Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

Update do Google para sites mobile: Entenda o Mobilegeddon

“A partir de 21 de abril, estaremos expandindo o uso de recursos mobile-friendly como sinal de ranqueamento. Esta mudança irá afetar as buscas em dispositivos móveis em todos os idiomas e países, impactando significativamente os resultados de busca”.

Quando o Google anunciou isso, o mercado de Marketing Digital tremeu. Basicamente, o Google informou que aplicaria um critério de avaliação para indexação de sites que incluiria um “sim ou não” para versão mobile e também que aplicativos seriam mais frequentes entre os resultados de busca.

O maior medo era que essa atualização tivesse um impacto similar ao do Panda Update lá nos idos de 2011 e 2012 – “penalização” de sites pobres em conteúdo e com arquitetura fortemente orientada à mídia paga. Na época a atualização gerou um terremoto nos rankings de busca e no faturamento de grandes portais, fortes adeptos desse tipo de estratégia.

Mas de fato, o que aconteceu?

Esse se tornou mais um critério de ranqueamento e não o único, soberano. A boa e velha estratégia de otimização (SEO) baseada na alta autoridade da página, geração constante de conteúdo de qualidade, criação de backlinks, melhora no tempo de carregamento e uma arquitetura da informação que gere uma boa experiência de navegação ainda são mais determinantes para o posicionamento do seu site, lá no topo, onde todos querem estar :)

Por isso posso deixar para lá?

Não! Mobile não é mais tendência, é dia a dia. O Brasil possui mais de 163 milhões de celulares com acesso 3G e segundo o Facebook, 80% dos acessos diários à rede social acontecem através de dispositivos móveis. A compra do Instagram e do Whatsapp reafirmam o compromisso de Mark Zuckerberg (e seus acionistas) em abocanhar essa parcela do mercado.

Proporcionar uma experiência interessante em celulares e tablets deixou de ser diferencial para ser pré-requisito e foi esse movimento que o Google apoiou.

Google Mobile Day

“O celular vem se tornando nossa primeira tela, não mais a segunda ou terceira tela. Nós não ficamos mais online, nós vivemos nossa vida online” (Google, 2015). Palavras da salvação!

No dia 10 de junho de 2015 o Google realizou um evento global reforçando mais uma vez seu compromisso em trazer resultados orientados ao novo comportamento dos usuários. O motivo, segundo eles: 86% dos usuários fazem pesquisa em dispositivos móveis antes de comprar, e 6 em cada 10 espectadores usam o mobile enquanto assistem TV (dos quais 7 em 10 prestam mais atenção no mobile).

O evento, que foi transmitido via streaming, outra forte tendência, pode ser assistido pelo Youtube e eu recomendo que você faça isso agora.

Além disso, o Google disponibilizou uma série de artigos sobre mobilidade que ficam reunidos no hotsite do evento e que valem a leitura!

Layout Responsivo, Site Mobile (m.) ou App.?

A regra é aproveitar uma funcionalidade nativa de qualquer celular: eles já vem com um navegador – sem precisar de download. Se uma mesma tarefa pode ser feita no site mobile ou em um app, faça no site mobile. Ninguém vai baixar um app só pra conhecer um pouco mais sobre o seu negócio.

O público dos aplicativos é menor (aproximadamente 7% dos usuários), mas são consumidores mais fiéis.

Seus consumidores buscam experiências únicas? As funcionalidades do seu site vão além do que pode ser feito num navegador? Seu produto é um game, mídia, rede social ou algo para as pessoas se entreterem? Nesses casos, vale a pena investir em apps. No mais, faça um bom site mobile e continue fazendo o dever de casa do SEO, como disse no início do post.

Quando você visita um site responsivo, seja do computador, smartphone, tablet ou notebook, o design é o mesmo. O que altera é como o design é apresentado.
O layout inteiro é “ajustado” de acordo com a resolução do dispositivo (leia mais aqui).

A escolha entre um site mobile, que é feito pensando exclusivamente em acessos móveis, ou o responsivo, que se ajusta à tela mas sempre com o mesmo “look and feel”, depende da sua estratégia digital.

