Os dados surpreendentes do Marketing Digital

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Sempre que o mercado apresenta novos dados e estatísticas sobre o mercado digital, os profissionais da área correm em busca de informações inovadoras. Para frustração de alguns de nós, muitas vezes essas informações são um lugar comum, que pouco agrega na avalanche de dados que recebemos todos os dias. Alguns players importantes da área de web analytics e web metrics (fique de olho neles, os links estão no post!) publicaram estatísticas muito interessantes na semana passada, veiculados pela Mashable e pela Hubspot. É claro que o Marketing Drops não poderia ficar fora dessa!

Confira alguns dados surpreendentes sobre Marketing Digital e Interativo:

  • Número de publicações e engajamento são inversamente proporcionais no Facebook. Aumenta o número de publicações por dia, diminui a interação! Já sabemos que posts frequentes são importantes para o EdgeRank, mas segundo a Track Social, quando uma marca publica duas vezes ao dia, a segunda publicação tende a receber somente 57% das curtidas e no máximo 78% dos comentários que uma única publicação receberia. Para comprovar se isso funciona também com a sua marca, há somente uma saída: testes. Experimente e comprove se essa estatística de cair o queixo se encaixa na sua realidade.
  • De acordo com a Epsilon, A taxa de click through (CTR) em mensagens disparadas por ferramentas automatizadas é 119% maior do que em e-mails disparados de forma amadora, naquelas listas imensas e que nem sempre usam cópia oculta. A dica aqui é unir personalização – funcionalidade que a grande maioria das ferramentas oferecem – com automação, desfrutando do melhor dos dois lados.
  • Em média, as empresas respondem a apenas 30% dos fãs em mídias sociais, segundo a Factbrowser. Como parece que o engajamento e interesse em atender ao cliente é raro, aproveite a oportunidade de diferenciação e crie laços fortes com seu público social, interaja, pergunte, efetivamente relacione-se!
  • Segundo a OPA, um usuário médio de tablet gasta cerca de 14 horas por semana com o dispositivo. Este tipo de dado é muito importante para entender o comportamento do usuário e a diferença entre light e heavy users.
  • 64% dos donos de smartphones e tablets estão usando seus dispositivos móveis para fazer compras online (Fonte: eDigitalResearch).  Se você vende produtos pela Internet, é hora de  direcionar campanhas específicas para esse público. Momento oversharing: Há duas semanas fiz minha primeira compra online através do iPad e a experiência foi fantástica, muito mais satisfatória para mim do que em um PC. Confesso que pensei: “Será que essa loja está medindo isso? Está realmente preparada para clientes que usam tablets?”
  • A Ipsos divulgou que 20% dos usuários do Facebook compraram algo por causa de anúncios ou comentários de amigos sobre determinado produto! Isso é realmente expressivo! A grande sacada aqui é saber dosar publicidade paga com envolvimento “orgânico”.
  • De acordo com a Display Research, 27% dos televisores comercializados pelo mundo inteiro no 1º trimestre de 2012 tem conexão à Internet. Esta funcionalidade está se tornando padrão para todos os dispositivos! Aqui vale falar sobre um ponto que merece um post à parte: O efeito duas telas. Como é isso? O usuário que assiste TV e, através do smartphone, usa as mídias sociais. Já repararam como grandes eventos televisivos tendem à estar no TT?
  • Até 2016, mais da metade do que for gasto no varejo americano terá sido influenciado pela web (Fonte: Forrester Research). O comportamento de compra é modulado pela cultura online, garanta que sua marca tenha presença  digital para usufruir dessa tendência.
  • De acordo com o Marketing Science Institute, menos de 0,5% de fãs de marcas no Facebook interagem ou se envolvem com a marca que curtiram nessa mídia social. Aqui existem duas hipóteses. A primeira, mais óbvia: as marcas não estão fornecendo o tipo certo de conteúdo. A outra, mais difícil de medir: os fãs que podem até mesmo curtir a marca no Facebook, mas preferem interagir com seus verdadeiros amigos!
  • A pesquisa realizada pelo Twitter sobre os 1.000 termos com maior volume de buscas simultâneas (Twitter Search) apontou que 17% deles dura menos de uma hora. Que insight essa estatística nos proporciona? Frequência é importante para os usuários de Twitter!
  • Segundo a BusinessWeek, 40% das contas e 8% das mensagens em mídias sociais são spam. É importante lembrar que as baixas taxas de aderência à e-mail entre jovens – sim, o e-mail está morrendo – são fortemente moduladas pelo volume de spam. É muito importante evitar isso em canais sociais e interativos! Se a sua marca faz spam e não dá a menor importância ao opt in, cuidado!
  • O Youtube divulgou que seus usuários assistem mais de 3 bilhões de horas de vídeo por mês! A dica aqui é entender que os vídeos dessa mídia precisam de forte apelo e curta duração. Os vídeos mais bem sucedidos são aqueles com menos de dois minutos.
  • A Nielsen publicou um dado surpreendente: cerca de 1 em cada 3 blogueiras são mães. Lembram do “Fenômeno Justin Bieber“? Mães são fortes influenciadoras e merecem a atenção da sua marca.
  • De acordo com a Experian, 91% dos adultos que possuem conexão com a Internet usam mídias sociais regularmente. Social Media faz parte da nossa cultura, do nosso comportamento e da comunicação. Sua marca está preparada para isso?

