Entenda o Google Meu Negócio e a Busca Local

Google Meu Negocio e Busca Local

Você já se perguntou como vivia antes do Google existir? É engraçado lembrar dos tempos em que havia agenda de telefones, enciclopédias para pesquisa e dicionários para verificar a ortografia. Sim, já vivemos assim! Em tempos de excesso de informação, ser encontrado deve ser objetivo de qualquer marca, empresa ou profissional. 

Na busca por um dentista, por exemplo, é comum que nosso primeiro passo seja procurar no Google para em seguida pedir indicações para amigos através de redes sociais. E para quem não possui site – como a maioria dos profissionais liberais – qual a melhor estratégia para ser encontrado pelo Google?

É aqui que entra o tema do post de hoje: a busca local ou local search. Vamos entender o que é busca local e como ela funciona, o que muda com a chegada do Google Meu Negócio e principalmente, como colocar a sua empresa neste universo. Boa leitura!

O que é busca local?

A busca local tem relação direta com a intenção do usuário e com o contexto que o levou a realizar uma busca. O nome desse movimento é web 3.0, na qual não se pensa mais somente em interação e sim em compreender exatamente o que o usuário quer, com base em linguagem natural e semântica. Um exemplo bem interessante envolve a Copa do Mundo: ao pesquisar por “jogos brasil copa”, o Google direciona o usuário a uma página com horários, grupos e tabelas de classificação. Ele faz isso porque “entende” que buscamos por essas informações, levando em conta a intenção (saber horários) e o contexto (copa do mundo). Percebam como o foco não é mais nas palavras exatas e sim, no que elas significam para aquele usuário.

Para reforçar essa estratégia global,  em 2013 ocorreu a mais importante atualização no algoritmo de busca do Google, apelidada de Hummingbird. Recomendo a leitura desse artigo sobre o tema.

A busca local entrega aquilo que o usuário procura, levando em conta o que está mais próximo dele. É fazer parte da intenção de compra onde ela é possível, geograficamente. Muito se fala de e-commerce e compras a um clique e as buscas locais trazem esse conceito para perto do comércio e da prestação de serviços nas cidades. Não é por acaso que tivemos tantos avanços com o Google Street View!

Faça o teste: se buscar pelo termo “restaurantes” ou “restaurante e o nome de uma cidade”, os resultados trarão endereços e mapas com avaliações de outros internautas e priorizarão aqueles que estão mais próximos a você. É assim que funciona o busca local :)

Google Meu Negócio

Google Meu Negócio

Antes chamado de Google Places for Business, a plataforma de busca local do Google envolvia uma integração total com o Google+. Na teoria isso fazia total sentido, já que a rede social complementa a busca, reforçando o relacionamento com a empresa encontrada através de conteúdo e favorecendo a busca por recomendações e opiniões de amigos. A aceitação do Google+ fez os rumos da rede mudarem e foi daí que surgiu o novo Google Meu Negócio, uma plataforma de permite ao Google dar mais foco aos seus produtos de forma diferenciada.

O que sua empresa pode fazer ali?

  • Manter informações comerciais atualizadas no Google
  • Ajudar a divulgar sua empresa. O Google pode usar as informações comerciais que você forneceu em resultados de pesquisas locais.
  • Ler e responder aos comentários dos seus clientes (AMEI!).
  • Saber como os clientes pesquisaram sua empresa e de onde vieram
  • Fazer upload de fotos em alta qualidade e criar um texto de apresentação mais longo para sua empresa.
  • Utilizar o recurso “Hangouts on Air” para gravar um vídeo dos bastidores da empresa ou da equipe trabalhando.

Criando um Local no Google Meu Negócio

A primeira coisa que você deve possuir é uma conta no Gmail, com login e senha. É através dela que você fará toda a gestão dos dados da sua empresa. Você pode criar a sua clicando aqui.

Depois disso, você deve acessar o portal Google Meu Negócio e clicar no botão “Aparecer no Google”, que fica no canto superior direito. Antes disso, vale a pena ler os breves tutoriais ao longo da página, eles facilitam bastante.

