Marketing Imobiliário na Internet – Parte I

Marketing Digital Imobiliário

Olá, leitores do Marketing Drops!

Tenho recebido alguns contatos de empresas do ramo imobiliário – imobiliárias, construtoras, corretores e agentes – questionando as melhores estratégias e ferramentas para usar a Internet e o Marketing Digital a favor dos negócios.

Como é muito pano para manga, vou dividir esse conteúdo em 2 posts, conforme o objetivo de cada etapa. Para facilitar o entendimento de todos vou usar a lógica do funil de vendas (também chamado de pipeline), um modelo que acompanha o cliente em sua jornada de compra e que tem tudo a ver com Marketing Digital e Inbound Marketing.

  1. Entrada no Funil: descobrir soluções
  2. Meio do Funil: escolher entre as opções de soluções encontradas
  3. Fim do funil: fechar negócio (e pós venda!)

De largada precisamos entender que ninguém no ramo imobiliário vende imóveis. Vende um sonho, o da casa própria, por exemplo. Também pode vender lucratividade, no caso de investidores. Ou ainda, vender serenidade, no caso de um inquilino. Entender o que a gente vende é muito importante. O ser humano pode até se considerar racional, mas são as emoções que dominam qualquer processo de compra. No caso de imóveis, um processo de alto envolvimento. Não é o tipo de aquisição que se faz por impulso, como quando compramos chocolate no caixa do supermercado. Credibilidade, solidez e idoneidade são atributos desejados em compras de alto envolvimento.

Mas cada imobiliária ou corretor pode dar personalidade própria ao negócio, algo que chamamos de branding ou construção de marca. Ser sério e correto não significa ser mal humorado ou sisudo. Ser vibrante e positivo não significa ser “bobo” e levar tudo na brincadeira. Quando falamos de vendas, falamos em empatia. Não se trata apenas de sorrir e sim, de se colocar no lugar do outro. Parece simples, mas não é. E faz verdadeiros milagres em negócios imobiliários.

Outro ponto importante a ser esclarecido é o caráter de intermediário que as imobiliárias e os corretores possuem. Pode ser difícil de administrar, mas a imparcialidade sempre será fundamental. O corretor funciona como um diplomata, mediando os interesses entre comprador e vendedor, proprietário e inquilino. Quem puxa só para um lado pode ter problemas lá na etapa 3, que é o momento de fechar negócio e manter o cliente ativo na carteira, um momento mais olho no olho e sem tanta influência do Digital.

Feita essa introdução, vamos às dicas para ter sucesso na etapa número 1, a de atrair clientes no mercado imobiliário:

Marketing de Busca

Que atire a primeira pedra quem não se maravilhou quando acessou o Netflix e descobriu a busca refinada e a sugestão de vídeos com base em seus gostos e preferências.

A vida imita a Internet e nesse momento o Google é nosso melhor amigo. Faça buscas por termos como “apartamento bairro tal” ou “sala comercial centro cidade tal” e perceba quais são os primeiros resultados. Sobre o que falam as páginas? Os primeiros lugares são ocupados por profissionais e empresas respeitados? Aprenda com eles.

Search Engine Optimization (SEO ou Otimização para Motores de Busca) é regra essencial para o sucesso na Internet. Invista em um bom curso e aprenda mais sobre o tema. Recomendo o curso online da Mestre Academy pela comodidade e qualidade, mas caso prefira presencial, procure opções em sua cidade. Leia artigos sobre o tema, especialmente os focados em conteúdo e que vão além da parte técnica. Aqui tem um check list bem simples para você avaliar seu site, é gratuito!

Manter um site atualizado, de qualidade, com conteúdo único é pré requisito. No segundo post da série sobre Marketing Imobiliário falaremos mais sobre o site ideal, mas até lá busque estudar o que os sites bem colocados no Google tem em comum, navegue por eles, imagine-se procurando algo como cliente e veja se é atraído pelos resultados de busca.

Canais Estratégicos

As redes sociais também entram como ferramenta de encontrabilidade. O Youtube é o segundo maior motor de busca do mundo, perdendo apenas para o Google Search. É interessante pensar em manter um canal por lá, já que ainda há pouca concorrência quando comparado com outras mídias sociais. O Facebook, que possui 97% dos internautas brasileiros, é a rede onde você pode focar seus esforços. Permite uso de imagens, vídeos, transmissões ao vivo e tem grande efeito viral, já que é possível marcar amigos, comentar e compartilhar conteúdo. Aqui neste post você encontra 50 dicas para sucesso no Facebook, com certeza irá ajudar!

Aposte em conteúdo específico e de qualidade para redes sociais. Conte com uma agência, profissional ou freelancer para garantir imagens bonitas e textos bem redigidos. Nesse momento, queremos ser vistos! Estamos colocando iscas em nossa presença digital, garanta que sejam atrativas e que estejam de acordo com os anseios do público alvo.

E por falar em público alvo, o conheça bem. Aqui tem um post que pode ajudar a entender como delimitar o público de sua imobiliária. É com base nessa delimitação que será possível tomar a decisão de ir além de canais amplos como o Facebook e Youtube para entrar em canais mais segmentados como o Instagram, que possui forte apelo visual, e o Snapchat, que tem maior concentração de mulheres e jovens. No Twitter, costuma haver maior incidência de homens ávidos por informação e que apreciam tecnologia. No Linkedin estão os investidores, executivos e empreendedores – outro público de interesse.

Não podemos esquecer do Whatsapp, queridinho entre os mais velhos. Mesmo que fora das redes sociais, o público acima dos 50 anos usa – e muito – o aplicativo mobile preferido dos brasileiros. Cuidado com spam! Seja criterioso e cuidadoso com listas de transmissão e grupos. O “Whats” tende a funcionar mais como ferramenta de pós venda – nosso terceiro post – do que como ferramenta de atração, mas inserir o número do celular em anúncios e reforçar que possui o app traz ótimos resultados.

Apareça!

Tanto no Google como nas redes sociais será interessante investir em anúncios! Não tenha preconceitos, teste possibilidades e busque ajuda especializada, seja de uma agência, profissional terceirizado ou do próprio Google.

O Google disponibiliza até mesmo consultorias por telefone para anunciantes, mesmo os mais inexperientes podem aprender e arriscar mais. Esteja no Google Meu Negócio, é gratuito e os resultados são expressivos. Aqui neste link você aprende como criar sua página sem mistérios.

Outra dica é usar a Internet em sinergia com o offline. Ter Comunicação Integrada é sim um diferencial. Sabemos que poder anunciar em revistas, jornais e outdoor é um luxo para poucos, por isso, se puder contar com a parceria de outros players, como construtoras, tire proveito disso. Da mesma forma, o relacionamento pode ajuda-lo a aparecer mais através de grupos de discussão, especialmente no Facebook. Peço apenas bom senso, não saia adicionando toda a lista de amigos e marcando 75 pessoas a cada postagem, como se não houvesse amanhã! É inconveniente, deselegante e desnecessário.

Seja visto e lembrado

Os vídeos curtos que mostrem o imóvel e equipe de corretores estabelecendo diálogos com os clientes, olhando de frente e em linguagem simples tendem a ter bons resultados. Vídeos são materiais fáceis de consumir através do celular, possuem forte apelo visual e tem grande poder de penetração em diferentes públicos. Nem todos gostam de ler ou ouvir, mas quase todo mundo se prende ao visual – especialmente na hora de “conhecer” um imóvel. Uma vantagem desse tipo de formato é que ele é a grande aposta das redes sociais e pode chegar mais fácil de forma orgânica ao seu cliente. Facebook, Instagram e Youtube – e o Snapchat – brigam por fatias de mercado e isso ajuda a impulsionar vídeos nas redes sociais. Vamos aproveitar esse momento :)

É importante pensar em anúncios e conteúdo em portais e classificados. Na prática, tem se mostrado mais eficaz do que manter um blog próprio ou fazer anúncio e parceria com blogueiros e formadores de opinião. Cada região costuma ter seu canal mais expressivo e para selecionar os melhores o segredo é a dupla testes + análise de resultados. Medir quantos clientes chegam pelo canal é primordial. Vale até manter uma linha telefônica exclusiva, assim é possível contar o número de contatos de forma bem mais prática.

Dica: Sempre oriente telefonistas e colaboradores a questionar o cliente sobre como encontrou a imobiliária. Medir dá trabalho, mas vale a pena!

