Marketing Interativo em Blumenau

Não sei se todos que acompanham o Marketing Drops sabem, mas sou blumenauense de coração. Apesar de não ter nascido aqui, escolhi Blumenau para chamar de lar e sou fã de carteirinha da “Cidade Jardim”. Como profissional de Marketing Digital e Interativo que não habita o eixo Rio-São Paulo, escuto sobre a dificuldade de encontrar bons serviços, ações inovadoras e iniciativas dignas de admiração regionais no ramo.

Mas a coisa não é bem assim, não! Também temos cases bacanas e o post de hoje vem para compartilhar um pouco disso!

1. Arte Guerrilheira

A intervenção urbana é uma vertente do Marketing de Guerrilha. Nesse case, o Marketing Interativo brinca com o mundo das artes. Os artistas Alexandre Venera e Juliana Teodoro (com colaboração fotográfica de Ivan Schulze) desenvolveram uma instalação de arte com computadores, projeções interativas e suportes diferenciados para abrigar os equipamentos eletrônicos. A exposição “Meios Sólidos” aconteceu na Fundação Cultural de Blumenau e atraiu a atenção de quem passava por ali. Curti mil vezes!

marketing interativo em blumenau

 

2. Game Hallo Blumenau

A empresa com jeito de startup Orbitotal desenvolveu um game, que em breve estará na Apple Store, chamado Hallo Blumenau. Eu esperava algo sobre a Oktoberfest, mas na verdade, o game é uma crítica bem humorada aos buracos da cidade, que está passando por uma série de obras de infra estrutura de água e esgoto. Sim, tem advergame em Blumenau :)

game hallo blumenau marketing drops

 

3. Vídeo para Youtube

A Free Comunicação desenvolveu uma campanha super irreverente focada no Youtube para uma fabricante de janelas anti ruido. O cidadão põe o funk para rolar em plena Rua XV de Novembro (centro da cidade) e a solução vem com o isolamento acústico que é montado na hora. Adorei!

Social Media Marketing para empresas B2B

midias sociais para empresas b2b

Há uma coleção de cases que ilustram os sucessos de marcas nos ecossistemas sociais e esse fenômeno encorajou muitas empresas a se aventurarem nessa nova fronteira do Marketing Interativo. Aquilo que era massa, virou one to one.

É normal que esse movimento seja visto com olhos menos otimistas pelas empresas B2B (business to business), já que sem grande apelo junto aos consumidores finais, sentem-se perdidas em relação à atuação em canais sociais.

As perguntas mais frequentes:

  • O que eu devo comunicar por esse canal?
  • Quem vai ler isso?
  • Se meus clientes não são esses, como justifico investimento nessa área?

Há sim grandes oportunidades para empresas B2B em mídias sociais! O Marketing Drops selecionou algumas áreas interativas que podem ser exploradas por mercados organizacionais. Confira!

1. Redes sociais internas

Mais conhecidas como redes sociais corporativas, são ferramentas cada vez mais utilizadas pelas empresas. As principais aplicações de uma rede social corporativa são:

  • Inovação e P&D: sugestões, acompanhamento de projetos e funil de inovação em ambiente 100% social e interativo.
  • Colaboração: o grande desafio dos gestores é fazer com que seus talentos sintam-se parte do objetivo maior da empresa . Uma rede social interna é grande aliada nesse processo, como ferramenta de endomarketing.
  • Comunicação interna: todos os comunicados, memorandos e e-mails em um só lugar, centralizando a comunicação interna da empresa. Ali podem estar fotos de eventos corporativos e até mesmo um canal aberto com diretores, que podem contribuir respondendo dúvidas, fazendo comentários ou postando conteúdo em uma área específica.

Case: a empresa de TI HBSIS criou um portal corporativo para seus colaboradores, chamado Mundo HBSIS:

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Mundo HBSIS

Existem plataformas prontas para construção de redes sociais internas: Ning e SuaRede são exemplos interessantes, tanto pelo custo acessível quanto pela boa adaptação ao mercado brasileiro.

2. Canais exclusivos para clientes

Quando clientes estratégicos são levados para dentro de uma extranet – que também pode ter o formato de uma rede social corporativa – é dada a largada para o Social CRM ou CRM 2.0.

É esse o maior paradigma das empresas B2B – entender que invariavelmente, vendem para pessoas. Mesmo que essas pessoas representem uma organização, ainda sim, são pessoas!

Nestes canais é possível interagir com clientes, pedir sugestões, receber feedback, comunicar verticalmente todo o mix de marketing na empresa, divulgar a área de produtos e soluções e também inserir o cliente na área de inovação.

O medo de receber críticas existe, mas é preciso lembrar que é melhor receber um feedback negativo dentro de um canal oficial do que descobri-lo em uma rede social, onde não há qualquer controle sobre a repercussão do caso.

3. Redes sociais verticais

Redes sociais focadas em um determinado nicho ou segmento de atuação são outra grande oportunidade para empresas B2B. A grande vantagem: em uma rede social vertical todos os participantes são interessados no tema abordado, diferentemente do que em redes sociais horizontais, como o Facebook e o Twitter.

Vantagens destes canais:

  • Melhor experiência para o usuário;
  • Alto nível de especialização;
  • Maior probabilidade de conversão;
  • Oportunidade de compreender melhor o público alvo, já segmentado no ambiente.

