Como conquistar clientes: dicas simples e baratas

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Oi, pessoal!

No post de hoje vamos falar sobre como conquistar clientes, mais especificamente, os nossos primeiros clientes. Assim como saber quanto cobrar por seus serviços, conquistar e reter clientes é um desafio para empreendedores. Vem comigo e SE JOGA!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra, diretamente do meu canal no Youtube.

Dê o exemplo

Você já tem um cliente: você mesmo! Sua empresa ou marca pessoal. Você precisa fazer para sua empresa aquilo que vai propor aos seus clientes, caso contrário vai faltar empatia e também pecar no velho ditado “casa de ferreiro, espeto de pau”. Um dever de casa para sempre :)

Inbound Marketing

O Marketing de Atração é uma excelente forma de gerar demanda e qualifica-la para que se tornem clientes. Inbound Marketing é nutrir seus leads com conteúdo relevante em cada etapa da jornada de compra. O ponto negativo é que não é um processo rápido, os resultados consistentes costumam levar de 3 a 6 meses.

Apareça!

Quem não é visto, não é lembrado. Como o Inbound Marketing é um processo demorado, é importante que seu nome circule entre seus potenciais clientes. Vá a eventos, palestras, cursos. Se possível, promova uma palestra ou webinar sobre Marketing Digital, um evento gratuito ou de preço acessível, para encorajar o público a comparecer. Ao demonstrar autoridade sobre o tema você conseguirá bons contatos.

Rede de Contatos

É muito importante ter colegas e circular entre pessoas que possam recomendar o seu trabalho. Não é você falando que é competente, é um terceiro, uma chancela de qualidade.

Uma ideia é fazer parte de associações comerciais de sua cidade. Outro caminho é estar de forma consistente em redes sociais como o Linkedin. Adicione contatos de forma estratégica, faça parte de grupos de discussão e de fóruns. Cuidado: não saia adicionando pessoas de forma aleatória e como se não houvesse amanhã, isso transmite desespero. Você não está desesperado, está apenas em busca de ótimas oportunidades comerciais.

Hack na Rede de Contatos

E se você conseguisse construir um case entre sua rede de contatos? Alguém da sua extrema confiança, que sabe da sua competência? Pode ser um amigo ou um parente. É sua chance de oferecer seus serviços com um desconto especial, para garantir a visibilidade e o “case”. Assim você inicia o boca a boca e mostra resultados!

Dica: ONGs

É muito comum nos Estados Unidos que pessoas que queiram abrir empresas ou ingressar no mercado de trabalho executem projetos de Marketing para ONGs, de forma voluntária. Algo pontual: um blog, um evento, cotas de patrocínio. Ao final do projeto, o case é seu! Você ainda pode contar com o depoimento da sua pessoa de contato na ONG falando sobre os resultados alcançados. Além de fazer o bem e ajudar quem precisa, você cria um diferencial para sua trajetória profissional e constrói portfólio.

Espero que conquistem clientes fazendo o que amam com total qualidade. Até a próxima!

QUANTO COBRAR | Serviços e Freelas de Marketing Digital

Camila Renaux - Quanto Cobrar

Oi, pessoal!

No post de hoje vamos falar sobre o tema campeão de dúvidas no blog e no canal: Quanto cobrar pelos meus serviços? Saiba como calcular o valor de sua hora de trabalho e como definir estratégias para conseguir ganhar mais pelos seus serviços como profissional terceirizado, agência ou freelancer. Vem comigo e SE JOGA!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra, diretamente do meu canal no Youtube.

Precificação

Para falarmos sobre precificação ou formação de preços, que é um tema bastante complexo, precisamos ter em mente três pilares:

  • Custo (Valor/Hora)
  • Preço que o mercado está disposto a pagar
  • Estratégias de Precificação

Como Calcular Seu Valor/Hora

É quanto custa para você prestar o seu serviço. Ele é calculado por um motivo: para que você não venda com prejuízo. Quando vendemos um produto é mais simples calcular o CMV (custo da mercadoria vendida), mas quando vendemos serviços, isso é mais complexo. Afinal, quanto “custa” o nosso tempo? Como saber quanto “custa” o meu trabalho criativo e muitas vezes intangível?

VALOR/HORA = REMUNERAÇÃO / HORAS TRABALHADAS

Salário como base:

Uma ideia é usar seu salário mais encargos como base. Basta pegar o valor da sua remuneração (com encargos e benefícios) e dividir pelo número de horas trabalhadas no mês.

Vagas como base:

Caso não trabalhe na área e não seja viável usar seu salário como base, uma dica é buscar por vagas no Linkedin ou em sites especializados. A remuneração de um colaborador focado nas mesmas atividades que você vai prestar como serviço é uma ideia da percepção do mercado sobre valor médio do serviço prestado. Munido do valor da remuneração, encargos e benefícios, você pode seguir a mesma lógica das horas trabalhadas e calcular o valor/hora.

Preço que o Mercado está Disposto a Pagar

Não é o nosso custo que dita o preço que vamos praticar e sim, o mercado. Essa é a lei da oferta e da procura. É por isso que todos nós devemos buscar a diferenciação e não a briga pelo preço!

A seguir, duas sugestões sobre como mapear a expectativa do mercado sobre o valor médio de um serviço.

Plataformas especializadas:

Faça parte de plataformas especializadas que reúnam outros freelancers ou prestadores de serviço. Por serem ambientes específicos e com muitas pessoas, esses ambientes acabam dando uma boa amostragem da expectativa do mercado sobre valores e também do preço médio praticado pelos profissionais. No caso da geração de conteúdo, a Contentools e a Rock Content são bons exemplos. Outra vantagem é conseguir jobs – proposta de valor dessas plataformas – e fazer networking com outros profissionais.

