Linkedin como ferramenta de Marketing para empresas

Linkedin para Empresas

Já falamos sobre o Tumblr e sobre o Instagram como ferramentas de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops. No post de hoje, é a vez do Linkedin!

Dica: É muito difícil falar de Marketing Digital sem falar de ferramentas e plataformas. A grande sacada é entender que a ferramenta é o que menos importa, a diferença é o que você faz com ela!

Então vamos lá: Como estruturar uma presença de sucesso para uma empresa no Linkedin, adotando estratégias de Marketing Digital?

1. Página de Empresa

O primeiro passo é garantir que a empresa tenha presença oficial na rede. Perfis pessoais são para pessoas, empresas devem ter páginas – as Business Pages do Linkedin. Aqui neste link temos um tutorial super completo sobre como criar uma página para empresas, mas vamos nos ater à informação que essa página deve conter:

Informações básicas e imagens: Preencha corretamente as informações obrigatórias, como endereço, número de colaboradores e website. Esses dados estarão destacados na página e transmitem profissionalismo para quem lê. Tenha carinho com as imagens, em especial a do banner, que é a imagem destacada da página. Empresas pequenas (entre 1 e 50 colaboradores) também podem – e devem – estar no Linkedin! Manter informações atualizadas e organizadas não é tarefa somente para as multinacionais, ok?

Resumo: É a área de maior destaque em uma Business Page no Linkedin e merece atenção especial. Um bom texto tem entre 2 e 4 parágrafos e explica a atuação da empresa, sua visão e também seus valores em formato de redação e não em tópicos, o que torna a leitura mais agradável. Uma dica importante é definir o tema da página, que pode ser mais institucional, como a do Itaú Unibanco ou mais focado em atração e retenção de talentos, como a da Microsoft.

Produtos e Serviços: Faça uma relação dos produtos e serviços ofertados pela empresa e explique-os brevemente – um parágrafo ou dois bastam. Recomendo o seguinte modelo para a redação do texto: 

– O que é o produto

– Para que serve? Que dor cura?

– Que benefício gera? Qual o resultado alcançado por quem compra?

As sub páginas de produtos permitem inclusão de banners, vídeos do Youtube, apresentações do Slideshare e, principalmente, espaço para recomendações. Clientes e evangelizadores da marca poderão deixar depoimentos em cada produto, incentivando a compra. A Business Page da HP é um excelente case de recomendações, são mais de 3.300!

2. Colaboradores Engajados

Além dos benefícios óbvios para os colaboradores que mantenham uma postura ativa e sem deslizes em mídias sociais, temos as vantagens que a empresa, como organização, tem quando seus funcionários sabem utilizar estrategicamente o Linkedin.

Os colaboradores que preenchem corretamente suas informações “marcando” determinada empresa como empregadora evitarão que sejam criadas – um processo automático – páginas não oficiais da empresa.  Procure pelo nome da sua empresa no campo de busca do Linkedin para saber se já existem páginas não oficiais ou colaboradores que usam o nome da empresa como sobrenome, um comportamento muito comum e negativo para imagem da empresa e do colaborador.

Aqui neste link está uma apresentação interessante sobre as boas práticas que os profissionais devem ter em seus perfis.

3. Recrutamento e Seleção

Quando pensamos em Linkedin, pensamos em recrutamento e seleção! É fato que recrutadores e profissionais de Recursos Humanos estão na rede, fazendo buscas por profissionais diariamente. Para as empresas que queiram utilizar a rede para encontrar talentos, recomendo os produtos pagos. Sei que o custo pode ser um empecilho em um primeiro momento, mas os resultados compensam – especialmente quando comparados à publicação de conteúdo (que não é paga).

Os valores são customizados de acordo com a necessidade da empresa. Ao pedir uma demonstração grátis um executivo do Linkedin entrará em contato com você para entender necessidades e apresentar uma proposta sob demanda. Para soluções pontuais (mais focadas na busca por potenciais candidatos) pode ser feita a compra diretamente via painel, através da Internet. Esses serviços não contam com suporte ou com gerentes de conta. Os valores dos contratos anuais variam entre R$69,95 e R$224,95 por mês.

Serviços oferecidos pelo Linkedin, que podem ser testados gratuitamente:

Recruiter: O recurso de pesquisa mais avançado do LinkedIn para buscar por profissionais que tenham o perfil certo para vaga, mas que não estejam buscando novas oportunidades ativamente. Dá acesso a toda a rede do LinkedIn e não apenas às suas conexões pessoais.