Existem inúmeros exemplos de redes sociais verticais, como é o caso da Skoob – para apaixonados por livros – e da Redimob – rede social focada no setor imobiliário. É comum que redes verticais fomentem a geração de negócios, como na rede social Sou Empresário:

rede social vertical sou empresario

 

4. Atraindo talentos

Esta é a aplicação mais comum das redes sociais para empresas B2B. Em um cenário cada vez mais competitivo, a disputa por talentos tornou-se acirrada.

Um case interessante é o da Monsanto no Twitter, com o fantástico @MonsantoJobs, um canal exclusivo para divulgação de oportunidades e relacionamento com candidatos.

Aqui cabe falar sobre o Linkedin: Uma rede social profissional amplamente utilizada por empresas que podem atuar de forma estratégica, fomentando grupos de discussão e atraindo talentos a “segui-las” e compartilhar conexões..

monsanto jobs

5. Blogs corporativos

Os blogs são as grandes estrelas da web 2.0. Colaborativos, são disseminadores de informação e sustentam o conceito de ensinar através da Internet. O mais indicado no caso dos blogs corporativos é sair do lugar comum da área de “Notícias” dentro do site, trazendo um tema relacionado ao business da empresa.

Um case muito legal é o da empresa de nutrição de animais silvestres e exóticos Alcon Pet, que usa um personagem como tema de seu blog corporativo, o veterinário Dr. Fala. Ele responde dúvidas de consumidores em seu blog sobre nutrição e manejo de animais exóticos.

Blog Dr Fala

Outro case sensacional é o da empresa de aviões Boeing: uma das seções de seu blog corporativo é o Randy’s Journal, uma área com conteúdo gerado pelo vice presidente de Marketing da empresa, Randy Baseler.

6. Conhecimento e Expertise

As aplicações e utilizações de mídias sociais pelas empresas B2B devem ser norteadas por um objetivo maior: comunicar conhecimento e expertise em sua área de atuação. Por lidarem com um processo de compra analítico e pouco emocional, entregar ao mercado conhecimento é a maior prova de competência.

Todas as técnicas de Inbound Marketing podem ser utilizadas, fazendo com que a empresa seja encontrada por potenciais clientes que buscam saber mais sobre um tema. Slideshare e Scribd são mídias sociais que podem auxiliar sua empresa a disseminar sua expertise! Nessas mídias estão um enorme acervo de palestras, apresentações e outros PPTs, e também artigos técnicos, manuais de uso e demais PDFs que podem ser exatamente o que o mercado procura.

Um case do uso do Youtube por empresas B2B é a produção de videocasts pela Senior Sistemas, nos quais um especialista fala sobre determinado tema e apresenta uma solução:.

Case Youtube Senior

 

Antes de iniciar a execução de ações, o essencial é definir uma estratégia de atuação na Internet, que deve variar a partir da estratégia do negócio como um todo e planejar todas as ações e a estratégia de conteúdo com especialistas da área digital, que saibam o que estão fazendo, evitando uma crise de imagem na web.

As oportunidades estão aí para todos, basta saber aproveita-las!

Instagram – uma ferramenta de marketing para empresas

instagram para empresas

Já escrevi sobre o uso do Tumblr como ferramenta de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops e hoje é a vez do Instagram. Novamente, vale a pena reforçar o grande paradigma do Marketing em Mídias Sociais: as ferramentas não vão parar de nascer e morrer. MySpace, Orkut, Twitter. O Facebook também não será eterno. Muito se fala sobre nascimento e morte de mídias gerenciadas por usuários – pessoas como eu e você. Mas, o importante não é a ferramenta. É o que se faz com ela!

Sem dúvida, essa rede é uma febre. Repare no gráfico abaixo, que representa o volume de buscas pelo termo “Instagram” desde 2010, segundo o Google Trends.

instagram-marketing-drops

 A pergunta que não quer calar é: Como estruturar um Instagram de sucesso para uma empresa, adotando estratégias de Marketing Digital?

Entenda: Comportamento Emocional

Fui apresentada ao Instagram por uma típica consumidora inovadora – uma early adopter. Como em quase todo Ciclo de Vida de Produto, foram esses os primeiros usuários do Instagram. Ela me advertiu: “Cuidado, você vai se viciar!”. De fato, essa é uma característica marcante da rede social. Quais os fatores que reforçam essa característica?

* Distorção da percepção de tempo: ao acessar a rede social, não se sabe quantas atualizações foram feitas por seus amigos desde o último acesso. Fica mais difícil perceber o tempo passar, haverá ali uma distorção. O Twitter, que possui uma timeline muito similar em formato e mecânica, expõe o número de tweets não lidos. É muito provável que você já tenha descartado 100% dos tweets ao ver que haviam mais de 300 atualizações não lidas.

* Mobilidade: houve um tempo em que o telefone era da família, coletivo. Hoje, celular é um item tão pessoal quanto escova de dentes. Costumo brincar que smartphones provacam o efeito “autismo”, o usuário fica preso naquele mundo próprio, que carrega consigo para onde quer que vá. O Instagram foi vendido ao Facebook por meros 1 bilhão de dólares, por dois motivos que muito interessam à estratégia central da rede de Mark: expertise em mobilidade e envolvimento sentimental dos usuários.

* Simplicidade: uma imagem vale mais do que mil palavras. Com grande penetração de mercado em tempos de comunicação em 140 caracteres, uma rede social baseada somente em imagens faz milagres. Ela tira dos ombros do usuário o grande peso que é escrever bem, preocupar-se com ortografia, sintaxe, etc.

