Fome de Poder – Lições de Marketing

Fome de Poder Lições de Marketing - Camila Renaux

Oi, pessoal! No post de hoje vou comentar as lições de Marketing do filme FOME DE PODER, que narra a história real da criação do Mc Donald’s, sua estratégia empresarial e a história de seu “fundador” – Ray Kroc. Tem no Netflix! O filme é cheio de sacadas de Marketing! Vem comigo e se joga!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra lá no fim desse post, diretamente do meu canal no Youtube.

1. CONHEÇA O SEU PÚBLICO

O público alvo do Mc Donald’s são as famílias. Mas as ofertas existentes antes da sua criação eram primordialmente drive-ins, locais de festa e bagunça, frequentados por jovens. A rede de fast food soube entender que seu público era diferente e focou em um produto mais adequado e um ambiente familiar, com bancos e locais para sentar. EssE era o DIFERENCIAL!

Em outro momento do filme, essa adequação de público aparece também para os franqueados – outro público de interesse. Endinheirados da cidade não cuidavam das franquias com o esmero que Ray Kroc esperava e isso era péssimo para a marca. Ao  franquear para casais que faziam do restaurante sua “segunda casa”, trabalhavam juntos e cuidavam dos mínimos detalhes, o Mc Donalds tinha melhores resultados. Saber quem é o seu público e adequar sua oferta para ele é chave para ter um diferencial!

 

2. TENHA UM PRODUTO PRIMOROSO

O filme mostra o trabalho incansável dos irmãos Mc Donald’s para encontrar o processo perfeito para a cozinha, rapidez no atendimento e até o número de fatias de picles que cada hambúrguer deveria ter – um esmero sem fim com o produto! Mesmo quem não tem um centavo para investir em Marketing consegue construir marca e reputação com um bom produto percebido (pelo seu cliente, não por você mesmo!) e processos primorosos. Quem é excelente é lembrado, recomendado e dificilmente esquecido! 

 

3. VENDER NÃO É O MESMO QUE LUCRAR

Essa lição parece óbvia, mas na prática ela pega muitos de nós. É que faturar não significa lucrar e muitas vezes temos excelentes resultados de vendas e mesmo assim não sobra (ou falta!) no final do mês. Isso se dá por não respeitarmos as margens de lucro, seja por estarmos com gastos elevados ou por alguma prática muito agressiva de promoção baseada em descontos. Não foi diferente com Ray Kroc, nosso protagonista. O Mc Donald’s já ia bem, abria novas franquias, vendia como nunca. Mas a marca devia ao banco e não conseguia pagar os empréstimos. As margens de lucro da venda de hambúrguer não cobriam os investimentos que estavam sendo realizados, havia “descasamento” de fluxo de caixa e a estratégia de vendas não estava alinhada com as necessidades financeiras da empresa. Quem nunca? Não basta vender mais, é preciso vender melhor!

 

4. SAIBA QUAL É O SEU NEGÓCIO

O momento de ouro do filme! Super romantizado, como se fosse um passe de mágica, mas me fez pensar muito! Ray Kroc encontra um consultor, Harry Sonneborn, e com ele chega a conclusão que o Mc Donald’s não está no ramo de alimentação e sim, no ramo imobiliário! É tudo sobre a localização de cada loja. A sacada é ser dono dos pontos de venda, usa-los como garantias bancárias para financiar o crescimento das franquias e ter os imóveis no patrimônio da empresa. Esse é um exercício para todos nós, verdadeiras perguntas mágicas: O que eu verdadeiramente vendo e qual a estratégia que vai garantir a minha consolidação?

 

5. DÊ IMPORTÂNCIA À CONSTRUÇÃO DA MARCA

Ray Kroc afirma que ao ver os arcos dourados do Mc Donald’s enxergou ali uma nova igreja – e que não abriria somente aos domingos. Ele considerava o nome “Mc Donald’s” um símbolo da cultura americana, o cerne de um estilo de vida. Branding (construção de marca) é caro, leva tempo, demanda investimento em Comunicação e é tarefa das mais complexas! Qual o símbolo da nossa estratégia de branding? Ela vai além de um logotipo? Não subestime o poder de uma marca!

