Entrevista > Empreendedorismo Digital

consultoria em marketing digital

Já falamos aqui no Marketing Drops sobre um assunto bem pertinente ao empreendedorismo digital, apresentando o Manual de Bolso Startup. Na última semana fui convidada para dar uma entrevista sobre o tema ao portal Ticket e Gestão, dessa vez respondendo as perguntas essenciais para aqueles que querem abrir seu próprio negócio usando a Internet.

Compartilho com vocês a íntegra da entrevista. Boa leitura! :)

Muitas pessoas hoje pensam em ter um negócio digital por acharem ser uma forma mais simples de empreendimento. O que você acha dessa posição?

Todo novo empreendimento já é por si só complexo, é um novo entrante em um mercado muitas vezes consolidado. No mundo online o desafio sem dúvida é maior. Para os negócios de varejo digital (e-commerce) a concorrência está a um simples clique de distância, a facilidade em comparar preços é muito maior e a resistência dos consumidores em fazer compras pela primeira vez em lojas desconhecidas não são meros detalhes. Já para as startups digitais, também é necessário contar com um modelo de negócio inovador e com a participação ativo do empreendedor como a figura de um líder, que deve acreditar em suas ideias e ser capaz de fazer crescer na cultura da empresa o desejo de superação.

O que é preciso para ser um empreendedor digital?

Muitas das características dos empreendedores do mundo offline, como iniciativa, persistência, capacidade de correr riscos calculados, liderança, resiliência, exigência por qualidade, busca sistemática por informações, autoconfiança e networking. Costumo brincar que os empreendedores devem ter nervos de aço! No mundo online destaco como características importantes a orientação a resultados – tudo na web pode e deve ser medido – e o planejamento, base para o sucesso em estratégias digitais e para compreensão dos movimentos de mercado.

Quais são as 5 perguntas que uma pessoa deve fazer para saber se o negócio é viável ou não?

Essas perguntas compõe um documento muito importante, chamado business plan ou plano de negócios. Apesar de alguns empreendedores considerarem a confecção de um plano de negócios uma perda de tempo – preferem ter tudo “na cabeça” – é muito recomendável que o novo empresário coloque no papel seu plano, na tentativa de valida-lo. O maior erro que um empreendedor pode cometer é tentar achar respostas simplistas para todas as perguntas que remetam ao fracasso do seu negócio. Pensar nas possibilidade que levariam as pessoas a não comprar o produto ou a não preferirem a marca, são muito bem vindas, assim como aceitar críticas construtivas.
De forma geral, deve-se responder ao: o que, quem, quando, como e por que do negócio. Também é importante questionar-se sobre o produto, o mercado, a concorrência, o público alvo, a distribuição e o preço. Enfim, deve-se pensar em tudo, todo detalhe é importante e conhece-lo com antecedência aumentará suas chances de sucesso quando a empresa já estiver em operação.

Quais são os cuidados necessários no começo de um negócio digital?

Na minha percepção um cuidado importante e muitas vezes negligenciado, é a importância das pessoas para o sucesso da empresa. Muitos empreendedores se preocupam com entregas, produto e demais pontos do operacional e esquecem que a empresa deve possuir um líder e um objetivo claro a ser buscado. Ter pessoas orientadas a esse objetivo em comum, comprometidas e felizes em seu ambiente de trabalho é essencial para o sucesso. Além das perguntas do business plan, um cuidado essencial, recomendo que os empreendedores pensem na sua equipe e na construção de uma cultura corporativa sólida.

Como promover o seu negócio?

Depende da sua estratégia e do seu objetivo. Sei que isso parece clichê, mas é essencial. Os maiores erros de divulgação acontecem porque os objetivos se perderam ou não estão claros e nunca será possível ter tudo, é necessário escolher o foco. É importante compreender os diferentes níveis de maturidade da empresa, seus estágios iniciais, a percepção do mercado e dessa maneira ir traçando as estratégias. Na Internet temos modalidades incríveis de divulgação, como vídeos, peças interativas, redes sociais e remarketing – aqueles produtos que “perseguem” o internauta conforme ele navega por diferentes sites. Também é importante reforçar a importância das modalidades tradicionais de mídia, como TV e jornal, na divulgação de um negócio. A comunicação deve ser integrada, sempre!

Como funciona uma consultoria em marketing digital?

O papel do consultor é auxiliar as empresas a alcançar seus objetivos na – e através da – Internet. O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição. O consultor de Marketing Digital deve trabalhar em detrimento da empresa do cliente e nunca dos serviços que tem a oferecer, já que o produto que vende é inteligência e expertise. Também é extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado.

O que é Marketing Multinível?

dúvida O que é Marketing Multinível?

No post de hoje vou responder uma dúvida super comum entre os leitores do Marketing Drops. Afinal, o que é Marketing Multinível?

O Marketing Multinível também pode se chamar Marketing de Rede e é definido por sua distribuição e política comercial. Neste modelo a receita não advêm somente da venda de produtos, inclui também o recrutamento de novos vendedores, sempre autônomos.

As estratégias de “member get member” e suas variações dentro do Marketing Multinível se popularizaram nos anos 80 e 90 e muitas empresas de várias partes do mundo as utilizam, como Avon, Polishop e Herbalife. Em termos mais amigáveis, o Marketing de Rede funciona assim: Você pode consumir um produto e também vende-lo, recendo uma comissão por essa venda. Outra maneira de ser comissionado é trazendo novos revendedores que continuarão o processo, em um sistema contínuo.

Por que tanto se fala em Marketing Multinível e redes sociais?

O assunto Marketing Multinível nas redes sociais veio à tona especialmente devido a busca das empresas por maiores níveis de audiência e engajamento nesses canais. Ao invés da venda de produtos, como no exemplo dado, estamos falando da venda de cliques, acessos e curtidas.

Você pode curtir uma página no Facebook em troca de comissão e também trazer novos curtidores, o que o comissiona novamente.

A lógica é toda baseada em volume: quantos amigos você tem no Facebook? E seguidores no Twitter? E contatos de e-mail? Na hora de somar tudo isso, percebemos que temos um número expressivo de pessoas em nossa rede de contatos e que podemos aciona-las com poucos cliques – naquela velha história do “não custa nada tentar, vai que alguém se interessa”. Na perspectiva dos usuários finais, isso parece muito com spam.

Anúncio da empresa Telexfree

Anúncio da empresa Telexfree

Vocês já se perguntaram porque o spam não morre? Porque dá resultado! O custo de enviar um e-mail indesejado é tão baixo e o acesso à mailing tão facilitado, que caso uma campanha tenha uma taxa de conversão próxima a zero, já valeu a pena.

