Como escolher o curso de Marketing Digital certo para o seu perfil e objetivo

No Drops de hoje vou responder a uma dúvida que aparece frequentemente em meus cursos presenciais. Quero começar a trabalhar com Marketing Digital! Por onde começar? Que curso fazer? Que tipo de formação escolher para aumentar as chances de entrada no mercado de trabalho?

Para facilitar a vida, vou dividir os critérios em tópicos e disponibilizar um vídeo diretamente do meu canal no Youtube. Espero que gostem!

Não caia em roubadas.

Não vamos nos ater aos cursos ruins de verdade. Infelizmente, nem tudo que reluz é ouro e pode acontecer de um curso de baixa qualidade ser divulgado como um bom curso e alunos interessados acabarem tendo uma péssima experiência durante as aulas. Na minha opinião, o pior que pode acontecer é a falta de generosidade ao ensinar, se atendo ao lugar comum, sem diferencial.

O objetivo de um curso é instigar os alunos e ensina-los a encontrar um caminho próprio, já que no Marketing não existe receita pronta para o sucesso. Mas, você pode aprender a aplicar técnicas que o orientem a encontrar os melhores ingredientes e o passo a passo para a receita própria de cada empresa.

Dica Marketing Drops: não contrate o primeiro curso que vir pela frente! Questione ex participantes, visite as redes sociais do professor e questione a instituição que está promovendo o curso sobre a ementa e a lógica por trás dela. Se o objetivo for apenas surfar essa onda, caia fora da roubada!.

Cursos práticos versus cursos mais conceituais.

Aqui estamos falando do modelo de treinamento contratado. Nesse momento, é importante ter em mente aquilo que você procura em um curso de Marketing Digital – uma visão mais conceitual e estratégica ou curso mais focado em dicas e na facilitação da aplicabilidade do que é ensinado. Infelizmente, temos pouco tempo para dedicar aos estudos e não é fácil se ausentar por muito tempo da rotina diária para fazer um curso completo. Por isso, pode ser necessário fazer dois cursos complementares, um mais teórico e outro mais prático. O erro mais comum é buscar um curso extremamente prático e rápido quando o aluno não tem base nenhuma sobre a parte técnica e conhece pouco sobre conceitos básicos de branding e marketing em geral. Se esse é o seu caso, invista em curso conceitual primeiro e depois parta para workshops focados.

Para exemplificar esse tópico é interessante comparar os cursos da Martha Gabriel e da Agência Mestre. Ambos excelentes! Porém, a didática da Martha é sempre a de embasar o Digital como um todo, falar de comportamento do consumidor e de marketing estratégico. É um curso excelente para gestores e também iniciantes, que buscam aumentar a densidade do que vivem na web. Já o curso da Mestre é muito mais prático, repleto de ferramentas e dicas para o dia a dia. Vale lembrar que os dois cursos contemplam a teoria e a prática, mas cada um deles tem foco maior em uma das vertentes. Recomendadíssimos!..

Cursos gerenciais versus cursos mais específicos

Assim como no tópico acima, os cursos acabam tendo visões diferentes. Sempre que o nome do curso usar as palavras “gerenciamento”, “gestão” e “estratégias” vale a pena ler com atenção a ementa de aula, porque provavelmente o curso é orientado para gerentes, gestores e para aqueles que buscam uma visão mais holística. Nesse caso o curso não será focado em cada uma das vertentes do Digital e sim, em como conseguir gerenciar tudo que uma empresa precisa para ter sucesso, indicadores de resultado, planejamento, cases, etc. Temos até mesmo MBAs focados em Marketing Digital, como o da FGV e o do I-Group, que também recomendo.

Um exemplo para facilitar: em um curso de Marketing Digital focado para empreendedores e gestores, na hora de falar sobre e-commerce haverá uma conceituação muito maior sobre processos, dificuldades, oportunidades e negócios. Já em um curso mais prático, o tema e-commerce pode abordar ferramentas, dicas de otimização, sugestões de integrações e possibilidade de mídia e promoções.

Dica Marketing Drops: O ideal é quando o professor consegue pincelar os cenários gerenciais e técnicos entre os cursos, fazendo com que todos falem a mesma língua. Fique de olho nos feedbacks e na didática de quem irá ensinar.

Cursos presenciais versus cursos online.

Aqui a discussão não é sobre qualidade e sim, sobre preferências na hora de aprender. Cursos online são práticos e podem salvar a sua vida em momentos de correria no dia a dia, mas se você considerar essencial o networking e a troca de experiências entre alunos, pode se frustar. Minha opção por cursos online só ocorre quando realmente não há tempo – ou dinheiro – para se deslocar até o local do treinamento (geralmente grandes capitais). Valorizo muito a rede de contatos que formamos em um curso e alguns alunos se dispersam mais em casa, em frente ao computador, acabam prestando mais atenção quando estão in loco. Porém, isso é muito pessoal. Experimente um curso online de um professor ou instituição de ensino já aclamados e adeque à sua realidade e preferência..

Tempo de duração, preços e didática.

Nesse tópico reuni os itens que costumam gerar mais dúvidas entre os alunos. Realmente, é difícil avaliar um curso sem tê-lo experimentado antes e confiar na percepção dos outros as vezes dá errado. É como ir ao cinema – aquele filme que todos os seus amigos gostaram pode parecer ruim para você.

Aqui, a dica é cruzar informações e perceber se há lógica no que é apresentado. Por exemplo: um curso de Gerenciamento de Marketing Digital em apenas dois dias é impraticável. O volume de informações é grande e muita coisa terá que ser embasada. Dependendo da limitação de horas/aula, muito terá que ser deixado de lado e isso pode dificultar o aprendizado. Claro que se o curso deixar claro que a didática será de “Intensivo”, tudo faz mais sentido. Fique de olho!

E relação aos professores, instrutores e palestrantes, não temos como fugir de conhecer o estilo e conhecimento de cada um.  É recomendável conhecer mais sobre a produção de conteúdo de cada instrutor. Se você ensina algo, é muito importante que saiba aplicar! Caso contrário, seu discurso vira uma reunião de palavras vazias. Valorizo muito o aprendizado com professores que vivem o Digital e a Internet no dia a dia, porque conseguem se colocar no lugar dos alunos, que sentem na pele os problemas da vida real.

Por fim, vamos falar de preços! Momento difícil, porque preço não é atributo de custo e sim, de valor. Depende da instituição, do posicionamento, do profissional que está dando aula, do local (grandes centros ou pólos regionais) e de muitos outros fatores. No geral, o preço médio de mercado para cursos presenciais de 20 horas é de valores a partir dos R$580,00. Aqui, depende muito! A dica novamente é ver se o curso é o ideal. Se for, o preço é de investimento e esse valor será revertido em boas oportunidades para você!.

Momento Jabá :).


Eu, Camila Renaux, sou instrutora de um curso sobre Gestão em Marketing Digital e Mídias Sociais em Blumenau (SC)
.

A ementa foi baseada em um curso teórico  de 16 horas de duração. Nesse workshop vamos conceituar muita coisa para dar base estratégica aos alunos e apresentar dicas e possibilidades práticas. Através de uma metodologia baseada em planejamento e orientado à métricas de resultado, os participantes poderão ter uma visão geral sobre o Marketing Digital para gerenciar, criar e medir o sucesso de ações de Marketing e Vendas na web..

Camila RenauxAbordaremos ferramentas, métodos específicos, modelos de atuação, estratégias, geração de conteúdo, mídia paga, e-mail marketing e até orientações à respeito dos aspectos legais e promocionais, tanto para organizações que atuam em mercados de bens de consumo (B2C) quanto organizacionais (B2B).

Para quem quiser saber mais e participar, acesse a página do curso sobre Gestão em Marketing Digital e Mídias Sociais com Camila Renaux.