Rede de contatos:

Faça parte de grupos nas redes sociais como Facebook e Linkedin e acione sua rede de contatos que já presta serviços similares aos que você pretende prestar. Troque ideias, especialmente sobre o formato (job, horas, entregáveis) e estratégias de precificação. A vantagem é ser mais conhecido e a possibilidade de formar parcerias com outros profissionais. Muito mais interessante do que ter concorrentes é ter parceiros e assim conseguir trabalhar em colaboração :)

Estratégias de Precificação

Agora que você já tem uma ideia sobre o seu custo e também da expectativa do mercado sobre valores, você vai perceber algo muito interessante: o mercado de Marketing, especialmente o de Marketing Digital, tem valores muito discrepantes! A produção de conteúdo varia de R$7,00 o post (sim, já vi isso!) até pacotes completos que extrapolam os R$15.000,00 ao mês. Acredite, o seu “cliente ideal” não tem expectativa entre o valor mínimo e o valor máximo e sim, um preço médio. Justamente esse é o desafio, encontrar um preço médio entre valores tão discrepantes com propostas de valor e formatos tão distintos.

Ancoragem

Ancoragem de preço é um efeito psicológico natural a todos nós, a percepção de que um preço é “justo” a partir de outro “similar”, uma vez estabelecida uma base de comparação.

Por isso, é interessante descobrir quanto o seu potencial cliente paga atualmente pelo serviço que você presta ou que orçamentos ele recebeu. Essa é a ancoragem que ele já possui.

O preço médio pode sim ser uma ancoragem e é por isso que as pesquisas que cito acima (Linkedin, Vagas e Plataformas) são importantes.

Diferenciação

Você sabia que cobrar muito barato por um serviço pode ser um indicador de má qualidade? Isso porque preço é atributo de valor! O ideal é mostrar diferenciais para conseguir cobrar além do preço médio e claro, cobrir seus custos.

Algumas ideias sobre como criar diferenciais e fugir da briga por preço:

  1. Mapear e compreender as dores do cliente: A segurança que você irá transmitir por ter compreendido exatamente o que o cliente precisa já fará maravilhas nesse sentido. A prestação de serviços é muito intangível e ao demonstrar domínio e entendimento você melhora essa percepção.
  2. Entender o que o cliente realmente quer: prazo, qualidade, agilidade, atendimento? Tente mapear o que o cliente valoriza para além do job em si e reforce esses atributos.
  3. Solução: as vezes o cliente tem uma necessidade mais ampla do que o nosso serviço contempla. Ao invés de dizer sim ou não para tudo, porque não fazer parcerias e transmitir ao cliente essa percepção de solução completa?
  4. Certificações: são chancelas de qualidade, dadas por empresas de renome. Google, Facebook, Hubspot e Rock Content são alguns exemplos. Ao se certificar você agrega valor à sua proposta e pode se diferenciar. Se quiser, saiba mais sobre o tema no vídeo sobre Carreira e Marketing Digital.

Espero que tenham gostado do post! Se tiverem dúvidas, basta comentar! Até a próxima :)

Análise do Livro Outliers – Fora de Série de Malcom Gladwell

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Oi, pessoal!

Hoje vamos falar sobre o livro Fora de SérieOutliers, de um dos meus autores favoritos: Malcolm Gladwell. Um estudo incrível sobre particularidades e dados estatísticos de trajetórias de sucesso para explicar porque algumas pessoas são bem sucedidas e outras não, cheio de lições de Marketing e de Desenvolvimento Pessoal. Vem comigo e se joga!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra, diretamente do meu canal no Youtube.

Oportunidade

O autor tem uma frase bem emblemática que diz que os vitoriosos são aqueles que percebem uma oportunidade, tem a presença de espírito para agarrá-la e a força para fazer o que for preciso para torna-la um projeto bem sucedido. Mas ele também explica que nem todo mundo é exposto às mesmas chances. O mito de que criamos as nossas oportunidades, que tudo depende da gente, não é uma verdade absoluta, e infelizmente não vale para todos.

Idade na Escola

As crianças mais velhas da turma tendem a ser mais fortes, mais altas e mais autoconfiantes. Isso é um fator importante na construção da personalidade e na forma como, no futuro, lidaremos com certos aspectos da vida profissional e pessoal. O autor cita exemplos de atletas bolsistas em universidades americanas, que geralmente eram os mais velhos de suas turmas e logo, estavam mais aptos a abraçar oportunidades ligadas aos esportes e serem beneficiados por elas.

Geração

Como o mundo era quando você nasceu? E quando estava na universidade? O autor cita o exemplo do Bill Gates, será que se ele tivesse nascido 5 anos antes, em outro lugar, ele seria o “Bill Gates”? A geração da qual fazemos parte é importante porque traz o contexto de entorno, ser a pessoa certa, na hora certa, no local certo.

Cultura

Certas culturas valorizam mais a disciplina, outras a submissão, outras o sucesso profissional. A cultura na qual estamos inseridos tem grande influência na maneira como nos portamos e como vislumbramos a vida e as oportunidades que nos são apresentadas.

Se Mostrar em Sua Melhor Versão

Aqui entra um papel importante de nossos pais ou criadores, quando somos crianças. Ser condicionado e incentivado a sempre se mostrar em sua melhor versão. Vale a auto análise: quando precisamos nos expor, como fazemos isso? Vamos inseguros e apenas por protocolo? Ou fazemos o nosso melhor, tentando nos apresentar em nossa melhor versão, mesmo que inseguros e com medo? Pessoas bem sucedidas tem essa vontade intrínseca porque desde muito cedo foram incentivadas a fazer isso.