Quando medimos contatos podemos descobrir que a boa e velha placa é a melhor ferramenta para o seu público. Mas como estamos cada vez mais envolvidos com o mundo digital, é importante importante convergir canais – informar Whatsapp e Facebook na placa, por exemplo. Anúncios e presença estruturada no Waze e Google Maps podem ser um divisor de águas para certos públicos.

Para fechar, um conselho. Cuidado com reputação. Visibilidade é bom, mas quando a visibilidade é negativa, o problema aumenta na mesma proporção. Tenha um plano para emergências e crises e sempre seja verdadeiro naquilo que comunica, anuncia e promete ao mercado. Muitas vezes na ânsia de aparecer mais acabamos exagerando benefícios e isso pode ser um tiro pela culatra. Acompanhe reclamações e elogios que aconteçam no Google Meu Negócio, Redes Sociais, Reclame Aqui, telefone e e-mail. O maior erro é a arrogância, achar que o cliente é o chato e ficar na defensiva. Vale muito mais a pena aprender com os erros e melhorar. Dói no começo, mas depois que evoluímos com o erro isso passa e nos orgulhamos da evolução.

Quais ferramentas e estratégias tem se mostrado mais eficazes na sua experiência? Compartilhe nos comentários :)

No próximo post falaremos sobre a retenção dos contatos gerados, especialmente sites e ferramentas de venda, como chats e automação de marketing digital. Fique de olho e até a próxima!

Marketing Imobiliário na Internet – Parte II

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Esse é o post campeão de acessos aqui no Marketing Drops!

O tema gera muitas dúvidas dos leitores apesar das  regras para promoções que envolvam concursos culturais e sorteios não serem tão novas assim. A principal mudança, que ocorreu com a publicação da Portaria 422 em 2013, tem grande impacto no nosso dia a dia: não é mais possível realizar um concurso dentro de uma rede social como o Facebook ou o Instagram.

Calma! Vamos entender isso melhor:

Essas regras já valiam há algum tempo. Alguns pontos foram acrescentados e outros itens esclarecidos, principalmente no que diz respeito ao entendimento que Ministério da Fazenda – que atua através da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico – tinha sobre o assunto. A portaria é longa e você pode ler na íntegra clicando nesse link aqui. Ao longo do post, compartilho um tutorial para esclarecer todas as dúvidas e um vídeo explicativo. Se joga!

Regras para Sorteios:

Todo tipo de promoção que envolva sorte (como os sorteios) precisa de registro na Caixa Econômica Federal para acontecer, esteja fora ou dentro de redes sociais.

– Esse registro leva, em média, 45 dias para ser efetivado. Por isso, não dá pra organizar aquele sorteio na web “do dia pra noite”, o planejamento tem que contar com esse período extra. Aqui está um hotsite completo sobre o tema, fornecido pela própria CEF.
– O registro tem sim um custo, que deve ser pago para a Caixa Econômica e varia de acordo com o valor total dos prêmios, conforme tabela abaixo:

Valor dos prêmios oferecidos Valor da Taxa de Fiscalização
Até R$1.000,00 R$ 27,00
De R$1.000,01 a R$5.000,00 R$ 133,00
De R$5.000,01 a R$10.000,00 R$ 267,00
De R$10.000,01 a R$50.000,00 R$ 1.333,00
De R$50.000,01 a R$100.000,00 R$3.333,00
De R$100.000,01 a R$500.000,00 R$10.667,00
De R$500.000,01 a R$1.667.000,00 R$33.333,00
Acima de R$ 1.667.000,01 R$66.667,00

A empresa deve enviar o pedido de emissão do boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização para a CN Promoções Comerciais, por e-mail (cepco@caixa.gov.br) ou por fax (61 – 3448-1402 ou 1403). Fonte: Caixa Econômica Federal (FAQ)
– Todo o funcionamento e a mecânica da promoção terão que ser aprovados pelos fiscais da Caixa, seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Solicitar à CAIXA o boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização, conforme vimos acima.
  2. A CAIXA emitirá o boleto para pagamento e enviará para sua caixa postal.
  3. Após o pagamento do boleto, encaminhar o requerimento, a documentação exigida e o comprovante de pagamento do boleto para a CN Promoções Comerciais, no seguinte endereço:
    CN Promoções Comerciais
    Setor de Edifícios Públicos Norte – SEPN 512, Conjunto C, Térreo
    Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva
    CEP 70.760-500 – Brasília/DF
    Obs: O setor de protocolo funciona de segunda a sexta, das 12h às 16h.
  4. Qual a documentação exigida, mesmo? :O Calma! Tá tudo aqui neste link.

E os concursos culturais?

Os concursos culturais, artísticos e desportivos não precisam de registro e era aí que todo mundo fazia a festa. Valia qualquer coisa para distribuir prêmios e gerar buzz, especialmente nas mídias sociais. Apesar de não precisar de registro, esse tipo de promoção precisa seguir regras, caso contrário, pode ser descaracterizada – o que tem consequências reais (veja tópico sobre penalidades no final do post).

O que pode descaracterizar um concurso cultural?

– A empresa não pode exigir que seu nome apareça na chamada, na mecânica ou no nome da promoção. O nome da empresa só pode aparecer para identifica-la como promotora do concurso nos materiais de divulgação. Essa regra inclui até as embalagens de produto, por isso, fique de olho! Aquela história de “Super concurso da marca X! A melhor frase que responder porque a marca X é tudo de bom ganhará vários prêmios XYZ” não são mais válidas. Também não é permitido exigir que o participante elogie a marca ou responda corretamente alguma coisa para participar.  Se a marca realmente quiser que seu nome apareça, vale pedir permissão prévia para a Caixa.

– As marcas não podem premiar o vencedor com produtos ou serviços da própria empresa, o que é super comum. A mecânica também não pode tornar obrigatório o uso de algum produto nem exigir que os participantes tenham contato com o produto para poder participar do concurso. Ou seja, se sua marca produz roupas, você não pode fazer um concurso cultural que dê essas roupas como prêmio.

– Pagar (mesmo que de forma indireta) para participar. Bem comum em concursos que exigiam acumular embalagens, lembram? Também não vale aquela história de “todos que comprarem o produto X estão participando automaticamente”.

– Exigir que o participante preencha dados detalhados em um cadastro (nome, e-mail, telefone, CPF, etc.) ou que responda à pesquisas para participar. Também não se pode exigir que o participante aceite receber material publicitário da empresa. Sabe aquela opção que sempre vem marcada no check box? “Aceito receber e-mail da marca X”, lá no final do cadastro? Isso descaracteriza um concurso cultural.

– Vincular a campanha a datas comemorativas como Natal, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia das Mães. A partir de agora sua empresa não pode batizar os concursos culturais com esses termos.

– A mais bombástica de todas as regras: Para ser legal, um concurso cultural não pode acontecer dentro de redes sociais – somente ser divulgado nesses canais. Na prática, implica que concursos culturais precisam de um hotsite ou outra plataforma externa para acontecer! Se a sua empresa realmente quiser utilizar redes sociais para promoções, é melhor utilizar uma modalidade que envolva sorte – como os sorteios – e registra-la junto à Caixa Econômica Federal. Cuidado com as regras do Facebook, que não permite o uso do curtir, comentar e compartilhar como critérios em promoções. Aquela história de “a foto mais curtida ganha” é proibida na rede social de Mark Zuckerberg.

Ok, minha marca quer realizar um concurso cultural. Como eu faço?

Nos links abaixo estão modelos de regulamentos de concursos culturais que seguiram todas as regras da Portaria para orienta-los.

Colgate Professional

Santander

Sabrina Sato

Dá sim para fazer ações criativas e que criam engajamento com o público \o/

O que acontece com quem descumpre essas determinações?

Multa no valor total da premiação. A empresa também pode ser obrigada a ficar até dois anos sem realizar qualquer tipo promoção, em qualquer canal! Na dúvida, consulte um advogado, este é o profissional mais indicado para orienta-los nestes casos. Alguns leitores aqui do blog entraram em contato para informar que foram denunciados por participantes das ações e também por concorrentes, por isso, siga as regras! O crime nunca compensa ;) Se a sua marca for denunciada, procure um advogado, é sempre o melhor a ser feito.

Como planejar ações a partir de agora?

A solução para tudo isso é investir em relacionamentos reais com seus consumidores para que eles se sintam genuinamente dispostos a interagir com a marca.