O problema desta estratégia para as empresas é que “curtidas vazias” não geram resultado, são apenas um número. Como regra geral, as empresas não devem buscar simples curtidores ou acessos e sim, pessoas que façam parte de seu público alvo. Do ponto de vista dos consumidores finais, o risco é o do Marketing Pessoal, já que ao invés de manter uma postura coerente em canais sociais, esta pessoa acaba sendo um “curtidor” ou “compartilhador” compulsivo, sem se importar com o conteúdo.

Qual a diferença entre Marketing Multinível e Pirâmide Financeira?

A diferença entre os dois sistemas depende de um único fator: a receita. Se a maior parte da receita de uma empresa que trabalha utilizando estratégias de Marketing Multinível advir da venda de produtos, estamos falando de uma atuação coerente de Marketing de Rede. Porém, se a maior parte da receita advir da captação de novos membros (revendedores), pode-se caracterizar um sistema de pirâmide, o que não é permitido no Brasil. Por isso, diz-se que os sistemas de pirâmide são insustentáveis.

Espero que esse assunto tenha ficado mais claro para vocês! Até a próxima :)

P.S: Esse post contém trechos de uma entrevista minha sobre o tema

Por que as operações de Marketing Digital fracassam?

sucesso em marketing digital

Quem nunca se deparou com uma história de fracasso em Marketing Digital? Não falo das histórias sobre falta de planejamento, erros de usabilidade ou mecânica de ações mal elaboradas. Me refiro às situações onde há conhecimento técnico, há vontade de fazer acontecer mas mesmo assim, não dá certo. Casos assim são mais frequentes do que se imagina e alguns fatores são comuns à todos eles. No post de hoje falaremos sobre os 3 principais motivos de fracasso na hora de colocar o digital em prática e entenderemos como escapar de todos eles! Boa leitura :)

1. Organização

Este é o inimigo número 1 das operações de Marketing Digital. Sem organização fica impossível definir prioridades e saber no que focar na hora de executar ações em um ambiente tão rico em ecossistemas como a web. São muitas mídias, muitas postagens, muita interação. Nesse ambiente de excessos o ideal é manter tudo à vista e gerenciar as atividades de uma maneira mais analítica e pragmática.

Outro grande erro nesse quesito é acreditar que ferramentas fazem milagre. Quem faz milagre é o hábito! De nada adianta o melhor software do mundo se ele sempre estiver desatualizado ou atas assinadas se a equipe de desenvolvimento não tiver o costume de ler esses documentos. Uma simples agenda (daquelas de papel) ou post it salvará a todos.

Cenário padrão: Você precisa confirmar um dado para que seja inserido no site da empresa. Você cobra o responsável e ele não lhe dá feedback. Alguns dias se passam. Um cliente sente falta e reclama no Facebook. Depois da falha inicia-se o “disse, não disse” e todos saem perdendo.

Se você é um desorganizado compulsivo, execute apenas uma tarefa de cada vez e use o despertador do celular para lembrar de rever pontos não finalizados. Outra dica é transformar e-mails em tarefas, que ficam grifadas na caixa de entrada. Se você não vive sem aplicativos e ferramentas, use e abuse de EverNote, Basecamp, Google Apps e Microsoft Project.

2. Produtividade

A produtividade é um calcanhar de Aquiles das atividades de Marketing Digital pelo mesmo motivo citado acima: muita coisa acontecendo, tudo ao mesmo tempo. Manter uma operação web fluindo sem sustos é um grande desafio e quem não tiver disposição ou perfil para manter esse pique pode descobrir que o Marketing Digital não é a sua praia. Porém, não podemos confundir o “fazer rápido” com produtividade – um atributo que faz uma relação entre “o fazer bem” e o tempo disponível.

Cenário padrão: Você foi checar um concorrente no Instagram, viu uma foto interessante, clicou na hashtag e quando percebeu se passaram 30 minutos. Esse mesmo efeito se repetiu na hora do café, quando um colega foi contar um case fantástico – que demorou outros 20 minutos. No fim do dia, pilhas de itens inacabados se acumulavam sobre sua mesa.

Sou a favor de ambientes descontraídos e com flexibilização de tempo. Não dá mais para sentar estático em uma cadeira e produzir. Novos tempos pedem novas atitudes. O problema são os falatórios sem fim, os vídeos irresistíveis do Youtube e os memes do Facebook – sempre nos colocando em tentação, a poucos cliques de distância.

A dica é: estipule uma meta e só tire os olhos disso quando terminar. Com o hábito, você será capaz de entender o período máximo que consegue se concentrar em uma tarefa e terá mais flexibilidade para fazer pausas sem perder a noção do tempo. Na hora do cafezinho vale colocar o alarme para tocar depois de 10 minutos. Faça listas no Facebook e desative as notificações para não ser dragado para dentro da rede social. Fuja das tentações como o Instagram e o WhatsApp, verdadeiros buracos negros de produtividade.

Reuniões Extensas – Fuja delas!

Depois de duas horas, todos começam a mexer em celulares e atualizar e-mails. Reuniões breves e objetivas são essenciais para as operações de Marketing Digital. Cada minuto discutindo algo já planejado é um minuto perdido na execução – que deve sempre ter como meta a “perfeição”. Horas de discussão em reuniões podem significar um erro de português no Twitter, tudo causado pela pressa.

Dicas essenciais:

  • Tenha uma pauta e se atenha a ela
  • Estipule um máximo de tempo por assunto. Quando argumentos se repetirem, é hora de encerrar aquele tópico
  • Reunião boa determina quem, quando e como algo será feito

3. Falta de Autonomia

Um fenômeno mais comum em pequenas empresas, onde invariavelmente o dono é quem bate o martelo para tudo que será executado pelo Marketing. A raiz do problema não é a centralização da decisão, que inclusive aumenta a agilidade e o acesso ao “rumo estratégico” da empresa. O problema é que muitas vezes o gosto pessoal do decisor vale mais do que o direcionamento técnico do branding que o Marketing da empresa tenta construir.

Cenário padrão: A equipe de Marketing pensa uma campanha de comunicação integrada, considerando os melhores canais e veículos para aquele conceito e mensagem. A agência se envolveu, pensou junto e todos consideram o resultado final excelente. Na reunião de apresentação, o diretor é categórico no feedback – “não gostei” – e toda a campanha morre na praia.

A solução aqui é o meio termo. Diretores devem confiar mais em seus profissionais de Marketing e entender que nem sempre seu gosto pessoal reflete integralmente a empresa. O DNA da marca estará sim com seu fundador, mas isso não significa que a empresa e o fundador são uma coisa só. Para os profissionais de Marketing, a dica é dividir mais. Foi na ânsia de querer surpreender e encantar que muitas campanhas – que tomaram tempo de planejamento e criação – tiveram seu fim antes do lançamento.

 Camila Renaux é Consultora de Marketing Digital e E-commerce em Blumenau (SC) e auxilia empresas a evitar fracassos nas operações de Marketing.