* Personificação: os estudiosos de Marketing Interativo dizem que não somos pessoas nas redes sociais e sim, personagens. Projetamos ali fragmentos de nossas vidas, envoltos em grandes blocos “daquilo que queremos ser”, ou em bom mercadolês, como queremos ser percebidos. O Instagram, assim como outras redes sociais, dá às pessoas a opção de ajustar a própria vida à condição que mais lhes agrada.

* Faça você mesmo: a aplicação de efeitos e filtros em fotos tiradas pelo celular é o grande hit do Instagram. Ele nasceu da identificação dessa oportunidade – os usuários não descarregavam as fotos no computador, as mantinham no celular. Ao criar uma espécie de álbum virtual, o usuário sente-se como um fotógrafo profissional, que cria algo belo e pode expressar sentimentos através de “sua arte”. Parece um clichê, mas a coisa é mais ou menos por aí! Dê uma olhada no vídeo abaixo, quem não se reconhece?

Ouvi de uma professora a história abaixo, que exemplifica o que falamos até aqui:

Minha sobrinha de 4 anos pedia:

“Mamãe, vamos bater coração?”

Intrigada, perguntei para minhã irmã o que era aquilo e ouvi surpresa que se tratava de um ritual entre mãe e filha – deitar no sofá e navegar pela rede social Instagram, curtindo as fotos (que ficam marcadas com um coração).

 Aplique: Estratégias e Táticas

O Instagram já possui contas de 40% das 100 marcas mais valiosas do mundo, segundo a pesquisa de mercado da Simply Measured. À título de comparação, 98% dessas mesmas marcas estão no Facebook e 94% no Twitter.  No Google+, estão presentes 64% delas e no Pinterest, 51%.

Para delimitar estratégias, tudo depende do objetivo. Não vale esquecer esse ponto, ok? A seguir, apresento algumas iniciativas de sucesso:

Eventos

O Grammy Awards 2012 teve cobertura pela TV de sua cerimônia e também do pré-evento, que acontece no tapete vermelho, com os repórteres. Mas a versão deste ano do evento ganhou uma novidade, a cobertura dos bastidores através do Instagram. Artistas entraram na onda e as hashtags (#) foram usadas para facilitar a encontrabilidade do conteúdo. Considero este um excelente exemplo de adaptabilidade de formatos: mantem-se a TV onde ela é soberana, entra a rede social onde há grandes oportunidades. Neste link estão algumas das fotos dos bastidores do Grammy.

Instafood

Comida tem muito apelo no Instagram. O uso da hashtag #instafood é uma mania entre os usuários e para empresas que estejam no ramo, essa rede social pode ser uma excelente oportunidade. O Mc Donald’s tem bastante engajamento no Instagram e também é case na área.  Abaixo, duas imagens de marcas que usam estratégias emocionais para engajar seus consumidores nessa rede social, porém com intensidades diferentes. Jamie Oliver, que mescla vida pessoal com comida, e Starbucks, que mescla café e estilo de vida. Vale ressaltar que a Starbucks tem mais de 1 milhão de seguidores no Instagram!

cases instagram  - Marketing Drops

Vá além de mostrar seu produto

Muitas vezes, consideramos as mídias sociais canais puros de relacionamento. Diversas pesquisas já comprovaram que para os consumidores, as mídias sociais também são canais para conhecer produtos e participar de promoções de venda. Em linhas gerais, trabalhar nos extremos é complicado – muito foco no próprio produto é percebido como arrogância e muita conversa sobre “o céu, o mar, as estrelas, e a importância que damos ao cliente…” uma oportunidade desperdiçada de entregar ao público aquilo que ele realmente quer – a oportunidade de conhecer melhor seu produto através da mídia que ele mais usa – a social.

Um case para nos inspirar: Farm. Usando a hashtag #tonoadorofarm, a marca convida consumidores a marcar fotos que mostrem o Rio (que é a essência de seu branding baseado em estilo de vida), divulgando essas imagens no perfil oficial. Lembram que falamos sobre a sensação de ser um fotógrafo profissional? Através dessa ação tão simples a Farm premia esses fotógrafos, dá prestígio! Tudo a ver com o comportamento emocional!

farm no instagram

Abuse das integrações

A ideia de integrar o mobile com demais plataformas é por si só muito interessante! Quando adicionamos o ingrediente mágico – a colaboração – essa receita torna-se perfeita! Alguns projetos utilizaram essa sacada criativa em ações no Instagram. Para quem é mais técnico, a rede social tem API e área dev organizada, por isso, sem medo de integrar, ok?

O site This is Now usa o Mapa de Fotos para criar, em tempo real, o verdadeiro retrato de uma cidade. No formato de um agregador de conteúdo, esse site reúne as fotos de usuários que marcaram determinada cidade na opção de geolocalização do Instagram, criando um álbum colaborativo.

A Tiffany & Co fez uma campanha inusitada: pediu aos seus consumidores que tirassem fotos através do Instagram, marcando-as com hashtags para então integrar tudo isso em um site perfeito, baseado em storytelling. O resultado é uma coleção de fotos colaborativa, com histórias de amor reais, com pessoas de verdade. Tem até um mapa com corações, que marca os locais das fotos – uma espécie de mapa da paixão (Óunn!). O nome é super alinhado ao conceito: What Makes Love True.