Inteligência Prática

O que determina o sucesso não é nosso brilhantismo escolar. Muito mais importante, é a inteligência prática, ou seja, a forma como se resolve problemas. Podemos ter um QI elevado e uma péssima habilidade em lidar com problemas. Aqui também cabe uma auto análise: como lidamos com os problemas que aparecem em nossas vidas? Sabemos resolve-los?

Considerar o que Faz Importante

Não existem profissões de sucesso! Existe o sentimento de considerar a nossa profissão importante e relevante, dar um significado a ela, se orgulhar! A autonomia, complexidade e relação entre esforço e recompensa são critérios ligados ao grau de importância que damos ao que fazemos, mas isso não precisa ser tão técnico, né? :) Sem um propósito e essa intenção, não temos motivo para fazer o que fazemos e a vida fica menos interessante e nossas chances de sucesso, claro, diminuem.

As Dez mil Horas de Prática Intencional

Somos tão imediatistas, achamos que um mês depois de começar algo novo, já precisamos ser especialistas. Mas existe sim um número “mágico” de horas de esforço e prática intencional, ou seja, efetivamente fazer algo com intuito de se aprimorar e melhorar continuamente. São dez mil horas de treino! O exemplo que Malcolm Gladwell dá é dos Beatles, que fizeram sucesso cedo, mas começaram cedo e de forma intensa e quando estouraram, já tinham dez mil horas de prática. Sem esforço e trabalho duro, nada feito!

Espero que tenham gostado do post! Até a próxima!

Fome de Poder – Lições de Marketing

Fome de Poder Lições de Marketing - Camila Renaux

Oi, pessoal! No post de hoje vou comentar as lições de Marketing do filme FOME DE PODER, que narra a história real da criação do Mc Donald’s, sua estratégia empresarial e a história de seu “fundador” – Ray Kroc. Tem no Netflix! O filme é cheio de sacadas de Marketing! Vem comigo e se joga!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra lá no fim desse post, diretamente do meu canal no Youtube.

1. CONHEÇA O SEU PÚBLICO

O público alvo do Mc Donald’s são as famílias. Mas as ofertas existentes antes da sua criação eram primordialmente drive-ins, locais de festa e bagunça, frequentados por jovens. A rede de fast food soube entender que seu público era diferente e focou em um produto mais adequado e um ambiente familiar, com bancos e locais para sentar. EssE era o DIFERENCIAL!

Em outro momento do filme, essa adequação de público aparece também para os franqueados – outro público de interesse. Endinheirados da cidade não cuidavam das franquias com o esmero que Ray Kroc esperava e isso era péssimo para a marca. Ao  franquear para casais que faziam do restaurante sua “segunda casa”, trabalhavam juntos e cuidavam dos mínimos detalhes, o Mc Donalds tinha melhores resultados. Saber quem é o seu público e adequar sua oferta para ele é chave para ter um diferencial!

 

2. TENHA UM PRODUTO PRIMOROSO

O filme mostra o trabalho incansável dos irmãos Mc Donald’s para encontrar o processo perfeito para a cozinha, rapidez no atendimento e até o número de fatias de picles que cada hambúrguer deveria ter – um esmero sem fim com o produto! Mesmo quem não tem um centavo para investir em Marketing consegue construir marca e reputação com um bom produto percebido (pelo seu cliente, não por você mesmo!) e processos primorosos. Quem é excelente é lembrado, recomendado e dificilmente esquecido! 

 

3. VENDER NÃO É O MESMO QUE LUCRAR

Essa lição parece óbvia, mas na prática ela pega muitos de nós. É que faturar não significa lucrar e muitas vezes temos excelentes resultados de vendas e mesmo assim não sobra (ou falta!) no final do mês. Isso se dá por não respeitarmos as margens de lucro, seja por estarmos com gastos elevados ou por alguma prática muito agressiva de promoção baseada em descontos. Não foi diferente com Ray Kroc, nosso protagonista. O Mc Donald’s já ia bem, abria novas franquias, vendia como nunca. Mas a marca devia ao banco e não conseguia pagar os empréstimos. As margens de lucro da venda de hambúrguer não cobriam os investimentos que estavam sendo realizados, havia “descasamento” de fluxo de caixa e a estratégia de vendas não estava alinhada com as necessidades financeiras da empresa. Quem nunca? Não basta vender mais, é preciso vender melhor!

 

4. SAIBA QUAL É O SEU NEGÓCIO

O momento de ouro do filme! Super romantizado, como se fosse um passe de mágica, mas me fez pensar muito! Ray Kroc encontra um consultor, Harry Sonneborn, e com ele chega a conclusão que o Mc Donald’s não está no ramo de alimentação e sim, no ramo imobiliário! É tudo sobre a localização de cada loja. A sacada é ser dono dos pontos de venda, usa-los como garantias bancárias para financiar o crescimento das franquias e ter os imóveis no patrimônio da empresa. Esse é um exercício para todos nós, verdadeiras perguntas mágicas: O que eu verdadeiramente vendo e qual a estratégia que vai garantir a minha consolidação?

 

5. DÊ IMPORTÂNCIA À CONSTRUÇÃO DA MARCA

Ray Kroc afirma que ao ver os arcos dourados do Mc Donald’s enxergou ali uma nova igreja – e que não abriria somente aos domingos. Ele considerava o nome “Mc Donald’s” um símbolo da cultura americana, o cerne de um estilo de vida. Branding (construção de marca) é caro, leva tempo, demanda investimento em Comunicação e é tarefa das mais complexas! Qual o símbolo da nossa estratégia de branding? Ela vai além de um logotipo? Não subestime o poder de uma marca!