 

6. SEJA VOCÊ MESMO E SEJA COERENTE AO SEU ESTILO

Ray Kroc é bem Darth Vader. Ele vai pro lado negro da força e lá permanece, fiel ao seu estilo, às suas metas, àquilo que acredita, uma determinação cega. Eu fiquei bem tentada a critica-lo sem dó nem piedade, talvez por ter valores diferentes e crenças contrárias. Mas também ouvi colegas comentando sobre tudo que construiu, um legado, uma história de superação, etc. Eles também tinham razão… Me dei conta que, em um momento em que há fórmulas para tudo e polaridade de opiniões, só nos resta ser quem somos e respeitar isso, agindo com ética e coerência – à luz do nosso estilo próprio. Se ele está certo ou errado, é feliz ou triste, é tudo perspectiva. E o que é sucesso para mim? Estou alinhada com isso ou lutando para me adequar à uma realidade que não me representa? Permitir-se escolher e a partir dessa escolha bancar ser quem é!

 

E você, o que achou do filme? Conte nos comentários! Até a próxima! :)

Livros de Marketing que amei ler

Melhores Livros Marketing Digital Camila Renaux

Oi, pessoal! No post de hoje vou dar dicas sobre livros de marketing que eu amei ler! Não basta ser importante, a leitura precisa ser agradável também! Vem comigo e se joga!

Se preferir, confira o vídeo na íntegra lá no fim desse post, diretamente do meu canal no Youtube.

  1. A Imaginação de Marketing de Theodore Levitt e o artigo A Miopia de Marketing

Um livro antigo, da década de 60, mas que como todo clássico, ainda é atual. O autor define um dos conceitos mais impactantes do Marketing, o de Miopia – confundir a proposição de valor, ou aquilo que você verdadeiramente vende, com o seu produto. Por exemplo: quem compra uma BMW não está comprando um carro e sim, status. Por isso, a razão de existir da marca BMW e seus atributos intangíveis precisam estar alinhados e ser comunicados visando esse objetivo. A sacada é: o que eu verdadeiramente vendo? Qual a razão de existir da minha empresa ou marca?

  1. Reimagine de Tom Peters

Um livro visual e que tem cara de revista, super agradável de ler. O tema é como conquistar um diferencial, ou seja, ele complementa o conceito do livro de Theodore Levitt visando o “ser e o parecer”. Não apenas ter produtos fantásticos, porém desconhecidos ou ter uma Comunicação impactante e ampliada, mas cujo produto/serviço ofertado não consegue sustentar. A proposta do autor é a de reinventar o seu negócio, buscando diferenciais exclusivos. Em mercados muito competitivos, nos quais a competição muitas vezes é definida pelo preço, é uma leitura que pode inspirar e trazer ideias valiosas para o dia a dia.

  1. Posicionamento – A Batalha por sua Mente de Jack Trout e Al Ries

Posicionamento é o espaço que ocupamos na mente do nosso cliente. É como se fosse a gaveta na qual ele guarda a informação sobre quem somos, o que acha de nós, enfim, como nos percebe! Sabe aquela coisa de “primeira marca quem vem à mente quando pensamos em um produto”? É isso! Esse é um desafio tão grande para todos nós que esse livro vira leitura obrigatória, nem que seja para pelo menos termos ideia desses conceitos e de como o processo de posicionamento funciona. Conhecer mais sobre o tema é apaixonante e a leitura, prazerosa!

  1. A Estratégia do Oceano Azul de Chan Kim

Um dos meus livros favoritos e daqueles que de vez em quando releio, só para me inspirar novamente. O conceito primordial é criar negócios inovadores, repletos de diferenciais e que criem um posicionamento único e forte na mente do consumidor. O oceano vermelho é aquele no qual há concorrência acirrada, briga por preço e a demanda já é existente. O oceano azul é aquele na qual criou-se uma nova demanda, não há concorrência e não há briga por preço, só pelo valor percebido. O livro é bem prático e cheio de exemplos! O mais impactante, na minha opinião, é o do Cirque du Soleil, na qual o autor defende o uso da metodologia de quatro quadrantes – ELIMINAR, REDUZIR, CRIAR e ELEVAR e a explica de forma didática e acessível a todos. Leitura recomendada e das mais agradáveis!