Se o conteúdo é bom, por que a FanPage não ganha curtidas?

estratégia de conteudo para facebook

Na semana passada recebi um e-mail com uma dúvida comum: “Utilizo metodologias de geração de conteúdo que aprendi em cursos sobre Marketing Digital e apesar do conteúdo ter qualidade, a FanPage da empresa em que trabalho não recebe curtidas nas publicações e na própria página. Como reverter isso?”

É comum se identificar com a situação acima, já que aprendemos desde sempre que conteúdo bom é 99% da equação do sucesso na Internet. Especialmente quando falamos em blogs, essa é a máxima que rege todo o trabalho. Porém, temos que compreender que o Facebook tem suas próprias regras e particularidades e que, na rede social, não basta ter bom conteúdo para ganhar audiência. No post de hoje explico esse cenário tão comum e sugiro estratégias para driblar as dificuldades. Boa leitura!

Métricas

Antes de entrarmos na parte técnica, é interessante falar de métricas e indicadores de resultado para o Facebook. Para os gestores, é muito simples. Existem botões com polegares para cima que dizem que pessoas acompanharam aquele conteúdo. Nada mais lógico do que supor que quanto mais pessoas aprovem aquele conteúdo, maior seja o número de curtidas. Isso também vale para o número de fãs de uma página. É medida de audiência pura e simples!

Isso não está errado e é um pouco hipócrita assumir que os números de audiência pouco importam. Claro que importam! Porém, em tempos de Edgerank (explicações abaixo), avaliar o sucesso de uma FanPage apenas pelo número de curtidas em posts e na página acaba sendo pouco eficaz.

EdgeRank

O Edgerank é um algorítimo que define qual, quando e com que frequência um conteúdo será apresentado aos fãs de uma marca no Facebook. Esse algorítimo avalia as postagens e decide, baseado em critérios pré estabelecidos, o que vai aparecer para quem. Segundo as pesquisas mais recentes, uma marca tem seu conteúdo mostrado para somente 20% dos seus fãs!

Os critérios do Edgerank são:

  • Afinidade: determinado pelo número de interações realizadas entre um usuário e uma Fan Page. Visitar uma página, curtir, comentar ou visualizar fotos garante pontos positivos.
  • Peso: o conteúdo publicado e compartilhado deve ter relevância para os usuários. Em escala crescente: texto, fotos, vídeos, enquetes.
  • Tempo: para garantir que o conteúdo seja visualizado por uma parcela maior dos fãs, o ideal é publicar conteúdo entre 2 e 3 vezes por dia.

Quer conhecer o EdgeRank da sua marca do Facebook? Confira o EdgeRank Checker :)

Mídia

A melhor maneira de aumentar curtidas na página e em publicações é investindo em mídia paga no Facebook. É importante deixar claro que isso não significa utilizar métodos baseados em pirâmides ou compra de likes. Investir em mídia no Facebook significa criar anúncios segmentados para o seu público alvo, que ao saberem da existência da sua página, tem maior probabilidade de curti-la. A máxima aqui é – quem não é visto não é lembrado.

Como anunciar no Facebok

Ganhar Curtidas na Página

Os anúncios com foco em curtidas para a Página no Facebook podem ser pagos por mil impressões (CPM) ou por clique (CPC). O anunciante determina um orçamento total e o período de veiculação, a partir desses dados será apresentado pelo próprio Facebook o orçamento diário da campanha (campanha é o nome técnico dado ao conjunto de anúncios que podem ser criados).

Exemplo: você pode criar a Campanha Teste para Ganhar Curtidas e nela experimentar várias possibilidades de anúncios e avaliar resultados. O anúncio é apresentado para os usuários que possuírem as características de segmentação escolhidas e cada vez que alguém clicar no anúncio, o valor do clique sai da “conta corrente”.

O valor do clique é definido em tempo real, dependendo da concorrência sobre o público alvo. De uma forma geral, o valor do clique para campanhas com foco em curtidas varia entre R$0,10 e R$0,70 no Brasil. Isso é apenas uma média geral, ok? Não é possível pré-determinar o valor do clique, isso depende do número de anunciantes (concorrência) que buscam atingir o mesmo público.

 

Passo a Passo para Ganhar Curtidas na Página

Como anunciar no Facebook

 

como criar um anúncio no Facebook

 

Você ainda poderá segmentar seu público de acordo com: Local, Idade, Gênero, Interesses precisos (páginas que curte), Status Familiar, Status de Relacionamento, Plataformas Móveis, Modelo de Relacionamento (curte, não curte, amigos de quem curte), etc.

Do lado direito da sua tela, o Facebook mostrará  quantas pessoas serão impactadas pelos anúncios. Ou seja, super segmentado e fácil de ser apresentado para aprovação de verba.

Passo a Passo para Ganhar Curtidas nas Publicações

Para “Impulsionar” o conteúdo da FanPage, o processo é ainda mais simples. Basta clicar no botão que aparece no canto inferior direito de cada postagem, na própria linha do tempo (Impulsionar). Ao clicar ali, o Facebook vai sugerir níveis de audiência em número de pessoas, aumentando as chances de ganhar curtidas por um processo muito simples, o “drible” do EdgeRank. Somente assim para que uma marca alcance 100% de seus fãs com suas publicações. Por isso, não fique na defensiva na hora de responder à questionamentos sobre o desempenho do conteúdo, argumente que, apesar do bom conteúdo, são necessários investimentos em mídia para que esse mesmo conteúdo chegue a toda à audiência (fãs) da página.

Caso seja a primeira vez que você impulsiona uma publicação primeiramente terá que cadastrar sua conta e seus dados de cartão de crédito, para então visualizar conforme a imagem abaixo.

como criar um anúncio no Facebook 3

Pagamentos e Nota Fiscal

Os pagamentos são sempre feitos através de cartão de crédito e as notas fiscais chegam através do e-mail. O problema é que a titularidade do cartão não deve ser de um CNPJ (empresa) e sim, uma pessoa física, que é chamada de anunciante. A exceção acontece caso seja atingido um patamar de aproximadamente R$20 mil por mês em investimento em mídia, quando o Facebook designa um gerente de contas e habilita a emissão de boleto bancário e nota fiscal em nome da empresa. Até lá, o processo é esse mesmo, uma pessoa deve ser responsável pelo pagamento (cartão e nota) e depois repassar isso à empresa.

Não existe mínimo para o valor a ser investido. As primeiras campanhas devem gerar histórico para que seja calculado o Custo por Fã. Caso o custo de cada curtida (tudo é apresentado nos relatórios) seja de R$0,25 e a empresa tenha R$300,00 para investir, irá conquistar uma média de 1.200 fãs. Para as publicações promovidas, o valor varia conforme é apresentando pelo Facebook nos níveis de audiência.