Tiffany & Co - what makes love

 

Comprove: Métricas e Ferramentas

É sempre complicado falar sobre métricas sem falar sobre objetivos de negócio, objetivos de marketing e objetivos de comunicação. O que se mede depende muito do que se deseja alcançar.

No material abaixo, Gustavo Franco fala sobre alguns índices que podem ser mensurados, apresenta ferramentas e deixa dicas. Encontrei o perfil através de buscas no Slideshare e gostei bastante :)

Sobre as ferramentas, as mais utilizadas:

Searchinstagram.com: sempre que uma ferramenta possui API de busca interna isso interessa aos profissionais de Marketing Interativo. É por ali que se inicia o monitoramento, que se acompanha o mercado, a concorrência, etc. Fique de olho na busca, faça a sua curiosidade valer a pena!

Instagramers.com: não conhecia essa base de dados e fiquei sabendo dela através do material abaixo. Lá tem de tudo: desde um código para incorporar um botão estilizado até aplicação para DM, search interno e integrações com FanPage. Gostei muito!

Statigr.am: é uma aplicação simples, que entrega métricas básicas (não cruzam dados, possuem somente uma variável), como por exemplo, número de fotos postadas. O que mais chama a atenção é a opção de criar concursos culturais (promoções).

Quer alcançar os objetivos da sua empresa usando redes sociais? Contrate uma Consultoria em Marketing Digital!

Unlock the 007 in you – Coca Zero

unlock the 007 in you

Há algum tempo o Marketing Drops apresentou a campanha Share a Coke, na qual ações geniais uniam PDV (ponto de venda), TV, outdoor e mídias sociais. A campanha foi adaptada para demais países e entre eles estava o Brasilo país mais social do mundo!

Além das latinhas com nomes mais comuns e vídeos adaptados especialmente para a TV, a campanha ganhou um aplicativo no Facebook que permitia customizar latas de Coca Zero virtuais, com o nome de quem autorizava o aplicativo. Houve crises, como a imagem que dizia “Quanto Menos Refrigerante Melhor”, que viralizou na rede social. Controvérsias à parte, a ação engajou consumidores e virou mania entre os jovens, que procuravam por seus nomes em latinhas como se não houvesse amanhã.

Agora, a Coca Cola apresenta uma ação de Marketing de Guerrilha para o seu refrigerante diet e o vídeo já virou febre entre os guerrilheiros. A sacada criativa é ser o novo 007 e Make it Possible!  É muito recomendável ficar de olho em ações de joint venture de Comunicação. Até então considerada arriscada, a estratégia de unir marcas com públicos complementares ou convergentes se restringia ao supermercados, em ações bem modestas. Aqui está um exemplo interessante de como o filme 007 SkyFall pode se unir à mãe de todas as marcas Coca Cola e gerar uma ideia diferente.

Como toda ação de Guerrilha, é no Youtube que ela se consolida. Guerrilha é legal, mas sem viralidade e a possibilidade de varrer a web, ela não tem tanto efeito global, como desejado pelas marcas anunciantes. Infelizmente, o vídeo foi considerado artificial por alguns usuários, comentários no canal do Youtube perguntavam – Where all the ugly unattractive people go?

Seja o que for, a incomparável música de James Bond com violinos e beat box é demais! O Marketing Drops agradece a participação de um de nossos leitores, que indicou essa ação para o blog.

Obrigada! :)

Comunicação, Microsoft na Veia e o Poder do Compartilhe

microsoft

De uns tempos para cá, um novo movimento da Comunicação Integrada Microsoft vem atraindo a atenção dos profissionais de Marketing Interativo. Em uma estratégia clara de deixar sua imagem mais cool, a Microsoft tem investido em comunicação alinhada à conceito. O desenvolvimento de produto acompanhou e deu o tom da estratégia central, está aí o tablet Surface para comprovar.

O vídeo para TV do IE9, veiculado na TV aberta e paga, é o tipo de comercial conceitual que faz brilhar os âmagos publicitários de cada um de nós. Confira:

Uma iniciativa sensacional foi o projeto em parceria com a banda The XX (no post do Brains9 você encontrará os detalhes do projeto). Além do apelo publicitário, existe algo muito importante nessa campanha: ela nos faz pensar sobre o poder do share, especialmente em redes sociais. Enquanto o usuário ouvia, via streaming, o som do disco Coexist, podia acompanhar a “viagem” dos compartilhamentos ao redor do mundo. O interessante é que a plataforma permitia apenas um compartilhamento por pessoa! Você já havia parado para pensar no poder que um simples compartilhe tem?

Outra vertente da Comunicação Integrada que a Microsoft utiliza é a figura do Relações Públicas, evangelizadores da marca que falam oficialmente, em nome da própria Microsoft. Essa estratégia também aparece no cuidado com a “Comunidade Microsoft“, que possui até badges para designar esses profissionais, os MVPs (Most Valuable Professionals) – um título que não se obtém fazendo provas. Os MVPs são escolhidos em meio à comunidades de usuários, por terem destaque pelo conhecimento técnico e também por serem atenciosos e generosos, contribuindo para a comunidade técnica sem esperar nada em troca.

Nos tempos de Bill Gates, essa estratégia começou a servir de benchmarking para outras empresas, que compreenderam a importância da figura do líder frente à comunidade e frente aos usuários.

Além do presidente da empresa, que hoje é o carismático Steve Ballmer, outros profissionais formadores de opinião são usados como relações públicas pela Microsoft, chamados de Technical Evangelists. Esse profissional é um porta voz da empresa e sempre fala de forma oficial, humanizando a marca.