Planejamento e conhecimento também ajudam. Ainda dá para bolar concursos culturais “mais neutros”, que não tenham como objetivo mostrar a marca e sim, ouvir o consumidor. Hotsites serão armas poderosas para os profissionais de Marketing Digital e as redes sociais também podem ajudar na hora da divulgação. Aliás, isso é uma dúvida comum: está tudo bem divulgar as ações nas redes sociais, ok? O que não pode é realizar a ação lá. Divulgar e contar para todo mundo pode.

Outra dica é investir em mídia segmentada, no Google, no Instagram e no Facebook. Dá mais resultado e é mais fácil mensurar o retorno, mesmo para quem tem pouca verba para investir.

Não desanime e faça o que é correto! Até a próxima! :)

Como anunciar no Waze

como anunciar no waze

Segundo a reportagem do Jornal O Globo, o Brasil já é o segundo maior mercado do aplicativo social de tráfego Waze, com 6 milhões de usuários. Perdemos somente para os Estados Unidos! Ao redor do mundo o Waze conta com nada menos do que 50 milhões de usuários. O sucesso do aplicativo no Brasil pode ser explicado por algumas características bem particulares: problemas com trânsito nas cidades brasileiras, crescimento do número de smartphones no Brasil e a preferência nacional por tudo aquilo que é “social” – somos apaixonados por redes sociais.

Um outro ponto que chama a atenção é o volume de parcerias que a startup faz com prefeituras ao redor do mundo, sendo uma das mais fortes a realizada com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com apoio em TI, as atualizações nos mapas acontecem praticamente em tempo real. Achei surpreendente!

Para os usuários finais, o benefício é claro: você pode descobrir as melhores rotas, saber sobre acidentes e usufruir daquela sensação que tanto gostamos – de ajudar aos outros – um típico benefício intangível.

Mas e as marcas e empresas? Como podem usufruir do Waze?

1. Integrações

O sistema de busca do Waze é integrado com Foursquare, Bing e Google Maps. Para aumentar as chances de estar presente organicamente e sem custo em buscas através do aplicativo, é primordial que a sua empresa já possua iniciativas em outras redes, principalmente no Google Places for Business – a busca local do Google, que é dona do Waze.

Importante: o Waze pode limitar a abrangência das buscas em conexões em 3G, por isso, não há garantias de que sua marca aparecerá apenas por estar presente no Google Maps ou no Foursquare. A forma garantida é anunciar, que explico abaixo.

Como cadastrar minha empresa no Google Places for Business?

O mais importante é que sua empresa já possua uma conta no Gmail, para dar os primeiros passos na geolocalização do Google, acessando o site neste link.

O sistema é bem intuitivo e é super importante preencher com dados verdadeiros, já que é tudo “pra valer” e as mudanças podem levar alguns dias para serem indexadas. Para confirmar a propriedade da empresa, o Google envia um código exclusivo, chamado PIN. Ele pode fazer uma ligação para um telefone fixo ou então enviar isso via Correio, em uma correspondência em envelope oficial. Caso sua empresa possua URA – a unidade “robô” que atende telefones – será preciso usar a opção de correspondência. Dica: o envio do PIN via telefone é automático e o por carta costuma levar cerca de 15 dias.

Como cadastrar minha empresa no Foursquare?

Se a sua empresa já está presente no Foursquare (dica: procure por ela para ter certeza), recomendo a leitura desse excelente tutorial que explica como tornar-se dono de uma Venue – nome técnico para a sua empresa nessa rede social, em analogia livre, é a “FanPage” do Foursquare.

A partir disso, acesse essa página aqui e vá seguindo o passo a passo.

Você receberá uma carta oficial via Correio com um adesivo e um documento informando que aquela Venue pertence a sua empresa e poderá anunciar na rede social e usufruir de outros benefícios, como a realização de ofertas exclusivas e promoções para seus clientes.

2. Anuncie no Waze

As grandes marcas, como Bradesco, Samsung e TIM,  já iniciaram os testes com anúncios pagos no Waze e a tendência é que as pequenas e médias empresas também realizem iniciativas na rede social. Se você for um varejistas com ponto de venda físico, deve pelo menos conhecer essa possibilidade! Como tudo em Marketing Digital, não há garantias de resultado. Faça um teste, meça os resultados e os compare com outro tipo de mídia, para ter um referencial.

bradesco no waze

Montando seu anúncio

1. Acesse o site do Waze através de um computador e vá até o rodapé, na seção “Parceiros” > “Anuncie no Waze”. Este é o acesso para o painel do anunciante. Ponto fraco: é tudo em inglês, mas isso faz parte do dia a dia de quem trabalha na área, né?

2. Faça login com seu usuário e senha. É possível usar um usuário pessoal para anunciar, mas é comum que as empresas escolham utilizar um login “corporativo”. Ele não é diferente em funcionalidade, apenas uma escolha para organizar os logins da empresa, que não querem deixa-lo ligado a um colaborador.

3. Procure por seu endereço e na sequência, faça o upload de sua logo para que apareça em destaque no anúncio. Você também deverá escolher uma categoria para seu negócio (café, loja, floricultura, shopping, etc.)

4. É chegada a hora de inserir o nome da sua empresa, uma imagem customizada de 200 x 200 pixels e um pequeno texto que explica o seu negócio. Dica: inclua no texto algum benefício que chame a atenção, por exemplo em uma Cafeteria: “clientes do Waze ganham um brigadeiro”.

5. Nesta etapa você deve inserir um número de telefone, site, horário de funcionamento e ponto de referência. Nenhuma dessas informações é obrigatória, mas todas elas ajudam o seu negócio a ser encontrado.

6. Definição do orçamento: sempre que um anunciante comprar um anúncio ele terá validade de um mês e será pago por mil impressões (CPM). Além de mostrar a imagem (pin) da sua empresa, o Waze também a deixará visível nas buscas – o que vimos que nem sempre acontece de forma orgânica.

  • Preço por mil impressões: O próprio Waze fará a sugestão – baseada na concorrência – de quanto deve custar mil impressões do seu anúncio. O número de impressões vai depender da importância e do movimento da rua na sua cidade. No anúncio teste que fiz o Waze sugeriu o CPM entre $1.00 – $2.82 (sempre cobrado em dólares americanos). O preço mínimo do CPM é $1.00.
  • Orçamento mensal: Você pagará por mil impressões, mas deve definir o valor máximo que está disposto a pagar após um mês. Como as cobranças são feitas via cartão de crédito é importante estipular um limite, caso contrário o Waze exibirá seu anúncio para sempre e você não terá um valor para se basear e comprovar resultados. O valor mínimo por mês é $50.00.

7. Hora de inserir os dados do cartão de crédito. Assim como no Facebook, o Waze não aceita pagamento via boleto. O pagamento é feito como em qualquer transação, você insere os dados e o código de segurança e após alguns minutos (ou horas) o pagamento é aprovado pela operadora. Não esqueça de aceitar os “termos de uso” da rede social. Aguarde a confirmação de aprovação do anúncio e pronto! Ele será exibido enquanto durar o seu budget!

Para relembrar o passo a passo, um print do painel:

painel do anunciante no waze

Espero que tenham gostado. Até a proxima :)

Adendo Marketing Drops:

Alguns leitores reclamaram sobre a dificuldade em cancelar ou pausar um anúncio no Waze. É realmente uma pena, porque esse tipo de situação pode inviabilizar o investimento estruturado nessa mídia social.

Caso esteja passando por isso, envie um e-mail em inglês pedindo cancelamento e reembolso do valor “extra” que foi cobrado. O endereço de e-mail é este aqui: waze-ads-billing@google.com. Caso tenha dificuldades com o inglês, use o Google Tradutor, ajuda bastante.

Você pode saber mais sobre o tema no FAQ para Anunciantes do Waze.

Espero que dê certo!

Abraços,
Camila

Linkedin como ferramenta de Marketing para empresas

Linkedin para Empresas

Já falamos sobre o Tumblr e sobre o Instagram como ferramentas de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops. No post de hoje, é a vez do Linkedin!

Dica: É muito difícil falar de Marketing Digital sem falar de ferramentas e plataformas. A grande sacada é entender que a ferramenta é o que menos importa, a diferença é o que você faz com ela!

Então vamos lá: Como estruturar uma presença de sucesso para uma empresa no Linkedin, adotando estratégias de Marketing Digital?

