Criando um blog de casamento com presentes virtuais

O post de hoje será um pouco diferente, vou passar dicas para aqueles que buscam estruturar um blog de casamento. Antes que o pessoal de Marketing Digital diga que isso não agrega nada para eles, vou explicar porque escolhi esse tema:

Esta é uma excelente oportunidade para cerimonialistas, organizadores de eventos, freelas, agências que busquem um nicho e até mesmo para os casais que queiram reforçar o Marketing Pessoal. Duvida disso? O Google Insights for Search não me deixa mentir (reparem no pico de buscas em abril e maio)!

 

print do google insights for search

 

Vamos ao passo a passo?

1. Crie uma conta no WordPress

Você pode criar uma conta no Blogger, mas os convidados (que geralmente não são só jovens) esperam ver algo parecido com um site – com menus – do que um blog propriamente dito – com scrollbar e posts. Para ter um espaço com cara de blog, crie um menu com este propósito. O WP é muito mais customizável e isso não tem preço!

 

botão iniciar do wordpress

 

Clique na opção ”entre agora” e escolha um tema (um modelo para o seu site, são milhares de modelos gratuitos) e, se quiser, um domínio .com (custa uns 19 dólares por ano). Dica: você pode ir testando temas aleatoriamente até encontrar o melhor, mas fique de olho na arquitetura da informação (menus, diagamação de conteúdo, banners, etc.). Para auxilia-los, indico este tutorial e também este passo a passo. Se preferir, tente uma vídeo aula sobre como escolher o tema do seu wordpress.

2. Personalize seu blog

Comece pensando no perfil dos seus usuários, como eles se comportam na hora de navegar pela web. Como disse no tópico acima, alguns convidados podem ter dificuldade em buscar informações através de posts. Crie um fluxo de navegação agradável e pense na diagramação do conteúdo. Qual a coisa mais importante a ser dita? E a menos importante? Lembre disso na hora de ordenar seus menus. Para dar uma mãozinha nessa etapa, indico mais um tutorial e também algumas vídeo aulas:

Como criar menus

Como adicionar e editar páginas

Como postar e adicionar imagens

3. Conteúdo

Em primeiro lugar, ele deve ser relevante. Não é aconselhável ficar de “mimimi”, falando somente de amor. Os convidados querem informação, praticidade e agilidade. Linguagem espontânea e parecida com a dos noivos cria empatia. Seja breve, na web apenas passamos os olhos pelo texto..

modelo para menu de blog de casamento

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4. Crie uma página de presentes

A etiqueta diz que os noivos não devem pedir dinheiro aos convidados, mas sabemos que essa é uma realidade comum e que sair em busca de listas em lojas físicas é um fardo aos convidados. Minha sugestão é criar metáforas, o que deixa os presentes mais pessoais, mas permite que os noivos recebam dinheiro sem parecerem mal educados. Com sua página de presentes criada, conforme explicado no ítem 2, vamos ao passo a passo:

– Crie uma conta no PagSeguro. Eles cobram uma taxa sobre o valor, algo em torno de 5% a 6%, mas permitem pagamento via boleto, cartão, depósito, etc. Na minha opinião, vale a pena!

– Crie o link para o check out do PagSeguro. Basta usar o modelo abaixo, modificando apenas o que estiver em destaque colorido para a sua realidade.

 

https://pagseguro.uol.com.br/security/webpagamentos/webpagto.aspx?email_cobranca=seuemail@dominio.com.br&tipo=CBR&moeda=BRL&item_id=1&item_descr=nomedopresente&item_quant=1&item_valor=30000&frete=0&peso=0

Vermelho = e-mail cadastrado no PagSeguro;

Azul = nome do presente (descrição);

Lilás = valor do presente com os zeros sem vírgula, se for 300 reais fica 30000.

– Suba a imagem escolhida para representar os presentes. No campo legenda insira o nome e valor do presente. No campo link da imagem, cole o link que você customizou conforme o modelo acima.