Jobs: Permite divulgar e apresentar vagas personalizadas (segmentadas) a usuários quando eles acessarem a página inicial, o perfil de um funcionário ou a Career Page da empresa.

Career Page: Dá permissão para que a Business Page da sua empresa tenha uma “aba” com vagas, descritivos e espaço para depoimentos de colaboradores. Aqui está um exemplo desse tipo de página, da Natura.

Anúncios de vaga: Permite comprar o espaço de anúncio nas páginas de perfil dos seus funcionários.

4. Conteúdo

A frequência das postagens no Linkedin não precisa ser tão alta como no Facebook. Em média, um a dois posts por dia já garantem participação efetiva e engajamento.

O mais importante é definir um tema para as publicações, que podem ser mais institucionais, direcionadas ao público alvo de mercado (mercados organizacionais ou B2B) ou em atração de talentos. Uma dica é adaptar conteúdo do Facebook, Blog ou Google Plus da empresa para este canal, que pede um tom mais informativo do que outras redes sociais que sejam focadas em entretenimento.

O próprio Linkedin mantém um canal no Slideshare cheio de dicas sobre conteúdo, como essa apresentação com 15 dicas para updates de empresas. No mesmo canal estão outras orientações sobre Marketing de Conteúdo, além de pesquisas bem bacanas com segmentos específicos e outros estudos de caso.

Agora, mãos à obra! Espero que tenham gostado! Até a próxima ;)

Crédito da Imagem: Techtudo

Conheça o foco de atenção do usuário nas mídias sociais

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Já ouviu falar de heatmapping? É uma tecnologia muito legal que permite saber para onde as pessoas estão olhando em um site, através de áreas quentes e frias. O nome em português – mapa de calor – vem da maneira como os dados são apresentados: como em uma filmagem em infra vermelho, o gráfico apresenta uma foto/filmagem do seu site, em que as áreas nas quais os usuários mais passam o mouse – e por consequência os olhos – são apresentadas em cores quentes como vermelho e laranja, e as menos vistas, em cores frias como o azul e o verde. Os mapas de calor são uma grande oportunidade para orientação de toda a arquitetura da informação e gestão de conteúdo.

Em uma pesquisa encomendada pela Mashable, a startup EyeTrackShop realizou uma pesquisa com mapas de calor nos mais populares sites de mídia social. Eles cobriram uma amostragem bem interessante, incluindo Flickr, tumblr, Reddit, Youtube e Pinterest, mas o foco das análises foram as redes sociais: Facebook, Twitter, Google+ e Linkedin. Confira os resultados!

Facebook

A análise de Heatmap do Facebook mostra que as pessoas passam mais tempo olhando para a foto do perfil e para os dois primeiros posts da página. As informações de perfil, na parte superior da página também tem importância, tal como a lista de amigos. Conforme o usuário move o olhar além da fronteira da metade da página, atenção visual cai significativamente. Fiquei curiosa sobre os resultados na nova timeline, que tem um padrão de leitura em zigue-zague. Provavelmente a modificação levou em conta o comportamento do usuário, que hoje pode olhar dois posts onde antigamente só via um.

facebook heatmap

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A pesquisa também incluiu uma métrica chamada de fixation order: a ordem em que a maioria das pessoas olhava para as áreas de interesse na página. Curiosamente, a maioria das pessoas no Facebook iniciam a navegação com o olhar no meio da página, onde são postados atualizações de status, e depois olham para o painel esquerdo, onde os amigos estão listados. Sim, o seu conteúdo será mais importante do que quem você é!

Legenda para a ordem de fixação:

  • percentage fixed: percentual de atenção/fixação em cada área
  • average dewell time: tempo de permanência em cada área
  • time to first fixation: tempo necessário para a prmeira retenção de atenção do usuário
  • AOI (Automated Optical Inspection): termo técnico dentro da tecnologia heatmap para área de interesse

 

facebook fixation

Twitter

O padrão de visualização mais notável ​​do Twitter é o quão distante o olho do usuário chega na tela em comparação com outras redes sociais. É mais baixo do que todas as outras! Devido ao ritmo de atualização do tweets, isso não é surpreendente, pois os usuários dessa rede social já estão acostumados a usar um pouco mais a barra de rolagem para acompanhar o stream twitteiro. Fica clara a necessidade de conhecer o seu público no Twitter e compreender os horários de maior interação. Só assim para não ser excessivamente presente na mídia e ao mesmo tempo, manter a conversão em alta.

twitter heatmap

 

