Gigya – aplicativos para infra estrutura social

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No dia a dia da gestão de mídias sociais costumamos usar métricas e padrões um pouco diferentes daqueles usados no dia a dia dos negócios. Fala-se muito em capital social, engajamento, sentimento, índices de interação, e por aí vai. Todos esses indicadores são tentativas de mensurar resultado e gerenciar canais de forma efetiva. Um termo novo e cada vez mais frequente para esse extenso dicionário é a “infra estrutura social” – aplicativos, plataformas, sites e widgets que criam experiências sociais verdadeiras para usuários e insights importantes para as marcas.

O Gigya é um exemplo clássico de aplicativo para infra estrutura social baseado em conteúdo, APIs para integração e segurança de dados, com 4 aplicações:

1. Plugings Sociais

Os plugings são integrados com redes sociais e incluem funcionalidades bem conhecidas por todos nós, “internautas”:  comentários, compartilhamento, classificações, análises, chat e newsfeeds. 

2. Gerenciamento de identidade social

O gerenciamento de dados sociais é viabilizado por níveis de permissão de acesso, relacionados ao perfil dos usuários e seus dados de comportamento. Essa aplicação inclui um sistema de registro em nuvem que suporta login via form, mídia social e single sign-on, este último permitindo que os diferentes sites de uma marca (hotsite promocional, site institucional e e-commerce, por exemplo) mantenham o usuário logado uma única vez, usufruindo de conteúdo exclusivo.  

3. Gamification

São as estratégias de interação entre marcas e pessoas, baseadas no oferecimento de incentivos. Como em um jogo, são oferecidas recompensas a quem realizar tarefas pré-determinadas. Os objetivos são bem específicos: divulgarrecomendar, avaliar e captar novos clientes. Um exemplo de mídia social baseada em gamification é o Foursquare, rede de geolocalização onde ganhamos pontos e badges. Na plataforma Gigya há uma série de plugins plug-and-play, todos customizáveis. Segundo pesquisas, as visualizações de página de e-commerce aumentam em até 800% quando há estratégias de gamification envolvidas.

4. Métricas

Além de orientar à resultado, essa é uma poderosa arma de adequação de conteúdo e oferta. É com essas informações que as marcas podem adequar suas estratégias.  Um dos maiores propósitos do Gigya é a segurança de dados e o opt in, já que ao integrar suas mídias com um site que use a infra estrutura social, você fornece informações – como as páginas que curte – à marca. Segundo o site SocialTimes, a utilização de aplicativos gratuitos pode lesar as diretrizes do Marketing de Permissão, já que costumam vender os dados de usuários para empresas de spam. Além dos indicadores qualitativos, há também os índices quantitativos. A integração com o GA é total, assim como outras plataformas de analytics e softwares de monitoramento de mídias sociais, em uma área developers muito bem feita. Lá também estão: Experian, Magento, SAP, salesforce, Oracle, Zoho, etc.

Se quiserem saber mais sobre social data, aqui tem um webinar que fala sobre isso.

Espero que tenham gostado do tema sobre aplicações e infra social! Esse post não é patrocinado, mas tenho o maior prazer em indicar ferramentas de sucesso. Aos interessados em conhecer mais sobre o Gigya – entrem em contato!

Conheça o foco de atenção do usuário nas mídias sociais

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Já ouviu falar de heatmapping? É uma tecnologia muito legal que permite saber para onde as pessoas estão olhando em um site, através de áreas quentes e frias. O nome em português – mapa de calor – vem da maneira como os dados são apresentados: como em uma filmagem em infra vermelho, o gráfico apresenta uma foto/filmagem do seu site, em que as áreas nas quais os usuários mais passam o mouse – e por consequência os olhos – são apresentadas em cores quentes como vermelho e laranja, e as menos vistas, em cores frias como o azul e o verde. Os mapas de calor são uma grande oportunidade para orientação de toda a arquitetura da informação e gestão de conteúdo.