Agora é só ir seguindo o passo a passo. Simples assim! Não tenha medo de editar informações, elas só ficarão visíveis após a confirmação da empresa. Você vai inserir a categoria da empresa (loja, cafeteria, consultório, etc.), endereço, telefone, os horários de funcionamento, website (se houver), fotos e tudo aquilo que o ajudar a divulgar seu negócio.

Por falar em confirmação, esse é o ponto mais delicado. O processo acontece através do envio de um código, chamado PIN. Você pode confirmar o PIN através de correspondência, que chega pelos Correios (tenha o cuidado de fornecer o endereço correto) ou por telefone, em uma ligação gravada que acontece em cerca de 30 segundos após clicar no botão de confirmação (tenha o cuidado de fornecer o telefone correto). Se inserir um número de celular, é ele que aparecerá como telefone do seu negócio nos resultados do Google, fique de olho!

Outro ponto importante: se a sua empresa possuir URA (atendimento automático) você não conseguirá fazer a confirmação por telefone.

FAQ Completo para o Google Meu Negócio: sim, ele pode salvar sua vida :)

Após aproximadamente 15 dias da criação, sua empresa deve começar a aparecer nas buscas de forma consistente. Seja paciente, mas mantenha o foco. Faça buscas de vez em quando para ver como andam os resultados e fique de olhos na área de “Insights” do seu painel.

Uma dica: seja específico na forma de nomear seu negócio e pense na maneira como o seu cliente busca pelos seus serviços e produtos. Lembram do exemplo do dentista? O Google já entende que “odontologia” e “dentista” são termos relacionados, mas tenha o cuidado de não florear demais com termos técnicos que dificultam o processo de ser encontrado.

 P.S: O Bing (buscador da Microsoft) possui recursos fantásticos para buscas locais que devem chegar em breve no Brasil. Também é importante preparar o seu negócio para as buscas locais e móveis, feitas pelo celular. Esses temas não foram esquecidos, e sim guardados para um próximo post, mais completo. Até lá!

Como anunciar no Waze

como anunciar no waze

Segundo a reportagem do Jornal O Globo, o Brasil já é o segundo maior mercado do aplicativo social de tráfego Waze, com 6 milhões de usuários. Perdemos somente para os Estados Unidos! Ao redor do mundo o Waze conta com nada menos do que 50 milhões de usuários. O sucesso do aplicativo no Brasil pode ser explicado por algumas características bem particulares: problemas com trânsito nas cidades brasileiras, crescimento do número de smartphones no Brasil e a preferência nacional por tudo aquilo que é “social” – somos apaixonados por redes sociais.

Um outro ponto que chama a atenção é o volume de parcerias que a startup faz com prefeituras ao redor do mundo, sendo uma das mais fortes a realizada com a Prefeitura do Rio de Janeiro. Com apoio em TI, as atualizações nos mapas acontecem praticamente em tempo real. Achei surpreendente!

Para os usuários finais, o benefício é claro: você pode descobrir as melhores rotas, saber sobre acidentes e usufruir daquela sensação que tanto gostamos – de ajudar aos outros – um típico benefício intangível.

Mas e as marcas e empresas? Como podem usufruir do Waze?

1. Integrações

O sistema de busca do Waze é integrado com Foursquare, Bing e Google Maps. Para aumentar as chances de estar presente organicamente e sem custo em buscas através do aplicativo, é primordial que a sua empresa já possua iniciativas em outras redes, principalmente no Google Places for Business – a busca local do Google, que é dona do Waze.

Importante: o Waze pode limitar a abrangência das buscas em conexões em 3G, por isso, não há garantias de que sua marca aparecerá apenas por estar presente no Google Maps ou no Foursquare. A forma garantida é anunciar, que explico abaixo.

Como cadastrar minha empresa no Google Places for Business?

O mais importante é que sua empresa já possua uma conta no Gmail, para dar os primeiros passos na geolocalização do Google, acessando o site neste link.

O sistema é bem intuitivo e é super importante preencher com dados verdadeiros, já que é tudo “pra valer” e as mudanças podem levar alguns dias para serem indexadas. Para confirmar a propriedade da empresa, o Google envia um código exclusivo, chamado PIN. Ele pode fazer uma ligação para um telefone fixo ou então enviar isso via Correio, em uma correspondência em envelope oficial. Caso sua empresa possua URA – a unidade “robô” que atende telefones – será preciso usar a opção de correspondência. Dica: o envio do PIN via telefone é automático e o por carta costuma levar cerca de 15 dias.