Pronto! Você já tem uma vitrine de presentes para curtir os preparativos do casamento sem sustos!

Seus convidados podem adquirir os itens da sua vitrine e o valor será depositado na sua conta PagSeguro – podendo ser transferido para a sua conta corrente posteriormente. Reparem no modelo abaixo:

presentes de casamento via pagseguro


OBS: Se você tiver conhecimento em HTML/CSS, é possível usar as tags que o PagSeguro disponibiliza para botões de pagamento. Também é possível usar a API PagSeguro para fazer uma integração completa. O objetivo desse post é auxiliar pessoas sem conhecimento técnico e que utilizem templates gratuitos e não instalados, visto que dificilmente permitem a edição de HTML.
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Gostaram?! Fácil, não é?
Se surgirem dúvidas, basta entrar em contato :)

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Derrubando mitos de Marketing Digital

mito de marketing digital

Ser planejamento e gerente de projetos em uma agência digital permitiu que eu conhecesse diversos perfis de clientes – desde aqueles que tinham na web seu core business, até aqueles que não possuíam nenhum tipo de presença digital.

Existem alguns mitos que aparecem em reuniões de briefing e que merecem ser compartilhados. Derrubar mitos é um dever da classe de Marketing Interativo, que tem a capacitação e aprendizado dos clientes como uma atividade diária. Lembrem-se: se os seus clientes não sabem o que é monitoramento de mídias sociais, eles não saberão porque devem monitorar; se não sabem o que é SEO, não saberão porque devem investir em link building e assim por diante. Ensinar é entregar valor e auxiliar na percepção do benefício entregue. 

1. Não preciso investir em Marketing porque já estou investindo em Marketing Digital

Eu também gostaria que esse mito fosse verdade, deixaria tudo tão mais fácil. Mas não é bem por aí. Marketing é sempre holístico, ele é processo gerencial. Envolve um mix (produto, distribuição, pricing, pessoas, comunicação e evidências físicas) e para o sucesso ser alcançado, é preciso haver integração, unidade. Mostre ao seu cliente que antes de pensar em ações como “quero fazer link patrocinado”, ele precisa possuir uma proposta de entrega de valor e diferenciais competitivos consistentes – a estratégia vem primeiro. Quais os diferenciais dessa marca? Por que ela é melhor que os concorrentes?

Para uma empresa estruturar um e-commerce, por exemplo, é necessário ter processos estruturados. Não é apenas inserir um botão “comprar” no site. Palavras chave: ERP, integração, equipe, responsáveis, finanças, target, prazos, logística interna, comunicação, expertise em web, políticas, gestão, métricas e indicadores – tudo no offline, não é?! Online e Offline não existem, é sempre uma coisa só. O bolso é um só também, então esteja preparado para capacitar seu cliente e pensar de forma estratégica. Sem esse esquema tático pensado e pronto para rodar o resultado é – quase sempre – o fracasso.

Ouvi de um cliente uma pergunta em tom preocupado:

– Camila, por que tenho tantos acessos e pouca conversão?

Me ajeitei na cadeira para começar um relato sobre Marketing Digital e antes que eu começasse ele mesmo respondeu:

– Hmm, pensando bem, meu suporte é terrível e meu produto tem tantos problemas… Você já havia me explicado isso…

Levo essa frase na minha lembrança profissional como um momento de quebra de paradigmas, uma vitória. Eu havia ensinado algo para essa marca!

2. Os investimentos em Marketing Digital são praticamente zero, afinal tudo lá é de graça

Criar uma conta é de graça, mas engajar sua audiência exige tempo – e tempo é dinheiro. Expertise, o famoso “saber fazer”, também costuma ter um preço.