 

6. SEJA VOCÊ MESMO E SEJA COERENTE AO SEU ESTILO

Ray Kroc é bem Darth Vader. Ele vai pro lado negro da força e lá permanece, fiel ao seu estilo, às suas metas, àquilo que acredita, uma determinação cega. Eu fiquei bem tentada a critica-lo sem dó nem piedade, talvez por ter valores diferentes e crenças contrárias. Mas também ouvi colegas comentando sobre tudo que construiu, um legado, uma história de superação, etc. Eles também tinham razão… Me dei conta que, em um momento em que há fórmulas para tudo e polaridade de opiniões, só nos resta ser quem somos e respeitar isso, agindo com ética e coerência – à luz do nosso estilo próprio. Se ele está certo ou errado, é feliz ou triste, é tudo perspectiva. E o que é sucesso para mim? Estou alinhada com isso ou lutando para me adequar à uma realidade que não me representa? Permitir-se escolher e a partir dessa escolha bancar ser quem é!

 

E você, o que achou do filme? Conte nos comentários! Até a próxima! :)

Concorrentes usam o nome da sua marca no Adwords? Entenda as Regras!

Camila-Renaux-Concorrência-Adwords

Concorrentes estão usando o nome da minha marca como uma palavra chave em suas campanhas no Google Adwords! É permitido? O que posso fazer para evitar isso?

Entenda as regras e o que pode ser feito no vídeo abaixo:

 

Links citados no vídeo:

Canal da Consultora Camila Renaux no Youtube: https://www.youtube.com/camilarenaux

Métricas em Marketing Digital

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Olá, leitores do Marketing Drops!

No dia 16 de março de 2017 estive no The Up Day em Florianópolis (TUD2017) falando sobre Métricas em Marketing Digital! O tema era como simplificar o que medimos e dessa maneira elaborar e implementar estratégias mais assertivas, que nos ajudem a vender mais e melhor.

A palestra virou vídeo, em formato de curso online, super completo \o/

Um passo a passo para todos aqueles que conseguem coletar dados e medir resultados, mas sentem dúvidas na hora de definir se eles são bons, satisfatórios ou ruins!

  • Conceitos
  • Fórmulas
  • Qualitativo x Quantitativo
  • O que são métricas
  • O que são KPIs
  • ROI, Taxa de Conversão, Ticket Médio, CTR, Mídia, entre outros.
  • Dicas para facilitar o dia a dia e a geração de relatórios

Espero que gostem!

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

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Esse é o post campeão de acessos aqui no Marketing Drops!

O tema gera muitas dúvidas dos leitores apesar das  regras para promoções que envolvam concursos culturais e sorteios não serem tão novas assim. A principal mudança, que ocorreu com a publicação da Portaria 422 em 2013, tem grande impacto no nosso dia a dia: não é mais possível realizar um concurso dentro de uma rede social como o Facebook ou o Instagram.

Calma! Vamos entender isso melhor:

Essas regras já valiam há algum tempo. Alguns pontos foram acrescentados e outros itens esclarecidos, principalmente no que diz respeito ao entendimento que Ministério da Fazenda – que atua através da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico – tinha sobre o assunto. A portaria é longa e você pode ler na íntegra clicando nesse link aqui. Ao longo do post, compartilho um tutorial para esclarecer todas as dúvidas e um vídeo explicativo. Se joga!

Regras para Sorteios:

Todo tipo de promoção que envolva sorte (como os sorteios) precisa de registro na Caixa Econômica Federal para acontecer, esteja fora ou dentro de redes sociais.

  • Esse registro leva, em média, 45 dias para ser efetivado. Por isso, não dá pra organizar aquele sorteio na web “do dia pra noite”, o planejamento tem que contar com esse período extra. Aqui está um hotsite completo sobre o tema, fornecido pela própria CEF.
  • O registro tem sim um custo, que deve ser pago para a Caixa Econômica e varia de acordo com o valor total dos prêmios, conforme tabela abaixo:
Valor dos prêmios oferecidos Valor da Taxa de Fiscalização
Até R$1.000,00 R$ 27,00
De R$1.000,01 a R$5.000,00 R$ 133,00
De R$5.000,01 a R$10.000,00 R$ 267,00
De R$10.000,01 a R$50.000,00 R$ 1.333,00
De R$50.000,01 a R$100.000,00 R$3.333,00
De R$100.000,01 a R$500.000,00 R$10.667,00
De R$500.000,01 a R$1.667.000,00 R$33.333,00
Acima de R$ 1.667.000,01 R$66.667,00

A empresa deve enviar o pedido de emissão do boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização para a CN Promoções Comerciais, por e-mail (cepco@caixa.gov.br) ou por fax (61 – 3448-1402 ou 1403). Fonte: Caixa Econômica Federal (FAQ)
– Todo o funcionamento e a mecânica da promoção terão que ser aprovados pelos fiscais da Caixa, seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Solicitar à CAIXA o boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização, conforme vimos acima.
  2. A CAIXA emitirá o boleto para pagamento e enviará para sua caixa postal.
  3. Após o pagamento do boleto, encaminhar o requerimento, a documentação exigida e o comprovante de pagamento do boleto para a CN Promoções Comerciais, no seguinte endereço:
    CN Promoções Comerciais
    Setor de Edifícios Públicos Norte – SEPN 512, Conjunto C, Térreo
    Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva
    CEP 70.760-500 – Brasília/DF
    Obs: O setor de protocolo funciona de segunda a sexta, das 12h às 16h.
  4. Qual a documentação exigida, mesmo? :O Calma! Tá tudo aqui neste link.