Impressionados?! Compartilhe com o Marketing Drops dados surpreendentes ou alguma experiência que você ou sua empresa tenham vivido em Marketing Digital! :)

Dicas para recrutar o Analista de Mídias Sociais dos seus sonhos!

Toda empresa – em especial as  pequenas – buscam talentos para facilitar a vida do Departamento de Marketing. Empresas menores não podem se dar ao luxo de contar com gerentes específicos para cada área do mix mercadológico e as ações acabam sendo estruturadas em conjunto, conforme é possível e viável.

O Marketing Drops já trouxe dicas sobre a estruturação de um time focado em mídias sociais e hoje vou falar sobre o recrutamento de estagiários e analistas de Marketing – indispensáveis em tempos de social media. Li um artigo muito bacana sobre o tema no blog da Hubspot e esse post é uma adaptação das sugestões para a realidade do mercado brasileiro.

Antes de anunciar vagas:

Sua empresa com certeza precisa de um analista, mas ela só deve contratar um se:

  • A equipe tem tempo para ensinar e treinar
  • Os líderes pretendem manter o novo talento a longo prazo
  • A organização permitir que o estagiário se ausente para fazer cursos e participar de programas de capacitação fora da empresa

Erros mais comuns:

  • Contratar um estagiário porque o diretor se sente atolado de trabalho;
  • Anunciar vagas de estágio sem que o restante do time fique sabendo;
  • Não ter objetivos e metas para o programa de estágio – a síndrome do “conforme forem aparecendo problemas, você vai aprendendo”. Fuja dessa!

Como definir atividades:

O analista/estagiário tem um papel bastante tático dentro de uma organização, é a pessoa que põe a mão na massa. Porém, essa história de só executar não existe! Se você está do outro lado da mesa, saiba que terá que pensar – e muito! Trazer ideias sempre, sugerir estratégias e não desistir, mesmo depois de alguns nãos.

Trabalhar com mídias sociais não significa que o trabalho do analista começa e termina no Facebook. Ele precisa estar conectado às tendências, buscar conhecimento técnico (estudar web e social media) e compreender os objetivos da empresa como um todo – sejam online ou offline.

Contar com uma relação de atividades a serem desempenhadas é essencial na hora de contratar. Sem essa visão do todo, fica impossível traçar objetivos e mensurar o desempenho do novo membro do time.

Algumas atividades do dia a dia do analista de mídias sociais:

  • Redação de textos
  • Triagem das interações em possíveis crises
  • Resposta para dúvidas e menções nas mídias sociais da empresa
  • Criação e manutenção de perfis
  • Execução tática de promoções (sorteios, concursos, etc.)
  • Monitoramento da marca nas mídias sociais através de softwares
  • Trabalhos com imagens que sejam mais simples (edições, adaptações, etc.)

Características desejadas em um analista de mídias sociais:

Não existe uma receita de bolo para o estagiário perfeito, mas algumas características são essenciais para quem quer trabalhar com qualquer vertente de Marketing Interativo. Dentre as características intangíveis, as principais são: curiosidade, pró atividade e relacionamento. Mídias sociais são baseadas em trocas de informação. Um analista conecta múltiplos departamentos, é ele que terá que buscar as respostas corretas e intermediar interesses nem sempre convergentes entre os setores. Se você odeia se relacionar/conversar/escutar, repense seu desejo de trabalhar na área!

Na parte técnica, as características desejadas são bem mais específicas:

  1. Conhecimento de gramática, ortografia e sintaxe: nada é pior do que erro de português na presença digital de uma marca. Revisar todos os textos antes da publicação por medo de encontrar algum assassinato à Língua Portuguesa é impraticável. Fique de olho na qualidade da escrita do candidato.
  2. Habilidades avançadas de redação: não basta escrever corretamente, é preciso escrever bem! Conseguir contar uma história, estruturar uma narrativa envolvente, ir direto ao ponto… Existem dicas que auxiliam o web writing e a adequação de textos em diferentes mídias sociais, um conhecimento que o analista deve dominar.
  3. Presença digital do candidato: é difícil confiar em quem fala mas não faz. Por isso, o candidato ideal mantém atualizadas suas redes sociais de forma consistente. Quem mantém um blog ganha pontos, porque é o tipo de projeto pessoal que exige disciplina, comprometimento e que dá vivência sobre estratégia de conteúdo na web. Estagiários, criem um bom perfil no Linkedin! Essa é a rede social de quem tem carreira – e não emprego – e lá estão discussões que não acontecem em outras mídias.
  4. Comportamento em mídias sociais: sem hipocrisias, somos todos avaliados em redes sociais. O que publicamos, comentamos e curtimos diz muito sobre nossa índole e sobre nossa maneira de encarar os limites entre o domínio público e o privado. Candidatos extremamente conectados, que saem compartilhando informações como se não houvesse amanhã costumam ser problemáticos – baixa capacidade de concentração são inimigos dos analistas de forma geral. Síndrome do “over-sharing”, piadinhas de mal gosto, racismo, preconceito e linguagem de baixo calão jogam contra um candidato – para qualquer vaga.
  5. Capacidade de análise: perfis analíticos tendem a sair-se bem em cargos que envolvam mídias sociais, especialmente devido à necessidade de monitorar a marca em meios digitais. A habilidade de analisar e a visão do todo são diferenciais para o estagiário 2.0.