Marketing Imobiliário na Internet – Parte I

Marketing Digital Imobiliário

Olá, leitores do Marketing Drops!

Tenho recebido alguns contatos de empresas do ramo imobiliário – imobiliárias, construtoras, corretores e agentes – questionando as melhores estratégias e ferramentas para usar a Internet e o Marketing Digital a favor dos negócios.

Como é muito pano para manga, vou dividir esse conteúdo em 2 posts, conforme o objetivo de cada etapa. Para facilitar o entendimento de todos vou usar a lógica do funil de vendas (também chamado de pipeline), um modelo que acompanha o cliente em sua jornada de compra e que tem tudo a ver com Marketing Digital e Inbound Marketing.

  1. Entrada no Funil: descobrir soluções
  2. Meio do Funil: escolher entre as opções de soluções encontradas
  3. Fim do funil: fechar negócio (e pós venda!)

De largada precisamos entender que ninguém no ramo imobiliário vende imóveis. Vende um sonho, o da casa própria, por exemplo. Também pode vender lucratividade, no caso de investidores. Ou ainda, vender serenidade, no caso de um inquilino. Entender o que a gente vende é muito importante. O ser humano pode até se considerar racional, mas são as emoções que dominam qualquer processo de compra. No caso de imóveis, um processo de alto envolvimento. Não é o tipo de aquisição que se faz por impulso, como quando compramos chocolate no caixa do supermercado. Credibilidade, solidez e idoneidade são atributos desejados em compras de alto envolvimento.

Mas cada imobiliária ou corretor pode dar personalidade própria ao negócio, algo que chamamos de branding ou construção de marca. Ser sério e correto não significa ser mal humorado ou sisudo. Ser vibrante e positivo não significa ser “bobo” e levar tudo na brincadeira. Quando falamos de vendas, falamos em empatia. Não se trata apenas de sorrir e sim, de se colocar no lugar do outro. Parece simples, mas não é. E faz verdadeiros milagres em negócios imobiliários.

Outro ponto importante a ser esclarecido é o caráter de intermediário que as imobiliárias e os corretores possuem. Pode ser difícil de administrar, mas a imparcialidade sempre será fundamental. O corretor funciona como um diplomata, mediando os interesses entre comprador e vendedor, proprietário e inquilino. Quem puxa só para um lado pode ter problemas lá na etapa 3, que é o momento de fechar negócio e manter o cliente ativo na carteira, um momento mais olho no olho e sem tanta influência do Digital.

Feita essa introdução, vamos às dicas para ter sucesso na etapa número 1, a de atrair clientes no mercado imobiliário:

Marketing de Busca

Que atire a primeira pedra quem não se maravilhou quando acessou o Netflix e descobriu a busca refinada e a sugestão de vídeos com base em seus gostos e preferências.

A vida imita a Internet e nesse momento o Google é nosso melhor amigo. Faça buscas por termos como “apartamento bairro tal” ou “sala comercial centro cidade tal” e perceba quais são os primeiros resultados. Sobre o que falam as páginas? Os primeiros lugares são ocupados por profissionais e empresas respeitados? Aprenda com eles.

Search Engine Optimization (SEO ou Otimização para Motores de Busca) é regra essencial para o sucesso na Internet. Invista em um bom curso e aprenda mais sobre o tema. Recomendo o curso online da Mestre Academy pela comodidade e qualidade, mas caso prefira presencial, procure opções em sua cidade. Leia artigos sobre o tema, especialmente os focados em conteúdo e que vão além da parte técnica. Aqui tem um check list bem simples para você avaliar seu site, é gratuito!

Manter um site atualizado, de qualidade, com conteúdo único é pré requisito. No segundo post da série sobre Marketing Imobiliário falaremos mais sobre o site ideal, mas até lá busque estudar o que os sites bem colocados no Google tem em comum, navegue por eles, imagine-se procurando algo como cliente e veja se é atraído pelos resultados de busca.

Canais Estratégicos

As redes sociais também entram como ferramenta de encontrabilidade. O Youtube é o segundo maior motor de busca do mundo, perdendo apenas para o Google Search. É interessante pensar em manter um canal por lá, já que ainda há pouca concorrência quando comparado com outras mídias sociais. O Facebook, que possui 97% dos internautas brasileiros, é a rede onde você pode focar seus esforços. Permite uso de imagens, vídeos, transmissões ao vivo e tem grande efeito viral, já que é possível marcar amigos, comentar e compartilhar conteúdo. Aqui neste post você encontra 50 dicas para sucesso no Facebook, com certeza irá ajudar!

Aposte em conteúdo específico e de qualidade para redes sociais. Conte com uma agência, profissional ou freelancer para garantir imagens bonitas e textos bem redigidos. Nesse momento, queremos ser vistos! Estamos colocando iscas em nossa presença digital, garanta que sejam atrativas e que estejam de acordo com os anseios do público alvo.

E por falar em público alvo, o conheça bem. Aqui tem um post que pode ajudar a entender como delimitar o público de sua imobiliária. É com base nessa delimitação que será possível tomar a decisão de ir além de canais amplos como o Facebook e Youtube para entrar em canais mais segmentados como o Instagram, que possui forte apelo visual, e o Snapchat, que tem maior concentração de mulheres e jovens. No Twitter, costuma haver maior incidência de homens ávidos por informação e que apreciam tecnologia. No Linkedin estão os investidores, executivos e empreendedores – outro público de interesse.

Não podemos esquecer do Whatsapp, queridinho entre os mais velhos. Mesmo que fora das redes sociais, o público acima dos 50 anos usa – e muito – o aplicativo mobile preferido dos brasileiros. Cuidado com spam! Seja criterioso e cuidadoso com listas de transmissão e grupos. O “Whats” tende a funcionar mais como ferramenta de pós venda – nosso terceiro post – do que como ferramenta de atração, mas inserir o número do celular em anúncios e reforçar que possui o app traz ótimos resultados.

Apareça!

Tanto no Google como nas redes sociais será interessante investir em anúncios! Não tenha preconceitos, teste possibilidades e busque ajuda especializada, seja de uma agência, profissional terceirizado ou do próprio Google.

O Google disponibiliza até mesmo consultorias por telefone para anunciantes, mesmo os mais inexperientes podem aprender e arriscar mais. Esteja no Google Meu Negócio, é gratuito e os resultados são expressivos. Aqui neste link você aprende como criar sua página sem mistérios.

Outra dica é usar a Internet em sinergia com o offline. Ter Comunicação Integrada é sim um diferencial. Sabemos que poder anunciar em revistas, jornais e outdoor é um luxo para poucos, por isso, se puder contar com a parceria de outros players, como construtoras, tire proveito disso. Da mesma forma, o relacionamento pode ajuda-lo a aparecer mais através de grupos de discussão, especialmente no Facebook. Peço apenas bom senso, não saia adicionando toda a lista de amigos e marcando 75 pessoas a cada postagem, como se não houvesse amanhã! É inconveniente, deselegante e desnecessário.

Seja visto e lembrado

Os vídeos curtos que mostrem o imóvel e equipe de corretores estabelecendo diálogos com os clientes, olhando de frente e em linguagem simples tendem a ter bons resultados. Vídeos são materiais fáceis de consumir através do celular, possuem forte apelo visual e tem grande poder de penetração em diferentes públicos. Nem todos gostam de ler ou ouvir, mas quase todo mundo se prende ao visual – especialmente na hora de “conhecer” um imóvel. Uma vantagem desse tipo de formato é que ele é a grande aposta das redes sociais e pode chegar mais fácil de forma orgânica ao seu cliente. Facebook, Instagram e Youtube – e o Snapchat – brigam por fatias de mercado e isso ajuda a impulsionar vídeos nas redes sociais. Vamos aproveitar esse momento :)

É importante pensar em anúncios e conteúdo em portais e classificados. Na prática, tem se mostrado mais eficaz do que manter um blog próprio ou fazer anúncio e parceria com blogueiros e formadores de opinião. Cada região costuma ter seu canal mais expressivo e para selecionar os melhores o segredo é a dupla testes + análise de resultados. Medir quantos clientes chegam pelo canal é primordial. Vale até manter uma linha telefônica exclusiva, assim é possível contar o número de contatos de forma bem mais prática.