Para entender melhor a aplicabilidade desse conceito, recomendo o Podcast #1 Microsoft na Veia, um bate papo que traz o technical evangelist Fabio Hara para conversar com especialistas da área de produto da KeepIT Informática – uma parceira de negócio da Microsoft. Segundo a KeepIT, o podcast Microsoft na Veia faz parte de um projeto maior que levanta a bandeira Microsoft.

No podcast são discutidas novidades sobre Windows Server 2012 e também são compartilhadas informações para aqueles que não acompanharam os Eventos IT Camp – outra estratégia matadora de comunicação da Microsoft, focada na comunidade que está em formação.

podcast-microsoft-na-veia

 Para fechar o post, vamos acompanhar o vídeo com apelo viral do lançamento do Windows 8, outra produção que merece nossa atenção em uma estratégia de lançamento de produto:

O que faz um Consultor de Marketing Digital?

curso marketing digital blumenau

Desde que iniciei meu trabalho na área de Consultoria em Marketing Digital em Blumenau (SC), me deparo com dúvidas de clientes, parceiros e fornecedores quanto às atividades de um Consultor de Marketing Digital. Esse post tem como objetivo explicar um pouco sobre o papel desse profissional e também auxiliar os gestores no entendimento dessa nova área, que torna-se cada vez mais importante no dia a dia das empresas.

Segundo o autor do livro “A Bíblia do Marketing Digital”, Claudio Torres, Marketing Digital é o conjunto de estratégias de Marketing para atingir objetivos de uma pessoa, marca ou organização, aplicadas à Internet e demais meios digitais.

É aqui que entra aquela máxima muito explorada pelos consultores da área: Não existe diferenciação entre offline e online, a estratégia é sempre única. Falando de uma maneira menos acadêmica e mais prática, é claro que existem diferenças entre os dois mundos, principalmente do que diz respeito às ferramentas e plataformas disponíveis. Esse profissional trabalha em sinergia com demais fornecedores, como as agências de comunicação integrada, agências digitais, agências de SEO e de links patrocinados, assessores, RPs, agências focadas em produção de conteúdo para web, etc.

Alguns dados interessantes sobre o Mercado do Marketing Digital, de acordo com a ComScore, em 2012:

  • Existem 250,8 milhões de telefones celulares ativos no Brasil
  • 52 milhões de aparelhos com conexão 3G
  • 82,4 milhões de pessoas acessam a Internet regularmente no país
  • 97% dos usuários brasileiros de Internet estão em pelo menos uma rede social
  • 79% da compras de bens de consumo na América Latina são influenciadas pelas redes sociais

As empresas querem usufruir dessas oportunidades e, principalmente, acompanhar a virtualização/digitalização do relacionamento e da comunicação com o consumidor, para que não fiquem paradas no tempo ou sejam prejudicadas pela concorrência. Uma Consultoria em Marketing Digital deve auxiliar esse processo!

O consultor é um profissional que diagnostica uma determina situação com base em dados para que, na sequência, possa transforma-los em informação que servirão de alicerce para a formulação de estratégias. A Consultoria em Marketing Digital é um serviço de apoio à empresa e suas lideranças, visando auxiliar a organização a definir a melhor alternativa de ação num ambiente repleto de incertezas, riscos e competição.

O papel do consultor:

  • Deve trabalhar em detrimento da empresa, nunca dos serviços que tem a oferecer;
  • Um consultor vende inteligência e expertise;
  • É extremamente desejável que um consultor conte com uma metodologia de trabalho e tenha foco em resultado;
  • Deve contar com uma rede de parceiros, mas ser independente o suficiente para atuar com a equipe e rede de parceiros do seu cliente, se necessário;
  • Um Consultor de Marketing Digital pode – e deve – se envolver em questões do Marketing Estratégico e “offline”.

Problemas que podem ser diagnosticados:

  • Os produtos da empresa nunca são encontrados em buscadores, como Google ou Bing;
  • O site da empresa está defasado e nunca gerou qualquer venda ou contato para a equipe comercial;
  • Apesar dos produtos que a empresa vende serem extremamente populares, os consumidores não encontram canais oficiais da marca em nenhuma mídia social;
  • Pouco é falado para e sobre a empresa na Internet, mas existem críticas em canais interativos como o “Reclame Aqui” e ninguém sabe ao certo como lidar com isso;
  • O diretor quer divulgação maciça na Internet, mas o Departamento de Marketing não sabe direito por onde começar.

Esse cenário é bastante comum e todos nós conhecemos alguma empresa nessa situação. Aqui, cabe ao consultor confirmar esse cenário e diagnosticar a causa de todos esses problemas e de outros até então desconhecidos, através de análises. Esse diagnóstico não pode ser fruto de “achômetro” e deve estar pautado em informações e dados confiáveis.

As estratégias para solucionar os problemas:

Existem uma série de possibilidades para resolver os problemas listados acima! É aqui que entra o principal papel do consultor de marketing digital, que deve avaliar a empresa (lideranças, processos, profissionais, fluxo de informação, orçamento, estrutura, etc.) e também o mercado (concorrentes, público alvo, pontos críticos, oportunidades e ameaças) para sugerir estratégias e traçar planos de atuação na Internet, em mídias sociais e em dispositivos mobile (celular e tablets), caso a caso.