Como estruturar a entrevista:

A melhor entrevista é dividida em duas etapas. Na primeira, uma conversa informal quebra o gelo entre a empresa e o candidato. São solucionadas dúvidas de ambos os lados, o recrutador explica as atividades que serão desempenhadas e o objetivo da empresa com aquela vaga.

Acho bacana que o tom seja de conversa e não de interrogatório, fica mais fácil perceber os comportamentos do candidato, como a curiosidade e a capacidade de relacionamento interpessoal. Ao fazer muito terrorismo e fulminar o estagiário com perguntas, o resultado será um só: medo. Quem tem medo fica nervoso, quem fica nervoso erra. A entrevista não existe pro ego do recrutador, existe para que se possa entender se o candidato se encaixa naquilo que a empresa busca.

Caso o analista em potencial possua perfil e competências emocionais condizentes com a vaga e estilo da empresa, ele poderá passar para a segunda etapa da entrevista: o teste prático. Confiar somente na conversa informal é muito arriscado, um estagiário precisa saber o que está fazendo.

Crie um caso prático e estipule um tempo para que o candidato resolva, como se fosse uma prova.

Sugestões de casos práticos:

  1. Problema de Marketing
  2. Briefing com objetivo para campanha
  3. Post pro blog institucional (aqui vale fornecer material para averiguar o aproveitamento de fontes externas);
  4. Questionário que avalie a visão do analista, quanto às oportunidades e ameaças de uma estratégia em mídias sociais para a empresa
  5. Conceituar uma crise fictícia em mídias sociais e questionar sobre as condutas que poderiam ser adotadas.

Onde encontrar candidatos:

Agora você já sabe o que procurar em um analista. Mas, onde eles se escondem?

Nas boas universidades! Tenha uma instituição de ensino como sua parceira nessa busca. Procure a coordenação dos cursos desejados, converse, explique seu objetivo e peça para que a vaga seja enviada aos alunos através da lista de e-mail interna. Cartazes, editais e boca a boca ajudam, mas o melhor é contar com pessoas chave dentro da instituição, que fazem a notícia circular com o impacto merecido.

Alguns cursos são especialmente bons como fonte de talentos para atuar com mídias sociais: Comunicação Social, Marketing, Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade & Propaganda.

Empresas com atuações mais técnicas, como design, economia e engenharia contratam estudantes dessas áreas com competências complementares para atuar em mídias sociais. Acho essa uma estratégia fantástica! Esse analista não será um peixe fora d’água no escritório e a polivalência auxilia o dia a dia em empresas com rotinas mais específicas.

Parceiros verticais ajudam muito no processo! Bons exemplos: Seção Jovens da Cia de Talentos e a ferramenta focada no Twitter Social Vagas. Se a sua empresa já conta com presença digital e um dos objetivos para mídias sociais for a atração e retenção de talentos, use os canais oficiais para divulgação. Isso mostra que a empresa está engajada em fazer uso estratégico das ferramentas que possui.

Remuneração:

A remuneração para o cargo de analista de Marketing varia bastante, dependendo da região, maturidade do mercado e porte da empresa. Para equipes pequenas e médias, o salário varia entre R$600,00 e R$1.500,00 – podendo haver benefícios extras. As variáveis: nível de conhecimento técnico, já ter concluído a graduação, potencial para desenvolver estratégias e as habilidades múltiplas (Ex: o candidato consegue ser alocado em diversas funções sem perder qualidade – tem conhecimento de photoshop, redação e excel).

Paciência é ingrediente essencial para a busca de estagiários e analistas! Não deixe para em cima da hora, planeje essa etapa, garantindo que você terá tempo para procurar por um bom profissional. Boa sorte! :)

Sua empresa precisa de auxílio para maximizar resultados em redes sociais? Entre em contato com Camila Renaux Consultoria em Marketing Digital!

Sorria! Seus dados estão sendo monitorados

Uso de dados pessoais na Internet

Tracking ou rastreamento é o processo que permite conhecer três variáveis: “o que” (objeto), “de onde” (origem) e “para onde” (destino). Esse conceito não se aplica somente à bens e produtos, ele também é válido para dados. Ao “navegar” pela Internet, deixamos rastros de nossas ações em URLs (Uniform Resource Locator) e cookies (testemunhos de conexão), que podem ser rastreadas e gerenciadas por softwares.

Sim, é possível saber que você esteve no Portal Terra, navegou na seção de esportes, depois visitou a seção de carros, logou no Facebook – onde curtia páginas sobre esportes e carros – e ao realizar uma busca pela palavra “Ferrari”, clicou no primeiro resultado – um link pago.