1. Página de Empresa

O primeiro passo é garantir que a empresa tenha presença oficial na rede. Perfis pessoais são para pessoas, empresas devem ter páginas – as Business Pages do Linkedin. Aqui neste link temos um tutorial super completo sobre como criar uma página para empresas, mas vamos nos ater à informação que essa página deve conter:

Informações básicas e imagens: Preencha corretamente as informações obrigatórias, como endereço, número de colaboradores e website. Esses dados estarão destacados na página e transmitem profissionalismo para quem lê. Tenha carinho com as imagens, em especial a do banner, que é a imagem destacada da página. Empresas pequenas (entre 1 e 50 colaboradores) também podem – e devem – estar no Linkedin! Manter informações atualizadas e organizadas não é tarefa somente para as multinacionais, ok?

Resumo: É a área de maior destaque em uma Business Page no Linkedin e merece atenção especial. Um bom texto tem entre 2 e 4 parágrafos e explica a atuação da empresa, sua visão e também seus valores em formato de redação e não em tópicos, o que torna a leitura mais agradável. Uma dica importante é definir o tema da página, que pode ser mais institucional, como a do Itaú Unibanco ou mais focado em atração e retenção de talentos, como a da Microsoft.

Produtos e Serviços: Faça uma relação dos produtos e serviços ofertados pela empresa e explique-os brevemente – um parágrafo ou dois bastam. Recomendo o seguinte modelo para a redação do texto: 

– O que é o produto

– Para que serve? Que dor cura?

– Que benefício gera? Qual o resultado alcançado por quem compra?

As sub páginas de produtos permitem inclusão de banners, vídeos do Youtube, apresentações do Slideshare e, principalmente, espaço para recomendações. Clientes e evangelizadores da marca poderão deixar depoimentos em cada produto, incentivando a compra. A Business Page da HP é um excelente case de recomendações, são mais de 3.300!

2. Colaboradores Engajados

Além dos benefícios óbvios para os colaboradores que mantenham uma postura ativa e sem deslizes em mídias sociais, temos as vantagens que a empresa, como organização, tem quando seus funcionários sabem utilizar estrategicamente o Linkedin.

Os colaboradores que preenchem corretamente suas informações “marcando” determinada empresa como empregadora evitarão que sejam criadas – um processo automático – páginas não oficiais da empresa.  Procure pelo nome da sua empresa no campo de busca do Linkedin para saber se já existem páginas não oficiais ou colaboradores que usam o nome da empresa como sobrenome, um comportamento muito comum e negativo para imagem da empresa e do colaborador.

Aqui neste link está uma apresentação interessante sobre as boas práticas que os profissionais devem ter em seus perfis.

3. Recrutamento e Seleção

Quando pensamos em Linkedin, pensamos em recrutamento e seleção! É fato que recrutadores e profissionais de Recursos Humanos estão na rede, fazendo buscas por profissionais diariamente. Para as empresas que queiram utilizar a rede para encontrar talentos, recomendo os produtos pagos. Sei que o custo pode ser um empecilho em um primeiro momento, mas os resultados compensam – especialmente quando comparados à publicação de conteúdo (que não é paga).

Os valores são customizados de acordo com a necessidade da empresa. Ao pedir uma demonstração grátis um executivo do Linkedin entrará em contato com você para entender necessidades e apresentar uma proposta sob demanda. Para soluções pontuais (mais focadas na busca por potenciais candidatos) pode ser feita a compra diretamente via painel, através da Internet. Esses serviços não contam com suporte ou com gerentes de conta. Os valores dos contratos anuais variam entre R$69,95 e R$224,95 por mês.

Serviços oferecidos pelo Linkedin, que podem ser testados gratuitamente:

Recruiter: O recurso de pesquisa mais avançado do LinkedIn para buscar por profissionais que tenham o perfil certo para vaga, mas que não estejam buscando novas oportunidades ativamente. Dá acesso a toda a rede do LinkedIn e não apenas às suas conexões pessoais.

Jobs: Permite divulgar e apresentar vagas personalizadas (segmentadas) a usuários quando eles acessarem a página inicial, o perfil de um funcionário ou a Career Page da empresa.

Career Page: Dá permissão para que a Business Page da sua empresa tenha uma “aba” com vagas, descritivos e espaço para depoimentos de colaboradores. Aqui está um exemplo desse tipo de página, da Natura.

Anúncios de vaga: Permite comprar o espaço de anúncio nas páginas de perfil dos seus funcionários.

4. Conteúdo

A frequência das postagens no Linkedin não precisa ser tão alta como no Facebook. Em média, um a dois posts por dia já garantem participação efetiva e engajamento.

O mais importante é definir um tema para as publicações, que podem ser mais institucionais, direcionadas ao público alvo de mercado (mercados organizacionais ou B2B) ou em atração de talentos. Uma dica é adaptar conteúdo do Facebook, Blog ou Google Plus da empresa para este canal, que pede um tom mais informativo do que outras redes sociais que sejam focadas em entretenimento.

O próprio Linkedin mantém um canal no Slideshare cheio de dicas sobre conteúdo, como essa apresentação com 15 dicas para updates de empresas. No mesmo canal estão outras orientações sobre Marketing de Conteúdo, além de pesquisas bem bacanas com segmentos específicos e outros estudos de caso.

Agora, mãos à obra! Espero que tenham gostado! Até a próxima ;)

Crédito da Imagem: Techtudo

Mídias Sociais: vilãs ou mocinhas do Marketing Pessoal?

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Olá, leitores do Marketing Drops!

No post de hoje compartilho com vocês uma entrevista minha sobre o papel das redes sociais na construção de uma imagem profissional e pessoal positiva.

O mais comum é ouvirmos sobre os males do excesso de exposição e do “oversharing“, aquela necessidade de compartilhar tudo o que fazemos em redes como o Facebook e o Instagram.

Em minha opinião, cabe aqui uma reflexão sob outro ângulo:

Em uma busca rápida pelo próprio nome no Google, tenho absoluta certeza que serão as mídias sociais os primeiros resultados apresentados.

Pode parecer cruel – e de fato o é – mas somos o que o Google diz que somos. Se tudo que encontrar ao pesquisar seu nome é uma lista de vestibular ou um comentário malicioso em um fórum, bem, aquela é a única primeira impressão que você pôde deixar sobre si mesmo.

Sou contra a visão de “caça às bruxas” e de completa exclusão de perfis em mídias sociais, justamente porque as interpreto como ferramentas para deixar uma excelente primeira (ou segunda) impressão. Ali somos editores de nosso próprio conteúdo! Recortes do cotidiano que mostram alguém realizado em sua vida pessoal e profissional, capaz de se relacionar e fazer networking, são muito mais valiosos do que uma porta fechada – analogia ao cadeado dos perfis fechados. Para mim, a maior proteção é a ideológica, aquela na qual restringimos conteúdo e frequência, respeitando aquilo que ainda temos de mais precioso em tempos de tamanha exposição – nossa privacidade.

Para tais decisões, não temos regras, apenas interpretações. São trechos destas mesmas interpretações que compartilho com vocês na entrevista abaixo.

Boa leitura!

– As empresas dão valor para perfis em redes sociais na hora de uma contratação? O quanto isso pode afetar na escolha do candidato?

A grande maioria, sim. As pesquisas realizadas apontam que recrutadores conferem as redes sociais dos candidatos para buscar por eventuais “comportamentos inadequados” na web. O curioso é notar que não existem parâmetros aplicáveis a todos os casos para que um comportamento seja considerado inadequado, isso depende da cultura da empresa, da percepção de quem avalia e até mesmo da área de atuação do candidato. Nas redes sociais somos editores do conteúdo que produzimos e por consequência, responsáveis pelas postagens. É um espaço no qual expomos opiniões e recortes do nosso cotidiano. Na minha opinião, não é necessário ser radical e manter perfis completamente profissionais e sérios, mas é possível “ser você mesmo” e evitar comentários preconceituosos, o excesso de exposição e as brincadeiras ofensivas. Reclamar de tudo e de todos também costuma ser um comportamento mal visto pelos recrutadores e chefes. É importante ressaltar que não existe somente o lado negativo do uso de mídias sociais, que podem ser ferramentas expressivas de Marketing Pessoal e fazer a diferença no processo seletivo.

– Como uma pessoa pode utilizar as redes sociais para buscar um emprego? É um bom local para fazer contatos?

