. Estava lançada a pedra fundamental das mídias sociais nas grandes catástrofes: a população recorre à web para informação e lá, quem gera a notícia é o usuário. Oficial ou não, pouco importa.

Uso das redes sociais na cobertura da enchente em Blumenau

Um morador recebeu um telefonema informando que parte de sua família estava ilhada, buscando abrigo no telhado da casa e que, entre os adultos, haviam 3 crianças. Sem sucesso com a Defesa Civil, postou o pedido de socorro no Twitter. Confira um trecho da viralização da mensagem até a resposta oficial – via Twitter da Prefeitura de Blumenau:

Moradores pedem socorro via Twitter na enchente em Blumenau

 

Um outro ponto interessante é o uso das hashtags #EnchenteBlumenau #ChuvasSC. Voluntários filtravam os tweets pelas hashtags para que pudessem resgatar quem precisasse de auxílio!

Para aqueles que ficaram sem luz ou sinal wi-fi, os celulares foram a plataforma utilizada, que podiam ser carregados nos carros, ilhados em meio ao caos. O próprio Marketing Drops sofreu com isso:

Tweet relata a situação em Blumenau durante a enchente

Pelo Facebook e pelo Twitter, o pedido era que fotos e informações fossem postadas. Por que? Para informar, alertar os ilhados sobre a situação. O usuário fez o papel do jornalista. Tá aí o grande paradigma das redes sociais: cada um de nós é mídia. E tudo isso em tempo real.

O uso do Facebook na enchente de Blumenau em 2011

 

Facebook é usado como plataforma de informação na enchente de Blumenau

 

O Youtube também foi usado pelos blumenauenses:

Uso do Youtube para informar sobre a enchente em Blumenau

Os próprios jornalistas de emissoras como a Ric Record e RBS TV (Globo) buscavam resultados nas redes sociais para divulgar nos boletins e plantões. É o fluxo de informação mudando e a estratégia de conteúdo virando centro das atenções. O Portal R7 informou: “Embora os internautas tenham colocado diversas fotos das chuvas em Santa Catarina nas rede sociais, o leitor do R7 também tem a oportunidade de ter sua foto publicada no portal.” Mudança total do poder, que sai dos grandes clusters de comunicação para as mãos do usuário.

Sinal de novos tempos, não acham?

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

Marketing Drops esteve em Curitiba no dia 11/08 e conferiu o Digitalks Day e tudo que o foi falado pelos palestrantes. O objetivo do evento era discutir tendências em web e social media, sem ser técnico, focando nas estratégias.

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

O público era eclético: anunciantes, publicitários, jornalistas, agências digitais e offline, curiosos, estudantes de Comunicação e gerentes de Marketing ansiosos por entender mais sobre o mundo fascinante – e 100% mensurável – da web.

O objetivo desse post não é transmitir na íntegra cada palestra e sim, demonstrar em tópicos breves a essência do que foi discutido. Quem quiser saber mais sobre algum ponto específico, é só deixar um comentário ou entrar em contato com o Marketing Drops.

Stand do patrocinador Seekr no Digitalks

O dia começou com as palestras sobre Business Intelligence de Ari Meneghini da IAB BRASIL e Alex Banks, da COMSCORE. O que é Business Intelligence mesmo? Trata-se de um processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. Aqui quem faz a festa é o pessoal de Web Metrics (ferramentas: Ibope, NetRatings, ComScore, TGI, etc.), Web Analytics (ferramentas: Google Analytics, WebTrends, Omniture, Woopra, Yahoo! Analytics, etc.), da Pesquisa de Marketing (qualitativa e quantitativa), Estatística e também todos os profissionais de Social Media Metrics (ferramentas: Seekr, Radian6, LiveBuzz, etc.).

Palestras cheias de números e indicadores e algumas citações que resumem o cenário interativo no Brasil:

“O Orkut cresceu 30% no ano passado e não está morrendo. São 32 milhões de usuários que não devem ser ignorados. O que está acontecendo é apenas um overlap de audiência.”

“No Brasil, tudo que conecta pessoas parece dar certo.”

Após o coffee break, a palestra de Marcelo Abrileri da MOL deu pistas sobre ações assertivas em Marketing Online e Gabriel Kenski da MEDIA FACTORY foi categórico: “Profissional de Comunicação que odeia matemática está fora do mercado web, aqui tudo tem que ser medido e quem não sabe calcular ROI não terá sucesso”. Aliás, essa foi uma citação constantemente repetida pelos palestrantes, acostumados com o dia a dia de mensuração constante.  Gabriel deu uma mini aula de Matemática Financeira e mostrou fórmulas sobre taxa de conversão, ticket médio, ROI, resultados e margem de lucro, além de compartilhar um case interessante da GE Money no Brasil.