A inteligência de cruzar esses dados é a nova corrida do ouro na Internet. Ela acontece virtualmente e tem um objetivo claro: entender o que você procura, de onde, para onde, quando e como. Não é esse o sonho de todo profissional de Marketing? É também a mina de ouro das empresas .com e de publicidade segmentada ! Resultado “quase” garantido para o anunciante.

Quando o Google modificou sua política de privacidade em março, consolidando as mais de 70 regras diferentes – uma para cada produto – em uma só política, a empresa alegou somente transparência e facilidade de entendimento de regras antes desunificadas. Mas não existe almoço grátis. Nem no Google! O botão “DNT” (do not track ou “não rastrear”) define a permissão sobre a coleta e utilização de dados dos usuários para levantamentos, pesquisas de comportamento e diretrizes comerciais. E se o botão “DNT” não for marcado? Nesse caso você também orientará a forma como a informação é exibida em buscas, no Youtube, na rede de blogs e claro,  em anúncios – é através de publicidade segmentada que o Google ganha dinheiro.

A política de uso do Facebook também já foi alvo de polêmicas, já que as fotos deletadas da interface pelo usuário demoravam até 3 anos para serem completamente deletadas dos servidores, podendo ser acessadas diretamente pela URL. Tudo isso compreensível, já que deletar é algo muito complexo para um servidor – tecnologicamente falando – mas os participantes da rede social enxergaram isso como algo ruim. Os interesses dos usuários – as páginas e temas curtidos – também orientam a publicidade que é apresentada a cada um de nós.

Há duas maneiras de encarar: uma é positiva, afinal, ser bombardeado por publicidade em massa como nos antigos portais era o caos da navegabilidade. Se eu odeio futebol por que devo ser obrigada a ver anúncios sobre esse tema? Por outro lado, isso entrega ao Facebook – que pode repassar isso através de API – poder de inteligência de mercado de forma pouco transparente para os usuários. Por que pouco transparente? Porque ninguém lê termos de uso enormes, apenas marcam o checkbox com o “aceito”. Isso não lembra as letras miúdas de contrato? Os esforços das redes sociais em usar vídeos e tutoriais amigáveis para lançamento de novas funcionalidades caberia muito bem aqui, facilitando a compreensão e ganhando em transparência.

Uma sacada é o uso da funcionalidade “Connect with Facebook”, que já foi discutida como estratégia mercadológica aqui no Marketing Drops. Vamos relembrar:

Existe uma razão para essa funcionalidade existir que vai além do óbvio “passamos o dia inteiro conectados ao Facebook”. É que nós, seres humanos, somos naturalmente preguiçosos e odiamos nos cansar. Preencher novos perfis levam à quedas absurdas de conversão e conectando através do Facebook perdemos menos tempo e ficamos mais suscetíveis a participar. Outro ponto é o medo de inserir dados pessoais em cadastros. E tem mais: informação vale ouro na web e ao apertar o botão de connect with facebook você acaba permitindo que o aplicativo saiba que você é solteiro e adora balada, por exemplo. Facilita muito a segmentação e as marcas sabem disso!

Os softwares de monitoramento de mídias sociais também entram nessa vertente. Você sabia que as marcas monitoram o que você posta no Facebook e em comunidades do Orkut? Sorria! Muitos usuários sentem-se lesados ao tomarem conhecimento que suas conversas com amigos são monitorados, quando ocasionalmente citam alguma marca.  Mas as mídias sociais são instrumentos fantásticos para o tomada de decisão. Lá são expressas opiniões, desejos, medos e tudo isso vale ouro para o mundo corporativo. Conseguem entender porque isso é tão importante? Internet é domínio público, seja consciente com o conteúdo que você produz!

No documentário da BBC, fala-se muito sobre Inteligência Coletiva: dados que circulam na nuvem – redes sociais, e-mails, smartphones, sistemas de geolocalização e buscadores que individualmente formam uma extensão de nossa maneira de agir, tomar decisões e pensar. Se isso for projetado de maneira global, temos o imenso poder coletivo das multidões. Gostei do exemplo dado no documentário: “Quanto custa saber quem será o próximo presidente dos EUA?” A analogia é essa!

Não seria fantástico se sempre encontrássemos o que procuramos, com o mínimo de esforço? Essa inteligência de dados permitirá isso. O Youtube já engatinha nesse sentido, ao apresentar vídeos relacionados com aquilo que assistimos anteriormente, assim que acessamos o site. Outro exemplo muito bacana é do Foursquare, que dá dicas baseadas nos lugares que você frequenta e também nos lugares frequentados por pessoas com interesses similares aos seus! Para usufruir dessa incrível vantagem – contar com um dispositivo que conhece seus hábitos e gostos e fornece dicas que realmente funcionam – compartilhamos dados pessoais. Essa troca parece justa?

Temos a tendência de entender tudo isso de forma negativa, como se houvessem os mocinhos de um lado e os bandidos de outro. Mas a vida real não funciona assim. Temos apenas interesses envolvidos. Não levanto a bandeira da total privacidade, apenas acredito que o combinado nunca é caro. Transparência e educação digital são pilares do uso consciente de qualquer plataforma web.