Como cadastrar minha empresa no Foursquare?

Se a sua empresa já está presente no Foursquare (dica: procure por ela para ter certeza), recomendo a leitura desse excelente tutorial que explica como tornar-se dono de uma Venue – nome técnico para a sua empresa nessa rede social, em analogia livre, é a “FanPage” do Foursquare.

A partir disso, acesse essa página aqui e vá seguindo o passo a passo.

Você receberá uma carta oficial via Correio com um adesivo e um documento informando que aquela Venue pertence a sua empresa e poderá anunciar na rede social e usufruir de outros benefícios, como a realização de ofertas exclusivas e promoções para seus clientes.

2. Anuncie no Waze

As grandes marcas, como Bradesco, Samsung e TIM,  já iniciaram os testes com anúncios pagos no Waze e a tendência é que as pequenas e médias empresas também realizem iniciativas na rede social. Se você for um varejistas com ponto de venda físico, deve pelo menos conhecer essa possibilidade! Como tudo em Marketing Digital, não há garantias de resultado. Faça um teste, meça os resultados e os compare com outro tipo de mídia, para ter um referencial.

bradesco no waze

Montando seu anúncio

1. Acesse o site do Waze através de um computador e vá até o rodapé, na seção “Parceiros” > “Anuncie no Waze”. Este é o acesso para o painel do anunciante. Ponto fraco: é tudo em inglês, mas isso faz parte do dia a dia de quem trabalha na área, né?

2. Faça login com seu usuário e senha. É possível usar um usuário pessoal para anunciar, mas é comum que as empresas escolham utilizar um login “corporativo”. Ele não é diferente em funcionalidade, apenas uma escolha para organizar os logins da empresa, que não querem deixa-lo ligado a um colaborador.

3. Procure por seu endereço e na sequência, faça o upload de sua logo para que apareça em destaque no anúncio. Você também deverá escolher uma categoria para seu negócio (café, loja, floricultura, shopping, etc.)

4. É chegada a hora de inserir o nome da sua empresa, uma imagem customizada de 200 x 200 pixels e um pequeno texto que explica o seu negócio. Dica: inclua no texto algum benefício que chame a atenção, por exemplo em uma Cafeteria: “clientes do Waze ganham um brigadeiro”.

5. Nesta etapa você deve inserir um número de telefone, site, horário de funcionamento e ponto de referência. Nenhuma dessas informações é obrigatória, mas todas elas ajudam o seu negócio a ser encontrado.

6. Definição do orçamento: sempre que um anunciante comprar um anúncio ele terá validade de um mês e será pago por mil impressões (CPM). Além de mostrar a imagem (pin) da sua empresa, o Waze também a deixará visível nas buscas – o que vimos que nem sempre acontece de forma orgânica.

  • Preço por mil impressões: O próprio Waze fará a sugestão – baseada na concorrência – de quanto deve custar mil impressões do seu anúncio. O número de impressões vai depender da importância e do movimento da rua na sua cidade. No anúncio teste que fiz o Waze sugeriu o CPM entre $1.00 – $2.82 (sempre cobrado em dólares americanos). O preço mínimo do CPM é $1.00.
  • Orçamento mensal: Você pagará por mil impressões, mas deve definir o valor máximo que está disposto a pagar após um mês. Como as cobranças são feitas via cartão de crédito é importante estipular um limite, caso contrário o Waze exibirá seu anúncio para sempre e você não terá um valor para se basear e comprovar resultados. O valor mínimo por mês é $50.00.

7. Hora de inserir os dados do cartão de crédito. Assim como no Facebook, o Waze não aceita pagamento via boleto. O pagamento é feito como em qualquer transação, você insere os dados e o código de segurança e após alguns minutos (ou horas) o pagamento é aprovado pela operadora. Não esqueça de aceitar os “termos de uso” da rede social. Aguarde a confirmação de aprovação do anúncio e pronto! Ele será exibido enquanto durar o seu budget!

Para relembrar o passo a passo, um print do painel:

painel do anunciante no waze

Espero que tenham gostado. Até a proxima :)

Adendo Marketing Drops:

Alguns leitores reclamaram sobre a dificuldade em cancelar ou pausar um anúncio no Waze. É realmente uma pena, porque esse tipo de situação pode inviabilizar o investimento estruturado nessa mídia social.