As redes sociais podem auxiliar – e muito – aqueles que as utilizarem como ferramentas de Marketing Pessoal. Além de favorecer o networking e o relacionamento, são canais de compartilhamento de informação. Manter um blog sobre determinado tema costuma contar pontos positivos no âmbito profissional, já que trata-se de um projeto pessoal que consome tempo e exige dedicação e disciplina. O ato de gerar conteúdo relevante e propagar informação de qualidade também é favorável em processos seletivos. Redes sociais profissionais como o Linkedin – na qual você pode ser recomendado por suas competências –  e de compartilhamento de conteúdo, como o Slideshare, são fortes aliadas dos candidatos. Outros pontos importantes dizem respeito aos perfis, que devem estar bem cuidados e atualizados, com foto, descrições completas e bom português. Uma sugestão é fazer uso de aplicações como o Klout (http://klout.com/) e o Reppler (http://www.reppler.com/), ambos com objetivo de mensurar a influência nas redes sociais, através da relação com temas frequentes nas postagens realizadas. O lema é: “você é o que você compartilha”.

– Principalmente no Facebook, muitos grupos que publicam vagas de emprego têm surgido. Para empresas é uma boa tática usar a rede social como meio de divulgação?

Para as empresas, o primeiro passo é definir os objetivos da atuação em redes sociais, para que as estratégias e táticas possam ser consistentes. É muito comum que as organizações utilizem esses para estar onde o público alvo está, visto que 97% dos internautas brasileiros possuem pelo menos um perfil em alguma mídia social. Também é importante respeitar o desejo do público alvo por informação. Bombardear o usuário com vagas e anúncios e marcar pessoas compulsoriamente em postagens são práticas mal vistas pelos candidatos.

O Linkedin apresenta ferramentas bastante úteis e focadas para recrutadores, contando inclusive com anúncios segmentados. Já o Facebook e o Twitter são canais muito utilizados para compartilhar informação. É comum que as pessoas lembrem de amigos quando se deparam com alguma oportunidade e nesse momento é criado o impulso da viralização, que é potencializado pelas funcionalidades nativas das redes, como o RT, o Compartilhar e a marcação de pessoas específicas em postagens. As redes sociais são canais de relacionamento e de diálogo facilitado entre empresas e candidatos, uma via de mão dupla.

Mídias Sociais e as enchentes em Blumenau

uso de midias sociais na enchente blumenau

Em setembro de 2011 escrevi um post no Marketing Drops falando sobre o papel das redes sociais na enchente que acontecia em Blumenau.

Dois anos depois, o cenário se repete. Chuvas intensas, elevação dos níveis das águas do Rio Itajaí-Açu e uma nova enchente acontece na cidade.

Fui questionada por um veículo de comunicação a respeito da minha opinião quanto ao papel das mídias sociais e da Internet nesta tragédia e vou compartilha-lo com vocês aqui no blog.

Comunicação Descentralizada

Em uma análise feita pelo Google Trends, é apresentado o volume de buscas pelos termos “enchente em blumenau” e “defesa civil blumenau”. Os grandes picos acontecem entre setembro e novembro, em especial em 2008. O próprio Google alerta para um “aumento repentino” pelos termos “prefeitura blumenau” e “nível do rio em blumenau”.

google trends enchente blumenau

A grande importância das mídias sociais na “cobertura” de grandes catástrofes é que ela não depende somente de poucos e grandes veículos para acontecer. É uma comunicação mais democrática, já que qualquer morador de uma determinada rua alagada pode postar uma imagem e transmitir suas impressões sobre o que ocorre.

Pontos Positivos:

A antiga comunicação de massa, que chegava à população basicamente pela televisão, se deslocou para o Facebook e o Twitter. A viralização das informações é incentivada, inclusive pelas próprias funcionalidades das redes – como o “compartilhar” no Facebook e o “RT” no Twitter.

As prefeituras criaram canais oficiais nas redes sociais, nos quais transmitem informativos essenciais, em tempo real. No momento em que uma instituição entra em um canal como o Facebook, o conteúdo ali publicado deixa de ser meramente informativo para se tornar oficial. Está criado um sistema de ouvidoria com todos os privilégios dos boletins em papel timbrado.

Reparem nesse status postado no Facebook, falando sobre a emissora local de televisão, a TV Galega. O que se nota aqui é o “fenômeno double screen, no qual o usuário interage concomitantemente com duas ou mais telas. Enquanto assistia televisão, postava no Facebook. Não se trata da escolha entre um veículo ou outro e sim, da complementariedade entre meios de comunicação.

redes sociais enchente blumenau

Como consultora de Marketing Digital e cidadã, acredito no papel essencial e benéfico da informação bem colocada, em canais que propiciem a viralização. O emissor deve estar onde está seu público alvo. É fato que a população está ativamente nas redes sociais, é lá que se comunica e expressa opiniões. Prefeituras, delegacias, secretarias e políticos que fazem uso de redes sociais auxiliam a população a acompanhar de perto o que vem sendo feito, criam vias de mão dupla para questionamentos, possibilitam que algo mais profundo (e importante) do que mera “propaganda política” seja discutido e vivenciado pela população.

As redes sociais também podem ser usadas como “termômetro” daquilo que pode ser melhorado pela administração pública. Uma esmagadora maioria de dúvidas quanto à enchente em Blumenau tratavam das diferenças de muitos centímetros entre as medidas do nível das águas na Ponte Adolpho Konder e na Ponte de Ferro. Vale a análise da Prefeitura quanto aos prós e contras do uso de duas métricas, o que confunde a população. É inteligência de mercado, ao alcance de um clique. Reparem como outras pessoas acabavam “respondendo” certas dúvidas, em um cenário perfeito de SAC 2.0.

redes-sociais-enchente-blumenau-ouvidoria

Pontos Negativos:

A checagem das informações é praxe entre jornalistas. Um editor de jornal ou TV não pode permitir a publicação de informações equivocadas ou desencontradas. Em tempos de mídias sociais, somos todos editores de nossa realidade. Podemos criar blogs, canais no Youtube, contas no Facebook e Instagram e nesses canais publicarmos aquilo que nos parece correto, sem ponderar as consequências.

Costuma-se dizer que “as pessoas tem preguiça de ler”, mas isso é uma forma preconceituosa de tratar o comportamento de usuário em mídias sociais. Explico: na Internet, não lemos os textos como em um livro, apenas passamos os olhos. Diversos testes usando mapas de calor comprovam isso e é esse comportamento que incentiva o compartilhamento de informação sensacionalista e falsa. Usando textos curtos e imagens impactantes consegue-se um efeito viral maior. Repare na “moderação espontânea” que acontece no print abaixo, na qual os próprios usuários regulam a veracidade das informações.

fake enchente blumenau

Análise Geral

O que vi de diferente entre a enchente de dois anos atrás é a agilidade da informação comunicada. Alertas vinham sendo disparados desde a terça feira (a enchente se concretizou no domingo) e as postagens da Prefeitura de Blumenau aconteceram durante todo o final de semana. Além da atualização do nível do rio, também foram postados informativos, apelos quanto ao uso racional de água e imagens das reuniões que aconteciam na prefeitura.

O grande desafio é escalonar o lado operacional das mídias sociais. Sem justificativa para manter uma grande equipe ao longo do ano, a Prefeitura de Blumenau sentiu o aumento da demanda por informação. Em uma “enxurrada” de comentários e dúvidas, muitos ficaram sem respostas. Em minha análise, a solução encontrada foi acertada: honestidade. Veja o print do posicionamento oficial da Prefeitura quanto ao caso:

redes sociais enchente blumenau facebook

Uma outra possibilidade a ser explorada é a criação de um FAQ com todas as dúvidas mais comuns, destacadas.

Em meio a tudo isso, o momento é de força para todos os blumenauenses. Essa não é minha cidade natal, mas a cidade que escolhi – o que a torna ainda mais especial para mim.

Entenda o que muda nos novos formatos de anúncio do Facebook

estratégia no facebook

O Facebook costuma testar novos formatos e modificar algorítimos relativos à forma como o conteúdo orgânico e os anúncios pagos são expostos aos usuários. A grande maioria de vocês já deve ter passado por momentos nos quais os números e indicadores mudam, apesar de nada na estratégia de atuação da marca – ou no comportamento do usuário – ter mudado. Esse fenômeno normalmente tem relação com os testes que antecedem as mudanças técnicas na rede social.