Vamos voltar aos tempos de colégio? Pense nesse item como uma prova com consulta. Lembram como eram mais difíceis? Esse “de graça” é o livro para consultar. No final, a prova possui tantas perguntas estratégicas, que saber o conceito torna-se pouco. É necessário confiança mútua para o entendimento entre fornecedor e cliente, para mostrar que você vai investir um determinado orçamento para AdWords, mas esse budget também precisa incluir busca orgânica (SEO), gestão e estratégia de links patrocinados – e lá vem conteúdo, Inbound Marketing, compreensão de concorrência pelo clique e tantas variáveis que podem – e devem – ser explicadas ao cliente.

Uma dica para amenizar essa dissonância é estar bem perto do cliente, sempre! Ligue, marque reuniões, esteja lá em momentos de crise e em momentos de calmaria, compartilhe artigos, tenha os contatos no seu comunicador instantâneo, tenha empatia: viva o dia a dia do seu cliente. No final, você ganhará amigos! Fees e jobs quase sempre tem como consequência uma grande amizade! Faz tudo valer a pena!

3. Meus problemas acabaram! Minha marca está oficialmente na web

Eu brinco que ter presença web é como ter um filho. Costumo chamar as aprovações de ultrassom, aquele tempo que você tem para se acostumar com a ideia de ser pai/mãe, pensar na saúde desse bebê, se preparar para a chegada dele. Quando seu cliente estiver oficialmente na web, esse é o momento em que seus “problemas” começaram! É necessário compreender que a agência não faz milagres sozinha, a participação do cliente é essencial na construção de uma presença digital.

Vou compartilhar uma percepção minha sobre estar na web, já que não comecei com Marketing na Internet, eu também iniciei no offline: gestores de Marketing precisam mostrar resultado, somos obcecados por informação, BI, banco de dados e afins. Na web tudo é mensurável! Mostre isso ao seu cliente, compartilhe os elogios dos clientes em social media, capacite-o para entender de monitoramento e mensuração, mesmo que seja somente uma breve explicação sobre o Google Analytics. Marketing Digital é um vício, é mundo tão incrível que, quando compartilhado e compreendido, jamais é abandonado. Faça a sua parte!

4. Pessoas? Mas não é na Internet?!

No fim, gestão é sempre sobre talentos, pessoas, equipe! It’s all about people.

Estude a estruturação de web e social team. Entenda ao menos o mínimo sobre gestão de projetos, é uma forma de fornecer esse serviço aos seus clientes. Sua marca vende algo para máquinas? Não, né? Há sempre uma pessoa apertando o botão “comprar”, um ser humano com dúvidas, anseios, medos.. Mesmo se a sua estratégia for B2B! Mostre isso ao seu cliente, explique sobre comportamento do consumidor e agregue isso à explicação sobre Arquitetura da Informação e Webdesign. Oriente-o sobre testes de usabilidade. Estude os processos dessa empresa/marca e aplique os conceitos para sugerir as competências da equipe responsável. Acho válido capacitar os colaboradores da empresa sobre web. Agrega tanto ao projeto! Empresas com centenas de funcionários e nenhum “Like” desses stakeholders na Fan Page da marca! São evangelizadores, uma parte valiosa do público alvo. Outra dica: gestores costumam estar atribulados demais para pensar em endomarketing, sugira uma série de palestras sobre boas práticas na web e agregue esse diferencial ao seu atendimento.

 

5. Eu só preciso de site bonito em um primeiro momento, o resto vamos implementando com o tempo

Beleza não põe mesa! Aqui cabe mais uma analogia com a vida real: é preciso ser bonito, mas também ter conteúdo. Os papas da usabilidade vão dizer que layout não importa, mas importa sim. Mas não significa que ele seja o foco de todo o esforço de Marketing. Toda vez que escuto isso, lembro dos sites construídos inteiramente em flash. Isso é um erro estratégico e este post explica o porquê. Como reverter isso: explique tudo sobre semântica, web standards, SEM (Search Engine Marketing) e otimização para motores de busca – a famosa trinca de “encontrabilidade” + experiência do usuário + Marketing de Conteúdo.

