Nike House of Innovation – branding e experiência

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Não é de hoje que a Nike dá show na hora de realizar ações que combinem elementos com o objetivo de reforçar o branding. O modelo de negócio Nike já deixa isso claro, a competência da empresa é baseada em três pilares: Marketing, Design e Inovação.

Já falamos sobre as excelentes campanhas de Marketing Esportivo da Nike no Marketing Drops e o case de hoje fala de outra vertente estratégica para a marca: o Ponto de Venda (PDV).

Em conjunto com a varejista inglesa Selfridges, a marca aproveitou o clima de Olimpíadas e a sport vibe da cidade de Londres para gerar experiência de marca de verdade. Dentro da loja, os “atletas de todos os dias” participavam de desafios, competições, exposições e tinham a chance de estar em ambientes de teste de produtos totalmente exclusivos.

O digital estava lá para dar uma força – sensores captavam os dados que eram transmitidos em um telão e também podiam ser compartilhados em redes sociais.

Para os céticos em investimento de Marketing focado apenas em branding, a glória: A ação era de venda também! O produto? Nike FuelBand, a pulseira da marca que mostra dados sobre treinos (dança, caminhada, corrida, basquete, etc.) em smartphones. A partir dela é possível acompanhar seu progresso na atividade, compartilhar resultados com amigos em redes sociais e traçar desafios e metas.

Se você tem um case de experiência de marca pra contar, compartilha com a gente! :)

Google Think Insights

Google Think Insights é um serviço relativamente novo da Google (tem só sete meses de vida) no qual são reunidas informações estratégicas sobre o cenário e tendências em Marketing Digital.

O foco não é o formato e sim o conteúdo: lá estão eventos, vídeos, ppts, estudos, dados estatísticos e uma plataforma sensacional – o Real Time Insights Finder. No formato de ciclo, ele é dividido em setores:

  • O que as pessoas estão buscando?
  • O que as pessoas estão pesquisando?
  • O que as pessoas estão assistindo?
  • O que as pessoas estão dizendo?
  • No que as pessoas estão clicando?

google real time insights finder

No maior estilo Google de ser, a plataforma é um agregador de ferramentas – como o Insights for Search e AdPlanner – com ranking de importância e relevância, apresentados de forma divertida e com usabilidade das mais agradáveis.

 

google tools

 

Outro ponto que merece destaque são os estudos, que saem do lugar comum. Além de temas como mobilidade, são apresentadas pesquisas como “5 Verdades sobre o Consumidor Digital Afro Americano”. Legal, né?! Para quem ama – e precisa amar – as informações sobre comportamento do consumidor, essa plataforma é um prato cheio!

google studies

O conteúdo de uma maneira geral é dividido da seguinte maneira:

Setor:

  • Automotivo
  • B2B
  • Educação
  • Mercado Financeiro
  • Saúde
  • Varejo
  • Tecnologia
  • Viagens

Demográfico:

  • Afluentes
  • Boombers
  • Mães
  • Hispânicos
  • Afro americanos

Plataforma de Mídia:

  • Cross Media
  • Display
  • Mobile
  • Search
  • Social
  • Vídeos

Objetivo de Marketing:

  • Branding
  • Inovação
  • Conversão
  • Engajamento
  • Vendas
  • Métricas
  • Mídia Mix
  • Comportamento do Consumidor

 

O fluxo de navegação é simples e isso facilita muito a encontrabilidade da informação de um modo efetivamente relevante para o usuário:

 categorização google think insights

 

google thinking aheadPara finalizar, recomendo uma visita ao menu Thinking Ahead (algo como Pense Adiante), um espaço para artigos cheios de futurismo e tendências. É uma delícia de ler e enche o leitor de expectativas sobre o quão incrível será o futuro! Achei bacana essa sacada de misturar pesquisa e estatística com esses textos mais pessoais, afinal, o futuro também é sonhar :)

Plataformas de crowdsourcing para fazer o bem!

o que é crowdsourcing

Que tal usar crowdsourcing para filantropia? Sim, é possível fazer o bem sem olhar a quem através de plataformas colaborativas! Além do financiamento, os projetos podem envolver novos apoiadores, eleitores e defensores.