E os concursos culturais?

Os concursos culturais, artísticos e desportivos não precisam de registro e era aí que todo mundo fazia a festa. Valia qualquer coisa para distribuir prêmios e gerar buzz, especialmente nas mídias sociais. Apesar de não precisar de registro, esse tipo de promoção precisa seguir regras, caso contrário, pode ser descaracterizada – o que tem consequências reais (veja tópico sobre penalidades no final do post).

O que pode descaracterizar um concurso cultural?

  • A empresa não pode exigir que seu nome apareça na chamada, na mecânica ou no nome da promoção. O nome da empresa só pode aparecer para identifica-la como promotora do concurso nos materiais de divulgação. Essa regra inclui até as embalagens de produto, por isso, fique de olho! Aquela história de “Super concurso da marca X! A melhor frase que responder porque a marca X é tudo de bom ganhará vários prêmios XYZ” não são mais válidas. Também não é permitido exigir que o participante elogie a marca ou responda corretamente alguma coisa para participar.  Se a marca realmente quiser que seu nome apareça, vale pedir permissão prévia para a Caixa.

  • As marcas não podem premiar o vencedor com produtos ou serviços da própria empresa, o que é super comum. A mecânica também não pode tornar obrigatório o uso de algum produto nem exigir que os participantes tenham contato com o produto para poder participar do concurso. Ou seja, se sua marca produz roupas, você não pode fazer um concurso cultural que dê essas roupas como prêmio.

  • Pagar (mesmo que de forma indireta) para participar. Bem comum em concursos que exigiam acumular embalagens, lembram? Também não vale aquela história de “todos que comprarem o produto X estão participando automaticamente”.

  • Exigir que o participante preencha dados detalhados em um cadastro (nome, e-mail, telefone, CPF, etc.) ou que responda à pesquisas para participar. Também não se pode exigir que o participante aceite receber material publicitário da empresa. Sabe aquela opção que sempre vem marcada no check box? “Aceito receber e-mail da marca X”, lá no final do cadastro? Isso descaracteriza um concurso cultural.

  • Vincular a campanha a datas comemorativas como Natal, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia das Mães. A partir de agora sua empresa não pode batizar os concursos culturais com esses termos.

  • A mais bombástica de todas as regras: Para ser legal, um concurso cultural não pode acontecer dentro de redes sociais – somente ser divulgado nesses canais. Na prática, implica que concursos culturais precisam de um hotsite ou outra plataforma externa para acontecer! Se a sua empresa realmente quiser utilizar redes sociais para promoções, é melhor utilizar uma modalidade que envolva sorte – como os sorteios – e registra-la junto à Caixa Econômica Federal. Cuidado com as regras do Facebook, que não permite o uso do curtir, comentar e compartilhar como critérios em promoções. Aquela história de “a foto mais curtida ganha” é proibida na rede social de Mark Zuckerberg.

Ok, minha marca quer realizar um concurso cultural. Como eu faço?

Nos links abaixo estão modelos de regulamentos de concursos culturais que seguiram todas as regras da Portaria para orienta-los.

Colgate Professional

Santander

Sabrina Sato

Dá sim para fazer ações criativas e que criam engajamento com o público \o/

O que acontece com quem descumpre essas determinações?

Multa no valor total da premiação. A empresa também pode ser obrigada a ficar até dois anos sem realizar qualquer tipo promoção, em qualquer canal! Na dúvida, consulte um advogado, este é o profissional mais indicado para orienta-los nestes casos. Alguns leitores aqui do blog entraram em contato para informar que foram denunciados por participantes das ações e também por concorrentes, por isso, siga as regras! O crime nunca compensa ;) Se a sua marca for denunciada, procure um advogado, é sempre o melhor a ser feito.

Como planejar ações a partir de agora?

A solução para tudo isso é investir em relacionamentos reais com seus consumidores para que eles se sintam genuinamente dispostos a interagir com a marca.

Planejamento e conhecimento também ajudam. Ainda dá para bolar concursos culturais “mais neutros”, que não tenham como objetivo mostrar a marca e sim, ouvir o consumidor. Hotsites serão armas poderosas para os profissionais de Marketing Digital e as redes sociais também podem ajudar na hora da divulgação. Aliás, isso é uma dúvida comum: está tudo bem divulgar as ações nas redes sociais, ok? O que não pode é realizar a ação lá. Divulgar e contar para todo mundo pode.

Outra dica é investir em mídia segmentada, no Google, no Instagram e no Facebook. Dá mais resultado e é mais fácil mensurar o retorno, mesmo para quem tem pouca verba para investir.

Não desanime e faça o que é correto! Até a próxima! :)

Experiência de compra em e-commerce (na prática!)

experiencia de compra em ecommerce

Faz parte da rotina de um Consultor de Marketing Digital orientar clientes sobre as melhores práticas para melhorar a experiência de compra em lojas virtuais. Viver o Marketing Digital, em especial nas estratégias de e-commerce é uma lição de humildade. O aprendizado é diário e, na hora de entender o comportamento do consumidor, não existe especialista infalível ou dono da verdade. O processo é contínuo e o trabalho, ajustado no dia a dia.

Para auxiliar os leitores do Marketing Drops com sugestões sobre o tema experiência de compra, nada melhor do que exemplos reais. Realizei compras em 3 lojas virtuais e uma loja que faz uso de omni channel e passei pelas situações comuns a todos os consumidores. No post de hoje, apresento as estratégias adotadas e comento minhas experiências de compra misturando os papéis de cliente e consultora. O segmento escolhido foi o de Moda e Acessórios, que hoje ocupa o 1º lugar no ranking de volume de pedidos através da Internet, com 17,5% do market share do varejo eletrônico brasileiro.