Dica: Sempre oriente telefonistas e colaboradores a questionar o cliente sobre como encontrou a imobiliária. Medir dá trabalho, mas vale a pena!

Quando medimos contatos podemos descobrir que a boa e velha placa é a melhor ferramenta para o seu público. Mas como estamos cada vez mais envolvidos com o mundo digital, é importante importante convergir canais – informar Whatsapp e Facebook na placa, por exemplo. Anúncios e presença estruturada no Waze e Google Maps podem ser um divisor de águas para certos públicos.

Para fechar, um conselho. Cuidado com reputação. Visibilidade é bom, mas quando a visibilidade é negativa, o problema aumenta na mesma proporção. Tenha um plano para emergências e crises e sempre seja verdadeiro naquilo que comunica, anuncia e promete ao mercado. Muitas vezes na ânsia de aparecer mais acabamos exagerando benefícios e isso pode ser um tiro pela culatra. Acompanhe reclamações e elogios que aconteçam no Google Meu Negócio, Redes Sociais, Reclame Aqui, telefone e e-mail. O maior erro é a arrogância, achar que o cliente é o chato e ficar na defensiva. Vale muito mais a pena aprender com os erros e melhorar. Dói no começo, mas depois que evoluímos com o erro isso passa e nos orgulhamos da evolução.

Quais ferramentas e estratégias tem se mostrado mais eficazes na sua experiência? Compartilhe nos comentários :)

No próximo post falaremos sobre a retenção dos contatos gerados, especialmente sites e ferramentas de venda, como chats e automação de marketing digital. Fique de olho e até a próxima!

Marketing Imobiliário na Internet – Parte II

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Entenda as regras para concursos culturais e sorteios em redes sociais

Esse é o post campeão de acessos aqui no Marketing Drops!

O tema gera muitas dúvidas dos leitores apesar das  regras para promoções que envolvam concursos culturais e sorteios não serem tão novas assim. A principal mudança, que ocorreu com a publicação da Portaria 422 em 2013, tem grande impacto no nosso dia a dia: não é mais possível realizar um concurso dentro de uma rede social como o Facebook ou o Instagram.

Calma! Vamos entender isso melhor:

Essas regras já valiam há algum tempo. Alguns pontos foram acrescentados e outros itens esclarecidos, principalmente no que diz respeito ao entendimento que Ministério da Fazenda – que atua através da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Acompanhamento Econômico – tinha sobre o assunto. A portaria é longa e você pode ler na íntegra clicando nesse link aqui. Ao longo do post, compartilho um tutorial para esclarecer todas as dúvidas e um vídeo explicativo. Se joga!

Regras para Sorteios:

Todo tipo de promoção que envolva sorte (como os sorteios) precisa de registro na Caixa Econômica Federal para acontecer, esteja fora ou dentro de redes sociais.

– Esse registro leva, em média, 45 dias para ser efetivado. Por isso, não dá pra organizar aquele sorteio na web “do dia pra noite”, o planejamento tem que contar com esse período extra. Aqui está um hotsite completo sobre o tema, fornecido pela própria CEF.
– O registro tem sim um custo, que deve ser pago para a Caixa Econômica e varia de acordo com o valor total dos prêmios, conforme tabela abaixo:

Valor dos prêmios oferecidos Valor da Taxa de Fiscalização
Até R$1.000,00 R$ 27,00
De R$1.000,01 a R$5.000,00 R$ 133,00
De R$5.000,01 a R$10.000,00 R$ 267,00
De R$10.000,01 a R$50.000,00 R$ 1.333,00
De R$50.000,01 a R$100.000,00 R$3.333,00
De R$100.000,01 a R$500.000,00 R$10.667,00
De R$500.000,01 a R$1.667.000,00 R$33.333,00
Acima de R$ 1.667.000,01 R$66.667,00

A empresa deve enviar o pedido de emissão do boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização para a CN Promoções Comerciais, por e-mail (cepco@caixa.gov.br) ou por fax (61 – 3448-1402 ou 1403). Fonte: Caixa Econômica Federal (FAQ)
– Todo o funcionamento e a mecânica da promoção terão que ser aprovados pelos fiscais da Caixa, seguindo o passo a passo a seguir:

  1. Solicitar à CAIXA o boleto para pagamento da Taxa de Fiscalização, conforme vimos acima.
  2. A CAIXA emitirá o boleto para pagamento e enviará para sua caixa postal.
  3. Após o pagamento do boleto, encaminhar o requerimento, a documentação exigida e o comprovante de pagamento do boleto para a CN Promoções Comerciais, no seguinte endereço:
    CN Promoções Comerciais
    Setor de Edifícios Públicos Norte – SEPN 512, Conjunto C, Térreo
    Centro Empresarial José Alencar Gomes da Silva
    CEP 70.760-500 – Brasília/DF
    Obs: O setor de protocolo funciona de segunda a sexta, das 12h às 16h.
  4. Qual a documentação exigida, mesmo? :O Calma! Tá tudo aqui neste link.

E os concursos culturais?

Os concursos culturais, artísticos e desportivos não precisam de registro e era aí que todo mundo fazia a festa. Valia qualquer coisa para distribuir prêmios e gerar buzz, especialmente nas mídias sociais. Apesar de não precisar de registro, esse tipo de promoção precisa seguir regras, caso contrário, pode ser descaracterizada – o que tem consequências reais (veja tópico sobre penalidades no final do post).

O que pode descaracterizar um concurso cultural?

– A empresa não pode exigir que seu nome apareça na chamada, na mecânica ou no nome da promoção. O nome da empresa só pode aparecer para identifica-la como promotora do concurso nos materiais de divulgação. Essa regra inclui até as embalagens de produto, por isso, fique de olho! Aquela história de “Super concurso da marca X! A melhor frase que responder porque a marca X é tudo de bom ganhará vários prêmios XYZ” não são mais válidas. Também não é permitido exigir que o participante elogie a marca ou responda corretamente alguma coisa para participar.  Se a marca realmente quiser que seu nome apareça, vale pedir permissão prévia para a Caixa.

– As marcas não podem premiar o vencedor com produtos ou serviços da própria empresa, o que é super comum. A mecânica também não pode tornar obrigatório o uso de algum produto nem exigir que os participantes tenham contato com o produto para poder participar do concurso. Ou seja, se sua marca produz roupas, você não pode fazer um concurso cultural que dê essas roupas como prêmio.

– Pagar (mesmo que de forma indireta) para participar. Bem comum em concursos que exigiam acumular embalagens, lembram? Também não vale aquela história de “todos que comprarem o produto X estão participando automaticamente”.

– Exigir que o participante preencha dados detalhados em um cadastro (nome, e-mail, telefone, CPF, etc.) ou que responda à pesquisas para participar. Também não se pode exigir que o participante aceite receber material publicitário da empresa. Sabe aquela opção que sempre vem marcada no check box? “Aceito receber e-mail da marca X”, lá no final do cadastro? Isso descaracteriza um concurso cultural.

– Vincular a campanha a datas comemorativas como Natal, Dia dos Namorados, Dia das Crianças e Dia das Mães. A partir de agora sua empresa não pode batizar os concursos culturais com esses termos.