Relatórios

Os relatórios do Facebook para opções Curtir sempre vão discriminar os anúncios que ficam no newsfeed dos anúncios que aparecem na lateral direita, ambos incentivando a curtir a página promovida. Os relatórios do tipo História Patrocinada (Impulsionar Post) também são mostrados nos relatórios, mas podem ser vistos no próprio post, na linha do tempo da página. Os Relatórios informam:

Opções Curtir: número de novos curtidores que o anúncio trouxe.

Alcance: número de pessoas que viram o anúncio.

Frequência: número de vezes que o anúncio foi exibido para as pessoas presentes na segmentação, em média.

Cliques: número de cliques que o anúncio obteve.

Taxa de Cliques: índice de qualidade que relaciona o número de pessoas que viram e clicaram no anúncio.

Preço Médio: quanto se paga em média pelo clique ou por mil impressões naquela campanha.

Gasto Total: quanto foi efetivamente gasto naquela campanha.

Custo por Opção Curtir: é o gasto total dividido pelo número de opções curtir da página que a campanha trouxe.

Exemplo Real: clique para aumentar

Como anunciar no facebook marketing drops

No próximo post falaremos sobre Estratégia de Conteúdo no Facebook! Fiquem de olho ;)

Entenda as novas regras para comércio eletrônico no Brasil

ecommerce

Começam a valer as novas regras da regulamentação do varejo eletrônico no Brasil. Através de um decreto presidencial realizado há 60 dias, o Poder Executivo Federal regulamentou as operações de e-commerce, no que diz respeito às relações de consumo e à proteção do consumidor. Conheça as regras que entram em vigor a partir de hoje (14/05):

Informações sobre o Produto:  

  • Descrição das características do produto, incluindo riscos à saúde e segurança dos clientes;
  • Disponibilidade dos itens;
  • Restrição ao consumidor;
  • Os preços devem mostrar de maneira totalmente transparente as eventuais despesas extra como entrega, seguro, etc.;
  • Modalidades de pagamento;
  • Prazo para a entrega dos produtos.

Informações sobre o Varejista:

Todo site deverá exibir o CNPJ da empresa ou o CPF da pessoa responsável pelo e-commerce. Também devem constar em local visível ao consumidor o endereço físico e o endereço eletrônico (e-mail) da loja.

Atendimento:

É obrigatória a manutenção de canais de atendimento ao consumidor.

Compras coletivas: 

Este é o item no qual estavam as maiores reclamações por parte dos consumidores. Além das regras acima, os sites de compras coletivas deverão mostrar a quantidade mínima de itens da oferta (ou vagas) para que a compra seja efetivada. Também é obrigatório disponibilizar o contrato (ou pelo menos um sumário do contrato) antes da conclusão da compra.

Arrependimento:

Todo consumidor tem direito a se arrepender da compra, fato que pode ser informado pela própria plataforma da loja virtual (canais de atendimento), em até 7 dias..

Punição:

Para aqueles que não se adequarem às novas regras, as punições incluem: multa, apreensão dos produtos, cassação do registro e proibição da fabricação do produto, interdição do estabelecimento e até intervenção administrativa.

Obs: As punições variam de acordo com o porte da empresa e conforme o número dos consumidores que se sintam lesados.

Para saber mais sobre o tema, acesse o site da Consultora em Marketing Digital e e-commerce Camila Renaux. 

Curso Marketing Digital e Mídias Sociais em Blumenau com Camila Renaux

Já apresentei em outro post algumas dicas sobre como escolher o curso de Marketing Digital certo para o seu perfil ou para a sua equipe. O tema é importante e cada vez mais necessário no dia a dia dos profissionais.

Pensando nisso, Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital formatou um curso teórico e prático com duração de 20 horas. A temática é a mesma aplicada nos serviços de Consultoria em Marketing Digital, com foco em planejamento e na aplicabilidade real de tudo que é ensinado. As técnicas, metodologias e dicas apresentadas são aquelas que foram validadas pela consultoria, justamente para evitar a sensação de sair do curso com mais dúvidas do que quando se entrou e sem saber por onde começar.

O curso já está em sua 4ª Edição e tem 100% de avaliações positivas. Confira os depoimentos dos alunos no final deste post!

Diferenciais:

Ferramentas, estratégias, modelos de atuação, técnicas de geração de conteúdo,  orientação sobre os aspectos legais e éticos e um tempo exclusivo para que os alunos possam apresentar os problemas vivenciados no dia a dia, usufruindo de uma breve Consultoria de Marketing Digital juntamente com a instrutora, Camila Renaux.

Informações:

Entre em contato através deste link

Telefone: (47) 3340-2887.

Objetivo:

O objetivo do curso é orientar profissionais para que utilizem a Internet como canal comunicação, vendas e relacionamento para suas marcas. Ao final dos cinco dias de curso os participantes conhecerão casos práticos, métodos de gerenciamento e criação de ações e também as técnicas para medir o resultado das estratégias de Marketing Digital adotadas.

Público Alvo:

Empresários, empreendedores, analistas, estudantes e gerentes que necessitem compreender a melhor forma de utilizar o Marketing Digital e as Mídias Sociais no dia a dia profissional, estejam eles em empresas de pequeno, médio ou grande porte.

Conteúdo do Curso:

Planejamento de Marketing Digital
Marketing em Mídias Sociais
Gestão de Crises em Mídias Sociais
Geração de Conteúdo
Marketing de Busca (SEO)
Mídia Digital
Métricas e Resultados

Depoimentos de Alunos:

Juliane C. – Sênior TI
“Estou adorando este Treinamento de Marketing Digital ministrado pela Camila Renaux! Expectativa de melhoria profissional 1000%!!!!!”

Leonardo B. – Multibela Jóias
“Nossa, o curso é excelente! Muita informação e material para colocar em prática e fazer com que nossa empresa seja ainda mais vista na web! Com certeza vou recomendar muito o trabalho da professora Camila Renaux!”

Adriana M. – Nível 10 Consultoria
“Camila Renaux ama o que faz e compartilha conhecimento. Só pode ser sucesso! Participei da 1a. turma e recomendo sem restrições! É uma semana de imersão em marketing digital e mídias sociais. A Camila Renaux tem muita experiência, conhecimento e didática. Fiquei muito satisfeita!!”

Jorge R. – Free Comunicação
O workshop me fez ver o quão vasto é este campo de atuação tanto em inovações quanto em soluções para meus clientes. Acredito que o conhecimento adquirido nestes dias vão me orientar a ter mais segurança no assunto. A explanação da Camila foi muito direta, coesa e criteriosa, sem duvidas foi bem além das minhas expectativas!

Fernanda V. – JFQuatro8 Comunicação
Foi tão bom bom tão bom, que queremos mais. Nível avançado. Super recomendamos o curso e a professora bacanérrima Camila Renaux Zadrozny!