O Consultor de Marketing Digital é, além de conselheiro, agente de mudanças nas organizações. Deve orientar a empresa sobre a melhor maneira de investir, com objetivo de economizar e “gastar bem”, auxiliando nas escolhas da organização. Em termos gerais, a atuação e os serviços de um Consultor de Marketing Digital podem ser extremamente verticais ou mais abrangentes e horizontais.

Serviços que podem ser prestados:

  • Planejamento web (sites, hotsites, plataformas interativas, etc.)
  • Planejamento para e-commerce e social commerce
  • Planejamento para Mídias Sociais
  • Estratégia de Conteúdo
  • Estratégia de Mensuração e Gestão de Métricas de Resultado
  • Estratégias de Marketing de Busca e Otimização (SEO, SEM, etc.)
  • Marketing Interativo
  • Marketing Viral
  • Planejamento de Mídia Digital
  • Planejamento de Comunicação Digital
  • Estratégia de Monitoramento em Mídias Sociais

O consultor não executa tarefas, ele orienta a maneira como essas tarefas devem ser executadas e traça as diretrizes estratégicas para que essas tarefas obtenham bons resultados. Um exemplo muito comum é a produção de conteúdo: o Consultor de Marketing Digital pode traçar toda a estratégia de conteúdo, criar pautas, estudar termos mais buscados, delimitar frequência e responsáveis, além de determinar a temática da comunicação em cada canal social. Não é o consultor que escreve e publica o conteúdo. Para isso, ele atua em parceria com fornecedores focados nessa tarefa ou orienta e capacita o time do cliente para essa função.

Um ponto importante para ressaltar é que, apesar do consultor sempre sugerir, ele não deve ser aquela pessoa que vai até a empresa somente para conversar, vez ou outra. É preciso estar presente e próximo ao cliente. O consultor não pode tomar o lugar do gestor, colocar a mão na massa ou “se atravessar” no organograma das empresas, até mesmo por uma questão ética, mas isso não é desculpa para não se envolver! Sem envolvimento, essa construção que é feita sempre a pelo menos quatro mãos (cliente e consultor), fica sem base sólida.

Para quem quiser entender melhor como um consultor pode auxiliar sua empresa na Internet, entre em contato com Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital!

Tumblr – uma ferramenta de marketing para empresas

tumblr-logo

É muito difícil falar de Marketing Digital sem falar de ferramentas e plataformas. A grande sacada é entender que a ferramenta é o que menos importa, a diferença é o que você faz com ela!

Assim como qualquer mídia social ou produto, o Tumblr foi primeiramente adotado por inovadores. Os temas descontraídos e de humor dominaram a rede. Agora, essa mídia social começa a ser vista como uma ferramenta de negócio para empresas e marcas.

Segundo o Google Trends, esse é o gráfico do volume de buscas pelo termo “tumblr” desde 2008, no Brasil:

imagem de camila renaux - consultora de marketing digital (tumblr)

 

A pergunta que não quer calar é: Como estruturar um Tumblr de sucesso para uma empresa, adotando estratégias de Marketing Digital?

Mecânica da Rede:

O tumblr é minimalista e simples. Uma espécie de blog focado em imagens, com textos curtos. Nessa rede, você pode seguir e ser seguido por outros perfis e reblogar (parecido com o RT do Twitter). Só.

Para quem quer entender mais a fundo e criar um perfil sem crises, sugiro esse tutorial sobre como criar um Tumblr, com passo a passo.

Público Alvo:

De acordo com a própria plataforma, existem 76 milhões de blogs criados. O CEO, David Karp, afirma que metade da audiência do serviço, que recebe 2 bilhões de visitas mensais de brasileiros, possuem até 34 anos. Com a maturidade alcançada por essa rede social, esse perfil deve mudar. Imagens são universais, para qualquer idade.

Objetivos e Usos:

As escolhas que vão delimitar o ecossistema social de uma marca e, por consequência, a escolha das mídias sociais são sempre baseadas na estratégia empresarial adotada.

Temos alguns cases legais que mostram a variedade de possibilidades para as empresas e marcas nessa rede social.

No exemplo abaixo, uma inspiração para marcas que vendam saúde e bem estar. O BKFST Tumblr é um agregador de imagens com o tema “café da manhã”. É lindo!

 

imagem de camila renaux - consultora de marketing digital (tumblr)

 Um outro objetivo bastante comum das empresas que usam o Tumblr como canal é o branding. Este artigo da Mashable fala sobre isso e dá mais dicas sobre o tema.

A marca esportiva Nike e a marca de luxo Marc Jacobs exploram essa vertente em seus perfis oficiais. Uma ideia bacana é utilizar as categorias, como em um blog. No Tumblr na Nike, esse recurso é muito bem utilizado para diferenciar as linhas de produto (running, basquete, futebol, etc.).

nike tumblr - camila renaux consultoria em marketing digital

tumblr marc jacobs - camila renaux consultoria em marketing digital

Uma ideia totalmente aplicável é o uso da rede social como Portfolio ou Flyer Digital. Se você é fotógrafo, designer, ilustrador ou arquiteto pode se beneficiar dessa ideia! Aqui, o cuidado é com a criação de tags.