 

OQVestir

Minha experiência de compra nesse e-commerce envolve o Facebook em todos os aspectos. Foi através do compartilhamento de uma amiga que me interessei por uma saia com tachas. Curti a FanPage e rapidamente procurei a loja no Instagram. Visitei o e-commerce e não tive nenhum impulso de compra, especialmente pelo preço alto e pelo frete, que só seria grátis em compras acima de R$400,00. O fator decisivo foi o uso de Remarketing no Facebook. .

Remarketing ou retargeting é o processo de segmentar usuários em diferentes listas, através de suas ações, em um determinado site. Exemplos: aqueles que abandonaram carrinho, olharam o produto mas não compraram, apenas realizaram buscas, etc. Utilizando cookies de navegação, é possível impactar esses diferentes usuários com diferentes anúncios (em especial em formato banner ou Facebook Ads com URL Externa) com aquele determinado produto. Em palavras menos técnicas, é quando um anúncio de um produto fica perseguindo você durante a navegação. 

Com a tentação do produto me perseguindo, acabei comprando. Não haviam opiniões de usuários e isso quase me impediu de realizar a compra mais uma vez. Desconfio muito de lojas que não incluem a opinião de usuários. Mas, acabei comprando a peça porque achei super linda e no fundo sabia que os anúncios não iriam parar com a tentação ;)

Durante o processo de compra, tudo OK. Porém, para rastrear o pedido, a experiência não foi bacana. O sistema era de uma outra empresa de logística que não os Correios e era impossível ter um feedback correto em tempo real sobre o status do envio. Isso aumentou os níveis de ansiedade como nunca imaginei!

A saia chegou em perfeito estado, com um cartão bem lindo e em uma caixinha personalizada. Me senti chegando de uma loja física e recomendo que esta prática seja seguida para e-commerces que busquem atingir um segmento de consumidores mais exigentes.

Abri a caixa e percebi que a saia não tinha o mesmo caimento nem o mesmo aspecto de que nas fotos do site. Esse é o maior erro da maioria dos sites citados nesse post. Tratar as imagens é uma arte e é melhor que o produto pareça como realmente é! Em poucos segundos decidi que realizaria uma troca e iniciei uma conversa via e-mail com o SAC do OQVestir.

Camila Renaux - Consultoria de Marketing Digital para e-commerce - Avaliação de lojas virtuais

Como a resposta demorou cerca de 1 hora (o que não é quase nada, mas pareceu uma eternidade para mim), acabei abrindo um novo chamado por chat online. Em ambos os canais fui muito bem tratada, mas em cada um deles houve um tipo de resposta diferente. No primeiro, me informaram que eu poderia escolher um produto que ficaria reservado para ser enviado quando minha troca chegasse no Centro de Distribuição da OQVestir. No segundo, me informaram que eu receberia créditos e aí sim poderia comprar o que quisesse. No fim do processo, a primeira opção se mostrou verdadeira.

Postei tudo na filial dos Correios mais próxima da minha casa gratuitamente (logística reversa) e esperei os 7 dias para a remessa chegar no CD da loja. Os produtos que eu havia escolhido para as trocas (uma sapatilha e uma pulseira) chegaram em outros 3 dias úteis e terminei a compra satisfeita com o e-commerce porque adorei o sapato novo (apesar da cor ser diferente da foto mais uma vez).

– Ponto Fraco: eu nunca recebia feedback prévio, ele sempre vinha quando eu entrava em contato e perguntava.

– Ponto Forte: produtos exclusivos e definitivamente lindos.

– Saldo Geral: experiência positiva, mas com pontos a melhorar.

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Passarela

Nessa loja virtual, o incentivador da minha compra foi um post no blog Oi Gurias. Desde que descobri um problema de coluna tenho dado preferência à sapatos baixos e recorri à Internet para encontrar boas opções que combinem com meu estilo. Nas pesquisas no Google encontrei esse blog e desde então tenho sido uma leitora fiel. Em um dos posts, uma das autoras recomendava um determinado sapato para compor looks similares ao que eu buscava e, no fim do post, deixava um link para a loja da Schutz.  Para minha tristeza, o sapato que eu queria estava esgotado na loja da marca e meu primeiro impulso foi colocar a descrição no Google, para uma nova busca. A Passarela havia comprado aquele termo para sua campanha de links patrocinados e eu acessei por curiosidade mesmo. O sapato não era da Schutz, mas eram tantos reviews e o preço tão convidativo (com frete grátis) que eu resolvi arriscar. Confesso que pensei que, caso não gostasse, valia a pena pagar para ver.

O produto chegou em exatos dois dias no meu escritório e em perfeitas condições, dentro de uma caixa padrão, sem nenhum diferencial. Fiquei impressionada com o conforto e percebi que as avaliações do produto realmente me ajudaram a tomar a decisão de compra. Comprei exatamente aquilo que vi no e-commerce, o sapato não parecia diferente em nenhum detalhe.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce

– Ponto fraco: a impressão é de que você está recebendo um produto barato mesmo, não há nenhum diferencial de embalagem como no caso do OQVestir.

– Ponto forte: rapidez de entrega.

– Saldo Geral: o mais positivo possível!

 

Enjoei

O modelo de negócio da Enjoei sempre me chamou a atenção. Uma espécie de brechó online, onde aqueles que não querem mais alguma coisa deixam suas peças em consignação e você negocia diretamente com o dono, como nos garage sales americanos. Claro que o ambiente acaba atraindo pessoas que vendem peças nunca usadas, virando canal de distribuição. Inconscientemente, eu achei tudo super barato. Racionalmente, os preços não eram muito menores, mas eu me peguei pensando que tudo aquilo era uma pechincha e que valia muito a pena arriscar e comprar. A comunicação do e-commerce, cheia de detalhes e gírias, estava me deixando encantada e acabei comprando duas camisas – motivada principalmente pelo impulso.