Caso esteja passando por isso, envie um e-mail em inglês pedindo cancelamento e reembolso do valor “extra” que foi cobrado. O endereço de e-mail é este aqui: waze-ads-billing@google.com. Caso tenha dificuldades com o inglês, use o Google Tradutor, ajuda bastante.

Você pode saber mais sobre o tema no FAQ para Anunciantes do Waze.

Espero que dê certo!

Abraços,
Camila

Como fazer um briefing

Como montar um briefing

No post de hoje vou passar dicas sobre como estruturar um briefing de Marketing para a sua empresa, em um passo a passo e roteiro completo.

Definição:

Briefing é um resumo na forma de relatório. Brifar é resumir em linhas gerais a informação que deve ser passada para orientar um fornecedor da sua empresa, na maioria das vezes, a agência de publicidade e propaganda.

Solução dos problemas:

Documente o briefing da sua empresa/marca/unidade de negócio! Mantenha todos os dados em um documento maciço, recheado de informações, e coloque o seu fornecedor para trabalhar. Acredite, a agência vai gostar muito de receber tudo isso e vai suar a camisa para mostrar um trabalho à altura da sua organização. Manter esse registro não significa que o atendimento da agência não deva brifar o job ou campanha, e sim, que você é um gestor de marketing orientado à resultados!

O que um bom briefing deve conter:

1. Um histórico da sua empresa:

Conte tudo, em forma de história mesmo. Fundação, sócios, conflitos, sucessos, cases, mudanças de rumo estratégico, fotos, número de funcionários, etc. Fale da parte subjetiva: explique sua marca, seus esforços de branding, conceito, etc.

2. Público alvo / Stakeholders:

Delimite seu público alvo de interesse, contando em detalhes tudo sobre esses segmentos e explique o benefício que a empresa entrega. Entende-se por benefício os produtos e serviços. Um dos problemas de Marketing pode ser justamente esse: sua empresa entrega só produtos, mas nenhum benefício percebido. Se isso acontece na sua empresa, já inclua aqui.

3. Pesquisas de mercado:

Todas as pesquisas de satisfação, de interesse, de tamanho de mercado e demais vertentes devem entrar nesse item. Se sua empresa monitora mídias sociais, por exemplo, os dados são mostrados aqui. Se não faz nenhum tipo de pesquisa, coloque a informação que seus vendedores trazem. Vendedor sempre traz percepção, ele depende disso. O principal é documentar. Exemplo: meus representantes comerciais do Nordeste informam que o produto X é considerado caro pelos potenciais clientes.

4. Concorrência:

Crie uma lista de concorrentes e em cada um deles, liste em tópicos o que é relevante para seu mercado. Seja assertivo e imparcial, mesmo que doa. Ninguém gosta de falar dos concorrentes e a tendência é sempre ser crítico demais com eles e benevolente com a sua empresa. As fofocas de mercado, aquelas conversas de corredor sobre os movimentos do mercado cabem muito bem por aqui. Ex: a cliente Dona Maria comentou que o concorrente XPTO faz SAC 2.0 e ela é atendida de forma muito mais ágil.

5. Benchmarking:

Nome técnico para as boas práticas dos seus concorrentes – ou empresas que você admira – que podem ser aplicadas na sua empresa. Já ouvi exemplos legais como: “Li na Exame que empresas de software fazem engenharia reversa. Acho que isso pode funcionar na minha empresa de eletrodomésticos”. Viu só? Benchmarking não tem fronteiras.

6. Informações estratégicas: 

Qual a missão e visão da empresa, qual a definição de negócio, análise SWOT, o que sua empresa verdadeiramente vende? Lembre-se que ninguém compra um carro, compra possibilidade de locomoção. Mas quem compra um Porsche pode estar comprando mais que isso, status talvez. Além disso, vale a pena explicar os movimentos da sua empresa, como atingir uma nova região de vendas ou lançar um novo produto. Não precisa ser um planejamento estratégico completo, mas precisa orientar o rumo que deve ser seguido.