Agnes F. – Teka
Sem palavras, foi muito show de bola, valeu cada centavo e ficou com o gostinho de quero muito mais. E você Camila, excelente pessoa e profissional, ri muito com você e com o seu jeito!

Gisele A. – MTR Transportes
O Curso é ótimo, a estrutura é muito boa e a professora é uma profissional excelente! Super recomendo, Camila é uma profissional experiente e com amplo conhecimento, transmite o conteúdo com muita clareza. ÓTIMO, quero a versão 2!

Consultoria de Marketing Digital para pequenas empresas

consultoria em marketing digital

É muito comum para um Consultor de Marketing ouvir comentários de empreendedores e proprietários de pequenas empresas como: “Mas a minha empresa é muito pequena, você pode me atender?” ou “Não sei se posso pagar por um consultor, já que a minha empresa ainda é pequena”.

Sempre reagi com surpresa à esse tipo de comentário, afinal, contar com a presença de alguém de fora da organização, com conhecimento para bolar estratégias de mercado e aplica-las não tem relação com o porte, e sim com o desejo de sair do lugar, sabendo para onde se está indo.

O post de hoje tem como objetivo orientar os donos e gerentes de pequenas empresas a entender como funciona a aplicação de um projeto de Consultoria de Marketing Digital em organizações de pequeno porte e também como contratar um consultor de forma assertiva.

Boa leitura!

Como saber se minha empresa precisa de um Consultor de Marketing Digital?

O simples fato de haver esse questionamento já é um indicador dessa necessidade. Por se tratar de uma área bastante nova e em constante mudança, costuma ser difícil para os gerentes, diretores e donos de pequenas empresas acompanharem e colocarem em prática as possíveis estratégias de Marketing Digital. Todas as empresas vivem “na correria”, sejam grandes ou pequenas. A questão é que em micro e pequenas empresas as lideranças acumulam funções, tendo que reunir múltiplas competências (Financeiro, RH, Compras, Comercial, etc.). Na hora de falar em Marketing, costuma-se dar um jeito, sem muito planejamento, avaliando as ações conforme a necessidade. Até mesmo as agências de publicidade raramente prospectam os pequenos, atendendo-os com mais frequência quando são procuradas. Na hora de falar em digital e web, é um pouco mais complicado, afinal, é necessário conhecimento técnico para fazer acontecer e qualquer erro está mais exposto. Caso a empresa decida fazer uma FanPage no Facebook, por exemplo, e cometa um erro grave nesta rede, pode ser alvo de críticas ou até mesmo de uma crise em mídias sociais.

As possibilidades de crescimento de uma empresa através da Internet é enorme, mas isso traz algumas perguntas à tona:

  • Como estar na Internet e nas mídias sociais?
  • Quais canais, redes sociais, plataformas e anúncios devo escolher?
  • Como saber se minha empresa tem sucesso naquilo que vem fazendo na Internet?

Caso tenha respondido “não sei” para alguma delas, um Consultor de Marketing Digital pode auxilia-lo a encontrar essas respostas.

O que um Consultor de Marketing Digital fará na minha empresa?

O Consultor de Marketing Digital é uma figura ainda pouco conhecida, porque vem preencher um espaço que está entre o cliente, fornecedores e as agências – sejam elas digitais ou não. O consultor irá atuar na empresa com o primeiro objetivo de diagnosticar a situação atual dessa organização. É importante “tirar uma fotografia” da empresa, para então poder sugerir estratégias e ações pertinentes. Vamos supor que a empresa busque alcançar maior audiência em sua página de fãs no Facebook. Esse é um objetivo muito comum, mas poucas empresas sabem como faze-lo, sem erros. Cabe ao Consultor de Marketing Digital traçar objetivos coerentes com a realidade da empresa (com base no diagnóstico), definir estratégias de atuação, ações e indicadores de resultado. Além dessa parte mais teórica, o consultor também atua capacitando as lideranças e colaboradores a dar continuidade ao processo. Afinal, projetos de consultoria tem começo, meio e fim.

O consultor não concorre com a agência de publicidade do cliente, já que atuam em completa parceria. O trabalho da agência é criativo e envolve produção (e-mail marketing, banners, sites, etc.), já o do consultor, é gerencial. Ele vai entregar para a empresa a informação organizada em atas, planilhas, relatórios e muitos outros formatos. Isso auxiliará também a agência na hora de criar o que o cliente precisa, sem retrabalho.

O consultor orientará a empresa sobre a melhor forma de contratar seus fornecedores, como pedir pelos jobs de forma mais assertiva e também trará tendências e novidades do mercado digital para a empresa, que no corre corre tem dificuldade em conseguir informação nesse mundo tão dinâmico. Em suma, o Consultor de Marketing Digital auxilia a empresa a alcançar seus objetivos na Internet.

Quanto cobra um Consultor de Marketing Digital?

Ao contrário do que a maioria dos empreendedores pensa, um serviço de consultoria é viável financeiramente para empresas pequenas sim! O consultor precisa de uma entrevista preliminar para entender melhor a demanda e o cenário do cliente, para então, traçar uma estimativa de atuação. Dificilmente um consultor cobrará por hora, visto que existem problemas que são muito complexos, mas a partir da decisão tomada, são rápidos de resolver. Outros, muito mais simples, porém necessitam de muito mais tempo para uma resolução. Pode ser injusto cobrar pelos serviços dessa forma. Mas, cada caso é um caso! Justamente por isso, o consultor também adéqua seus honorários à realidade da empresa.

Fica difícil saber quanto cobrar sem entender a demanda, mas é fato que um consultor pode passar um orçamento de um projeto para uma empresa pequena, levando em conta a realidade financeira da mesma. Como a consultoria é um processo totalmente customizado, essa adequação já é pre-requisito de trabalho!

A dica é transparência! Se isso lhe preocupa como gestor, abra o jogo e deixe esse ponto claro para o consultor. Essa confiança mútua será necessária em todas as etapas do trabalho.

Quanto tempo dura uma Consultoria de Marketing Digital?

Isso depende muito do caso! De uma forma geral, é de praxe dividir os projetos em trimestres. Na web, em especial na área de SEO (Marketing de Busca – para estar bem colocado no Google), os primeiros resultados costumam aparecer em 6 meses. Com menos de 3 meses, quase nada pode ser feito. Claro que isso não é regra, porque existe a possibilidade da empresa ter uma questão muito pontual para resolver.