Sobre o ponto “ir fazendo com o tempo”, muito cuidado. Fazer Marketing Digital é como subir uma escada, existem patamares de e-maturity (estágios de maturidade na web) e não é aconselhável fazer mal feito para depois ir arrumando. Quando o cliente levanta essa bandeira, ele pode estar com medo do resultado alcançado x investimento realizado (ROI do projeto) não ser o que ele esperava. Mas usar essa estratégia é o barato que sai caro. Evite o efeito “Frankenstein”, de ir remendando o trabalho realizado. Crie um cronograma de ações sustentáveis, com começo, meio e fim em um ciclo de planejamento. Use os dados do monitoramento para sugerir novas ações e conseguir, de modo sistêmico e estruturado, alavancar os níveis de e-maturity da sua marca.

Espero que tenham gostado! Você já conviveu com algum mito de Marketing? Compartilhe aqui no Marketing Drops :)

O papel das redes sociais na enchente em #Blumenau

uso de midias sociais na enchente blumenau

Na última quinta feira (08/09/11) a Defesa Civil de Blumenau – cidade natal do Marketing Drops – começou a divulgar os boletins de alerta para enchentes. Esses relatórios com a medição do Rio Itajaí-Açu são postados na Internet e em tempos de chuva viram obsessão para os blumenauenses. Com o medo de nova catástrofe gerando milhares de acessos, os servidores caíram.

Uma incrível massa de tweets e posts no Facebook começou, e entre eles, estava a divulgaçao do blog CHUVÔMETRO – um sistema de medição não oficial, mas extremamente assertivo. Estava lançada a pedra fundamental das mídias sociais nas grandes catástrofes: a população recorre à web para informação e lá, quem gera a notícia é o usuário. Oficial ou não, pouco importa.

Uso das redes sociais na cobertura da enchente em Blumenau

Um morador recebeu um telefonema informando que parte de sua família estava ilhada, buscando abrigo no telhado da casa e que, entre os adultos, haviam 3 crianças. Sem sucesso com a Defesa Civil, postou o pedido de socorro no Twitter. Confira um trecho da viralização da mensagem até a resposta oficial – via Twitter da Prefeitura de Blumenau:

Moradores pedem socorro via Twitter na enchente em Blumenau

 

Um outro ponto interessante é o uso das hashtags #EnchenteBlumenau #ChuvasSC. Voluntários filtravam os tweets pelas hashtags para que pudessem resgatar quem precisasse de auxílio!

Para aqueles que ficaram sem luz ou sinal wi-fi, os celulares foram a plataforma utilizada, que podiam ser carregados nos carros, ilhados em meio ao caos. O próprio Marketing Drops sofreu com isso:

Tweet relata a situação em Blumenau durante a enchente

Pelo Facebook e pelo Twitter, o pedido era que fotos e informações fossem postadas. Por que? Para informar, alertar os ilhados sobre a situação. O usuário fez o papel do jornalista. Tá aí o grande paradigma das redes sociais: cada um de nós é mídia. E tudo isso em tempo real.

O uso do Facebook na enchente de Blumenau em 2011

 

Facebook é usado como plataforma de informação na enchente de Blumenau

 

O Youtube também foi usado pelos blumenauenses:

Uso do Youtube para informar sobre a enchente em Blumenau

Os próprios jornalistas de emissoras como a Ric Record e RBS TV (Globo) buscavam resultados nas redes sociais para divulgar nos boletins e plantões. É o fluxo de informação mudando e a estratégia de conteúdo virando centro das atenções. O Portal R7 informou: “Embora os internautas tenham colocado diversas fotos das chuvas em Santa Catarina nas rede sociais, o leitor do R7 também tem a oportunidade de ter sua foto publicada no portal.” Mudança total do poder, que sai dos grandes clusters de comunicação para as mãos do usuário.

Sinal de novos tempos, não acham?

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

Marketing Drops esteve em Curitiba no dia 11/08 e conferiu o Digitalks Day e tudo que o foi falado pelos palestrantes. O objetivo do evento era discutir tendências em web e social media, sem ser técnico, focando nas estratégias.