7. Detalhamento da Comunicação:

Endereço do site, das mídias sociais, folders, fachada, manual da marca, Relações Públicas, Plano de Mídia, Merchandising, Promoções, Publicidade, ações realizadas e o resultado atingido. Vale contar a forma como a sua empresa gosta de se relacionar com a agência. Muitas vezes a agência quer fazer tudo por e-mail ou à distância e o cliente quer reunião semanal com pauta. Uma dica é falar um pouco do processo, como ocorrem as aprovações, porque determinado job é feito internamente, etc.

8. Objetivos:

Conte o que você quer alcançar. Seja específico. Quer vender mais? Lucrar mais? Aumentar o recall (lembrança da sua marca), fazer branding? Reposicionar sua marca? Atingir um novo segmento? Se você não sabe bem o que quer, provavelmente não vai saber se atingiu o objetivo, não é?!

9. BUDGET:

Quanto minha empresa quer gastar? Qual a verba para novos projetos? Aqui um grande medo é perder o poder barganha, abrir o orçamento e ficar impedido de negociar com o fornecedor. Bom, se você não confia no fornecedor, procure outro. Confiança é palavra chave. Se a sua empresa não sabe quanto gastar vai acabar recebendo uma proposta cara. Sim, seu fornecedor vai errar para cima. Delimite um valor real e que já esteja aprovado. Caso contrário, o Financeiro vai acabar barrando os esforços do Marketing.

10. Prazos e Cronograma:

É urgente? É longo prazo? Delimite previamente como acontecem os esforços de Marketing da sua empresa. Aqui entra a cultura empresarial. Existem organizações que gostam de prazos agressivos e valorizam fornecedores que trabalhem dessa forma. Para outras, tempo e cadência são essenciais. E a sua empresa? Lembre-se dos pilares do sucesso em gestão de projetos: prazo, investimento e qualidade. Formalizar isso garante que você deixou claro que queria “para ontem”!

Mais um roteiro para vocês:

 

Checklist:

Caso não queira se ater ao roteiro, monte o briefing à maneira da sua empresa, mas tenha certeza que respondeu as seguintes perguntas:

1. O QUE estamos vendendo?
2. A QUEM estamos vendendo?
3. ONDE estamos vendendo?
4. QUANDO estamos vendendo?
5. COMO estamos vendendo?

Agora, mãos à obra! :)

Como turbinar sua página de empresa no Google+

pagina de empresa no google plus

Desde que o Google Plus anunciou a abertura do Google+ Business Pages, muitas marcas correram para a rede social para criar sua própria página. Por causa do peso da marca Google e devido ao  impacto que a atividade no Google + tem sobre Search Engine Optimization (SEO),  é importante que as empresas atuem na rede social. Se você criou uma página e só, aqui vão algumas dicas para aumentar a conversão e gerar mais vendas e engajamento.

1. Inicie discussões e faça perguntas aos seus seguidores

Após criar a página e preencher as informações, crie um cronograma de discussões que você gostaria de ter sobre temas relacionados com o seu negócio.Pense nisso como um calendário editorial para a sua Business Page Google+.

Uma das grandes vantagens do Google+ em relação à outras plataformas de mídia social é a facilidade de estimular respostas. À medida que você começar, “circule” algumas pessoas de interesses relevantes e convide-as a participar das conversas. Para fazer isso, basta digitar um sinal de mais (+) seguido do nome (por exemplo, + Camila Renaux). O usuário que você marcou receberá uma notificação de que ele foi mencionado e poderá convidar outras pessoas para a conversa.

 

hm´s business page Google+

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2. Insira fotos e vídeos irresistíveis

Ao iniciar discussões ou postar comentários, inclua vídeos e imagens. Ao contrário de algumas redes sociais que apenas exibem miniaturas, o Google + permite que marcas postem material visual de grande apelo. Tá aí uma oportunidade para usar call-to-action na hora de compartilhar a mensagem visualmente. Adicionar imagens de qualquer tamanho permite uma oportunidade para engajar e também para alavancar os índices de click-through (CTR) para o seu site. Uma imagem vale mais do que mil palavras!

the muppets no Google+

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3. Adicione posts do seu blog