Qual a opinião de vocês sobre o tema? Compartilhe aqui no Marketing Drops! :)

O que sua marca pode aprender com Justin Bieber

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Deixe os preconceitos de lado. Antes de falar mal de um menino de 18 anos, com um corte de cabelo nada convencional e que sempre chega acompanhado de gritos histéricos de pré adolescentes, reflita. Justin Bieber é um fenômeno viral e ele tem muito a ensinar para sua marca.

Tudo começou com uma mãe coruja de uma pequena cidade no Canadá que postava no Youtube vídeos de seu filho cantando. Em 2007, o empresário Scooter Braun acidentalmente assistiu um dos vídeos de Justin. Ele usou a internet para fazer buscas até conseguir entrar em contato com a mãe dele. Depois de assinar contrato com o pequeno prodígio, na época com 14 anos, Scooter conversou com o cantor Usher, que aceitou conhecer Bieber, depois de acompanhar o desempenho do menino no Youtube. Esse encontro está entre os vídeos mais vistos do canal até hoje. Justin Timberlake também estava interessado nos rendimentos que aquele canal no Youtube – já com milhares de views – podiam trazer, e a repercussão começou no showbizz americano. Ali nascia um fenômeno.

Hoje, 3% dos servidores do Twitter são dedicados ao astro e até a forma de rankear os Trending Topics foi alterada, apenas para que ele desse chance à outros assuntos mais falados. As fãs criaram a hashtag #pattiesson (o filho de Pattie, nome de sua mãe) para burlar o novo critério e coloca-lo de volta ao posto de número um dos TT mundiais. Conseguiram. Wow, show some respect!

Nada pode ser mais web 2.0 do que a história de Bieber, é puro broadcast yourself. Os profissionais de Marketing Digital sabem que 10 entre 10 marcas desejam um viral positivo para chamar de seu. Afinal, o que Justin Bieber nos ensina sobre isso?

Adeque sua oferta ao desejos da sua demanda

Justin Bieber tem um público alvo muito bem definido e também uma proposição de valor adequada aos desejos desse segmento – a geração Y.  São adolescentes e pré adolescentes com todos os anseios que essa fase permite: desejo de pertencimento à um grupo, amplo acesso à Internet e mídias sociais, identificação com a carinha de criança e com o corte de cabelo inusitado e pais com disposição para gastar dinheiro em qualquer produto que estampe o astro. Se a sua marca quer ter sucesso com um determinado público alvo, não basta entende-lo. É preciso adequar produtos e conceitos àquilo que esse público espera.

Exponha-se

Se a mãe de Justin não criasse um canal para divulgar seu filho, ele não teria dado o primeiro passo para o estrelato. Para muitos céticos, a chance de sucesso ao longo desse funil é praticamente nula, mas a verdade é que quem não é visto não é lembrado. Justin se apresentou para Usher e postou o vídeo no Youtube. E se ele houvesse fracassado? Na época seu canal já contava com milhares de assinantes! Foi um risco que ele preferiu correr ao expor sua imagem dessa maneira. A lição é a mesma para a sua empresa: mantenha investimentos em comunicação e corra riscos calculados com a imagem da sua marca.

Dê atenção aos seus clientes de forma genuína

Tá aí um dos grandes talentos de Justin Bieber. Ele responde tweets de fãs quase todos os dias! Para quem conta com mais de 18 milhões de seguidores no Twitter e 41 milhões de fãs no Facebook, essa tarefa não deve ser tão fácil. A forma de escrever nas mídias sociais e a aparente preocupação em interagir com seus fãs faz crescer o engajamento com o público, que retribui viralizando conteúdo, especialmente os de divulgação de singles e shows. Sua empresa tem o hábito de telefonar para clientes e perguntar se precisam de auxílio, se está tudo bem com o produto/serviço adquirido? Caso a resposta seja não, fica fácil entender porque sua marca não é viral. Nossa identificação com quem nos ajuda e ensina é um laço forte, que atrai advogados de marca e evangelizadores. Faça o teste!

Defina um posicionamento e mantenha-se nele

Justin tem jeito e fama de bom moço. Em muitas entrevistas, comentava sobre as regras severas de disciplina que sua mãe impunha, e contava que as respeitava sempre. Caso as notas na escola não estivessem boas, ficava de castigo, longe do celular e do computador. Esse é o posicionamento do cantor: menino obediente e apegado à mãe, que segue regras e tenta levar uma vida normal, apesar do talento e da fama. Posicionamento é aquilo que os outros pensam de você, o espaço que sua marca ocupa na mente do consumidor. Aqui vale a máxima: quem tenta agradar a todos, não consegue agradar ninguém. Defina o posicionamento de sua marca com base em seu  público e proposição de valor. Evite muda-lo ou executar ações não condizentes, a inconsistência invariavelmente leva ao fracasso.

Use capital social ao seu favor

A maior vantagem em contar com alto engajamento é poder usar capital para divulgação. Recapitulando: capital social são todas as pessoas que se relacionam com sua marca através de laços fortes ou fracos. As Beliebers são as evangelizadoras de Justin Bieber e  grandes responsáveis por fazer com que o estilo do cantor tenha virado mania ao redor do mundo. A última grande ação mobilizada pelas fãs foi a tentativa de quebrar o recorde de número de menções em mídias sociais em 24 horas, viral que ganhou as manchetes do mundo. Aqui tem um infográfico muito legal sobre a repercussão da ação no Brasil. Se a sua marca contar com um elevado capital social, poderá usufruir da geração de mídia espontânea totalmente gerada pelo público, exigindo pouco ou nenhum esforço publicitário da marca.