O Facebook já lançou oficialmente uma mudança em sua política de privacidade, que nada mais é do que um termo que explica como os dados dos usuário são usados em anúncios ou demais produtos oferecidos aos anunciantes. Neste link você poderá conferir a política na íntegra.

Entenda a política de privacidade:

Nesse documento o Facebook explica que usará nome, foto do perfil e demais informações dos usuários para relaciona-los com anúncios pagos de seus anunciantes. Isso já acontece, mas a maioria das pessoas ainda se choca quando descobre que seu nome e foto de perfil aparecem para demais usuários em anúncios pagos com foco em curtir como “Fulano curtiu tal página” e o botão curtir ao lado, incentivando mais pessoas a também curtir a mesma página.

Neste link está o documento atualizado (ainda em inglês) com tudo que muda, explicado em detalhes. A mudança vai ao ar a partir de hoje, 10 de setembro de 2013. Também recomendo acompanhar o portal Facebook for Business, muitas das novidades que vem por aí serão lançadas por lá. Fiquem de olho :)

Cobrança em Dólares Americanos e Notas Fiscais

O Facebook desabilitará o pagamento de anúncios através de moeda brasileira, o real. As marcas pagarão por seus anúncios em dólares, convertidos diretamente na fatura do cartão de crédito. Ao tentar selecionar a moeda real BRL, o usuário receberá uma mensagem dizendo “essa moeda está indisponível no momento”.

Não é de hoje que muitas marcas passam por problemas ao tentar emitir notas fiscais pelo Facebook. Para anunciantes que investem valores inferiores à R$30 mil por mês, a única informação recebida é um recibo de pagamento por e-mail. Acima desse budget, é possível solicitar nota diretamente ao gestor de conta, mas cabe ao Facebook a decisão de emitir ou não o documento fiscal.

Imagens maiores que geram mais engajamento

Para o Facebook está claro que as pessoas interagem melhor com histórias que apresentem imagens grandes e de qualidade. A partir de agora, o formato de anúncio “Page Post” (aquele que aparece no newsfeed) terá uma imagem de 600 pixels x 225 pixels – 3,5 vezes maior do que o design atual. Essa mudança inclui links (quando o Facebook já “integra” uma imagem de uma URL) e também fotos com link encurtado. Abaixo uma foto dos testes publicados pelo blog Marketing Land:

Novos formatos de anúncio no facebook

Usuários da Nova Zelândia já testam o formato para fotos e também anúncios do lado esquerdo do Newsfeed, quem falou sobre isso foi o blog Adnews.

novos formato de anúncio no facebook

Mesma proporção para imagens desktop e mobile

O Facebook anunciou oficialmente que os anúncios que aparecem na newsfeed terão sempre a mesma proporção (aspect ratio) para fotos, estejam em desktop ou mobile. Isso facilitará e agilizará a criação de anúncios, que antes precisavam ser feitos em blocos: um para computadores e outro para celulares, já que cada meio apresentava uma diferente proporção para as imagens. O número de caracteres apresentados continua diferente, apenas 110 para mobile e até 500 para desktop. Se quiser ganhar tempo, padronize seus anúncios para 110 caracteres para que as reticências (…) não sejam ativadas nos anúncios mobile.

page post link ad facebooko s

Padronização de texto e imagem para diferentes formatos de anúncio

Tanto os anúncios chamados Standard Ads (aqueles que aparecem do lado direito) quanto os Page Post Links Ads (aqueles que aparecem no newsfeed) terão o mesmo padrão para texto e imagem e como dito acima, seguirão a mesma proporção. Antes dessa mudança, o usuário via um anúncio de Page Post Link de um modo diferente do Standard no placement lado direito. Como o Facebook percebeu que o formato Standard performava muito melhor do que o Page Post neste local, apresentará ambos igualmente, o que facilita o dia a dia de quem cria anúncios, já que não precisará mais criar duas campanhas distintas para adequar-se a cada placement.

Espero que tenham gostado do post! Até a próxima!

Como Delimitar a Estratégia de Conteúdo para Facebook

estratégia no facebook

Cansado de não saber o que postar no Facebook e da pressão por resultados que parecem inatingíveis? No post de hoje falaremos sobre estratégia de conteúdo para FanPages e apresentarei sugestões para reverter esse quadro. Através de um passo a passo é possível diagnosticar o seu cenário e fazer a diferença. Boa leitura! :)

Conteúdo Informativo versus Conteúdo Irreverente

Problema: Assim como nos blogs, contar com conteúdo irreverente, criativo ou humorístico, auxilia a vinda de fãs de forma orgânica (sem mídia paga). É o efeito viral acontecendo, alguém acha legal, curte a página, outros veem, indicam, compartilham e assim por diante. É quase impossível para uma marca que possui branding, identidade, responsabilidades e produtos nem tão atrativos quanto um conteúdo de humor competir com isso. Aliás, não se deve nem tentar! O principal exemplo: Gina Indelicada. A marca, como FanPage Oficial, jamais poderia ter criado esse hit.

Solução: Entenda essa como uma diferença fundamental entre os conteúdos virais e os conteúdos informativos, mais típicos das marcas. Tentar ser engraçadinho, caso esse não seja o DNA, resultará em fracasso. Aceite a limitação e invista em conteúdo sobre a empresa. Mais de 60% dos consumidores utilizam o Facebook para entretenimento e contato com amigos, ou seja, o principal objetivo não é conhecer produtos. Kotler, o papa do Marketing, diz que um consumidor dificilmente estará aberto à algum produto até que tenha alcançado seu objetivo principal. Ou seja, a sua marca não é prioridade naquele ambiente. Porém, quantas vezes vamos ao shopping para um café com amigos e voltamos cheios de sacolas para casa? É tudo questão de aproveitar as oportunidades!

Gina Indelicada - Marketing Drops

 

Vender Produtos versus Informar sobre Produtos

Problema: Quando a empresa se vê no Facebok, é comum que ocorram dois fenômenos. O pior deles é a Síndrome do “O Mundo sou Eu”. A empresa bloqueia a publicação de posts pelos usuários em sua página e fala única e exclusivamente sobre seus maravilhosos produtos, incríveis profissionais, prêmios e etc. Não há espaço para ninguém, essa empresa se basta ali. Aquele espaço existe como um anúncio de TV ou revista, só que dentro do Facebook.

O outro fenômeno é o do “Não podemos falar sobre nós mesmos”. A marca encara aquele ambiente como uma tentativa de ser um “amigo” do seu cliente e faz isso através da postagem de “conteúdo variado”, vale até desejar um ótimo feriado, mesmo que a sua empresa preste serviços funerários.

Nem 8, nem 80! Vamos entender como solucionar isso!

Solução: Segundo a pesquisa realizada pelo e.Life em 2012, com 1.316 participantes, os principais tópicos de interesse dos usuários nas redes sociais sobre marcas são: Ofertas, Suporte de Serviço, Atendimento Online, Lançamentos, Informações sobre Produtos e Conteúdo Interessante. 

Os usuários de redes sociais estão abertos e esperam encontrar informações sobre os produtos e sobre as empresas nesses canais. Não há nenhum problema em falar sobre aquilo que a sua empresa vende. Lotar a linha do tempo dos fãs com “conteúdo interessante” é desperdiçar boas oportunidades.

A dica de ouro é informar! Ao invés de falar que o seu produto é o melhor, explique seu uso, dê dicas exclusivas, apresente possibilidades de atendimento. Em linhas gerais, seja como um vendedor empático dentro da loja. Empatia significa saber se colocar no lugar do outro, entender que as vezes temos que admitir erros, outras vezes temos que dizer “é, esse produto não é bem o que você precisa”, mas também sugerir utilidades, explicar com paciência e rir com o cliente.

Magazine Luiza No Facebook

Ser versus Parecer

Problema: Hoje, o principal atributo que determina a chegada de fãs organicamente (sem pagar) é o valor da marca. Não precisamos de grandes explicações, as marcas conhecidas são mais lembradas e reconhecidas, logo, recebem mais opções curtir no Facebook. Infelizmente, construir uma marca custa tempo e dinheiro.

Um outro problema é o da empresa que é super bacana, tem produtos com diferencial, mas ninguém sabe disso. Geralmente, quem sofre são os vendedores e a linha de frente do Marketing, que sentem-se de mãos atadas.