Se as idéias que você está procurando podem fornecer soluções mais rapidamente através da colaboração e com a entrada de novos membros, é possível fortaler o projeto dessa forma! Além disso, por envolver as pessoas nos estágios iniciais, todos vão se sentir mais conectados ao projeto e provavelmente, repetirão o apoio e a viralização.

Crowdsourcing não é milagre – só por construí-lo não significa que os doadores virão como mágica. É preciso mobilizar amigos, familiares e formadores de opinião. Uma dica: envolva-se com as comunidades de nicho online, se você quiser ter sucesso.

O Marketing Drops apresenta algumas plataformas que tiveram campanhas bem sucedidas. Infelizmente, são todas causas de fora do Brasil. Mas fica a inspiração e o convite para as iniciativas nacionais ganharem espaço! Se você tem um case legal, compartilhe =)

1. Crowdrise

Plataforma para levantar fundos, super eficaz e com mecânica divertida.

O foco são instituições sem fins lucrativos ou mesmo pequenos grupos ou indivíduos que tenham uma causa a defender. Muitas empresas – em busca de bons projetos para apoiar em práticas de responsabilidade social – encontram nesse agregador uma excelente opção. Aqui, uma “maratona do bem” uniu esporte às causas sociais. Legal, né?!

crowdrise

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2. KickStarter

Plataforma para captação de recursos para projetos em uma comunidade que fornece estrutura de recompensa. O foco é claro: qualquer projeto criativo!

Apesar de trabalhar com angariação de fundos,  a Kickstarter, que recentemente chegou a um milhão apoiadores, é para financiamento de projetos de fotografia,  cinema, publicação e tecnologia. Este não é o lugar ideal para causas sem fins lucrativos ou ações sociais do tipo “Doe R$1,00” e sim, para viabilizar projetos que podem fomentar esse tipo de ação.

Tem um “quê” de compra coletiva, já que  Kickstarter exige que você alcance seu objetivo a fim de receber o dinheiro.

 

Kickstarter

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3. OpenIDEO

É um processo de “ideation” que acredita que mais cabeças pensam melhor que uma! O foco são aqueles que procuram resolver um problema ou então, para quem busca uma ideia genial.

A plataforma  é uma maneira de incluir mais pessoas no processo através de brainstorms, concepção e avaliação. OpenIDEO possui parceiros sem fins lucrativos para apresentar à comunidade questões sociais do tipo “desafio”.  Os membros contribuem para o processo de feedback de cada passo até que uma solução seja criada – e apoiada – pela comunidade. Conceito totalmente inovador!

 

OpenIDEO

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Quer saber mais sobre crowdsourcing? Tem muito mais no Marketing Drops!

The Inside Experience – Um filme interativo

Intel e Toshiba formaram uma joint venture de comunicação para produzir um vídeo diferente: o projeto Inside – The Social Film Experience, um filme interativo. Em formato Advergame – marcas que vendem entretenimento na forma de publicidade ou publicidade na forma de entretenimento – o filme gerou impacto até pelo casting, que foi feito pelo Youtube, garantindo ao melhor vídeo a participação no filme, com direito a ter o nome nos créditos, como manda o figurino.

Enredo: a personagem  Christina, misteriosamente presa em um quarto, usa um acesso à Internet para pedir ajuda em suas mídias sociais, na tentativa de descobrir por quem é mantida prisioneira e como poderá escapar. Quem são os amigos nas mídias sociais? Os espectadores. São eles que dão pistas à Christina pelo Twitter e deixam conselhos em seu mural no Facebook. Os posts feitos pelo site que melhor se encaixaram no enredo foram incorporados à trama.