– A mais bombástica de todas as regras: Para ser legal, um concurso cultural não pode acontecer dentro de redes sociais – somente ser divulgado nesses canais. Na prática, implica que concursos culturais precisam de um hotsite ou outra plataforma externa para acontecer! Se a sua empresa realmente quiser utilizar redes sociais para promoções, é melhor utilizar uma modalidade que envolva sorte – como os sorteios – e registra-la junto à Caixa Econômica Federal. Cuidado com as regras do Facebook, que não permite o uso do curtir, comentar e compartilhar como critérios em promoções. Aquela história de “a foto mais curtida ganha” é proibida na rede social de Mark Zuckerberg.

Ok, minha marca quer realizar um concurso cultural. Como eu faço?

Nos links abaixo estão modelos de regulamentos de concursos culturais que seguiram todas as regras da Portaria para orienta-los.

Colgate Professional

Santander

Sabrina Sato

Dá sim para fazer ações criativas e que criam engajamento com o público \o/

O que acontece com quem descumpre essas determinações?

Multa no valor total da premiação. A empresa também pode ser obrigada a ficar até dois anos sem realizar qualquer tipo promoção, em qualquer canal! Na dúvida, consulte um advogado, este é o profissional mais indicado para orienta-los nestes casos. Alguns leitores aqui do blog entraram em contato para informar que foram denunciados por participantes das ações e também por concorrentes, por isso, siga as regras! O crime nunca compensa ;) Se a sua marca for denunciada, procure um advogado, é sempre o melhor a ser feito.

Como planejar ações a partir de agora?

A solução para tudo isso é investir em relacionamentos reais com seus consumidores para que eles se sintam genuinamente dispostos a interagir com a marca.

Planejamento e conhecimento também ajudam. Ainda dá para bolar concursos culturais “mais neutros”, que não tenham como objetivo mostrar a marca e sim, ouvir o consumidor. Hotsites serão armas poderosas para os profissionais de Marketing Digital e as redes sociais também podem ajudar na hora da divulgação. Aliás, isso é uma dúvida comum: está tudo bem divulgar as ações nas redes sociais, ok? O que não pode é realizar a ação lá. Divulgar e contar para todo mundo pode.

Outra dica é investir em mídia segmentada, no Google, no Instagram e no Facebook. Dá mais resultado e é mais fácil mensurar o retorno, mesmo para quem tem pouca verba para investir.

Não desanime e faça o que é correto! Até a próxima! :)

Internet, Tecnologia e Crianças

Cuidados para uso de internet por crianças

No post de hoje vamos falar sobre um tema importante para aqueles que em breve se tornarão papais e mamães, assim como eu.

Como usar a tecnologia sem prejudicar o desenvolvimento das crianças e encontrar o equilíbrio em publicações sobre os filhos nas redes sociais? Principalmente, que cuidados devo tomar para evitar os riscos do mundo digital?

Esses cuidados não são importantes somente para proteger os pequenos e com certeza irão auxiliar os adultos a adotarem uma conduta mais segura na Internet.

Uso da Internet:

Segundo estudo da AVG e da Digital Diaries, 81% das mães e pais no mundo postam fotos de seus filhos online. A prática é ainda mais exacerbada no Brasil, onde 94% dos pais a adotam.

Você sabia que entre 3 e 5 anos apenas 15% das crianças sabe nadar, mas 76% usam computadores, tablets e jogam online?

Já entre 6 e 9 anos 62% das crianças participam do mundo digital e 27% das crianças já sofreram com o cyberbullying. Esquecemos que as crianças ainda não estão maduras o suficiente para lidar com a exposição à todo tipo de opinião que as redes sociais propiciam – especialmente as negativas.

Outro dado interessante nessa mesma faixa etária é que 54% das crianças estão no Facebook, apesar disso ser proibido pelos termos de uso da rede social, que permite a participação apenas dos maiores de 13 anos.

Aliás, a razão pela qual a maioria dos sites americanos se destinam aos maiores de 13 anos de idade é a Lei da Proteção da Privacidade Online de Crianças, que regulamenta a coleta de dados dos usuários para que sejam usados para apresentar mídia segmentada, por exemplo.

Neste link estão diretrizes e ferramentas do Facebook para denunciar e bloquear o bullying na rede social.

Riscos:

Em crianças de até 3 anos,  é importante desenvolver a coordenação motora e facilitar a interação ao ar livre. Cuidado redobrado para aqueles momentos em que a TV ou o tablet viram “babás”, deixando a criança quase que hipnotizada por longos períodos de tempo.

Não estranhe a dependência que o tablet ou o video game possam causar, esses dispositivos são desenvolvidos com base em conceitos de simplicidade e usabilidade, para que sejam facilmente operados mesmo que por crianças muito pequenas. Para os nascidos antes da era digital pode ser fascinante perceber a facilidade com que as crianças aprendem a mexer no computador, mas essa percepção leva em conta o referencial de tempos “pré Internet” e também da nossa própria experiência, adultos que quando crianças faziam trabalhos em enciclopédias e usavam listas telefônicas. Sim, havia vida sem o Google.

Cuidados para os pais:

Neste artigo temos uma visão bastante conservadora sobre o tema, postura adotada pela maioria dos pediatras.

A abordagem do artigo é radical, mas é o que se prega em congressos e publicações da área de mobilidade e interação. A palavra “proibido” é dura em tempos de intensa imersão digital, especialmente no nosso convívio diário com smartphones e tablets. Na minha opinião pessoal, priorizar e restringir é diferente de proibir e mesmo assim pode trazer tantas vantagens quanto.

Se o uso de tecnologia for uma forma de estímulo, assistido, monitorado e respeitando os momentos/fases da criança, por que não? Mas, se o tablet vira “babá”, a TV vira sessão de hipnose e o celular uma forma de anestesiar a criança, invertemos os valores!

Uma conduta mais segura na Internet:

O primeiro cuidado que devemos ter é ajustar as configurações de privacidade da rede social para que somente amigos possam ver as fotos, restringindo certas informações. Saiba como neste link.

Evite os exageros. Não tem nada de mais postar fotos de uma festa de aniversário ou evento com família e amigos, mas isso não precisa ser o único tema do conteúdo publicado. Mostrar os filhos quando pequenos pode ser irresistível, mas ainda assim deve-se seguir uma linha de atuação na rede, que leve em conta a “imagem” da criança, dos pais e o bom senso.

Engana-se quem considera a rede social um espaço de exposição de ideias sem consequências, aquela impressão de “aqui eu falo o que quiser”. As informações são púbicas e tem até mesmo valor legal em caso de uma discussão judicial.

É importante entender que o cuidado com a nossa privacidade depende cada vez mais de nós mesmos! A melhor maneira de proteger a própria privacidade é comportamental e não tecnológicaNesta entrevista um criminoso explica como utilizou o Facebook para planejar durante 10 dias o sequestro de uma criança de 9 anos. Em seus perfis os pais da vítima publicavam imagens do interior da casa, da empresa da família e da rotina da criança.

Evite publicar:

Criança Nua ou no Banho: Não há qualquer maldade nisso, mas mesmo que pareçam inofensivas, essas imagens podem atrair redes de pedofilia que agem na deep web, um risco que pode ser facilmente evitado.

Uniforme Escolar: Imagens que facilitam a identificação da escola da criança podem ser usadas em um planejamento de roubo ou até mesmo em um sequestro.

Localização: Cuidado ao ativar sua localização em mídias sociais, especialmente se a publicação incluir fotos. Além de expor a rotina, pode dar pistas sobre o padrão de vida familiar e ambiente de trabalho dos pais. Quanto mais generalista, melhor! Não é necessário ser radical, apenas prudente :)

Constrangimento: Fotos e vídeos podem ser engraçados ao mostrar situações inusitadas, mas no futuro, constranger seu filho. Também corre-se o risco do vídeo ou foto virar o novo meme da Internet. Você gostaria? Como seu filho reagiria?