Espero que tenham gostado e entendido melhor a relação entre o Consultor de Marketing e a micro e pequena empresa. Até a próxima ;)

Dicas: Como escrever na Internet e produzir conteúdo de qualidade

conteudo para midias sociais

O objetivo do post de hoje é ajudar as marcas e empresas quando o assunto é produção de conteúdo na Internet. Se fosse fácil, todo mundo fazia! Por isso, de olho nas dicas do Marketing Drops:

 

1. Entenda sua concorrência

Segundo pesquisas, o market share do conteúdo disponibilizado na Internet é de 70% para entretenimento e de 30% para informação. Por isso, sempre que sua estratégia permitir, entregue pequenas doses de humor no seu conteúdo, para que ele seja mais facilmente compartilhado.

Para se diferenciar, levante uma bandeira sobre o seu business, pode ser um personagem, um lema, um bordão, algo que dê um conceito ao seu conteúdo. Senão, vira release.

2. Escreva sobre o que sabe com generosidade

Para as marcas, é muito importante entregar conteúdo de qualidade, com informações relevantes. Vou citar o meu caso, trabalho com Marketing Digital, e com certeza sei muito mais sobre o tema do que alguém que trabalha com fotografia, por exemplo. Bem, não adianta falar aquilo que todo mundo já sabe! Produza conteúdo com base em sua experiência – porque ela é única! Lembre dos tempos de escola, quando escrevíamos sobre nossas férias. É mais fácil escrever sobre aquilo que a gente vive!

3. Entenda um pouco de redação

Todo texto é formado por 3 pilares: introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, descrevemos o assunto sobre o qual vamos discorrer, apresentamos nossa linha de pensamento. Nessa etapa, o principal objetivo é receber atenção.

No desenvolvimento, explicamos o assunto. Na Internet, pontue opiniões e ensine coisas, mas de forma rápida. Para ganhar tempo, crie links para outras fontes que complementam o conteúdo.

Na conclusão, queremos fechar o assunto. Valem os macetes: chamar uma polêmica, fazer perguntas, deixar o tema em aberto para um novo post ou então, fechar somente com uma informação de ouro.

Para os títulos, pense em manchetes de jornais. Aquela mistura que é uma arte publicitária, saber dosar a curiosidade com benefício. Se o título desse post fosse “O Tratado de Conteúdo Web” você estaria aqui? Dicas parecem mais fáceis, não é?

4. Esprema a laranja

Quem tem tempo para gerar conteúdo de qualidade? Seja bonzinho com a sua marca e saiba fazer render a pauta. Exemplificando: sua marca vende panelas. Isso pode render um post sobre a melhor utilidade de cada panela, um glossário/dicionários de panelas, um vídeo sobre receitas que só funcionam na panela correta, uma entrevista com um chef de cozinha sobre o dia a dia de quem lida com panelas e até um podcast sobre os maiores erros cometidos ao usar panelas.

Dicas práticas:

  • Tenha um cronograma,
  • Divida a responsabilidade com alguns membros da equipe
  • Tenha sempre conteúdo reserva – a falta de tempo pode fazer com que seu conteúdo fique desatualizado.
  • Sempre que produzir um conteúdo pense se ele pode ser divido em partes, revisado, virar uma lista, uma entrevista, um check list, um tutorial, etc.

IMPORTANTE: Conteúdo = texto, imagem, vídeo, áudio, slides, etc.

5. Seja esperto

Infográfico gera clique. É informação embalada para presente! Precisamos estar antenados com essas tendências. Produzir um vídeo pode ser muito mais fácil e viral (Internet não combina com super produções) do que escrever um texto para blog. Uma palestra exclusiva no slideshare pode tornar sua marca referência em conhecimento.

O apelo da aparência do conteúdo é muito importante – use imagens que sejam bacaninhas para aparecer nas curtidas das timelines, invista em infográficos com embed para ganhar links, faça vídeos curtos (até 5 mins), use palavras de impacto.

Use aquilo que você já têm:

  • Responda aquela dúvida que todos os clientes tem e que sempre consome tempo da equipe
  • Transforme e-mails que são praticamente um tutorial em post
  • Entreviste o vendedor que conhece seu produto como a palma da sua mão
  • Publique as dicas sobre uso de seus produtos que a equipe de suporte tem que passar por telefone todo dia

6. Seja direto e não superficial

Na Internet, passamos os olhos sobre as coisas. Facilite isso indo direto ao ponto, sem blá blá bá. Mas, não caia na armadilha da superficialidade. Poucas coisas são tão frustrantes quanto aqueles post do blog badalado sobre “Como escrever na Internet” que entrega 4 parágrafos de direcionamentos como “Use Imagens”. Lembre da regra número 2 – generosidade.

7. Padrões técnicos de escrita

Livros são lidos da esquerda para a direita. Textos na Internet são lidos em F.  Essa imagem do Jacob Nielsen (useit.com) mostra esse padrão através de mapas de calor. Os caras fazem zonas quentes e frias baseadas nos locais para onde olhamos quando estamos lendo. Quer engajar leitores até o final do seu texto?

leitura-em-F-marketing-drops

  • Não justifique o texto, deixe-o alinhado à esquerda
  • Use listas, tópicos e bullets
  • Invista seu tempo nas 3 primeiras frases
  • Negritos podem salvar sua vida
  • Parágrafos curtos e cheios de espaços em branco

Vale ressaltar que todas as técnicas de otimização (SEO) podem e devem ser aplicadas e nesse material do Fabio Ricotta você recebrá uma avalanche de informação sobre o tema. Obs: nesse material tem uma planilha matadora para geração de ideias a respeito de um determinado tema. Se joga!

Por último, deixo a dica de como adequar e adaptar o mesmo conteúdo para diferentes mídias sociais.

Agora, mão na massa! Só a prática leva à perfeição ;)

Como fazer um briefing

Como montar um briefing

No post de hoje vou passar dicas sobre como estruturar um briefing de Marketing para a sua empresa, em um passo a passo e roteiro completo.

Definição:

Briefing é um resumo na forma de relatório. Brifar é resumir em linhas gerais a informação que deve ser passada para orientar um fornecedor da sua empresa, na maioria das vezes, a agência de publicidade e propaganda.

Solução dos problemas:

Documente o briefing da sua empresa/marca/unidade de negócio! Mantenha todos os dados em um documento maciço, recheado de informações, e coloque o seu fornecedor para trabalhar. Acredite, a agência vai gostar muito de receber tudo isso e vai suar a camisa para mostrar um trabalho à altura da sua organização. Manter esse registro não significa que o atendimento da agência não deva brifar o job ou campanha, e sim, que você é um gestor de marketing orientado à resultados!

O que um bom briefing deve conter:

1. Um histórico da sua empresa:

Conte tudo, em forma de história mesmo. Fundação, sócios, conflitos, sucessos, cases, mudanças de rumo estratégico, fotos, número de funcionários, etc. Fale da parte subjetiva: explique sua marca, seus esforços de branding, conceito, etc.