Em uma pesquisa encomendada pela Mashable, a startup EyeTrackShop realizou uma pesquisa com mapas de calor nos mais populares sites de mídia social. Eles cobriram uma amostragem bem interessante, incluindo Flickr, tumblr, Reddit, Youtube e Pinterest, mas o foco das análises foram as redes sociais: Facebook, Twitter, Google+ e Linkedin. Confira os resultados!

Facebook

A análise de Heatmap do Facebook mostra que as pessoas passam mais tempo olhando para a foto do perfil e para os dois primeiros posts da página. As informações de perfil, na parte superior da página também tem importância, tal como a lista de amigos. Conforme o usuário move o olhar além da fronteira da metade da página, atenção visual cai significativamente. Fiquei curiosa sobre os resultados na nova timeline, que tem um padrão de leitura em zigue-zague. Provavelmente a modificação levou em conta o comportamento do usuário, que hoje pode olhar dois posts onde antigamente só via um.

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A pesquisa também incluiu uma métrica chamada de fixation order: a ordem em que a maioria das pessoas olhava para as áreas de interesse na página. Curiosamente, a maioria das pessoas no Facebook iniciam a navegação com o olhar no meio da página, onde são postados atualizações de status, e depois olham para o painel esquerdo, onde os amigos estão listados. Sim, o seu conteúdo será mais importante do que quem você é!

Legenda para a ordem de fixação:

  • percentage fixed: percentual de atenção/fixação em cada área
  • average dewell time: tempo de permanência em cada área
  • time to first fixation: tempo necessário para a prmeira retenção de atenção do usuário
  • AOI (Automated Optical Inspection): termo técnico dentro da tecnologia heatmap para área de interesse

 

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Twitter

O padrão de visualização mais notável ​​do Twitter é o quão distante o olho do usuário chega na tela em comparação com outras redes sociais. É mais baixo do que todas as outras! Devido ao ritmo de atualização do tweets, isso não é surpreendente, pois os usuários dessa rede social já estão acostumados a usar um pouco mais a barra de rolagem para acompanhar o stream twitteiro. Fica clara a necessidade de conhecer o seu público no Twitter e compreender os horários de maior interação. Só assim para não ser excessivamente presente na mídia e ao mesmo tempo, manter a conversão em alta.

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3,1 segundos é tempo médio de permanência dos olhos dos usuários no primeiro tweet da timeline, significativamente menor que nas demais redes sociais. Mais uma vez, por causa da mecânica da rede social, os seguidores clicam muito mais rápido, para conseguir acompanhar os próximos tweets.

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Linkedin

É tudo sobre a sua titulação! Por uma amostragem esmagadora, o olho do usuário é mais focado no seu nome e no seu cargo. Tal como acontece com todas as redes sociais, a imagem de perfil recebe um tempo expressivo como centro das atenções, assim como a seção que exibe a educação, as conexões e as recomendações. Os usuários tendem a fazer uma varredura na experiência profissional também, mas o foco é o lugar mais recentes de emprego. Reparem como a lista de amigos sempre recebe atenção, faz pensar sobre a máxima: diga-me com quem andas e te direi quem és! Tenha carinho com suas conexões, elas são importantes.

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A maior parte do tempo é gasto no meio da página no Linkedin, para conhecer as informações. Logo após o usuário tende a mover-se até áreas onde são passíveis de tomarem uma ação, como por exemplo: ver se estão conectados, e se não, solicitar uma conexão.

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Google+

Apesar de ser maior, a foto do perfil do Google+  não atrai tanta atenção como a foto do perfil do Facebook. O maior foco da atenção do usuário é a trinca: nome, slogan e primeiro post. Como em todas as redes sociais,os círculos de amizades são foco de grande interesse.

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Os usuários passam uma média de 5,9 segundos na página principal do Google+, o que é uma média maior do que o tempo gasto no Facebook e Linkedin. Essa diferença pode ocorrer devido ao fato de que esta é uma nova rede social e as pessoas ainda estão tentando entender para o que elas estão olhando e como podem interagir com o conteúdo.