 

Solução:

Quem não se comunica se trumbica! Informe ao mercado seus diferenciais, explique o que a sua empresa faz e divulgue seus produtos e serviços de forma coerente. Não tenha preconceitos, uma palestra gratuita também é Comunicação, ok? Nem só de caros anúncios em TV se constrói uma marca.

Se a sua marca é séria, seja sério no Facebook. É um exercício difícil esse, de entender quem aquela marca é, mas eu recomendo. Determine uma maneira de falar, os trejeitos e a linha de conteúdo fluirá. A dica é perceber como se atende ao telefone na empresa! Aquela é a maneira que a empresa se comunica, é esse mesmo DNA que deve estar na FanPage. O ideal é Ser e Parecer, sempre :)

Dica Bônus: Não fique bitolado no fato da Skol e do Guaraná Antárctica publicarem conteúdos sobre estilo de vida. É impossível sustentar uma estratégia de conteúdo que aborde somente um único produto e o valor dessas marcas é maior do que todo o estoque de seus produtos. Ou seja, essa é uma estratégia acertada para esses casos. Caso a sua empresa não esteja nesse cenário, o ideal é contar com estratégia de conteúdo menos focada em um estilo de vida.

Estratégia de Conteúdo no Facebook

 

Conteúdo Original versus Curadoria de Conteúdo

Entenda: Conteúdo Original é tudo aquilo que a própria empresa produz, a partir de seus conhecimentos e informações. Curadoria de Conteúdo é tudo aquilo que é publicado como uma fonte externa, podendo ser um artigo com link ou um compartilhamento.

Problema: A marca não produz nenhum conteúdo e apenas replica informações, sem citar a fonte.

Solução: No caso da curadoria, a marca deve referenciar a fonte do conteúdo utilizado, sempre! Sem exceções! Use o botão “Compartilhar”, é mais prático e le

Para a geração de conteúdo próprio e original, o ideal é iniciar com possibilidades mais simples, como fotos de produtos em álbuns. Os textos e vídeos que exigem um trabalho mais elaborado podem vir em um segundo momento e não precisam ser super extensos. O ideal é usar vídeos de até 2 minutos e textos com poucos parágrafos. Lembrando, conteúdo original vale pontos preciosos com o Google.

Outra dica é a criação de aplicativos exclusivos, que tragam pessoas ou gerem benefícios para os usuários.

Além disso, seu conteúdo pode conter:

  • Dicas sobre Produtos
  • Informativos de Uso
  • Fotos de Clientes
  • Tutoriais
  • Podcasts
  • Entrevistas
  • Infográficos
  • Promoções

As possibilidades são muitas e agora, mãos à obra! Espero que tenham gostado do post! Até a próxima :)

Se o conteúdo é bom, por que a FanPage não ganha curtidas?

estratégia de conteudo para facebook

Na semana passada recebi um e-mail com uma dúvida comum: “Utilizo metodologias de geração de conteúdo que aprendi em cursos sobre Marketing Digital e apesar do conteúdo ter qualidade, a FanPage da empresa em que trabalho não recebe curtidas nas publicações e na própria página. Como reverter isso?”

É comum se identificar com a situação acima, já que aprendemos desde sempre que conteúdo bom é 99% da equação do sucesso na Internet. Especialmente quando falamos em blogs, essa é a máxima que rege todo o trabalho. Porém, temos que compreender que o Facebook tem suas próprias regras e particularidades e que, na rede social, não basta ter bom conteúdo para ganhar audiência. No post de hoje explico esse cenário tão comum e sugiro estratégias para driblar as dificuldades. Boa leitura!

Métricas

Antes de entrarmos na parte técnica, é interessante falar de métricas e indicadores de resultado para o Facebook. Para os gestores, é muito simples. Existem botões com polegares para cima que dizem que pessoas acompanharam aquele conteúdo. Nada mais lógico do que supor que quanto mais pessoas aprovem aquele conteúdo, maior seja o número de curtidas. Isso também vale para o número de fãs de uma página. É medida de audiência pura e simples!

Isso não está errado e é um pouco hipócrita assumir que os números de audiência pouco importam. Claro que importam! Porém, em tempos de Edgerank (explicações abaixo), avaliar o sucesso de uma FanPage apenas pelo número de curtidas em posts e na página acaba sendo pouco eficaz.

EdgeRank

O Edgerank é um algorítimo que define qual, quando e com que frequência um conteúdo será apresentado aos fãs de uma marca no Facebook. Esse algorítimo avalia as postagens e decide, baseado em critérios pré estabelecidos, o que vai aparecer para quem. Segundo as pesquisas mais recentes, uma marca tem seu conteúdo mostrado para somente 20% dos seus fãs!

Os critérios do Edgerank são:

  • Afinidade: determinado pelo número de interações realizadas entre um usuário e uma Fan Page. Visitar uma página, curtir, comentar ou visualizar fotos garante pontos positivos.
  • Peso: o conteúdo publicado e compartilhado deve ter relevância para os usuários. Em escala crescente: texto, fotos, vídeos, enquetes.
  • Tempo: para garantir que o conteúdo seja visualizado por uma parcela maior dos fãs, o ideal é publicar conteúdo entre 2 e 3 vezes por dia.

Quer conhecer o EdgeRank da sua marca do Facebook? Confira o EdgeRank Checker :)

Mídia

A melhor maneira de aumentar curtidas na página e em publicações é investindo em mídia paga no Facebook. É importante deixar claro que isso não significa utilizar métodos baseados em pirâmides ou compra de likes. Investir em mídia no Facebook significa criar anúncios segmentados para o seu público alvo, que ao saberem da existência da sua página, tem maior probabilidade de curti-la. A máxima aqui é – quem não é visto não é lembrado.

Como anunciar no Facebok

Ganhar Curtidas na Página

Os anúncios com foco em curtidas para a Página no Facebook podem ser pagos por mil impressões (CPM) ou por clique (CPC). O anunciante determina um orçamento total e o período de veiculação, a partir desses dados será apresentado pelo próprio Facebook o orçamento diário da campanha (campanha é o nome técnico dado ao conjunto de anúncios que podem ser criados).

Exemplo: você pode criar a Campanha Teste para Ganhar Curtidas e nela experimentar várias possibilidades de anúncios e avaliar resultados. O anúncio é apresentado para os usuários que possuírem as características de segmentação escolhidas e cada vez que alguém clicar no anúncio, o valor do clique sai da “conta corrente”.

O valor do clique é definido em tempo real, dependendo da concorrência sobre o público alvo. De uma forma geral, o valor do clique para campanhas com foco em curtidas varia entre R$0,10 e R$0,70 no Brasil. Isso é apenas uma média geral, ok? Não é possível pré-determinar o valor do clique, isso depende do número de anunciantes (concorrência) que buscam atingir o mesmo público.

 

Passo a Passo para Ganhar Curtidas na Página

Como anunciar no Facebook

 

como criar um anúncio no Facebook

 

Você ainda poderá segmentar seu público de acordo com: Local, Idade, Gênero, Interesses precisos (páginas que curte), Status Familiar, Status de Relacionamento, Plataformas Móveis, Modelo de Relacionamento (curte, não curte, amigos de quem curte), etc.

Do lado direito da sua tela, o Facebook mostrará  quantas pessoas serão impactadas pelos anúncios. Ou seja, super segmentado e fácil de ser apresentado para aprovação de verba.

Passo a Passo para Ganhar Curtidas nas Publicações

Para “Impulsionar” o conteúdo da FanPage, o processo é ainda mais simples. Basta clicar no botão que aparece no canto inferior direito de cada postagem, na própria linha do tempo (Impulsionar). Ao clicar ali, o Facebook vai sugerir níveis de audiência em número de pessoas, aumentando as chances de ganhar curtidas por um processo muito simples, o “drible” do EdgeRank. Somente assim para que uma marca alcance 100% de seus fãs com suas publicações. Por isso, não fique na defensiva na hora de responder à questionamentos sobre o desempenho do conteúdo, argumente que, apesar do bom conteúdo, são necessários investimentos em mídia para que esse mesmo conteúdo chegue a toda à audiência (fãs) da página.