2. Público alvo / Stakeholders:

Delimite seu público alvo de interesse, contando em detalhes tudo sobre esses segmentos e explique o benefício que a empresa entrega. Entende-se por benefício os produtos e serviços. Um dos problemas de Marketing pode ser justamente esse: sua empresa entrega só produtos, mas nenhum benefício percebido. Se isso acontece na sua empresa, já inclua aqui.

3. Pesquisas de mercado:

Todas as pesquisas de satisfação, de interesse, de tamanho de mercado e demais vertentes devem entrar nesse item. Se sua empresa monitora mídias sociais, por exemplo, os dados são mostrados aqui. Se não faz nenhum tipo de pesquisa, coloque a informação que seus vendedores trazem. Vendedor sempre traz percepção, ele depende disso. O principal é documentar. Exemplo: meus representantes comerciais do Nordeste informam que o produto X é considerado caro pelos potenciais clientes.

4. Concorrência:

Crie uma lista de concorrentes e em cada um deles, liste em tópicos o que é relevante para seu mercado. Seja assertivo e imparcial, mesmo que doa. Ninguém gosta de falar dos concorrentes e a tendência é sempre ser crítico demais com eles e benevolente com a sua empresa. As fofocas de mercado, aquelas conversas de corredor sobre os movimentos do mercado cabem muito bem por aqui. Ex: a cliente Dona Maria comentou que o concorrente XPTO faz SAC 2.0 e ela é atendida de forma muito mais ágil.

5. Benchmarking:

Nome técnico para as boas práticas dos seus concorrentes – ou empresas que você admira – que podem ser aplicadas na sua empresa. Já ouvi exemplos legais como: “Li na Exame que empresas de software fazem engenharia reversa. Acho que isso pode funcionar na minha empresa de eletrodomésticos”. Viu só? Benchmarking não tem fronteiras.

6. Informações estratégicas: 

Qual a missão e visão da empresa, qual a definição de negócio, análise SWOT, o que sua empresa verdadeiramente vende? Lembre-se que ninguém compra um carro, compra possibilidade de locomoção. Mas quem compra um Porsche pode estar comprando mais que isso, status talvez. Além disso, vale a pena explicar os movimentos da sua empresa, como atingir uma nova região de vendas ou lançar um novo produto. Não precisa ser um planejamento estratégico completo, mas precisa orientar o rumo que deve ser seguido.

7. Detalhamento da Comunicação:

Endereço do site, das mídias sociais, folders, fachada, manual da marca, Relações Públicas, Plano de Mídia, Merchandising, Promoções, Publicidade, ações realizadas e o resultado atingido. Vale contar a forma como a sua empresa gosta de se relacionar com a agência. Muitas vezes a agência quer fazer tudo por e-mail ou à distância e o cliente quer reunião semanal com pauta. Uma dica é falar um pouco do processo, como ocorrem as aprovações, porque determinado job é feito internamente, etc.

8. Objetivos:

Conte o que você quer alcançar. Seja específico. Quer vender mais? Lucrar mais? Aumentar o recall (lembrança da sua marca), fazer branding? Reposicionar sua marca? Atingir um novo segmento? Se você não sabe bem o que quer, provavelmente não vai saber se atingiu o objetivo, não é?!

9. BUDGET:

Quanto minha empresa quer gastar? Qual a verba para novos projetos? Aqui um grande medo é perder o poder barganha, abrir o orçamento e ficar impedido de negociar com o fornecedor. Bom, se você não confia no fornecedor, procure outro. Confiança é palavra chave. Se a sua empresa não sabe quanto gastar vai acabar recebendo uma proposta cara. Sim, seu fornecedor vai errar para cima. Delimite um valor real e que já esteja aprovado. Caso contrário, o Financeiro vai acabar barrando os esforços do Marketing.

10. Prazos e Cronograma:

É urgente? É longo prazo? Delimite previamente como acontecem os esforços de Marketing da sua empresa. Aqui entra a cultura empresarial. Existem organizações que gostam de prazos agressivos e valorizam fornecedores que trabalhem dessa forma. Para outras, tempo e cadência são essenciais. E a sua empresa? Lembre-se dos pilares do sucesso em gestão de projetos: prazo, investimento e qualidade. Formalizar isso garante que você deixou claro que queria “para ontem”!

Mais um roteiro para vocês:

 

Checklist:

Caso não queira se ater ao roteiro, monte o briefing à maneira da sua empresa, mas tenha certeza que respondeu as seguintes perguntas:

1. O QUE estamos vendendo?
2. A QUEM estamos vendendo?
3. ONDE estamos vendendo?
4. QUANDO estamos vendendo?
5. COMO estamos vendendo?

Agora, mãos à obra! :)

Instagram – uma ferramenta de marketing para empresas

instagram para empresas

Já escrevi sobre o uso do Tumblr como ferramenta de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops e hoje é a vez do Instagram. Novamente, vale a pena reforçar o grande paradigma do Marketing em Mídias Sociais: as ferramentas não vão parar de nascer e morrer. MySpace, Orkut, Twitter. O Facebook também não será eterno. Muito se fala sobre nascimento e morte de mídias gerenciadas por usuários – pessoas como eu e você. Mas, o importante não é a ferramenta. É o que se faz com ela!

Sem dúvida, essa rede é uma febre. Repare no gráfico abaixo, que representa o volume de buscas pelo termo “Instagram” desde 2010, segundo o Google Trends.

instagram-marketing-drops

 A pergunta que não quer calar é: Como estruturar um Instagram de sucesso para uma empresa, adotando estratégias de Marketing Digital?

Entenda: Comportamento Emocional

Fui apresentada ao Instagram por uma típica consumidora inovadora – uma early adopter. Como em quase todo Ciclo de Vida de Produto, foram esses os primeiros usuários do Instagram. Ela me advertiu: “Cuidado, você vai se viciar!”. De fato, essa é uma característica marcante da rede social. Quais os fatores que reforçam essa característica?

* Distorção da percepção de tempo: ao acessar a rede social, não se sabe quantas atualizações foram feitas por seus amigos desde o último acesso. Fica mais difícil perceber o tempo passar, haverá ali uma distorção. O Twitter, que possui uma timeline muito similar em formato e mecânica, expõe o número de tweets não lidos. É muito provável que você já tenha descartado 100% dos tweets ao ver que haviam mais de 300 atualizações não lidas.

* Mobilidade: houve um tempo em que o telefone era da família, coletivo. Hoje, celular é um item tão pessoal quanto escova de dentes. Costumo brincar que smartphones provacam o efeito “autismo”, o usuário fica preso naquele mundo próprio, que carrega consigo para onde quer que vá. O Instagram foi vendido ao Facebook por meros 1 bilhão de dólares, por dois motivos que muito interessam à estratégia central da rede de Mark: expertise em mobilidade e envolvimento sentimental dos usuários.