  • Em uma análise no Google Analytics, o site é muito acessado através de mobile e diferentes resoluções de tela?
  • A sua marca é inovadora e tem forte apelo visual?
  • Você usa alguma plataforma “semi pronta” como o WordPress na qual seja tão simples implementar um tema responsivo quanto um mobile?
  • O seu orçamento permite o investimento?

Se respondeu sim para algumas dessas perguntas, vá de responsivo. O Google prefere, o usuário prefere e você já resolve mais problemas de uma só vez. Se não é o seu caso, tenha um site mobile e comece um planejamento para migrar ao responsivo quando for necessário (ou possível).

Meu site é amigável para acessos móveis?

Para saber se o seu site foi aprovado neste novo critério do Google, utilize essa ferramenta aqui. É gratuita!

Para melhorar ainda mais as estratégias de SEO para dispositivos móveis, utilize a documentação e as dicas do próprio Google, através de seu material para desenvolvedores.

Espero que tenham gostado – ou pelo menos se tranquilizado :) Até a próxima!

O melhor aplicativo para ajudar na rotina com bebês

Aplicativo rotina bebe

No Drops de hoje vou compartilhar com vocês os aplicativos para celular que venho usando para ajudar na rotina da minha bebê, a linda Bianca. Para quem acompanha a temática dos meus textos, sem sustos. Já ensinei a montar um blog de casamento com presentes virtuais quando casei. Faz parte do jeito Marketing Drops de ser :)

Como consultora de marketing digital sempre defendi a importância do gerenciamento de recursos (tempo, pessoas e dinheiro) na vida de profissionais e nas empresas. A maternidade tem colocado isso à prova máxima. É eficiência total ou então, você será engolida pela falta de tempo. A privação de sono também não ajuda. Por isso, aplicativos ao alcance da palma da mão tem sido aliados importantes.

Testei muita coisa até encontrar o preferido, boa leitura!

Baby Tracker (IOS)

O melhor aplicativo EVER para quem quer estabelecer uma rotina.

A base do processo de criar uma rotina é a observação, já que a estrutura de horários quem define é o próprio bebê. O Baby Tracker me ajudou muito na hora de observar e entender o ritmo da Bianca e é muito intuitivo porque segue a lógica das atividades dos nossos pequeninos:

baby tracker print

1. Alimentação:

Permite escolher entre as opções de aleitamento, relactação, mamadeira e papinhas.

As funcionalidades são salvadoras porque você pode selecionar o tempo em cada seio, se o bebê ficou nos dois ou só em um, o tempo total de amamentação e claro, os horários de cada mamada. Para os bebês que tomam mamadeira, existe a opção de quantidade de mls.

Cada input de um novo dado traz como opcional uma observação e isso é muito bom! Ajuda demais na hora de lembrar que o bebê dormiu mamando de madrugada, por exemplo.

Independente da escolha, no final do dia, lá estará seu relatório de número de mamadas e quantidade total de leite – podendo ser dividido entre noturna e diurna!

Na tela inicial do aplicativo aparecerá há quanto tempo ocorreu a última mamada, item essencial quando – piadinha interna – alguém questionar “é fome?!” ao primeiro resmungo do bebê.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê mamar. Super útil para os prematuros, que muitas vezes gostam mais de dormir do que de comer.

2. Fraldas

Permite a escolha entre fralda molhada, fralda suja ou mix. Sabe quando o pediatra pergunta pelo número de fraldas e você vive um breve momento de pânico ao tentar lembrar? Seus problemas acabaram!

Essa funcionalidade também é importante para nos ajudar nas transições entre os alimentos e grandes mudanças de rotina, como quando o bebê faz uma viagem mais longa ou toma as vacinas e sofre com as reações.

3. Sono

Minha opção favorita. Minha filha só dormia durante o dia quando os astros estavam alinhados. Eu travava uma verdadeira batalha pelo sono diurno, cada soneca uma vitória. Vivia fazendo contas do tipo “dormiu as 14:23, acordou as 15:05, quanto tempo dormiu?”.