3,1 segundos é tempo médio de permanência dos olhos dos usuários no primeiro tweet da timeline, significativamente menor que nas demais redes sociais. Mais uma vez, por causa da mecânica da rede social, os seguidores clicam muito mais rápido, para conseguir acompanhar os próximos tweets.

twitter fixation

Linkedin

É tudo sobre a sua titulação! Por uma amostragem esmagadora, o olho do usuário é mais focado no seu nome e no seu cargo. Tal como acontece com todas as redes sociais, a imagem de perfil recebe um tempo expressivo como centro das atenções, assim como a seção que exibe a educação, as conexões e as recomendações. Os usuários tendem a fazer uma varredura na experiência profissional também, mas o foco é o lugar mais recentes de emprego. Reparem como a lista de amigos sempre recebe atenção, faz pensar sobre a máxima: diga-me com quem andas e te direi quem és! Tenha carinho com suas conexões, elas são importantes.

linkedin heatmap

A maior parte do tempo é gasto no meio da página no Linkedin, para conhecer as informações. Logo após o usuário tende a mover-se até áreas onde são passíveis de tomarem uma ação, como por exemplo: ver se estão conectados, e se não, solicitar uma conexão.

linkedin fixation

Google+

Apesar de ser maior, a foto do perfil do Google+  não atrai tanta atenção como a foto do perfil do Facebook. O maior foco da atenção do usuário é a trinca: nome, slogan e primeiro post. Como em todas as redes sociais,os círculos de amizades são foco de grande interesse.

google- heatmap

Os usuários passam uma média de 5,9 segundos na página principal do Google+, o que é uma média maior do que o tempo gasto no Facebook e Linkedin. Essa diferença pode ocorrer devido ao fato de que esta é uma nova rede social e as pessoas ainda estão tentando entender para o que elas estão olhando e como podem interagir com o conteúdo.

google- fixation

Conclusões

A importância de fotos de perfil é gritante! Dê um rosto às suas contas de mídia social, já que esse é um dos pontos de retenção mais importantes. Dica: use sempre o mesmo avatar para facilitar o reconhecimento. Fotos diferentes fazem com que importantes mili segundos sejam perdidos.

Trabalhe com intensidade a seção superior esquerda da sua página: títulos, nomes, e a primeira atualização de status. Torne mais fácil para as pessoas a identificação da sua marca (mesmo que pessoal), escolhendo um nome fácil e um slogan de impacto.
Apesar das atualizações de status serem dinâmicas, o que está no topo é claramente importante para os visitantes. Por isso, mantenha seus perfis e páginas atualizadas com conteúdo relevante. Você nunca saberá quando um target altamente qualificado aparecerá por ali. Esteja preparado!

Sem tempo para social media?

Apenas 47% das empresas fazem Social Media Marketing, mas 78% de seus executivos consideram as estratégias em mídias sociais fatores críticos de sucesso. Too busy for Social Media?

Mídias sociais para empresas

A Business Insider traz um artigo muito legal falando sobre esse paradigma. Dá pra agir sempre igual e esperar resultados diferentes? A resposta parece óbvia, mas a verdade é que o dia a dia engole os gestores e funcionários e pensar de maneira holística vira privilégio de empresas que possuem times dedicados exclusivamente ao tema.

Se a sua empresa passa pelo mesmo dilema, aqui vão algumas dicas:

1. A estratégia nunca é de Social Media. Ela é sempre da empresa! Decida o que quer e onde quer chegar e deixe que essa estratégia permeie suas ações em seus perfis nas mídias sociais.

2. Não queira abraçar o mundo! Criar engajamento é isso: comece montando um perfil no Twitter, em seguida estruture o Linkedin, inicie uma FanPage… Em um universo de mais de 100 mídias sociais, há muito o que fazer!

3. Defina um responsável. Alguém curioso, comprometido e responsável. Você não chamaria um estagiário para falar sobre sua empresa em uma entrevista no Jornal Nacional, não é?!

4. Conteúdo!! Nada de “bom diaaaaa” como interação principal em sua FanPage. Aliás, use-as. Perfis são para amigos. Aqui tem um post que fala sobre isso.

5. Ação – estruture um cronograma e seja disciplinado. Vale a pena montar uma política de respostas (aos elogios, sugestões e reclamações) e compartilha-la com todos os funcionários. Lembre-se: uma telefonista é tão importante na manutenção de um cliente quanto o presidente, ok?

6. Monitore! Tenha métricas, conheça o número de interações e use softwares de monitoramento de marcas em mídias sociais, podem ser pagos ou gratuitos. O importante é ir além da @…

A sua empresa é engajada? Produz conteúdo para clientes? Ou está ocupada demais?