  1. A Cauda Longa e Grátis, ambos de Chris Anderson

O autor é tão fantástico que merece o combo, é impossível escolher um só. São livros que você devora, não consegue parar de ler! No primeiro, A Cauda Longa, Chris Anderson cria o conceito de explorar os mercados de nicho ou mercados segmentados. Em um exemplo usando livros, segmentos ou nichos seriam, por exemplo, livros de terror com palhaços. Já os best-sellers, seriam os mais vendidos da livraria, como Harry Potter ou 50 Tons de Cinza. Anderson prova que através da Internet é possível gerar tanta receita com produtos de nicho quanto se geraria com produtos best-sellers (mais vendidos). A lição é: conheça seu público! E claro, não tenha medo de ser específico e de ter foco. Quanto mais segmentado, mais assertivo e mais fácil se posicionar.

Já no incrível Grátis, Chris Anderson vai além e mostra como ofertas gratuitas podem fazer a diferença na estratégia da sua empresa. O livro é cheio de exemplos e casos inspiradores! A principal mensagem é a que, mesmo ofertando algo gratuitamente, é possível alcançar margens de lucro altas. O autor explora conceitos como Freemium, uma estratégia na qual existem produtos grátis, mas também produtos precificados e focados em necessidades específicas. É de explodir cabeças e chorar quando termina!

  1. Fazendo a Estratégia Acontecer de Fernando Luzio

Um livro prático, cheio de exemplos, muito bem diagramado e que sempre recomendo para quem vai fazer TCC ou precisa defender e implementar estratégias em organizações. Nosso maior desafio na maioria das vezes é a implementação e não o planejamento. Esse livro me cativa porque fala desse tema polêmico e muitas vezes subvalorizado de forma muito prática. Se você estiver passando por um Planejamento Estratégico de Marketing (PEM) vai gostar dessa dica! E por ser bem acessível e de fácil compreensão, o livro é bem agradável e cumpre o papel de leitura que adoramos :)

Espero que tenham gostado do post! Tem algum livro de Marketing preferido? Conte nos comentários! Até a próxima! :)

Concorrentes usam o nome da sua marca no Adwords? Entenda as Regras!

Camila-Renaux-Concorrência-Adwords

Concorrentes estão usando o nome da minha marca como uma palavra chave em suas campanhas no Google Adwords! É permitido? O que posso fazer para evitar isso?

Entenda as regras e o que pode ser feito no vídeo abaixo:

 

Links citados no vídeo:

Canal da Consultora Camila Renaux no Youtube: https://www.youtube.com/camilarenaux

[Vídeo] Como monitorar concorrentes

Oi, pessoal!

No Drops de hoje vamos falar sobre monitoramento de concorrentes, um conteúdo em vídeo \o/

Conheça dicas, estratégias e ferramentas gratuitas – ou pelo menos acessíveis – para monitorar, analisar e acompanhar de perto sua concorrência através do enfoque do Marketing Digital.

Monitore a Concorrência: Sites, Acessos, Audiência no Facebook, Análise Qualitativa em Redes Sociais, Plataformas de E-commerce e até mesmo Cliques em Links :)

Ferramentas citadas no vídeo:

  • Built With: https://builtwith.com/
  • Bit.ly: https://bitly.com/
  • Similarweb: https://www.similarweb.com/
  • SemRush: https://pt.semrush.com/
  • Seekr: https://seekr.com.br/
  • Scup: https://www.scup.com/social/en/

Espero que tenham gostado! Até a próxima :)

Jornalismo e Marketing Digital – Dicas para Jornalistas

Como jornalistas podem explorar mais a área digital, porém sem se distanciar de sua profissão?

No Drops de hoje – no ar sempre na primeira segunda feira do mês – respondi a dúvida de uma leitora sobre como unir Jornalismo e Marketing Digital.

“Camila, a produção e geração de conteúdo é considerada uma área especifica? Como jornalista quero explorar mais a área digital, porém sem me distanciar da minha profissão. Você têm dicas?”