Que desagradável constatar que eu não poderia incluir tudo em um só frete, afinal, eram de vendedoras diferentes e o site não faz intermediação. Tentei não dar bola para isso e fechei as duas compras via cartão de crédito.

Em menos de 10 segundos recebi e-mails super gentis, das diferentes vendedoras. Amáveis e descontraídas, me contaram em detalhes quando e como postariam as minhas compras e me desejaram momentos felizes com as roupas, aqueles atributos intangíveis que fazem muita diferença quando falamos de atendimento.

Avaliação de Lojas Virtuais - Camila Renaux Consultoria de Marketing Digital para e-commerce (2)

As peças chegaram embaladas em papel de seda colorido e as duas usaram e-Sedex porque moravam no sul do Brasil e preferiram garantir que minhas compras chegariam antes, por uma pequena diferença financeira para elas.

Nem tudo são flores: descobri que uma das camisas era grande demais para mim e que a outra era transparente demais para o meu estilo. Razão disso tudo? Não existem muitas fotos na página de produto, nem sempre podemos ver as peças vestidas e não há qualquer tabela de medidas para orientar a compra.

– Ponto Fraco: não é fácil trocar as peças. O próprio site recomenda que você as recoloque para vender :/

– Ponto Forte: o site é irresistível e de vez em quando vou até lá navegar e ver as roupas e acessórios à venda, mesmo sem intenção de compra.

– Saldo Geral: adorei o atendimento, mas não sei se voltaria a comprar enquanto não houver maiores informações sobre os produtos (imagens e medidas).

 

MeMove

Entrei na loja porque reconheci o modelo de negócio bem típico dos magazines europeus: completo autoatendimento e todo tipo de estilo em um só lugar. Fiquei passeando e separando vários tipos de peças para provar, aproveitando aqueles momentos nos quais você não quer ser ajudada por nenhuma vendedora, por mais legal que ela seja. Dessa vez eu não estava sozinha – meu marido me aguardava para almoçar – e a mistura de fome e tédio dele foi o motivador para provar somente 1/3 das peças e sair correndo para o caixa.

Muitos maridos e pais aguardavam em um sofá em frente ao provador e presenciaram a minha surpresa quando a auxiliar informou que poderíamos pagar sozinhos em uma gôndola que servia como check out. Meu marido levantou em um pulo e disse que queria ver como funcionava aquilo. Os outros homens (entediados) logo se movimentaram em seus lugares para (discretamente) acompanhar o processo. Através do uso de códigos do tipo RFID nas etiquetas das peças o sistema apresenta em uma tela o valor total da compra, que pode ser finalizado através de diversos gateways de pagamento. Sensacional, né?

Marketing Drops - processo de compra em e-commerce

– Ponto Fraco: um sofá não é o suficiente para entreter maridos passando pela tortura de esperar mulheres em compras.

– Pontos Forte: o check out parece um game e a sensação de participar desse processo fez total diferença na experiência de compra.

– Saldo Geral: super positivo e me fez falar da loja até mesmo aqui no blog :)

 

Esperam que tenham gostado do post! Para os varejistas eletrônicos, recomendo esse exercício. Quando nos colocamos no lugar de nossos clientes muitas situações mostram-se muito mais simples de serem diagnosticadas e resolvidas.

Entrevista > Empreendedorismo Digital

consultoria em marketing digital

Já falamos aqui no Marketing Drops sobre um assunto bem pertinente ao empreendedorismo digital, apresentando o Manual de Bolso Startup. Na última semana fui convidada para dar uma entrevista sobre o tema ao portal Ticket e Gestão, dessa vez respondendo as perguntas essenciais para aqueles que querem abrir seu próprio negócio usando a Internet.

Compartilho com vocês a íntegra da entrevista. Boa leitura! :)

Muitas pessoas hoje pensam em ter um negócio digital por acharem ser uma forma mais simples de empreendimento. O que você acha dessa posição?

Todo novo empreendimento já é por si só complexo, é um novo entrante em um mercado muitas vezes consolidado. No mundo online o desafio sem dúvida é maior. Para os negócios de varejo digital (e-commerce) a concorrência está a um simples clique de distância, a facilidade em comparar preços é muito maior e a resistência dos consumidores em fazer compras pela primeira vez em lojas desconhecidas não são meros detalhes. Já para as startups digitais, também é necessário contar com um modelo de negócio inovador e com a participação ativo do empreendedor como a figura de um líder, que deve acreditar em suas ideias e ser capaz de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

O que é preciso para ser um empreendedor digital?

Muitas das características dos empreendedores do mundo offline, como iniciativa, persistência, capacidade de correr riscos calculados, liderança, resiliência, exigência por qualidade, busca sistemática por informações, autoconfiança e networking. Costumo brincar que os empreendedores devem ter nervos de aço! No mundo online destaco como características importantes a orientação a resultados – tudo na web pode e deve ser medido – e o planejamento, base para o sucesso em estratégias digitais e para compreensão dos movimentos de mercado.

Quais são as 5 perguntas que uma pessoa deve fazer para saber se o negócio é viável ou não?