Essas etiquetas do conteúdo são muito bem indexadas pelos motores de busca e vão facilitar a encontrabilidade do seu trabalho. No exemplo, o tumblr do fotógrafo Vitor Berti:

tumblr vitor - camila renaux consultoria em marketing digital

O supermercado C-Town criou um Tumblr para cumprir o papel de flyer digital, onde estão fotos dos produtos com ofertas. Pessoalmente, não gosto do layout, mas acho a sacada genial!

tumblr supermercado - camila renaux consultoria em marketing digital

Não dá para escrever sobre Tumblr sem citar o maravilhoso “Como eu me sinto quando” (CEMSQ), um blog que retrata situações cotidianas com gifs animados. É apaixonante! Acho essa dica legal para os publicitários, já que criatividade é pré-requisito na profissão! Para quem é criativo por natureza, fica a ideia de lançar um projeto inovador e lucrar com publicidade.  O CEMSQ é o terceiro Tumblr mais acessado do mundo!

Para fechar, uma apresentação cheia de dicas e cases para pequenas e médias empresas, que eu encontrei vasculhando o Slideshare :)

Tumblr Para Pequenas e Medias Empresas

 

Quer alcançar os objetivos da sua empresa usando redes sociais? Entre em contato com a Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital!

Nike House of Innovation – branding e experiência

nike-branding-marketing-drops

Não é de hoje que a Nike dá show na hora de realizar ações que combinem elementos com o objetivo de reforçar o branding. O modelo de negócio Nike já deixa isso claro, a competência da empresa é baseada em três pilares: Marketing, Design e Inovação.

Já falamos sobre as excelentes campanhas de Marketing Esportivo da Nike no Marketing Drops e o case de hoje fala de outra vertente estratégica para a marca: o Ponto de Venda (PDV).

Em conjunto com a varejista inglesa Selfridges, a marca aproveitou o clima de Olimpíadas e a sport vibe da cidade de Londres para gerar experiência de marca de verdade. Dentro da loja, os “atletas de todos os dias” participavam de desafios, competições, exposições e tinham a chance de estar em ambientes de teste de produtos totalmente exclusivos.

O digital estava lá para dar uma força – sensores captavam os dados que eram transmitidos em um telão e também podiam ser compartilhados em redes sociais.

Para os céticos em investimento de Marketing focado apenas em branding, a glória: A ação era de venda também! O produto? Nike FuelBand, a pulseira da marca que mostra dados sobre treinos (dança, caminhada, corrida, basquete, etc.) em smartphones. A partir dela é possível acompanhar seu progresso na atividade, compartilhar resultados com amigos em redes sociais e traçar desafios e metas.

Se você tem um case de experiência de marca pra contar, compartilha com a gente! :)

Chocolate Drops

É páscoa no Marketing Drops! O que pode ser melhor para comemorar do que um post dedicado ao chocolate? Hora de conferir nossa deliciosa seleção de ações de Marketing de Guerrilha:

Piscina de Chocolate

O chocolate Squares usou a diversão como conceito criativo para essa campanha viral. Uma piscina cheia de chocolate – mais precisamente uma mistura de amido de milho e corantes – com textura quase elástica, onde era possível pular e dar cambalhotas. Confesso que achei a ideia meio nojenta no início, mas depois acaba sendo realmente divertido. A marca usou o Facebook como canal de interação, em sua FanPage  era possível escolher se o grupo deveria atravessar a piscina de skate, bike ou pernas de pau.

Outdoor de Chocolate

A inglesa Thorntons criou um outdoor de chocolate, especialmente para comemorar a Páscoa. Essa delícia foi instalada em Londres, onde ficavam os mais de 350 quilos de chocolate utilizados para dar forma à peça, que levou 3 meses para ser produzida.

 

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Mídia Exterior de Chocolate

A fachada de um prédio de esquina foi transformada em bolo recheado com chocolate, super fofinho e apetitoso, graças ao fermento Royal. A ação é da JWT de Curitiba. Diferente do outdoor de chocolate, essa ação ganha pontos pela simplicidade e baixo risco.

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 Cinema de Chocolate

Quem resiste à um pacotinho de M&M’s para assistir à um filme no cinema? Pensando nisso, a marca investiu em uma ação de guerrilha super descolada – personalizou um cinema inteiro! As cadeiras ganharam as cores e as formas das bolinhas de chocolate.

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Like Buton de Chocolate

Em agradecimento por atingir de 1 milhão de fãs no facebook, a Cadbury construiu uma escultura de chocolate na forma de Like Buton. A ideia é criativa, mas esse caso mostra que nem todo chocolate é doce. Os fãs fizeram duras críticas à marca e a ação de agradecimento acabou virando crise. Motivo? Desperdiço de comida – já que nenhum fã teve acesso à escultura, que aparece somente em um vídeo e não ao vivo, onde poderia ter sido degustada como aconteceu com o outdoor da Thorntons.

 

Marketing no mercado de arte

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A tela ao lado, de Beatriz Milhazes, foi vendida no ano passado por R$ 1,8 milhão em um leilão em Londres. Beatriz só era conhecida por círculos de especialistas e, após a cifra milionária, caiu nas graças da imprensa e ganhou o grande público. Esse acontecimento reacendeu o debate em torno do mercado de arte brasileiro e suas implicações mercadológicas são o tema do post de hoje, aqui no Marketing Drops.

Sobre o post

Sempre acompanhei o mercado de arte, cresci ouvindo histórias sobre artistas e visitando museus. Minha mãe, Ester Renaux, é arquiteta e artista plástica. Veio dela o pedido: “O que o Marketing Digital pode fazer pelo mercado de arte?”. Iniciou-se uma pesquisa de mercado – realizada ao longo de 3 meses com aproximadamente 500 participantes – que mostrou alguns pontos interessantes que discutiremos ao longo deste post.