* Simplicidade: uma imagem vale mais do que mil palavras. Com grande penetração de mercado em tempos de comunicação em 140 caracteres, uma rede social baseada somente em imagens faz milagres. Ela tira dos ombros do usuário o grande peso que é escrever bem, preocupar-se com ortografia, sintaxe, etc.

* Personificação: os estudiosos de Marketing Interativo dizem que não somos pessoas nas redes sociais e sim, personagens. Projetamos ali fragmentos de nossas vidas, envoltos em grandes blocos “daquilo que queremos ser”, ou em bom mercadolês, como queremos ser percebidos. O Instagram, assim como outras redes sociais, dá às pessoas a opção de ajustar a própria vida à condição que mais lhes agrada.

* Faça você mesmo: a aplicação de efeitos e filtros em fotos tiradas pelo celular é o grande hit do Instagram. Ele nasceu da identificação dessa oportunidade – os usuários não descarregavam as fotos no computador, as mantinham no celular. Ao criar uma espécie de álbum virtual, o usuário sente-se como um fotógrafo profissional, que cria algo belo e pode expressar sentimentos através de “sua arte”. Parece um clichê, mas a coisa é mais ou menos por aí! Dê uma olhada no vídeo abaixo, quem não se reconhece?

Ouvi de uma professora a história abaixo, que exemplifica o que falamos até aqui:

Minha sobrinha de 4 anos pedia:

“Mamãe, vamos bater coração?”

Intrigada, perguntei para minhã irmã o que era aquilo e ouvi surpresa que se tratava de um ritual entre mãe e filha – deitar no sofá e navegar pela rede social Instagram, curtindo as fotos (que ficam marcadas com um coração).

 Aplique: Estratégias e Táticas

O Instagram já possui contas de 40% das 100 marcas mais valiosas do mundo, segundo a pesquisa de mercado da Simply Measured. À título de comparação, 98% dessas mesmas marcas estão no Facebook e 94% no Twitter.  No Google+, estão presentes 64% delas e no Pinterest, 51%.

Para delimitar estratégias, tudo depende do objetivo. Não vale esquecer esse ponto, ok? A seguir, apresento algumas iniciativas de sucesso:

Eventos

O Grammy Awards 2012 teve cobertura pela TV de sua cerimônia e também do pré-evento, que acontece no tapete vermelho, com os repórteres. Mas a versão deste ano do evento ganhou uma novidade, a cobertura dos bastidores através do Instagram. Artistas entraram na onda e as hashtags (#) foram usadas para facilitar a encontrabilidade do conteúdo. Considero este um excelente exemplo de adaptabilidade de formatos: mantem-se a TV onde ela é soberana, entra a rede social onde há grandes oportunidades. Neste link estão algumas das fotos dos bastidores do Grammy.

Instafood

Comida tem muito apelo no Instagram. O uso da hashtag #instafood é uma mania entre os usuários e para empresas que estejam no ramo, essa rede social pode ser uma excelente oportunidade. O Mc Donald’s tem bastante engajamento no Instagram e também é case na área.  Abaixo, duas imagens de marcas que usam estratégias emocionais para engajar seus consumidores nessa rede social, porém com intensidades diferentes. Jamie Oliver, que mescla vida pessoal com comida, e Starbucks, que mescla café e estilo de vida. Vale ressaltar que a Starbucks tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram!

cases instagram - Marketing Drops

Vá além de mostrar seu produto

Muitas vezes, consideramos as mídias sociais canais puros de relacionamento. Diversas pesquisas já comprovaram que para os consumidores, as mídias sociais também são canais para conhecer produtos e participar de promoções de venda. Em linhas gerais, trabalhar nos extremos é complicado – muito foco no próprio produto é percebido como arrogância e muita conversa sobre “o céu, o mar, as estrelas, e a importância que damos ao cliente…” uma oportunidade desperdiçada de entregar ao público aquilo que ele realmente quer – a oportunidade de conhecer melhor seu produto através da mídia que ele mais usa – a social.

Um case para nos inspirar: Farm. Usando a hashtag #tonoadorofarm, a marca convida consumidores a marcar fotos que mostrem o Rio (que é a essência de seu branding baseado em estilo de vida), divulgando essas imagens no perfil oficial. Lembram que falamos sobre a sensação de ser um fotógrafo profissional? Através dessa ação tão simples a Farm premia esses fotógrafos, dá prestígio! Tudo a ver com o comportamento emocional!

farm no instagram

Abuse das integrações

A ideia de integrar o mobile com demais plataformas é por si só muito interessante! Quando adicionamos o ingrediente mágico – a colaboração – essa receita torna-se perfeita! Alguns projetos utilizaram essa sacada criativa em ações no Instagram. Para quem é mais técnico, a rede social tem API e área dev organizada, por isso, sem medo de integrar, ok?

O site This is Now usa o Mapa de Fotos para criar, em tempo real, o verdadeiro retrato de uma cidade. No formato de um agregador de conteúdo, esse site reúne as fotos de usuários que marcaram determinada cidade na opção de geolocalização do Instagram, criando um álbum colaborativo.

A Tiffany & Co fez uma campanha inusitada: pediu aos seus consumidores que tirassem fotos através do Instagram, marcando-as com hashtags para então integrar tudo isso em um site perfeito, baseado em storytelling. O resultado é uma coleção de fotos colaborativa, com histórias de amor reais, com pessoas de verdade. Tem até um mapa com corações, que marca os locais das fotos – uma espécie de mapa da paixão (Óunn!). O nome é super alinhado ao conceito: What Makes Love True.

Tiffany & Co - what makes love

 

Comprove: Métricas e Ferramentas

É sempre complicado falar sobre métricas sem falar sobre objetivos de negócio, objetivos de marketing e objetivos de comunicação. O que se mede depende muito do que se deseja alcançar.

No material abaixo, Gustavo Franco fala sobre alguns índices que podem ser mensurados, apresenta ferramentas e deixa dicas. Encontrei o perfil através de buscas no Slideshare e gostei bastante :)

Sobre as ferramentas, as mais utilizadas:

Searchinstagram.com: sempre que uma ferramenta possui API de busca interna isso interessa aos profissionais de Marketing Interativo. É por ali que se inicia o monitoramento, que se acompanha o mercado, a concorrência, etc. Fique de olho na busca, faça a sua curiosidade valer a pena!

Instagramers.com: não conhecia essa base de dados e fiquei sabendo dela através do material abaixo. Lá tem de tudo: desde um código para incorporar um botão estilizado até aplicação para DM, search interno e integrações com FanPage. Gostei muito!

Statigr.am: é uma aplicação simples, que entrega métricas básicas (não cruzam dados, possuem somente uma variável), como por exemplo, número de fotos postadas. O que mais chama a atenção é a opção de criar concursos culturais (promoções).

Stories

Confira um vídeo completo diretamente do meu canal no Youtube.