Os agressores existirão. Justin Bieber tem muitos desafetos, mas isso não representa nenhum risco para sua estratégia, já que seu número de evangelizadores é muito maior. Não deixe que eventuais críticas desmotivem o trabalho que está sendo construído. Para aumentar as chances de sucesso, use técnicas de planejamento e gestão de crises.

Plataformas de crowdsourcing para fazer o bem!

o que é crowdsourcing

Que tal usar crowdsourcing para filantropia? Sim, é possível fazer o bem sem olhar a quem através de plataformas colaborativas! Além do financiamento, os projetos podem envolver novos apoiadores, eleitores e defensores.

Se as idéias que você está procurando podem fornecer soluções mais rapidamente através da colaboração e com a entrada de novos membros, é possível fortaler o projeto dessa forma! Além disso, por envolver as pessoas nos estágios iniciais, todos vão se sentir mais conectados ao projeto e provavelmente, repetirão o apoio e a viralização.

Crowdsourcing não é milagre – só por construí-lo não significa que os doadores virão como mágica. É preciso mobilizar amigos, familiares e formadores de opinião. Uma dica: envolva-se com as comunidades de nicho online, se você quiser ter sucesso.

O Marketing Drops apresenta algumas plataformas que tiveram campanhas bem sucedidas. Infelizmente, são todas causas de fora do Brasil. Mas fica a inspiração e o convite para as iniciativas nacionais ganharem espaço! Se você tem um case legal, compartilhe =)

1. Crowdrise

Plataforma para levantar fundos, super eficaz e com mecânica divertida.

O foco são instituições sem fins lucrativos ou mesmo pequenos grupos ou indivíduos que tenham uma causa a defender. Muitas empresas – em busca de bons projetos para apoiar em práticas de responsabilidade social – encontram nesse agregador uma excelente opção. Aqui, uma “maratona do bem” uniu esporte às causas sociais. Legal, né?!

crowdrise

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2. KickStarter

Plataforma para captação de recursos para projetos em uma comunidade que fornece estrutura de recompensa. O foco é claro: qualquer projeto criativo!

Apesar de trabalhar com angariação de fundos,  a Kickstarter, que recentemente chegou a um milhão apoiadores, é para financiamento de projetos de fotografia,  cinema, publicação e tecnologia. Este não é o lugar ideal para causas sem fins lucrativos ou ações sociais do tipo “Doe R$1,00” e sim, para viabilizar projetos que podem fomentar esse tipo de ação.

Tem um “quê” de compra coletiva, já que  Kickstarter exige que você alcance seu objetivo a fim de receber o dinheiro.

 

Kickstarter

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3. OpenIDEO

É um processo de “ideation” que acredita que mais cabeças pensam melhor que uma! O foco são aqueles que procuram resolver um problema ou então, para quem busca uma ideia genial.

A plataforma  é uma maneira de incluir mais pessoas no processo através de brainstorms, concepção e avaliação. OpenIDEO possui parceiros sem fins lucrativos para apresentar à comunidade questões sociais do tipo “desafio”.  Os membros contribuem para o processo de feedback de cada passo até que uma solução seja criada – e apoiada – pela comunidade. Conceito totalmente inovador!

 

OpenIDEO

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Quer saber mais sobre crowdsourcing? Tem muito mais no Marketing Drops!

Como avaliar um site – parte III

como avaliar um site

Hoje vamos abordar a última etapa da avaliação de um site através de atributos técnicos, abordando os pontos interativos e de engajamento (Marketing Interativo). Lembrando: a avaliação começa com os atributos intangíveis, seguida de análise de Arquitetura da Informação, Usabilidade e Web Design.

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

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Interatividade

O conceito de ponto interativo é muito importante na hora de avaliar um site. Interatividade é permitir a troca de informações e diálogo entre usuário e empresa. Pesquisas apontam que há proporção direta entre o número de pontos interativos e a taxa de conversão de um site. É a cara da web 2.0! Exemplos de pontos interativos:

  • Seção contato
  • Chat online
  • Comentários em notícias
  • Blog corporativo
  • Funcionalidades para compartilhar em mídias sociais (o botão “Curtir” é um deles)
  • Central de Atendimento
  • Links de acesso rápido para adquirir/conhecer produtos
  • Funcionalidades para fazer “Trial” ou agendar visitas “sem compromisso”
  • Tudo aquilo que permite que o seu cliente converse com a sua empresa

Social Media

Antes do conceito de CG social, haviam empresas que nem inseriam links para as mídias sociais oficias dentro do site. Era um tempo em que não se pensava em usar isso como tática para SEO e poucas marcas possuíam uma estratégia clara sobre social media marketing.

Não basta estar no Twitter e colocar um passarinho no cross content da Home. É ter engajamento, saudabilidade, política de resposta e canais de comunicação. Sem dúvida, é um plus para a presença digital, especialmente para aquelas que apostam no Inbound Marketing como diferencial competitivo.