Tudo sobre o Digitalks Day em Curitiba

O público era eclético: anunciantes, publicitários, jornalistas, agências digitais e offline, curiosos, estudantes de Comunicação e gerentes de Marketing ansiosos por entender mais sobre o mundo fascinante – e 100% mensurável – da web.

O objetivo desse post não é transmitir na íntegra cada palestra e sim, demonstrar em tópicos breves a essência do que foi discutido. Quem quiser saber mais sobre algum ponto específico, é só deixar um comentário ou entrar em contato com o Marketing Drops.

Stand do patrocinador Seekr no Digitalks

O dia começou com as palestras sobre Business Intelligence de Ari Meneghini da IAB BRASIL e Alex Banks, da COMSCORE. O que é Business Intelligence mesmo? Trata-se de um processo de coleta, organização, análise, compartilhamento e monitoramento de informações que oferecem suporte à gestão de negócios. Aqui quem faz a festa é o pessoal de Web Metrics (ferramentas: Ibope, NetRatings, ComScore, TGI, etc.), Web Analytics (ferramentas: Google Analytics, WebTrends, Omniture, Woopra, Yahoo! Analytics, etc.), da Pesquisa de Marketing (qualitativa e quantitativa), Estatística e também todos os profissionais de Social Media Metrics (ferramentas: Seekr, Radian6, LiveBuzz, etc.).

Palestras cheias de números e indicadores e algumas citações que resumem o cenário interativo no Brasil:

“O Orkut cresceu 30% no ano passado e não está morrendo. São 32 milhões de usuários que não devem ser ignorados. O que está acontecendo é apenas um overlap de audiência.”

“No Brasil, tudo que conecta pessoas parece dar certo.”

Após o coffee break, a palestra de Marcelo Abrileri da MOL deu pistas sobre ações assertivas em Marketing Online e Gabriel Kenski da MEDIA FACTORY foi categórico: “Profissional de Comunicação que odeia matemática está fora do mercado web, aqui tudo tem que ser medido e quem não sabe calcular ROI não terá sucesso”. Aliás, essa foi uma citação constantemente repetida pelos palestrantes, acostumados com o dia a dia de mensuração constante.  Gabriel deu uma mini aula de Matemática Financeira e mostrou fórmulas sobre taxa de conversão, ticket médio, ROI, resultados e margem de lucro, além de compartilhar um case interessante da GE Money no Brasil.

 

Depois do almoço, hora das mulheres palestrarem: Adriana Sonu da ABRIL e Manuela Villela do GOOGLE deram show. Adriana falou de moda, agregadores de ítens, e-commerce de luxo, usabilidade, navegabilidade e novas plataformas para quem quer vender moda na Internet. Cases expostos: Click-`a-Porter, Net-a-Porter e Brand’s Club. Manuela fez uma palestra dinâmica e cheia de cases, mas o destaque fica para o que o Google considera as grandes tendências para web: busca local (potencializada pelos uso de celulares, quando você está em Curitiba no Digitalks e procura pelo melhor restaurante japonês próximo ao Hotel Pestana, por exemplo), mobile e suas vertentes (o exemplo anterior já dá pistas do que vem por aí), plataformas sociais (lembram que tudo que conecta pessoas parece dar certo no Brasil?) e streaming (eventos e shows transmitidos ao vivo pelo Youtube).

Leandro Ferrari da AUNICA falou sobre a incrível Tagnologia, um sistema de categorização e tagging (dar nome, identificar) para toda a informação presente na web, sendo um dos sustentáculos da web semântica ou 3.0, a Internet que sabe o que você quer e o que você procura com base em suas “migalhas” e rastros de navegação.