São dicas e ideias para jornalistas que querem encontrar um diferencial para suas carreiras e enxergam no Digital um caminho! Se joga! \o/

 

  • Especialização em Vídeos
  • Assessoria de Imprensa Digital
  • Releases e SEO
  • Creators e Digital Influencers
  • Blogs Autorais
  • Colaboração para prestação de serviços
  • Conteúdo para Redes Sociais
    e muito mais :)

Marketing Interativo em Blumenau

Não sei se todos que acompanham o Marketing Drops sabem, mas sou blumenauense de coração. Apesar de não ter nascido aqui, escolhi Blumenau para chamar de lar e sou fã de carteirinha da “Cidade Jardim”. Como profissional de Marketing Digital e Interativo que não habita o eixo Rio-São Paulo, escuto sobre a dificuldade de encontrar bons serviços, ações inovadoras e iniciativas dignas de admiração regionais no ramo.

Mas a coisa não é bem assim, não! Também temos cases bacanas e o post de hoje vem para compartilhar um pouco disso!

1. Arte Guerrilheira

A intervenção urbana é uma vertente do Marketing de Guerrilha. Nesse case, o Marketing Interativo brinca com o mundo das artes. Os artistas Alexandre Venera e Juliana Teodoro (com colaboração fotográfica de Ivan Schulze) desenvolveram uma instalação de arte com computadores, projeções interativas e suportes diferenciados para abrigar os equipamentos eletrônicos. A exposição “Meios Sólidos” aconteceu na Fundação Cultural de Blumenau e atraiu a atenção de quem passava por ali. Curti mil vezes!

marketing interativo em blumenau

 

2. Game Hallo Blumenau

A empresa com jeito de startup Orbitotal desenvolveu um game, que em breve estará na Apple Store, chamado Hallo Blumenau. Eu esperava algo sobre a Oktoberfest, mas na verdade, o game é uma crítica bem humorada aos buracos da cidade, que está passando por uma série de obras de infra estrutura de água e esgoto. Sim, tem advergame em Blumenau :)

game hallo blumenau marketing drops

 

3. Vídeo para Youtube

A Free Comunicação desenvolveu uma campanha super irreverente focada no Youtube para uma fabricante de janelas anti ruido. O cidadão põe o funk para rolar em plena Rua XV de Novembro (centro da cidade) e a solução vem com o isolamento acústico que é montado na hora. Adorei!

Unlock the 007 in you – Coca Zero

unlock the 007 in you

Há algum tempo o Marketing Drops apresentou a campanha Share a Coke, na qual ações geniais uniam PDV (ponto de venda), TV, outdoor e mídias sociais. A campanha foi adaptada para demais países e entre eles estava o Brasilo país mais social do mundo!

Além das latinhas com nomes mais comuns e vídeos adaptados especialmente para a TV, a campanha ganhou um aplicativo no Facebook que permitia customizar latas de Coca Zero virtuais, com o nome de quem autorizava o aplicativo. Houve crises, como a imagem que dizia “Quanto Menos Refrigerante Melhor”, que viralizou na rede social. Controvérsias à parte, a ação engajou consumidores e virou mania entre os jovens, que procuravam por seus nomes em latinhas como se não houvesse amanhã.

Agora, a Coca Cola apresenta uma ação de Marketing de Guerrilha para o seu refrigerante diet e o vídeo já virou febre entre os guerrilheiros. A sacada criativa é ser o novo 007 e Make it Possible!  É muito recomendável ficar de olho em ações de joint venture de Comunicação. Até então considerada arriscada, a estratégia de unir marcas com públicos complementares ou convergentes se restringia ao supermercados, em ações bem modestas. Aqui está um exemplo interessante de como o filme 007 SkyFall pode se unir à mãe de todas as marcas Coca Cola e gerar uma ideia diferente.

Como toda ação de Guerrilha, é no Youtube que ela se consolida. Guerrilha é legal, mas sem viralidade e a possibilidade de varrer a web, ela não tem tanto efeito global, como desejado pelas marcas anunciantes. Infelizmente, o vídeo foi considerado artificial por alguns usuários, comentários no canal do Youtube perguntavam – Where all the ugly unattractive people go?

Seja o que for, a incomparável música de James Bond com violinos e beat box é demais! O Marketing Drops agradece a participação de um de nossos leitores, que indicou essa ação para o blog.