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Conclusões

A importância de fotos de perfil é gritante! Dê um rosto às suas contas de mídia social, já que esse é um dos pontos de retenção mais importantes. Dica: use sempre o mesmo avatar para facilitar o reconhecimento. Fotos diferentes fazem com que importantes mili segundos sejam perdidos.

Trabalhe com intensidade a seção superior esquerda da sua página: títulos, nomes, e a primeira atualização de status. Torne mais fácil para as pessoas a identificação da sua marca (mesmo que pessoal), escolhendo um nome fácil e um slogan de impacto.
Apesar das atualizações de status serem dinâmicas, o que está no topo é claramente importante para os visitantes. Por isso, mantenha seus perfis e páginas atualizadas com conteúdo relevante. Você nunca saberá quando um target altamente qualificado aparecerá por ali. Esteja preparado!

A seleção – Lições de Marketing Esportivo

Estratégias de marketing esportivo

A derrota que eliminou a Seleção da Copa América indignou a população e virou TT no Twitter.

Usar o esporte como ferramenta de comunicação corporativa é fazer Marketing Esportivo?

Bem, é nessa hora que Marketing deixa de ser um processo gerencial para virar ciência. No caso da seleção brasileira de futebol, estamos falando de empresas (Nike, TAM, Nestlé, Extra, Seara, Vivo, Guaraná Antarctica, Gillette e Volkswagen) que desembolsaram valores na ordem de milhões por ano por este patrocínio.

Estampar uma camisa significa muito, mas no final fica a dúvida se a população que conhece a escalação completa da seleção saberia elencar os patrocinadores oficiais. São questionamentos que nós, gestores de Marketing, teremos que responder!

A Nike é referência no tema. O que ela tem a nos ensinar?

– Use o branding ao seu favor: venda um estilo de vida e escolha sua modalidade com base neste conceito central. A ação “The Chosen” – um concurso de vídeos à procura de grupos que inovem em matéria de estilo e criatividade – focada em Skate, Surf e BMX é um exemplo disso.

– Tenha sinergia entre as ações: use o evento como uma forma de lançar novos produtos e gerar experimentação e experiência real com a marca. A ação Posto 6.0 faz parte da estratégia de reforçar a marca de roupas e calçados Nike 6.0, existente no mercado brasileiro há dois anos.

Posto 6.0 – Ação da Nike no Rio de Janeiro

– Reúna os seguidores da sua marca: estruture uma rede social ou plataforma interativa (pode ser até um blog) para reunir quem admira sua marca/time/esporte. As redes sociais voltadas ao snowboard são sucesso fora do Brasil. Aqui, um exemplo legal é o Nike+ para corredores.

– Seja criativo: Nike Shout foi uma instalação social desenvolvida para dar, realmente, voz aos fãs. O mais legal é que isso acontecia em tempo real e durante os jogos. Com os fãs postando mensagens de apoio ao seu time ou jogador preferido pelo Aplicativo “Nike Football Facebook” ou pelas #hashtags no Twitter

– Marketing de Relacionamento: envolva os colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes. Torcer por um time/atleta em um estádio/arena/etc lotado é uma experiência e tanto! Gera envolvimento e o recall será maior do que fazer uma série de eventos corporativos menos impactantes.

– Use métricas: vá além da mensuração de centímetros e minutos de mídia espontânea. Faça pesquisas. Aqui a Internet pode entrar em ação, já que nela tudo pode ser mensurado. Viralidade, saudabilidade, número de ocorrências, interação, downloads, views… Sempre existe uma métrica para ser utilizada na web.

Voltando ao futebol – que democrático, parece atingir a todos – encerro esse post com uma citação de Ferran Soriano, ex VP do Barcelona e mestre do Marketing Esportivo: “O futebol é o único negócio em que os empregados ganham mais dinheiro que os patrões.”

Faz pensar, não é? E temos Copa do Mundo e Olimpíadas logo aí.