Casa cheia no Digitalks Day Curitiba

Rodrigo Tigre, da BOLSA DE MULHER fez um fashback do surgimento da web, contando a história desde as épocas de Tim Berners-Lee e traçando paralelos com a TV, o celular e o cinema. Falou de software, hardware, daquilo que foi tendência mas não ficou (como os palms) e deixou claro que é na integração de telas que mora o futuro da Internet no Brasil. Trouxe muitas dicas para quem é da blogosfera e mostrou caminhos sensacionais para unir conteúdo de qualidade com publicidade. Um dos cases foi o da Intimus, que usava o Bolsa para dar dicas de moda para primavera (que tinha no Floral sua maior tendência) e na sequência entrava a vinheta sutil, falando sobre o novo absorvente íntimo com estampas florais. Os vídeos bem feitos e adequados ao público eram a prova de que para estar bem na Internet é preciso fazer gestão de conhecimento – gerar conteúdo relevante, 24/7. Rodrigo também falou do filme Desenrola, um projeto voltado aos teens com verdadeiro engajamento em social media. Além de casting online o filme lançou uma série de ações (antes do lançamento oficial do filme): blog, presença digital, concurso de beijo cinematográfico, concurso de arroto com a Coca Cola e um concurso de bandas que queriam aparecer no filme.

Caio Bottiglieri, da NOKIA, mostrou que uma estratégia de cauda longa (aguardem posts exclusivos sobre isso aqui no blog) aliada ao Oceano Azul – fazer diferente da concorrência – pode funcionar. Indo contra a corrente dos smartphones, Caio apresentou dados que comprovam a penetração de aparelhos sem acesso à Internet no Brasil e como as ações voltadas ao envio de SMS dão certo dentro da estratégia da Nokia. Você esperava algo assim em um evento de Internet? Mostra o quanto a integração entre mídias é essencial!

Doug Ribas, do PagSeguro, falou sobre as perspectivas do e-commerce no Brasil. Mostrou números, falou sobre o que vem por aí e compartilhou cases sobre esse segmento em consolidação no Brasil e como o PagSeguro está presente nesses momentos estratégicos.

Fábio Ricotta falando sobre SEO

O Digitalks terminou com a palestra de Fábio Ricotta da Mestre SEO, uma referência em Search Engine Optimization (Marketing de Busca). Numa palestra animada e cheia de brincadeiras, Fábio deixou o lado técnico de lado e mostrou uma forma simples para estar bem colocado nas buscas: ser referência sobre um assunto. Dicas: procure dúvidas de usuários nas mídias sociais e as responda, dê palestras, crie um blog, monte um canal no Youtube com tutoriais, faça streaming de cursos, descubra o que seus seguidores do Twitter querem saber para postar conteúdo efetivamente relevante (a ferramenta export.ly ajudará você nessa tarefa) e mostre seu conhecimento! A palestra está disponível no Canal Slideshare do Fábio.

Para saber mais, acesse o site do Digitalks e programe-se para estar presente no próximo evento.

The Inside Experience – Um filme interativo

Intel e Toshiba formaram uma joint venture de comunicação para produzir um vídeo diferente: o projeto Inside – The Social Film Experience, um filme interativo. Em formato Advergame – marcas que vendem entretenimento na forma de publicidade ou publicidade na forma de entretenimento – o filme gerou impacto até pelo casting, que foi feito pelo Youtube, garantindo ao melhor vídeo a participação no filme, com direito a ter o nome nos créditos, como manda o figurino.

Enredo: a personagem  Christina, misteriosamente presa em um quarto, usa um acesso à Internet para pedir ajuda em suas mídias sociais, na tentativa de descobrir por quem é mantida prisioneira e como poderá escapar. Quem são os amigos nas mídias sociais? Os espectadores. São eles que dão pistas à Christina pelo Twitter e deixam conselhos em seu mural no Facebook. Os posts feitos pelo site que melhor se encaixaram no enredo foram incorporados à trama.

Por trás das câmeras temos o diretor de fotografia de Avatar e o diretor de Smallville e Paranóia. A personagem Christina é vivida pela atriz Emmy Rossum, que protagonizou a versão cinematográfica de O Fantasma da Ópera.