Fotos com outros amiguinhos: É importante tomar cuidado com fotos do seu filho acompanhado de colegas. Alguns pais não gostam dessa exposição e é de bom tom perguntar antes de publicar ou marcar a imagem em redes sociais.

Se o seu filho já usa a Internet:

– Mantenha o computador em algum cômodo da casa em que as atividades da Internet possam ser acompanhadas de perto.

– Bloqueie sites que você não aprova e que não possam ser visitados pelas crianças por conta própria. Saiba como neste link.

– Não incentive o uso do Facebook, Instagram, Twitter, YouTube e outras redes sociais caso a idade do seu filho não esteja de acordo com os termos de uso.

– Estabeleça um limite de tempo para o uso da Internet, tablets, smartphones e video games.

Aqui neste link você encontra uma cartilha super explicativa e com linguagem acessível sobre Ética e Segurança Digital. Leitura mais que recomendada para os papais e mamães!

 

Espero que tenham gostado!

Até a próxima! :)

 

Como anunciar no Waze

como anunciar no waze

Segundo a reportagem do Jornal O Globo, o Brasil já é o segundo maior mercado do aplicativo social de tráfego Waze, com 6 milhões de usuários. Perdemos somente para os Estados Unidos! Ao redor do mundo o Waze conta com nada menos do que 50 milhões de usuários. O sucesso do aplicativo no Brasil pode ser explicado por algumas características bem particulares: problemas com trânsito nas cidades brasileiras, crescimento do número de smartphones no Brasil e a preferência nacional por tudo aquilo que é “social” – somos apaixonados por redes sociais.

Um outro ponto que chama a atenção é o volume de parcerias que a startup faz com prefeituras ao redor do mundo, sendo uma das mais fortes a realizada com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com apoio em TI, as atualizações nos mapas acontecem praticamente em tempo real. Achei surpreendente!

Para os usuários finais, o benefício é claro: você pode descobrir as melhores rotas, saber sobre acidentes e usufruir daquela sensação que tanto gostamos – de ajudar aos outros – um típico benefício intangível.

Mas e as marcas e empresas? Como podem usufruir do Waze?

1. Integrações

O sistema de busca do Waze é integrado com Foursquare, Bing e Google Maps. Para aumentar as chances de estar presente organicamente e sem custo em buscas através do aplicativo, é primordial que a sua empresa já possua iniciativas em outras redes, principalmente no Google Places for Business – a busca local do Google, que é dona do Waze.

Importante: o Waze pode limitar a abrangência das buscas em conexões em 3G, por isso, não há garantias de que sua marca aparecerá apenas por estar presente no Google Maps ou no Foursquare. A forma garantida é anunciar, que explico abaixo.

Como cadastrar minha empresa no Google Places for Business?

O mais importante é que sua empresa já possua uma conta no Gmail, para dar os primeiros passos na geolocalização do Google, acessando o site neste link.

O sistema é bem intuitivo e é super importante preencher com dados verdadeiros, já que é tudo “pra valer” e as mudanças podem levar alguns dias para serem indexadas. Para confirmar a propriedade da empresa, o Google envia um código exclusivo, chamado PIN. Ele pode fazer uma ligação para um telefone fixo ou então enviar isso via Correio, em uma correspondência em envelope oficial. Caso sua empresa possua URA – a unidade “robô” que atende telefones – será preciso usar a opção de correspondência. Dica: o envio do PIN via telefone é automático e o por carta costuma levar cerca de 15 dias.

Como cadastrar minha empresa no Foursquare?

Se a sua empresa já está presente no Foursquare (dica: procure por ela para ter certeza), recomendo a leitura desse excelente tutorial que explica como tornar-se dono de uma Venue – nome técnico para a sua empresa nessa rede social, em analogia livre, é a “FanPage” do Foursquare.

A partir disso, acesse essa página aqui e vá seguindo o passo a passo.

Você receberá uma carta oficial via Correio com um adesivo e um documento informando que aquela Venue pertence a sua empresa e poderá anunciar na rede social e usufruir de outros benefícios, como a realização de ofertas exclusivas e promoções para seus clientes.

2. Anuncie no Waze

As grandes marcas, como Bradesco, Samsung e TIM,  já iniciaram os testes com anúncios pagos no Waze e a tendência é que as pequenas e médias empresas também realizem iniciativas na rede social. Se você for um varejistas com ponto de venda físico, deve pelo menos conhecer essa possibilidade! Como tudo em Marketing Digital, não há garantias de resultado. Faça um teste, meça os resultados e os compare com outro tipo de mídia, para ter um referencial.

bradesco no waze

Montando seu anúncio

1. Acesse o site do Waze através de um computador e vá até o rodapé, na seção “Parceiros” > “Anuncie no Waze”. Este é o acesso para o painel do anunciante. Ponto fraco: é tudo em inglês, mas isso faz parte do dia a dia de quem trabalha na área, né?

2. Faça login com seu usuário e senha. É possível usar um usuário pessoal para anunciar, mas é comum que as empresas escolham utilizar um login “corporativo”. Ele não é diferente em funcionalidade, apenas uma escolha para organizar os logins da empresa, que não querem deixa-lo ligado a um colaborador.

3. Procure por seu endereço e na sequência, faça o upload de sua logo para que apareça em destaque no anúncio. Você também deverá escolher uma categoria para seu negócio (café, loja, floricultura, shopping, etc.)

4. É chegada a hora de inserir o nome da sua empresa, uma imagem customizada de 200 x 200 pixels e um pequeno texto que explica o seu negócio. Dica: inclua no texto algum benefício que chame a atenção, por exemplo em uma Cafeteria: “clientes do Waze ganham um brigadeiro”.

5. Nesta etapa você deve inserir um número de telefone, site, horário de funcionamento e ponto de referência. Nenhuma dessas informações é obrigatória, mas todas elas ajudam o seu negócio a ser encontrado.

6. Definição do orçamento: sempre que um anunciante comprar um anúncio ele terá validade de um mês e será pago por mil impressões (CPM). Além de mostrar a imagem (pin) da sua empresa, o Waze também a deixará visível nas buscas – o que vimos que nem sempre acontece de forma orgânica.

  • Preço por mil impressões: O próprio Waze fará a sugestão – baseada na concorrência – de quanto deve custar mil impressões do seu anúncio. O número de impressões vai depender da importância e do movimento da rua na sua cidade. No anúncio teste que fiz o Waze sugeriu o CPM entre $1.00 – $2.82 (sempre cobrado em dólares americanos). O preço mínimo do CPM é $1.00.
  • Orçamento mensal: Você pagará por mil impressões, mas deve definir o valor máximo que está disposto a pagar após um mês. Como as cobranças são feitas via cartão de crédito é importante estipular um limite, caso contrário o Waze exibirá seu anúncio para sempre e você não terá um valor para se basear e comprovar resultados. O valor mínimo por mês é $50.00.

7. Hora de inserir os dados do cartão de crédito. Assim como no Facebook, o Waze não aceita pagamento via boleto. O pagamento é feito como em qualquer transação, você insere os dados e o código de segurança e após alguns minutos (ou horas) o pagamento é aprovado pela operadora. Não esqueça de aceitar os “termos de uso” da rede social. Aguarde a confirmação de aprovação do anúncio e pronto! Ele será exibido enquanto durar o seu budget!

Para relembrar o passo a passo, um print do painel:

painel do anunciante no waze

Espero que tenham gostado. Até a proxima :)

Adendo Marketing Drops:

Alguns leitores reclamaram sobre a dificuldade em cancelar ou pausar um anúncio no Waze. É realmente uma pena, porque esse tipo de situação pode inviabilizar o investimento estruturado nessa mídia social.