Essas perguntas compõe um documento muito importante, chamado business plan ou plano de negócios. Apesar de alguns empreendedores considerarem a confecção de um plano de negócios uma perda de tempo – preferem ter tudo “na cabeça” – é muito recomendável que o novo empresário coloque no papel seu plano, na tentativa de valida-lo. O maior erro que um empreendedor pode cometer é tentar achar respostas simplistas para todas as perguntas que remetam ao fracasso do seu negócio. Pensar nas possibilidade que levariam as pessoas a não comprar o produto ou a não preferirem a marca, são muito bem vindas, assim como aceitar críticas construtivas.
De forma geral, deve-se responder ao: o que, quem, quando, como e por que do negócio. Também é importante questionar-se sobre o produto, o mercado, a concorrência, o público alvo, a distribuição e o preço. Enfim, deve-se pensar em tudo, todo detalhe é importante e conhece-lo com antecedência aumentará suas chances de sucesso quando a empresa já estiver em operação.

Quais são os cuidados necessários no começo de um negócio digital?

Na minha percepção um cuidado importante e muitas vezes negligenciado, é a importância das pessoas para o sucesso da empresa. Muitos empreendedores se preocupam com entregas, produto e demais pontos do operacional e esquecem que a empresa deve possuir um líder e um objetivo claro a ser buscado. Ter pessoas orientadas a esse objetivo em comum, comprometidas e felizes em seu ambiente de trabalho é essencial para o sucesso. Além das perguntas do business plan, um cuidado essencial, recomendo que os empreendedores pensem na sua equipe e na construção de uma cultura corporativa sólida.

Como promover o seu negócio?

Depende da sua estratégia e do seu objetivo. Sei que isso parece clichê, mas é essencial. Os maiores erros de divulgação acontecem porque os objetivos se perderam ou não estão claros e nunca será possível ter tudo, é necessário escolher o foco. É importante compreender os diferentes níveis de maturidade da empresa, seus estágios iniciais, a percepção do mercado e dessa maneira ir traçando as estratégias. Na Internet temos modalidades incríveis de divulgação, como vídeos, peças interativas, redes sociais e remarketing – aqueles produtos que “perseguem” o internauta conforme ele navega por diferentes sites. Também é importante reforçar a importância das modalidades tradicionais de mídia, como TV e jornal, na divulgação de um negócio. A comunicação deve ser integrada, sempre!

Como funciona uma consultoria em marketing digital?

O papel do consultor é auxiliar as empresas a alcançar seus objetivos na – e através da – Internet. O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição. O consultor de Marketing Digital deve trabalhar em detrimento da empresa do cliente e nunca dos serviços que tem a oferecer, já que o produto que vende é inteligência e expertise. Também é extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado.

O que é Marketing Multinível?

dúvida O que é Marketing Multinível?

No post de hoje vou responder uma dúvida super comum entre os leitores do Marketing Drops. Afinal, o que é Marketing Multinível?

O Marketing Multinível também pode se chamar Marketing de Rede e é definido por sua distribuição e política comercial. Neste modelo a receita não advêm somente da venda de produtos, inclui também o recrutamento de novos vendedores, sempre autônomos.

As estratégias de “member get member” e suas variações dentro do Marketing Multinível se popularizaram nos anos 80 e 90 e muitas empresas de várias partes do mundo as utilizam, como Avon, Polishop e Herbalife. Em termos mais amigáveis, o Marketing de Rede funciona assim: Você pode consumir um produto e também vende-lo, recendo uma comissão por essa venda. Outra maneira de ser comissionado é trazendo novos revendedores que continuarão o processo, em um sistema contínuo.

Por que tanto se fala em Marketing Multinível e redes sociais?

O assunto Marketing Multinível nas redes sociais veio à tona especialmente devido a busca das empresas por maiores níveis de audiência e engajamento nesses canais. Ao invés da venda de produtos, como no exemplo dado, estamos falando da venda de cliques, acessos e curtidas.

Você pode curtir uma página no Facebook em troca de comissão e também trazer novos curtidores, o que o comissiona novamente.

A lógica é toda baseada em volume: quantos amigos você tem no Facebook? E seguidores no Twitter? E contatos de e-mail? Na hora de somar tudo isso, percebemos que temos um número expressivo de pessoas em nossa rede de contatos e que podemos aciona-las com poucos cliques – naquela velha história do “não custa nada tentar, vai que alguém se interessa”. Na perspectiva dos usuários finais, isso parece muito com spam.

Anúncio da empresa Telexfree

Anúncio da empresa Telexfree

Vocês já se perguntaram porque o spam não morre? Porque dá resultado! O custo de enviar um e-mail indesejado é tão baixo e o acesso à mailing tão facilitado, que caso uma campanha tenha uma taxa de conversão próxima a zero, já valeu a pena.

O problema desta estratégia para as empresas é que “curtidas vazias” não geram resultado, são apenas um número. Como regra geral, as empresas não devem buscar simples curtidores ou acessos e sim, pessoas que façam parte de seu público alvo. Do ponto de vista dos consumidores finais, o risco é o do Marketing Pessoal, já que ao invés de manter uma postura coerente em canais sociais, esta pessoa acaba sendo um “curtidor” ou “compartilhador” compulsivo, sem se importar com o conteúdo.

Qual a diferença entre Marketing Multinível e Pirâmide Financeira?

A diferença entre os dois sistemas depende de um único fator: a receita. Se a maior parte da receita de uma empresa que trabalha utilizando estratégias de Marketing Multinível advir da venda de produtos, estamos falando de uma atuação coerente de Marketing de Rede. Porém, se a maior parte da receita advir da captação de novos membros (revendedores), pode-se caracterizar um sistema de pirâmide, o que não é permitido no Brasil. Por isso, diz-se que os sistemas de pirâmide são insustentáveis.

Espero que esse assunto tenha ficado mais claro para vocês! Até a próxima :)

P.S: Esse post contém trechos de uma entrevista minha sobre o tema