Exemplos: um canal no slideshare dentro da área de suporte, uma wiki para auxiliar no pós venda e uma FanPage para dinamizar a Comunicação. Nem só de site vive a sua marca! Um case bacana é o da Coca Cola, que realizou um de seus processos seletivos para trainess somente via Linkedin e usava as demais mídias para orientar os candidatos. Um processo que costuma ser estressante – o preenchimento de dezenas de campos de formulário – acabou se tornando interativo.

Conteúdo

Tá aí a grande estrela do Marketing Digital! É por causa dele que visitamos blogs, que voltamos à um site, que seguimos pessoas no Twitter. É só por causa do conteúdo que o Google existe! Para organizar informação na hora de buscar por conteúdo. Por isso, crie conteúdo específico e relevante para cada canal, seja ele o site ou a FanPage.

Lembre-se que o usuário padrão não lê na web, apenas passa os olhos, “escaneando” o conteúdo. Outro conceito importante é o de leitura em F e seu papel no aumento da conversão. (Obs: conversão é tudo aquilo que a sua marca tem como objetivo através do site, desde uma compra ou contato para adquirir um produto até um compartilhar em mídias sociais).

Compartilho com vocês uma excelente palestra sobre conteúdo orientado à SEO que vai ajuda-los muito!

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Chegamos ao fim da avaliação de uma presença digital eficiente. Os atributos técnicos não são somente esses e a profundidade com que podem ser estudados extrapola a síntese dos posts.

Importante: sites que cumprem com essas diretrizes estão otimizados para motores de busca e ganham pontos valiosos em SEO. Mais uma razão para a sua marca contar com qualidade técnica na web.

Espero que tenha gostado! Em caso de dúvida, entre em contato com o Marketing Drops :)

Como avaliar um site – parte II

como avaliar um site

Agora que já sabemos como avaliar um site através de atributos intangíveis, é hora de entender como funciona uma avaliação através de atributos técnicos. Hoje vamos falar sobre Arquitetura da Informação e Web Design. Mãos à obra!

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

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Acessibilidade

Sistemas que provêm acessibilidade são plataformas que permitem que todos usufruam dos recursos oferecidos. Pode ser um leitor para deficientes visuais ou um site mobile para quem tem tablet ou celular poder ter uma experiência bacana ao navegar.

Na Internet, o termo acessibilidade tem tudo a ver com a W3C (world wide web consortium), um consórcio com mais de 300 organizações que visam regulamentar as boas práticas e padrões, inclusive de código (HTML, XHTML, CSS, DOM, etc), para o desevolvimento web.

Pensar em acessibilidade é mais do que pensar em “acesso aos cegos”, afinal, os motores de busca também são “cegos” e para otimizar sua presença digital para SEO você precisa pensar nisso!

Para validar o site para estes padrões acesse: http://validator.w3.org e avalie os erros encontrados.

Qualidade do Código

A validação do site pelas recomendações da W3C é muito importante para garantir a qualidade do desenvolvimento de um site.

A linguagem de marcação (HTML, XHTML, XML) e a linguagem de estilo (CSS) tem como objetivo organizar e diagramar o conteúdo das páginas da Internet, exibindo o site para o usuário. Cada uma dessas linguagens possui suas “palavras” e “significados” – tags que possibilitam o entendimento das páginas pelos motores de busca e navegadores – e que compõe o código semântico.

Infelizmente, muitas agências e produtoras web não empregam a forma semântica de usar tags e atributos e acabam desenvolvendo sites repletos de “gambiarras”, formas mais rápidas e baratas de entregar desenvolvimento web. Exemplos mais comuns:

  • Sites desenvolvidos inteiramente como tabelas (que na forma semântica devem ser usadas apenas para dados tabulares),
  • Páginas inteiras que são apenas tags <iframe> apontando conteúdo de outra página sem qualquer desenvolvimento (que na forma semântica são usados para fazer “embed” de vídeos do Youtube, por exemplo),
  • Sites desenvolvidos inteiramente em flash – impossíveis de serem lidos pelos motores de busca e que impedem o compartilhamento de conteúdo.

Usabilidade

Usabilidade é toda uma ciência que estuda a facilidade de usar um determinado objeto ou ferramenta. Quando falamos de um site: é necessário avaliar o fluxo de navegação (onde você clica para ir a uma determinada seção), os menus, nomenclaturas, ícones e lembrar da máxima de um dos papas da usabilidade, Steve Krug: “Não me faça pensar!“.

  • As ações devem ser intuitivas. É terrível quando alguém “tem uma sacada brilhante” e muda uma convenção (Ex: o carrinho de compras de um e-commerce) só para ser diferente.
  • Na web, o óbvio é o que deve ser feito.
  • Usabilidade é pensar em arquitetura da informação – nosso próximo tópico – e organizar o conteúdo de forma amigável.
  • Evite o esforço desnecessário do usuário em cliques (menos é mais) e use cross contents (conteúdo cruzado) relevante.