Caso esteja passando por isso, envie um e-mail em inglês pedindo cancelamento e reembolso do valor “extra” que foi cobrado. O endereço de e-mail é este aqui: waze-ads-billing@google.com. Caso tenha dificuldades com o inglês, use o Google Tradutor, ajuda bastante.

Você pode saber mais sobre o tema no FAQ para Anunciantes do Waze.

Espero que dê certo!

Abraços,
Camila

Linkedin como ferramenta de Marketing para empresas

Linkedin para Empresas

Já falamos sobre o Tumblr e sobre o Instagram como ferramentas de Marketing para empresas aqui no Marketing Drops. No post de hoje, é a vez do Linkedin!

Dica: É muito difícil falar de Marketing Digital sem falar de ferramentas e plataformas. A grande sacada é entender que a ferramenta é o que menos importa, a diferença é o que você faz com ela!

Então vamos lá: Como estruturar uma presença de sucesso para uma empresa no Linkedin, adotando estratégias de Marketing Digital?

1. Página de Empresa

O primeiro passo é garantir que a empresa tenha presença oficial na rede. Perfis pessoais são para pessoas, empresas devem ter páginas – as Business Pages do Linkedin. Aqui neste link temos um tutorial super completo sobre como criar uma página para empresas, mas vamos nos ater à informação que essa página deve conter:

Informações básicas e imagens: Preencha corretamente as informações obrigatórias, como endereço, número de colaboradores e website. Esses dados estarão destacados na página e transmitem profissionalismo para quem lê. Tenha carinho com as imagens, em especial a do banner, que é a imagem destacada da página. Empresas pequenas (entre 1 e 50 colaboradores) também podem – e devem – estar no Linkedin! Manter informações atualizadas e organizadas não é tarefa somente para as multinacionais, ok?

Resumo: É a área de maior destaque em uma Business Page no Linkedin e merece atenção especial. Um bom texto tem entre 2 e 4 parágrafos e explica a atuação da empresa, sua visão e também seus valores em formato de redação e não em tópicos, o que torna a leitura mais agradável. Uma dica importante é definir o tema da página, que pode ser mais institucional, como a do Itaú Unibanco ou mais focado em atração e retenção de talentos, como a da Microsoft.

Produtos e Serviços: Faça uma relação dos produtos e serviços ofertados pela empresa e explique-os brevemente – um parágrafo ou dois bastam. Recomendo o seguinte modelo para a redação do texto: 

– O que é o produto

– Para que serve? Que dor cura?

– Que benefício gera? Qual o resultado alcançado por quem compra?

As sub páginas de produtos permitem inclusão de banners, vídeos do Youtube, apresentações do Slideshare e, principalmente, espaço para recomendações. Clientes e evangelizadores da marca poderão deixar depoimentos em cada produto, incentivando a compra. A Business Page da HP é um excelente case de recomendações, são mais de 3.300!

2. Colaboradores Engajados

Além dos benefícios óbvios para os colaboradores que mantenham uma postura ativa e sem deslizes em mídias sociais, temos as vantagens que a empresa, como organização, tem quando seus funcionários sabem utilizar estrategicamente o Linkedin.

Os colaboradores que preenchem corretamente suas informações “marcando” determinada empresa como empregadora evitarão que sejam criadas – um processo automático – páginas não oficiais da empresa.  Procure pelo nome da sua empresa no campo de busca do Linkedin para saber se já existem páginas não oficiais ou colaboradores que usam o nome da empresa como sobrenome, um comportamento muito comum e negativo para imagem da empresa e do colaborador.

Aqui neste link está uma apresentação interessante sobre as boas práticas que os profissionais devem ter em seus perfis.

3. Recrutamento e Seleção

Quando pensamos em Linkedin, pensamos em recrutamento e seleção! É fato que recrutadores e profissionais de Recursos Humanos estão na rede, fazendo buscas por profissionais diariamente. Para as empresas que queiram utilizar a rede para encontrar talentos, recomendo os produtos pagos. Sei que o custo pode ser um empecilho em um primeiro momento, mas os resultados compensam – especialmente quando comparados à publicação de conteúdo (que não é paga).

Os valores são customizados de acordo com a necessidade da empresa. Ao pedir uma demonstração grátis um executivo do Linkedin entrará em contato com você para entender necessidades e apresentar uma proposta sob demanda. Para soluções pontuais (mais focadas na busca por potenciais candidatos) pode ser feita a compra diretamente via painel, através da Internet. Esses serviços não contam com suporte ou com gerentes de conta. Os valores dos contratos anuais variam entre R$69,95 e R$224,95 por mês.

Serviços oferecidos pelo Linkedin, que podem ser testados gratuitamente:

Recruiter: O recurso de pesquisa mais avançado do LinkedIn para buscar por profissionais que tenham o perfil certo para vaga, mas que não estejam buscando novas oportunidades ativamente. Dá acesso a toda a rede do LinkedIn e não apenas às suas conexões pessoais.

Jobs: Permite divulgar e apresentar vagas personalizadas (segmentadas) a usuários quando eles acessarem a página inicial, o perfil de um funcionário ou a Career Page da empresa.

Career Page: Dá permissão para que a Business Page da sua empresa tenha uma “aba” com vagas, descritivos e espaço para depoimentos de colaboradores. Aqui está um exemplo desse tipo de página, da Natura.

Anúncios de vaga: Permite comprar o espaço de anúncio nas páginas de perfil dos seus funcionários.

4. Conteúdo

A frequência das postagens no Linkedin não precisa ser tão alta como no Facebook. Em média, um a dois posts por dia já garantem participação efetiva e engajamento.

O mais importante é definir um tema para as publicações, que podem ser mais institucionais, direcionadas ao público alvo de mercado (mercados organizacionais ou B2B) ou em atração de talentos. Uma dica é adaptar conteúdo do Facebook, Blog ou Google Plus da empresa para este canal, que pede um tom mais informativo do que outras redes sociais que sejam focadas em entretenimento.

O próprio Linkedin mantém um canal no Slideshare cheio de dicas sobre conteúdo, como essa apresentação com 15 dicas para updates de empresas. No mesmo canal estão outras orientações sobre Marketing de Conteúdo, além de pesquisas bem bacanas com segmentos específicos e outros estudos de caso.

Agora, mãos à obra! Espero que tenham gostado! Até a próxima ;)

Crédito da Imagem: Techtudo

Mídias Sociais: vilãs ou mocinhas do Marketing Pessoal?

marketing-pessoal-internet-redes-sociais

Olá, leitores do Marketing Drops!

No post de hoje compartilho com vocês uma entrevista minha sobre o papel das redes sociais na construção de uma imagem profissional e pessoal positiva.

O mais comum é ouvirmos sobre os males do excesso de exposição e do “oversharing“, aquela necessidade de compartilhar tudo o que fazemos em redes como o Facebook e o Instagram.

Em minha opinião, cabe aqui uma reflexão sob outro ângulo:

Em uma busca rápida pelo próprio nome no Google, tenho absoluta certeza que serão as mídias sociais os primeiros resultados apresentados.

Pode parecer cruel – e de fato o é – mas somos o que o Google diz que somos. Se tudo que encontrar ao pesquisar seu nome é uma lista de vestibular ou um comentário malicioso em um fórum, bem, aquela é a única primeira impressão que você pôde deixar sobre si mesmo.