Percepção

A era do design fez a percepção sobre o que é arte se deslocar. O objeto de design tem um público alvo e se relaciona com um propósito final específico, com determinada usabilidade. Arte não. É pura expressão. Móveis, tapetes, paredes e esculturas ganharam ares de design de produto e o consumidor final reagiu muito bem à isso.

Algumas das razões:

  • Preço: Uma peça de arte será sempre única, exclusiva e impossível de se reproduzir. Exemplo real: se você adquirir uma imitação da Mona Lisa, por mais parecida que seja, não será a Mona Lisa. Essa raridade se relaciona com o posicionamento – preços altos e alto envolvimento na compra.
  • Conhecimento: Justamente pelo posicionamento, a necessidade de conhecer arte é atributo para a compra. Mas conhecer arte não é tão simples. São muitos os movimentos, os artistas e as fases. Essa curva de aprendizado fez com que a aquisição de um painel de madeira com pátina fosse muito mais simples do que a compra de uma tela com alguns “rabiscos”. Consumidores buscam simplicidade e facilidade, sempre.
  • Medo: Conversando com consumidores, encontrei algumas citações comuns. Ex: “Eu não entendo de arte, mas essa tela me parece bonita. O que o artista quis retratar?”. Essa fala diz muito sobre o medo do consumidor, uma dor relacionado ao desconhecimento.
  • Percepção: A pergunta acima me pareceu mais difícil de ser respondida quando a pesquisa apontou que uma grande motivação de compra é o status. Quem compra uma BMW também compra status, o que mostra que o mercado de arte se relaciona muito com o mercado de bens de luxo.

 

Marketing 

Na perspectiva do Marketing Digital, conteúdo é o elo entre marca e público alvo. Realizando alguns testes e adequações à uma estratégia de conteúdo foi possível mapear e mensurar alguns temas de maior interesse, que nos direcionam sobre os anseios do público alvo:

 

a-grande-feira-luciano-trigoVanguarda:

 

Tudo aquilo que é inusitado, diferente e chocante chama a atenção dos consumidores e remete à reflexão. Esse é o cerne da estratégia de muitos artistas, como Vik Muniz, que pinta quadros com calda de chocolate e geléia.  Afinal, isso é arte?

Recomendo a leitura do livro “A Grande Feira”, de Luciano Trigo, uma reação ao vale tudo na arte contemporânea. Segundo o autor, o propósito de crítica com materiais pouco ortodoxos – como fez Picasso ao esculpir o guidão de uma bicicleta – acabou. O que existe agora é uma morte agonizante da arte em detrimento de um esforço de Marketing que tem como único objetivo a repercussão midiática. Luciano cita como exemplos algumas instalações – obras de arte efêmeras – um tanto bizarrasmuros grafitados que são vendidos por cifras milionárias e removidos das ruas, para serem instalados em salas de estar (?), perdendo todo seu conceito junto ao entorno.

Obs: A capa do livro é a obra The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living, do artista Damien Hirst. O tanque de formol com o tubarão foi vendido por 12 milhões de dólares. Dois anos depois, o comprador percebeu que o tubarão estava se decompondo. Artista e colecionador negociaram uma substituição por outro tubarão e não se falou mais no assunto!

Investimento:

O retorno sobre investimento (ROI) no mercado de arte pode ser astronômico e muitas pessoas tem se interessado por esse modelo de “aplicação financeira”. Pela perspectiva de comportamento do consumidor, ao adquirir arte pensando em retorno, não se compra aquilo que é conceitualmente ou esteticamente admirado e sim, aquilo que pode fornecer a maior margem de lucro. O Brasil conta com um fundo de investimento de arte, chamado Brazil Golden Art, e também com uma bolsa de arte, que fica no Rio de Janeiro.

Faça você mesmo

Mais do que comprar arte, querem fazer sua própria arte. Conteúdos que ensinam a remodelar ambientes e reproduzir técnicas de arte são super acessados. Os consumidores querem entender o “como se faz”, colocar a mão na massa e fazer parte de uma história. Um case bacana que retrata tudo isso é a rede social Instagram, um aplicativo para compartilhamento de fotos através do iPhone. O usuário pode aplicar efeitos em suas fotos, vivendo a sensação de ser um fotógrafo profissional.

Ponto de venda

Galerias, museus e salões tornaram-se ambientes um pouco pedantes para os consumidores, que são recepcionados por pessoas esnobes, que falam de artistas – na maioria das vezes desconhecidos – citando somente o primeiro nome e elencando exposições no exterior. Os clientes finais – casais com e sem filhos, entre 25 e 55 anos – preferem contar com prestadores de serviços especializados que os orientem sobre o que fazer. É aí que entram arquitetos, decoradores e designers. Muitas vezes, esses profissionais também estão receosos e estimulam a escolha de objetos estilosos e funcionais, em detrimento da arte. Os comissionamentos – amplamente praticados pelo mercado – são mais atrativos em lojas do que em galeriais, o que retro alimenta o ciclo. Cases interessantes sobre Espaços de Arte do Facebook, muito mais interativos e colaborativos do que as tradicionais galerias são o Ester Renaux Arquitetura & Arte e o FaceArte. Vale o clique!

Conforme a pesquisa for caminhando, postarei aqui no blog minhas impressões sobre o fascinante universo da arte contemporânea! Até a próxima :)