Enquanto não há um método de auto-publicação do seu blog corporativo para Google +, faça esse trabalho manualmente. Um bom motivo para ser ativo nessa rede é ter certeza de que suas mensagens estão entrando no ecossistema social e recebendo uma oportunidade de ganhar comentários e ações interativas. Todos esses fatores impactam a otimização de seu site!  Como o Google gosta de ver a interação positiva e engajamento com conteúdo, ele vai usar os resultados do Google+ para jogar sua marca para o topo das buscas. Usuários que encontram posts em resultados orgânicos podem ver  os votos  (+1) e também os rostos de amigos que marcaram com +1 a publicação.

marcar com +1 nas buscas

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4. Divulgue seus produtos e serviços de forma responsável

Não se esqueça de compartilhar e oferecer conteúdo, ofertas e produtos relacionados à sua marca – abuse das landing pages maravilhosas! Fique de olho no bom senso:  ninguém gosta de quem que só fala sobre si mesmo. Seja razoável. Um exemplo legal: Promoção de um podcast ou tutorial que os usuários podem baixar diretamente em seu site. Essa é uma ótima maneira de transformar os círculos do Google+  em leads de negócio.

ofereça produtos no Google Plus.

Espero que tenham gostado do post! Tem algum case para compartilhar sobre o Google+? Conte sua história pro Marketing Drops!

Qual a diferença entre FanPages e Perfis?

O fenômeno Facebook saiu da blogosfera vertical e virou pauta das reuniões corporativas. O poder de viralização e interação dessa rede social aliado ao apelo publicitário do filme “a rede social” intensificaram as curvas de crescimento dessa mídia aqui no Brasil.

facebook - fanpages e perfisAinda é grande o número de empresas que montam perfis pessoais – como se fossem pessoas e não corporações. Cá entre nós, empresas não estão no Facebook à toa. Buscam aumentar a interação com clientes e prospects, alavancar o Marketing de Busca, gerar buzz, divulgar produtos e marcas, vender mais, etc. Mas isso não significa que os usuários aceitam dividir seus status, fotos e vídeos com empresas. Na maioria das vezes, os usuários aceitam as solicitações por admirarem e por gostarem de receber atualizações daquela marca.

Pois é, empresas não são nossas amigas. Mas é possível curtir as páginas das empresas que se admira. Vamos chamar isso de amizade com interesses comerciais. Justo, não é?

Mas a maioria das empresas ainda acha melhor ter amigos, já que assim pode enviar as solicitações, típico de estratégias de push. Citando Mark Zuckerberg:

Dizer não a um pedido de amigo pode ser muito mais estressante do que recusar um produto, há uma outra pessoa do outro lado. Por isso o Facebook trocou o “aceito” ou “não aceito” um amigo por “aceito” ou “não aceito agora”, o que é um não aceito disfarçado, mas que faz as pessoas se sentirem melhor ao rejeitar o pedido. Isso é “social design”. (veja mais aqui.)

No caso das FanPages é preciso contar com a “demorada” divulgação boca a boca – o crescimento orgânico – ou então, potencializar isso com anúncios pagos e/ou ações para ganhar curtidas e engajamento. “Um mundo onde melhores produtos e melhores ideias prevaleçam, é isso que estamos construindo”, como diz Zuckerberg.

Estamos aqui discutindo algo como dietas radicais versus reeducação alimentar? Bom, se o objetivo de sua marca é saudabilidade, esqueça esse argumento fraco! Consolidar uma marca não é estufar o peito para gritar que possui 1.000 amigos e sim, admitir que a consolidação é uma construção de “curtidas”, passo a passo, dia a dia.

Monte sua FanPage! Sem medo! Faça ações, interaja, deixe-a personalizada, abuse do Social Commerce. Compartilho com vocês um tutorial amigável sobre a montagem de páginas de fãs que vai tornar essa estruturação mais fácil.

Para as marcas que usam perfis, uma oportunidade muito interessante é a migração para Fan Page, transformando amigos em fãs. Para os casos de marcas que mantém diversos perfis lotados, há ferramentas para unificação.

Tudo isso dá à marca uma vantagem: ver amigos se transformam em curtidas com um simples clique, sem esforços de marketing ($) envolvidos. À partir disso, mantenha a interação, as ações e o engajamento em alta! De nada adiantam mil likes, sem resultado atrelado à isso.

Mãos à obra!