Sou contra a visão de “caça às bruxas” e de completa exclusão de perfis em mídias sociais, justamente porque as interpreto como ferramentas para deixar uma excelente primeira (ou segunda) impressão. Ali somos editores de nosso próprio conteúdo! Recortes do cotidiano que mostram alguém realizado em sua vida pessoal e profissional, capaz de se relacionar e fazer networking, são muito mais valiosos do que uma porta fechada – analogia ao cadeado dos perfis fechados. Para mim, a maior proteção é a ideológica, aquela na qual restringimos conteúdo e frequência, respeitando aquilo que ainda temos de mais precioso em tempos de tamanha exposição – nossa privacidade.

Para tais decisões, não temos regras, apenas interpretações. São trechos destas mesmas interpretações que compartilho com vocês na entrevista abaixo.

Boa leitura!

– As empresas dão valor para perfis em redes sociais na hora de uma contratação? O quanto isso pode afetar na escolha do candidato?

A grande maioria, sim. As pesquisas realizadas apontam que recrutadores conferem as redes sociais dos candidatos para buscar por eventuais “comportamentos inadequados” na web. O curioso é notar que não existem parâmetros aplicáveis a todos os casos para que um comportamento seja considerado inadequado, isso depende da cultura da empresa, da percepção de quem avalia e até mesmo da área de atuação do candidato. Nas redes sociais somos editores do conteúdo que produzimos e por consequência, responsáveis pelas postagens. É um espaço no qual expomos opiniões e recortes do nosso cotidiano. Na minha opinião, não é necessário ser radical e manter perfis completamente profissionais e sérios, mas é possível “ser você mesmo” e evitar comentários preconceituosos, o excesso de exposição e as brincadeiras ofensivas. Reclamar de tudo e de todos também costuma ser um comportamento mal visto pelos recrutadores e chefes. É importante ressaltar que não existe somente o lado negativo do uso de mídias sociais, que podem ser ferramentas expressivas de Marketing Pessoal e fazer a diferença no processo seletivo.

– Como uma pessoa pode utilizar as redes sociais para buscar um emprego? É um bom local para fazer contatos?

As redes sociais podem auxiliar – e muito – aqueles que as utilizarem como ferramentas de Marketing Pessoal. Além de favorecer o networking e o relacionamento, são canais de compartilhamento de informação. Manter um blog sobre determinado tema costuma contar pontos positivos no âmbito profissional, já que trata-se de um projeto pessoal que consome tempo e exige dedicação e disciplina. O ato de gerar conteúdo relevante e propagar informação de qualidade também é favorável em processos seletivos. Redes sociais profissionais como o Linkedin – na qual você pode ser recomendado por suas competências –  e de compartilhamento de conteúdo, como o Slideshare, são fortes aliadas dos candidatos. Outros pontos importantes dizem respeito aos perfis, que devem estar bem cuidados e atualizados, com foto, descrições completas e bom português. Uma sugestão é fazer uso de aplicações como o Klout (http://klout.com/) e o Reppler (http://www.reppler.com/), ambos com objetivo de mensurar a influência nas redes sociais, através da relação com temas frequentes nas postagens realizadas. O lema é: “você é o que você compartilha”.

– Principalmente no Facebook, muitos grupos que publicam vagas de emprego têm surgido. Para empresas é uma boa tática usar a rede social como meio de divulgação?

Para as empresas, o primeiro passo é definir os objetivos da atuação em redes sociais, para que as estratégias e táticas possam ser consistentes. É muito comum que as organizações utilizem esses para estar onde o público alvo está, visto que 97% dos internautas brasileiros possuem pelo menos um perfil em alguma mídia social. Também é importante respeitar o desejo do público alvo por informação. Bombardear o usuário com vagas e anúncios e marcar pessoas compulsoriamente em postagens são práticas mal vistas pelos candidatos.

O Linkedin apresenta ferramentas bastante úteis e focadas para recrutadores, contando inclusive com anúncios segmentados. Já o Facebook e o Twitter são canais muito utilizados para compartilhar informação. É comum que as pessoas lembrem de amigos quando se deparam com alguma oportunidade e nesse momento é criado o impulso da viralização, que é potencializado pelas funcionalidades nativas das redes, como o RT, o Compartilhar e a marcação de pessoas específicas em postagens. As redes sociais são canais de relacionamento e de diálogo facilitado entre empresas e candidatos, uma via de mão dupla.

Mídias Sociais e as enchentes em Blumenau

uso de midias sociais na enchente blumenau

Em setembro de 2011 escrevi um post no Marketing Drops falando sobre o papel das redes sociais na enchente que acontecia em Blumenau.

Dois anos depois, o cenário se repete. Chuvas intensas, elevação dos níveis das águas do Rio Itajaí-Açu e uma nova enchente acontece na cidade.

Fui questionada por um veículo de comunicação a respeito da minha opinião quanto ao papel das mídias sociais e da Internet nesta tragédia e vou compartilha-lo com vocês aqui no blog.

Comunicação Descentralizada

Em uma análise feita pelo Google Trends, é apresentado o volume de buscas pelos termos “enchente em blumenau” e “defesa civil blumenau”. Os grandes picos acontecem entre setembro e novembro, em especial em 2008. O próprio Google alerta para um “aumento repentino” pelos termos “prefeitura blumenau” e “nível do rio em blumenau”.

google trends enchente blumenau

A grande importância das mídias sociais na “cobertura” de grandes catástrofes é que ela não depende somente de poucos e grandes veículos para acontecer. É uma comunicação mais democrática, já que qualquer morador de uma determinada rua alagada pode postar uma imagem e transmitir suas impressões sobre o que ocorre.

Pontos Positivos:

A antiga comunicação de massa, que chegava à população basicamente pela televisão, se deslocou para o Facebook e o Twitter. A viralização das informações é incentivada, inclusive pelas próprias funcionalidades das redes – como o “compartilhar” no Facebook e o “RT” no Twitter.

As prefeituras criaram canais oficiais nas redes sociais, nos quais transmitem informativos essenciais, em tempo real. No momento em que uma instituição entra em um canal como o Facebook, o conteúdo ali publicado deixa de ser meramente informativo para se tornar oficial. Está criado um sistema de ouvidoria com todos os privilégios dos boletins em papel timbrado.

Reparem nesse status postado no Facebook, falando sobre a emissora local de televisão, a TV Galega. O que se nota aqui é o “fenômeno double screen, no qual o usuário interage concomitantemente com duas ou mais telas. Enquanto assistia televisão, postava no Facebook. Não se trata da escolha entre um veículo ou outro e sim, da complementariedade entre meios de comunicação.

redes sociais enchente blumenau

Como consultora de Marketing Digital e cidadã, acredito no papel essencial e benéfico da informação bem colocada, em canais que propiciem a viralização. O emissor deve estar onde está seu público alvo. É fato que a população está ativamente nas redes sociais, é lá que se comunica e expressa opiniões. Prefeituras, delegacias, secretarias e políticos que fazem uso de redes sociais auxiliam a população a acompanhar de perto o que vem sendo feito, criam vias de mão dupla para questionamentos, possibilitam que algo mais profundo (e importante) do que mera “propaganda política” seja discutido e vivenciado pela população.

As redes sociais também podem ser usadas como “termômetro” daquilo que pode ser melhorado pela administração pública. Uma esmagadora maioria de dúvidas quanto à enchente em Blumenau tratavam das diferenças de muitos centímetros entre as medidas do nível das águas na Ponte Adolpho Konder e na Ponte de Ferro. Vale a análise da Prefeitura quanto aos prós e contras do uso de duas métricas, o que confunde a população. É inteligência de mercado, ao alcance de um clique. Reparem como outras pessoas acabavam “respondendo” certas dúvidas, em um cenário perfeito de SAC 2.0.

redes-sociais-enchente-blumenau-ouvidoria

Pontos Negativos:

A checagem das informações é praxe entre jornalistas. Um editor de jornal ou TV não pode permitir a publicação de informações equivocadas ou desencontradas. Em tempos de mídias sociais, somos todos editores de nossa realidade. Podemos criar blogs, canais no Youtube, contas no Facebook e Instagram e nesses canais publicarmos aquilo que nos parece correto, sem ponderar as consequências.