A tela inicial do aplicativo já mostra há quanto tempo o bebê está dormindo e a duração do sono. Para quem deu risada da minha incapacidade de fazer contas básicas, digo em minha defesa que o bebê também chora de madrugada quando você está bem desorientada! E quando você olha o aplicativo e diz que o bebê está dormindo há mais de 6 horas à noite? Pequenos prazeres, meus caros!

Assim que o bebê adormece, você clica no ícone de “berço” e ele mostra a hora atual, deixando desmarcada a opção de hora de acordar, que fica setada com o sinal de “Zzz”. Quando o bebê chora, basta clicar novamente no ícone que o aplicativo marcará automaticamente aquela hora como a hora de acordar, deixando no relatório os dados do sono. Também é possível anotar observações, como – piadinha interna – “acordou porque a visita queria ver o bebê de olhos abertos e ter certeza que é a cara do pai” .

Os relatórios de sono trazem dados como mínimo, máximo e média de horas de sono. Também ajudam muito a nos tirar da paranoia de que o bebê não dorme o suficiente, já que muitas vezes as horas de sono são suficientes, mas acontecem em um padrão incomum, concentradas todas à noite, por exemplo.

Se quiser, marque a opção “alarme”, para que o aplicativo desperte quando for hora do bebê acordar. Super útil para os dorminhocos diurnos, que acabam trocando o dia pela noite e transformando a mamãe em um zumbi.

4. Atividades e Marcos de Desenvolvimento

Aqui tem tudo que você possa imaginar! Desde dados mais comuns como peso, altura e circunferência da cabeça até informações que a gente coloca no diário do bebê: sustentou a cabeça sozinho, segurou um objeto, dormiu a noite toda, deu a primeira risada, etc. Também costumo usar para anotar os horários de banho, passeio, viagem ou visita.

Quando você quer estabelecer uma rotina, é bem importante relacionar se em tal dia o bebê dormiu mal porque viu muita gente ou se mamou mais porque passou por um impulso de crescimento, por exemplo.

5. Diário de extração de leite

Eu não usei, mas é basicamente o mesmo esquema de uso da opção de aleitamento que expliquei acima. Ajuda demais as mamães que tiram leite – seja para seu próprio bebê ou para doar <3

6. Relatórios

Tá certo que sou suspeita, mas quando vi um modelo visual que mostrava a rotina da Bianca eu chorei lágrimas de arco íris. Sou apaixonada por gráficos! Essa opção é gratuita por 15 dias. Para quem, assim como eu, topar pagar para usufruir dessa maravilha, serão os US$4.99 mais bem gastos do período.

É possível ver dados dos últimos 7, 30 ou 60 dias, agrupados por dia ou por funcionalidade. Lindo!

Baby Tracker - Relatórios

Para fechar, mais pontos positivos:

Extra Dim: Possui modo noturno, deixando a tela mais escura para não distrair o bebê a noite.

Export and Sync: Você pode exportar os dados para o Excel, em formato csv e/ou sincronizar os dados com o iCloud e Dropbox. A mãe nerd pira!

Pontos Negativos: Infelizmente, existem! Para mim, o fato de ser todo em inglês dificulta mas não impede o uso. Mas o fato de rodar somente no iPhone e no iPad (IOS) é super triste! Queremos Baby Tracker para demais plataformas já!

Para quem curtiu, baixe aqui.

Dica Bônus: Sound Sleeper e Spotify

Para quem tem filhos sofrendo de cólicas: o ruído branco pode significar momentos preciosos de conforto para o bebê e para a mãe. Para que ficar carregando secador pela casa? O Sound Sleeper tem barulho de mar, de máquina de lavar, rio e até som de útero. Acalma bebês e adultos!

Se você é fã de música, precisa usar o Spotify. Após criar login e senha, você poderá acessar todo tipo de música de forma gratuita e online, qualidade perfeita! Eu já criei várias listas para a Bianca. Tenho a lista do Baby Einstein (música clássica), Balão Mágico, Trem da Alegria, Palavra Cantada e Galinha Pintadinha para dormir, brincar, tomar banho, etc. Acabei descobrindo que ela também adora Chico Buarque, Bossa Nova e Bob Marley, então cada dia ouvimos uma playlist diferente! :) Super recomendo!