Não podemos esquecer dos outros dois personagens do filme de entretenimento social, o notebook Toshiba Satellite® P775 series equipado com o processador Intel® Core™ i7 – famoso pelo slogan “Intel inside” –  e uma conexão à internet não rastreável. Forçado? É, um pouco. Faz parte do show.

Detalhes interessantes para a turma do Marketing:  Era possível acompanhar o projeto através do site www.theinsideexperience.com, no Facebook em facebook.com/theinsideexperience e no Twitter, seguindo @theinsideexp ou pela hashtag #theinsideexperience.  Sabe o que mais o site da ação permitia? Saber mais sobre o notebook Toshiba Satellite P775 usado no filme, em http://theinsideexperience.com/product.

.Ousado? Inovador?  Ou simplesmente “Marketeiro” do lado negro da força, que quer parecer sem efetivamente ser?

Inbound Marketing – o que é isso?

inbound marketing para empresas

Inbound Marketing (IM) é um termo técnico para aquele ditado que diz: cuide de seu jardim ao invés de correr atrás das borboletas.

O símbolo do IM é um imã, já que o foco é gerar conteúdo interessante e relevante para que sua marca seja encontrada por seus clientes e potenciais clientes. Ao invés de gritar sua mensagem aos quatro cantos e aguardar pela aproximação do mercado, as práticas de IM atraem clientes altamente qualificados. É segmentação total! Uma mudança radical, não é? Estratégias assim enfraquecem quem tem medo de posicionamento – lembre-se: quem tenta agradar a todos, não consegue agradar ninguém – e aqueles que abusam de técnicas pouco direcionadas e que se intrometem na vida das pessoas como o telemarketing ativo, anúncios, pop ups, propagandas na TV, spam, etc. É ir além do opt in (Marketing de Permissão, quando o cliente aceita receber qualquer coisa da empresa) e demonstrar que quem ensina vira referência de inovação, alcança o topo das buscas e, como não podia deixar de ser, vende mais.

Para entrar nessa vertente, você vai precisar dos seguintes ingredientes:

Conteúdo: ensine seu cliente sobre seu mercado: dê dicas, monte tutoriais, crie uma wiki, faça manuais, monte um blog, estruture e-books, crie vídeos ensinando-os a mexer em seus produtos. A moeda de hoje é informação. Mostre que a sua empresa não tem medo de compartilhar conhecimento. Levante essa bandeira!

SEO: a otimização para mecanismos de busca ou Search Engine Optimization (SEO) é estrela dessa vertente. Os clientes não passam mais horas ao telefone ligando para quem possa ajuda-los. Entram no Google e digitam aquilo que precisam saber. Facilite aos clientes em potencial encontrar o seu conteúdo. Uma dica é otimizar seu site para melhor se posicionar nos resultados das buscas, onde a maioria dos consumidores começam o processo de compra. Quem gera conteúdo e está engajado nas mídias sociais já ganha pontos importantes que o lançarão para o topo nas buscas, mas usar outras estratégias é importante. Dedicarei mais posts ao tema :)

Mídias sociais: viralizam o conteúdo e aproximam a empresa dos clientes, afinal, você precisa conhecer as dúvidas do mercado e estar perto de quem precisa da sua ajuda. Algumas mídias sociais são o veículo para ensinar/informar, como o Scribd, Slideshare, a Wiki, blogs, etc.

Vontade: sua equipe está pronta para isso? Sua empresa acredita nisso? Aqui o que vale não são as contas estratosféricas cheias de cifras das grandes agências e sim, o engajamento da empresa. Eu poderia dizer que social media se faz “de graça”, já que não há custo para montar um perfil no Twitter, por exemplo. Mas a verdade é que Inbound Marketing toma tempo e você vai precisar dedicar algumas horas a isso. Bem, tempo é dinheiro!

Esta é uma grande oportunidade para empreendedores e pequenas empresas! Aqui, todos são iguais. Na gestão do conhecimento, fica viável competir com quem é grande, já que muitas vezes, quem é pequeno sabe mais.