Caso seja a primeira vez que você impulsiona uma publicação primeiramente terá que cadastrar sua conta e seus dados de cartão de crédito, para então visualizar conforme a imagem abaixo.

como criar um anúncio no Facebook 3

Pagamentos e Nota Fiscal

Os pagamentos são sempre feitos através de cartão de crédito e as notas fiscais chegam através do e-mail. O problema é que a titularidade do cartão não deve ser de um CNPJ (empresa) e sim, uma pessoa física, que é chamada de anunciante. A exceção acontece caso seja atingido um patamar de aproximadamente R$20 mil por mês em investimento em mídia, quando o Facebook designa um gerente de contas e habilita a emissão de boleto bancário e nota fiscal em nome da empresa. Até lá, o processo é esse mesmo, uma pessoa deve ser responsável pelo pagamento (cartão e nota) e depois repassar isso à empresa.

Não existe mínimo para o valor a ser investido. As primeiras campanhas devem gerar histórico para que seja calculado o Custo por Fã. Caso o custo de cada curtida (tudo é apresentado nos relatórios) seja de R$0,25 e a empresa tenha R$300,00 para investir, irá conquistar uma média de 1.200 fãs. Para as publicações promovidas, o valor varia conforme é apresentando pelo Facebook nos níveis de audiência.

Relatórios

Os relatórios do Facebook para opções Curtir sempre vão discriminar os anúncios que ficam no newsfeed dos anúncios que aparecem na lateral direita, ambos incentivando a curtir a página promovida. Os relatórios do tipo História Patrocinada (Impulsionar Post) também são mostrados nos relatórios, mas podem ser vistos no próprio post, na linha do tempo da página. Os Relatórios informam:

Opções Curtir: número de novos curtidores que o anúncio trouxe.

Alcance: número de pessoas que viram o anúncio.

Frequência: número de vezes que o anúncio foi exibido para as pessoas presentes na segmentação, em média.

Cliques: número de cliques que o anúncio obteve.

Taxa de Cliques: índice de qualidade que relaciona o número de pessoas que viram e clicaram no anúncio.

Preço Médio: quanto se paga em média pelo clique ou por mil impressões naquela campanha.

Gasto Total: quanto foi efetivamente gasto naquela campanha.

Custo por Opção Curtir: é o gasto total dividido pelo número de opções curtir da página que a campanha trouxe.

Exemplo Real: clique para aumentar

Como anunciar no facebook marketing drops

No próximo post falaremos sobre Estratégia de Conteúdo no Facebook! Fiquem de olho ;)

Social Media Marketing para empresas B2B

midias sociais para empresas b2b

Há uma coleção de cases que ilustram os sucessos de marcas nos ecossistemas sociais e esse fenômeno encorajou muitas empresas a se aventurarem nessa nova fronteira do Marketing Interativo. Aquilo que era massa, virou one to one.

É normal que esse movimento seja visto com olhos menos otimistas pelas empresas B2B (business to business), já que sem grande apelo junto aos consumidores finais, sentem-se perdidas em relação à atuação em canais sociais.

As perguntas mais frequentes:

  • O que eu devo comunicar por esse canal?
  • Quem vai ler isso?
  • Se meus clientes não são esses, como justifico investimento nessa área?

Há sim grandes oportunidades para empresas B2B em mídias sociais! O Marketing Drops selecionou algumas áreas interativas que podem ser exploradas por mercados organizacionais. Confira!

1. Redes sociais internas

Mais conhecidas como redes sociais corporativas, são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas empresas. As principais aplicações de uma rede social corporativa são:

  • Inovação e P&D: sugestões, acompanhamento de projetos e funil de inovação em ambiente 100% social e interativo.
  • Colaboração: o grande desafio dos gestores é fazer com que seus talentos sintam-se parte do objetivo maior da empresa . Uma rede social interna é grande aliada nesse processo, como ferramenta de endomarketing.
  • Comunicação interna: todos os comunicados, memorandos e e-mails em um só lugar, centralizando a comunicação interna da empresa. Ali podem estar fotos de eventos corporativos e até mesmo um canal aberto com diretores, que podem contribuir respondendo dúvidas, fazendo comentários ou postando conteúdo em uma área específica.

Case: a empresa de TI HBSIS criou um portal corporativo para seus colaboradores, chamado Mundo HBSIS:

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Mundo HBSIS

Existem plataformas prontas para construção de redes sociais internas: Ning e SuaRede são exemplos interessantes, tanto pelo custo acessível quanto pela boa adaptação ao mercado brasileiro.

2. Canais exclusivos para clientes

Quando clientes estratégicos são levados para dentro de uma extranet – que também pode ter o formato de uma rede social corporativa – é dada a largada para o Social CRM ou CRM 2.0.

É esse o maior paradigma das empresas B2B – entender que invariavelmente, vendem para pessoas. Mesmo que essas pessoas representem uma organização, ainda sim, são pessoas!

Nestes canais é possível interagir com clientes, pedir sugestões, receber feedback, comunicar verticalmente todo o mix de marketing na empresa, divulgar a área de produtos e soluções e também inserir o cliente na área de inovação.

O medo de receber críticas existe, mas é preciso lembrar que é melhor receber um feedback negativo dentro de um canal oficial do que descobri-lo em uma rede social, onde não há qualquer controle sobre a repercussão do caso.

3. Redes sociais verticais

Redes sociais focadas em um determinado nicho ou segmento de atuação são outra grande oportunidade para empresas B2B. A grande vantagem: em uma rede social vertical todos os participantes são interessados no tema abordado, diferentemente do que em redes sociais horizontais, como o Facebook e o Twitter.

Vantagens destes canais:

  • Melhor experiência para o usuário;
  • Alto nível de especialização;
  • Maior probabilidade de conversão;
  • Oportunidade de compreender melhor o público alvo, já segmentado no ambiente.

Existem inúmeros exemplos de redes sociais verticais, como é o caso da Skoob – para apaixonados por livros – e da Redimob – rede social focada no setor imobiliário. É comum que redes verticais fomentem a geração de negócios, como na rede social Sou Empresário:

rede social vertical sou empresario

 

4. Atraindo talentos

Esta é a aplicação mais comum das redes sociais para empresas B2B. Em um cenário cada vez mais competitivo, a disputa por talentos tornou-se acirrada.

Um case interessante é o da Monsanto no Twitter, com o fantástico @MonsantoJobs, um canal exclusivo para divulgação de oportunidades e relacionamento com candidatos.

Aqui cabe falar sobre o Linkedin: Uma rede social profissional amplamente utilizada por empresas que podem atuar de forma estratégica, fomentando grupos de discussão e atraindo talentos a “segui-las” e compartilhar conexões..

monsanto jobs

5. Blogs corporativos

Os blogs são as grandes estrelas da web 2.0. Colaborativos, são disseminadores de informação e sustentam o conceito de ensinar através da Internet. O mais indicado no caso dos blogs corporativos é sair do lugar comum da área de “Notícias” dentro do site, trazendo um tema relacionado ao business da empresa.

Um case muito legal é o da empresa de nutrição de animais silvestres e exóticos Alcon Pet, que usa um personagem como tema de seu blog corporativo, o veterinário Dr. Fala. Ele responde dúvidas de consumidores em seu blog sobre nutrição e manejo de animais exóticos.

Blog Dr Fala

Outro case sensacional é o da empresa de aviões Boeing: uma das seções de seu blog corporativo é o Randy’s Journal, uma área com conteúdo gerado pelo vice presidente de Marketing da empresa, Randy Baseler.

6. Conhecimento e Expertise

As aplicações e utilizações de mídias sociais pelas empresas B2B devem ser norteadas por um objetivo maior: comunicar conhecimento e expertise em sua área de atuação. Por lidarem com um processo de compra analítico e pouco emocional, entregar ao mercado conhecimento é a maior prova de competência.

Todas as técnicas de Inbound Marketing podem ser utilizadas, fazendo com que a empresa seja encontrada por potenciais clientes que buscam saber mais sobre um tema. Slideshare e Scribd são mídias sociais que podem auxiliar sua empresa a disseminar sua expertise! Nessas mídias estão um enorme acervo de palestras, apresentações e outros PPTs, e também artigos técnicos, manuais de uso e demais PDFs que podem ser exatamente o que o mercado procura.

Um case do uso do Youtube por empresas B2B é a produção de videocasts pela Senior Sistemas, nos quais um especialista fala sobre determinado tema e apresenta uma solução:.

Case Youtube Senior

 

Antes de iniciar a execução de ações, o essencial é definir uma estratégia de atuação na Internet, que deve variar a partir da estratégia do negócio como um todo e planejar todas as ações e a estratégia de conteúdo com especialistas da área digital, que saibam o que estão fazendo, evitando uma crise de imagem na web.

As oportunidades estão aí para todos, basta saber aproveita-las!