Costuma-se dizer que “as pessoas tem preguiça de ler”, mas isso é uma forma preconceituosa de tratar o comportamento de usuário em mídias sociais. Explico: na Internet, não lemos os textos como em um livro, apenas passamos os olhos. Diversos testes usando mapas de calor comprovam isso e é esse comportamento que incentiva o compartilhamento de informação sensacionalista e falsa. Usando textos curtos e imagens impactantes consegue-se um efeito viral maior. Repare na “moderação espontânea” que acontece no print abaixo, na qual os próprios usuários regulam a veracidade das informações.

fake enchente blumenau

Análise Geral

O que vi de diferente entre a enchente de dois anos atrás é a agilidade da informação comunicada. Alertas vinham sendo disparados desde a terça feira (a enchente se concretizou no domingo) e as postagens da Prefeitura de Blumenau aconteceram durante todo o final de semana. Além da atualização do nível do rio, também foram postados informativos, apelos quanto ao uso racional de água e imagens das reuniões que aconteciam na prefeitura.

O grande desafio é escalonar o lado operacional das mídias sociais. Sem justificativa para manter uma grande equipe ao longo do ano, a Prefeitura de Blumenau sentiu o aumento da demanda por informação. Em uma “enxurrada” de comentários e dúvidas, muitos ficaram sem respostas. Em minha análise, a solução encontrada foi acertada: honestidade. Veja o print do posicionamento oficial da Prefeitura quanto ao caso:

redes sociais enchente blumenau facebook

Uma outra possibilidade a ser explorada é a criação de um FAQ com todas as dúvidas mais comuns, destacadas.

Em meio a tudo isso, o momento é de força para todos os blumenauenses. Essa não é minha cidade natal, mas a cidade que escolhi – o que a torna ainda mais especial para mim.

Por que as operações de Marketing Digital fracassam?

sucesso em marketing digital

Quem nunca se deparou com uma história de fracasso em Marketing Digital? Não falo das histórias sobre falta de planejamento, erros de usabilidade ou mecânica de ações mal elaboradas. Me refiro às situações onde há conhecimento técnico, há vontade de fazer acontecer mas mesmo assim, não dá certo. Casos assim são mais frequentes do que se imagina e alguns fatores são comuns à todos eles. No post de hoje falaremos sobre os 3 principais motivos de fracasso na hora de colocar o digital em prática e entenderemos como escapar de todos eles! Boa leitura :)

1. Organização

Este é o inimigo número 1 das operações de Marketing Digital. Sem organização fica impossível definir prioridades e saber no que focar na hora de executar ações em um ambiente tão rico em ecossistemas como a web. São muitas mídias, muitas postagens, muita interação. Nesse ambiente de excessos o ideal é manter tudo à vista e gerenciar as atividades de uma maneira mais analítica e pragmática.

Outro grande erro nesse quesito é acreditar que ferramentas fazem milagre. Quem faz milagre é o hábito! De nada adianta o melhor software do mundo se ele sempre estiver desatualizado ou atas assinadas se a equipe de desenvolvimento não tiver o costume de ler esses documentos. Uma simples agenda (daquelas de papel) ou post it salvará a todos.

Cenário padrão: Você precisa confirmar um dado para que seja inserido no site da empresa. Você cobra o responsável e ele não lhe dá feedback. Alguns dias se passam. Um cliente sente falta e reclama no Facebook. Depois da falha inicia-se o “disse, não disse” e todos saem perdendo.

Se você é um desorganizado compulsivo, execute apenas uma tarefa de cada vez e use o despertador do celular para lembrar de rever pontos não finalizados. Outra dica é transformar e-mails em tarefas, que ficam grifadas na caixa de entrada. Se você não vive sem aplicativos e ferramentas, use e abuse de EverNote, Basecamp, Google Apps e Microsoft Project.

2. Produtividade

A produtividade é um calcanhar de Aquiles das atividades de Marketing Digital pelo mesmo motivo citado acima: muita coisa acontecendo, tudo ao mesmo tempo. Manter uma operação web fluindo sem sustos é um grande desafio e quem não tiver disposição ou perfil para manter esse pique pode descobrir que o Marketing Digital não é a sua praia. Porém, não podemos confundir o “fazer rápido” com produtividade – um atributo que faz uma relação entre “o fazer bem” e o tempo disponível.

Cenário padrão: Você foi checar um concorrente no Instagram, viu uma foto interessante, clicou na hashtag e quando percebeu se passaram 30 minutos. Esse mesmo efeito se repetiu na hora do café, quando um colega foi contar um case fantástico – que demorou outros 20 minutos. No fim do dia, pilhas de itens inacabados se acumulavam sobre sua mesa.

Sou a favor de ambientes descontraídos e com flexibilização de tempo. Não dá mais para sentar estático em uma cadeira e produzir. Novos tempos pedem novas atitudes. O problema são os falatórios sem fim, os vídeos irresistíveis do Youtube e os memes do Facebook – sempre nos colocando em tentação, a poucos cliques de distância.

A dica é: estipule uma meta e só tire os olhos disso quando terminar. Com o hábito, você será capaz de entender o período máximo que consegue se concentrar em uma tarefa e terá mais flexibilidade para fazer pausas sem perder a noção do tempo. Na hora do cafezinho vale colocar o alarme para tocar depois de 10 minutos. Faça listas no Facebook e desative as notificações para não ser dragado para dentro da rede social. Fuja das tentações como o Instagram e o WhatsApp, verdadeiros buracos negros de produtividade.

Reuniões Extensas – Fuja delas!

Depois de duas horas, todos começam a mexer em celulares e atualizar e-mails. Reuniões breves e objetivas são essenciais para as operações de Marketing Digital. Cada minuto discutindo algo já planejado é um minuto perdido na execução – que deve sempre ter como meta a “perfeição”. Horas de discussão em reuniões podem significar um erro de português no Twitter, tudo causado pela pressa.

Dicas essenciais:

  • Tenha uma pauta e se atenha a ela
  • Estipule um máximo de tempo por assunto. Quando argumentos se repetirem, é hora de encerrar aquele tópico
  • Reunião boa determina quem, quando e como algo será feito

3. Falta de Autonomia

Um fenômeno mais comum em pequenas empresas, onde invariavelmente o dono é quem bate o martelo para tudo que será executado pelo Marketing. A raiz do problema não é a centralização da decisão, que inclusive aumenta a agilidade e o acesso ao “rumo estratégico” da empresa. O problema é que muitas vezes o gosto pessoal do decisor vale mais do que o direcionamento técnico do branding que o Marketing da empresa tenta construir.

Cenário padrão: A equipe de Marketing pensa uma campanha de comunicação integrada, considerando os melhores canais e veículos para aquele conceito e mensagem. A agência se envolveu, pensou junto e todos consideram o resultado final excelente. Na reunião de apresentação, o diretor é categórico no feedback – “não gostei” – e toda a campanha morre na praia.

A solução aqui é o meio termo. Diretores devem confiar mais em seus profissionais de Marketing e entender que nem sempre seu gosto pessoal reflete integralmente a empresa. O DNA da marca estará sim com seu fundador, mas isso não significa que a empresa e o fundador são uma coisa só. Para os profissionais de Marketing, a dica é dividir mais. Foi na ânsia de querer surpreender e encantar que muitas campanhas – que tomaram tempo de planejamento e criação – tiveram seu fim antes do lançamento.

 Camila Renaux é Consultora de Marketing Digital e E-commerce em Blumenau (SC) e auxilia empresas a evitar fracassos nas operações de Marketing.