 

Depois do almoço, hora das mulheres palestrarem: Adriana Sonu da ABRIL e Manuela Villela do GOOGLE deram show. Adriana falou de moda, agregadores de ítens, e-commerce de luxo, usabilidade, navegabilidade e novas plataformas para quem quer vender moda na Internet. Cases expostos: Click-`a-Porter, Net-a-Porter e Brand’s Club. Manuela fez uma palestra dinâmica e cheia de cases, mas o destaque fica para o que o Google considera as grandes tendências para web: busca local (potencializada pelos uso de celulares, quando você está em Curitiba no Digitalks e procura pelo melhor restaurante japonês próximo ao Hotel Pestana, por exemplo), mobile e suas vertentes (o exemplo anterior já dá pistas do que vem por aí), plataformas sociais (lembram que tudo que conecta pessoas parece dar certo no Brasil?) e streaming (eventos e shows transmitidos ao vivo pelo Youtube).

Leandro Ferrari da AUNICA falou sobre a incrível Tagnologia, um sistema de categorização e tagging (dar nome, identificar) para toda a informação presente na web, sendo um dos sustentáculos da web semântica ou 3.0, a Internet que sabe o que você quer e o que você procura com base em suas “migalhas” e rastros de navegação.

Casa cheia no Digitalks Day Curitiba

Rodrigo Tigre, da BOLSA DE MULHER fez um fashback do surgimento da web, contando a história desde as épocas de Tim Berners-Lee e traçando paralelos com a TV, o celular e o cinema. Falou de software, hardware, daquilo que foi tendência mas não ficou (como os palms) e deixou claro que é na integração de telas que mora o futuro da Internet no Brasil. Trouxe muitas dicas para quem é da blogosfera e mostrou caminhos sensacionais para unir conteúdo de qualidade com publicidade. Um dos cases foi o da Intimus, que usava o Bolsa para dar dicas de moda para primavera (que tinha no Floral sua maior tendência) e na sequência entrava a vinheta sutil, falando sobre o novo absorvente íntimo com estampas florais. Os vídeos bem feitos e adequados ao público eram a prova de que para estar bem na Internet é preciso fazer gestão de conhecimento – gerar conteúdo relevante, 24/7. Rodrigo também falou do filme Desenrola, um projeto voltado aos teens com verdadeiro engajamento em social media. Além de casting online o filme lançou uma série de ações (antes do lançamento oficial do filme): blog, presença digital, concurso de beijo cinematográfico, concurso de arroto com a Coca Cola e um concurso de bandas que queriam aparecer no filme.

Caio Bottiglieri, da NOKIA, mostrou que uma estratégia de cauda longa (aguardem posts exclusivos sobre isso aqui no blog) aliada ao Oceano Azul – fazer diferente da concorrência – pode funcionar. Indo contra a corrente dos smartphones, Caio apresentou dados que comprovam a penetração de aparelhos sem acesso à Internet no Brasil e como as ações voltadas ao envio de SMS dão certo dentro da estratégia da Nokia. Você esperava algo assim em um evento de Internet? Mostra o quanto a integração entre mídias é essencial!

Doug Ribas, do PagSeguro, falou sobre as perspectivas do e-commerce no Brasil. Mostrou números, falou sobre o que vem por aí e compartilhou cases sobre esse segmento em consolidação no Brasil e como o PagSeguro está presente nesses momentos estratégicos.

Fábio Ricotta falando sobre SEO

O Digitalks terminou com a palestra de Fábio Ricotta da Mestre SEO, uma referência em Search Engine Optimization (Marketing de Busca). Numa palestra animada e cheia de brincadeiras, Fábio deixou o lado técnico de lado e mostrou uma forma simples para estar bem colocado nas buscas: ser referência sobre um assunto. Dicas: procure dúvidas de usuários nas mídias sociais e as responda, dê palestras, crie um blog, monte um canal no Youtube com tutoriais, faça streaming de cursos, descubra o que seus seguidores do Twitter querem saber para postar conteúdo efetivamente relevante (a ferramenta export.ly ajudará você nessa tarefa) e mostre seu conhecimento! A palestra está disponível no Canal Slideshare do Fábio.

Para saber mais, acesse o site do Digitalks e programe-se para estar presente no próximo evento.

The Inside Experience – Um filme interativo

Intel e Toshiba formaram uma joint venture de comunicação para produzir um vídeo diferente: o projeto Inside – The Social Film Experience, um filme interativo. Em formato Advergame – marcas que vendem entretenimento na forma de publicidade ou publicidade na forma de entretenimento – o filme gerou impacto até pelo casting, que foi feito pelo Youtube, garantindo ao melhor vídeo a participação no filme, com direito a ter o nome nos créditos, como manda o figurino.