Por trás das câmeras temos o diretor de fotografia de Avatar e o diretor de Smallville e Paranóia. A personagem Christina é vivida pela atriz Emmy Rossum, que protagonizou a versão cinematográfica de O Fantasma da Ópera.

Não podemos esquecer dos outros dois personagens do filme de entretenimento social, o notebook Toshiba Satellite® P775 series equipado com o processador Intel® Core™ i7 – famoso pelo slogan “Intel inside” –  e uma conexão à internet não rastreável. Forçado? É, um pouco. Faz parte do show.

Detalhes interessantes para a turma do Marketing:  Era possível acompanhar o projeto através do site www.theinsideexperience.com, no Facebook em facebook.com/theinsideexperience e no Twitter, seguindo @theinsideexp ou pela hashtag #theinsideexperience.  Sabe o que mais o site da ação permitia? Saber mais sobre o notebook Toshiba Satellite P775 usado no filme, em http://theinsideexperience.com/product.

.Ousado? Inovador?  Ou simplesmente “Marketeiro” do lado negro da força, que quer parecer sem efetivamente ser?

Crowdsourcing e Inteligência Coletiva – o que é isso?

o que é crowdsourcing

Para falar de crowdsourcing, é preciso primeiro falar de inteligência coletiva.  Um modelo social  no qual o conhecimento é distribuído por toda a parte e coordenado em tempo real para gerar ganho mútuo das pessoas. Filosófico demais? Mas você já viu isso antes! Sim, estamos falando dela: Wikipedia e seus mais de 17 milhões de artigos, uma rede colaborativa de conhecimento, 24/7, real time.

Compreendido o modelo conceitual e social, vamos falar das aplicações. O crowsdsourcing pode ser traduzido como um brainstorm da multidão, um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários para resolver problemas, criar conteúdo, soluções ou desenvolver novas tecnologias. Isso sempre existiu, desde os tempos em que os gregos se reuniam em mercados públicos para debater sobre a sociedade, criando leis. Mas fica difícil desvincular o conceito da web. A razão de existir da Internet é a mesma (Em 1989, Tim Berners-Lee propôs um projeto de arquivo que permitia às pessoas trabalhar em conjunto, combinando o seu conhecimento numa rede de documentos), ela encurta distâncias, aproxima pessoas e permite que a informação seja disseminada.

A hora que a brincadeira fica divertida para o pessoal de Marketing, é quando as marcas entram na roda!

A Fiat criou um crowdsourcing  no formato de rede social para seus consumidores poderem opinar e projetar um novo carro conceito. É o envolvimento total dos consumidores, que postavam ideias e sugestões, recebiam feedback e compartilhavam comentários. O nome do projeto é Fiat Mio e ele deu tão certo que o carro  foi produzido e lançado no último salão do automóvel. Isso é inovação colaborativa! Custo? Apenas o de mudar o paradigma e permitir acesso às informações. Sai a era do desenvolvimento de produto guardado à sete chaves, entra em cena a era da inteligência coletiva!

A inovação aberta também é usada pela Starbucks, na plataforma My Starbucks Ideia, onde os consumidores postam ideias sobre a marca, em especial sobre produtos, e os mais votados são implementados. Uma das sugestões mais votadas é uma bebida com leite de soja, mas que não contenha açúcar. Pesquisa de mercado para conhecer índices de diabéticos intolerantes à lactose? Seguidores do estilo de vida saudável? Nada! Crowsdourcing. Apenas crowsdourcing.

Para fechar este post, quero convida-los a conhecer mais dois crowsdsourcings que admiro – Tecnisa Ideias e Dell Idea Storm – e compartilhar um conceito que embasa legalmente um crowdsourcing, o Creative Commons:

Um projeto que utiliza licenças Creative Commons é um projeto mais flexível quanto aos direitos autorais. Ao invés de “todos os direitos reservados”, como acontece em filmes e músicas, por exemplo, o Creative Commons trabalha com o conceito de “alguns direitos reservados”. O autor não é mais o único dono da ideia.

Sua marca está preparada para isso?