Sei que é clichê, mas beleza não põe mesa! Site não tem que ser só bonito, tem que gerar conversão e trazer dinheiro pro seu bolso. Não comprometa o resultado por algo que pareça bonitinho, como fontes lindas que na verdade são imagens e impedem o “copiar” e “colar” na hora de compartilhar. Para saber mais, recomendo o site do “Jedi” da usabilidade, Jakob Nielsen, e o Usabilidoido – um blog divertido e útil sobre o tema.

Arquitetura da Informação e Web Design

A arquitetura da Informação é a diagramação de uma presença digital dentro dos preceitos da Usabilidade. Infelizmente, pouca gente dá bola pra ela, por achar que “é só ir montando o site”.

Na hora de avaliar uma agência ou produtora, seja criterioso nesse item e reforce que é um pré-requisito para o desenvolvimento.

Existem avaliações super técnicas baseadas nos objetivos do usuário e micro processos que orientam o desenvolvimento de uma arquitetura eficiente, como a análise heurística e os testes A/B e também os focus groups, que usam fragmentos de público alvo para definir o que vai onde e porquê.

Falando exclusivamente deste tópico, o site da Dermablend é um exemplo de site com muito conteúdo e múltiplas seções no qual é possível se encontrar e ter uma boa experiência.

O web design dará vida ao projeto, propiciando o que é conhecido como experiência do usuário. É interessante notar como a cultura de cada país costuma influenciar esse quesito: americanos adoram sites com visual mais poluído, repleto de conteúdo. Os brasileiros já são mais sensíveis ao layout e gostam de sites que sejam esteticamente agradáveis.

Para ajuda-los a entender mais:

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No próximo post vamos falar sobre engajamento e pontos interativos. Será a última etapa na avaliação de sites, stay tunned!

Como avaliar um site – parte I

como avaliar um site

Vocês já se perguntaram sobre o que faz um site ser bom ou ruim? A partir de hoje começarei uma série de posts ensinando a avaliar um bom website e por consequência, orientando-os a construir uma presença digital relevante.

Vou dividir o conteúdo em etapas, sendo a primeira delas os atributos intangíveis da marca. A partir de então falaremos dos atributos técnicos, para facilitar a compreensão.

Leia na íntegra:

Como avaliar um site parte I

Como avaliar um site parte II

Como avaliar um site parte III

 

Entenda o Branding:

Para começar é preciso falar de branding porque a avaliação de um site começa com o seu objetivo de mercado, aquilo que ele busca alcançar através da internet. Essa história de investir em site apenas para estar na web só funcionava até 1995.

Aponte os benefícios percebidos:

É preciso entender os atributos intangíveis da sua marca, aquilo que ela realmente vende. Como assim?

É preciso lembrar que nenhuma marca vende um produto. Ela vende um benefício.

Você não precisa de um carro, precisa de um meio de locomoção. Não precisa de um laptop, precisa de mobilidade. Não precisa de um celular, precisa de comunicação móvel.  Se sinal de fumaça funcionasse bem, você compraria isso ao invés de um Nokia. Viu só? Atributos intangíveis.

Quem entendeu muito bem esse conceito foi Steve Jobs, que disse: “se eu perguntasse através de pesquisa de mercado o que meu cliente buscava, ele diria um CD com capacidade para 5.000 músicas, jamais explicaria o conceito de um iPod.” Antes de Jobs, Henri Ford também usou o benefício para mudar o mercado, criando o automóvel produzido em larga escala.

Esse tipo de questionamento é muito importante para toda a estratégia, inclusive a de produto e comunicação da sua marca. A Nike vende atitude. A Disney vende magia! A Porsche vende charme. Você achava que a Kopenhagen vendia chocolates? Não! Ela vende presentes.

Mapeie a concorrência:

Percebeu como o que foi falado agora muda até mesmo sua ideia sobre concorrência?

O Mc Donald’s considera como principais concorrentes de seu produto no Brasil os cinemas. Como ele vende diversão e entretenimento para jovens, que geralmente não possuem grana para os dois programas, ele pode perder receita para um filme de ação. Aqui vai outra dica importante: competição pela renda. Quem compete pelo dinheiro do seu cliente com a sua marca? Os principais concorrentes de um curso de MBA podem ser as construtoras, que vendem apartamentos para os recém casados em processo de alavancagem na carreira.

Traduza o foco:

Entender sobre foco empresarial é muito importante para evitar a Miopia de Marketing, típico de quem acha que a Nike vende tênis. Isso pode significar a falência de uma empresa, como aconteceu com alguma ferrovias americanas, que acreditaram que seu negócio não era transporte e sim, malha ferroviária. Foram engolidos pelos aviões e carros.

Avaliação na prática:

A partir de agora, estruture uma planilha  com os principais atributos intangíveis da sua marca. Para cada um deles, dê notas avaliando a comunicação desses atributos no website da sua empresa. Ela vende requinte e sofisticação e o site é todo vermelho? Vende conhecimento e o site foi atualizado ano passado? Hm.. isso merece nota baixa!

 

como avaliar um site através de atributos intangíveis

 

Experimentem começar esse exercício de Marketing. Poucos profissionais fazem isso, e ele será um divisor de águas do pensamento estratégico da empresa.

No próximo post falaremos sobre os atributos técnicos. Até lá! :D