Enredo: a personagem  Christina, misteriosamente presa em um quarto, usa um acesso à Internet para pedir ajuda em suas mídias sociais, na tentativa de descobrir por quem é mantida prisioneira e como poderá escapar. Quem são os amigos nas mídias sociais? Os espectadores. São eles que dão pistas à Christina pelo Twitter e deixam conselhos em seu mural no Facebook. Os posts feitos pelo site que melhor se encaixaram no enredo foram incorporados à trama.

Por trás das câmeras temos o diretor de fotografia de Avatar e o diretor de Smallville e Paranóia. A personagem Christina é vivida pela atriz Emmy Rossum, que protagonizou a versão cinematográfica de O Fantasma da Ópera.

Não podemos esquecer dos outros dois personagens do filme de entretenimento social, o notebook Toshiba Satellite® P775 series equipado com o processador Intel® Core™ i7 – famoso pelo slogan “Intel inside” –  e uma conexão à internet não rastreável. Forçado? É, um pouco. Faz parte do show.

Detalhes interessantes para a turma do Marketing:  Era possível acompanhar o projeto através do site www.theinsideexperience.com, no Facebook em facebook.com/theinsideexperience e no Twitter, seguindo @theinsideexp ou pela hashtag #theinsideexperience.  Sabe o que mais o site da ação permitia? Saber mais sobre o notebook Toshiba Satellite P775 usado no filme, em http://theinsideexperience.com/product.

.Ousado? Inovador?  Ou simplesmente “Marketeiro” do lado negro da força, que quer parecer sem efetivamente ser?

Inbound Marketing – o que é isso?

inbound marketing para empresas

Inbound Marketing (IM) é um termo técnico para aquele ditado que diz: cuide de seu jardim ao invés de correr atrás das borboletas.

O símbolo do IM é um imã, já que o foco é gerar conteúdo interessante e relevante para que sua marca seja encontrada por seus clientes e potenciais clientes. Ao invés de gritar sua mensagem aos quatro cantos e aguardar pela aproximação do mercado, as práticas de IM atraem clientes altamente qualificados. É segmentação total! Uma mudança radical, não é? Estratégias assim enfraquecem quem tem medo de posicionamento – lembre-se: quem tenta agradar a todos, não consegue agradar ninguém – e aqueles que abusam de técnicas pouco direcionadas e que se intrometem na vida das pessoas como o telemarketing ativo, anúncios, pop ups, propagandas na TV, spam, etc. É ir além do opt in (Marketing de Permissão, quando o cliente aceita receber qualquer coisa da empresa) e demonstrar que quem ensina vira referência de inovação, alcança o topo das buscas e, como não podia deixar de ser, vende mais.

Para entrar nessa vertente, você vai precisar dos seguintes ingredientes:

Conteúdo: ensine seu cliente sobre seu mercado: dê dicas, monte tutoriais, crie uma wiki, faça manuais, monte um blog, estruture e-books, crie vídeos ensinando-os a mexer em seus produtos. A moeda de hoje é informação. Mostre que a sua empresa não tem medo de compartilhar conhecimento. Levante essa bandeira!

SEO: a otimização para mecanismos de busca ou Search Engine Optimization (SEO) é estrela dessa vertente. Os clientes não passam mais horas ao telefone ligando para quem possa ajuda-los. Entram no Google e digitam aquilo que precisam saber. Facilite aos clientes em potencial encontrar o seu conteúdo. Uma dica é otimizar seu site para melhor se posicionar nos resultados das buscas, onde a maioria dos consumidores começam o processo de compra. Quem gera conteúdo e está engajado nas mídias sociais já ganha pontos importantes que o lançarão para o topo nas buscas, mas usar outras estratégias é importante. Dedicarei mais posts ao tema :)

Mídias sociais: viralizam o conteúdo e aproximam a empresa dos clientes, afinal, você precisa conhecer as dúvidas do mercado e estar perto de quem precisa da sua ajuda. Algumas mídias sociais são o veículo para ensinar/informar, como o Scribd, Slideshare, a Wiki, blogs, etc.

Vontade: sua equipe está pronta para isso? Sua empresa acredita nisso? Aqui o que vale não são as contas estratosféricas cheias de cifras das grandes agências e sim, o engajamento da empresa. Eu poderia dizer que social media se faz “de graça”, já que não há custo para montar um perfil no Twitter, por exemplo. Mas a verdade é que Inbound Marketing toma tempo e você vai precisar dedicar algumas horas a isso. Bem, tempo é dinheiro!

Esta é uma grande oportunidade para empreendedores e pequenas empresas! Aqui, todos são iguais. Na gestão do conhecimento, fica viável competir com quem é grande, já que muitas vezes, quem é pequeno sabe mais.