Obrigada! :)

Share a Coke > entenda a ação

share a coke

Uma das coisas mais comuns para o dia a dia de um profissional de Marketing é ouvir comparações com a Coca Cola. Nenhuma comparação com a marca é possível. São anos de publicidade estratégica, muito investimento, branding perfeito e um produto ícone. Mas nem tudo são flores na vida da Coca Cola Company!

Um produto em declínio em tempos de vida saudável levaram a Coca Cola Co. a investir na compra de empresas com marcas reconhecidamente naturais – como a Sucos Del Valle e a Matte Leão. Segundo uma pesquisa australiana, 50% dos jovens não tomaram Coca Cola no último mês! Quantos milhões de litros de refrigerante representam 1% de market share? Na ponta do lápis, até mesmo um produto ícone tem motivos de sobra para preocupação.

Foi em meio à esse cenário que a Coca Cola Austrália desenvolveu a ação Share a Coke! Qual a palavra mais popular entre o target? SHARE! Ou em português, compartilhe. E se o Jack compartilhar uma Coca Cola com a Jane? Estava ali a sacada criativa! Os jovens não compartilham mais refrigerantes, mas encontram-se virtualmente, para compartilhar muitas coisas, lá no Facebook!

Um ponto interessante é a sinergia com o comportamento do consumidor: a vaidade da geração Y é ingrediente importante desse ação. Esses jovens são hedonistas (buscam diversão em tudo) e consideram o próprio nome muito mais fantástico do que qualquer outro!

 

Entenda a ação:

1. Pesquisa de Mercado: Uma pesquisa foi encomendada para mapear os 150 nomes mais populares entre o público alvo (faixa etária dos 20 aos 25 anos), na Austrália.

2. Ponto de Venda: Os nomes mais populares foram impressos em lotes de Coca Cola, distribuídas em pontos de venda estratégicos. Ao invés da logo Coca Cola, apareciam nomes de pessoas comuns, conforme apontou a pesquisa.

3. Facebook: A FanPage australiana ganhou URL e aplicativo. Ali são exibidos os nomes mais populares – é impossível resistir a procurar o seu – e também pequenos teasers, anúncios em vídeo que mostram o estilo de vida de cada um dos nomes, ou seja, quem está por trás desse nome – criando vínculos fortes de identificação com o consumidor. No aplicativo, era possível customizar uma latinha com o nome de seu amigo(a) e compartilhar no Facebook. Recomendo a visita! O aplicativo também mostra as diferentes facetas da vida de uma pessoa com o nome da campanha “Share a Coke with…”  e frases de efeito como “Josh pulando, Josh feliz, Josh com amigos” em fotos marcantes, o que reforça o quanto somos sensíveis à imagens de outros seres humanos em situações simplesmente comuns e cotidianas, mas felizes.

4. Vimeo e Youtube: As redes virais de  vídeo ganharam edições milimetricamente pensadas para viralizar. Em um deles, a campanha é explicada como um todo. Em outros, as pessoas – ou os nomes – é que ganham o posto de protagonista. São os mesmos teasers que aparecem na Fan Page, dando unidade à comunicação. Ah, o vídeo de agradecimento (que virou moda entre muitas marcas) também está lá.

5. Outdoor Interativo: um outdoor que processava mensagens de celular foi instalado em Sydney. Lá os usuários enviavam SMSs com seus nomes, que apareciam no outdoor, juntamente com a frase: “Share a coke with…”. Fantástico, não é?! A campanha também contava com mídia tradicional como TV, rádio, revista e jornal.

 

O que sua marca pode aprender com Justin Bieber

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Deixe os preconceitos de lado. Antes de falar mal de um menino de 18 anos, com um corte de cabelo nada convencional e que sempre chega acompanhado de gritos histéricos de pré adolescentes, reflita. Justin Bieber é um fenômeno viral e ele tem muito a ensinar para sua marca.

Tudo começou com uma mãe coruja de uma pequena cidade no Canadá que postava no Youtube vídeos de seu filho cantando. Em 2007, o empresário Scooter Braun acidentalmente assistiu um dos vídeos de Justin. Ele usou a internet para fazer buscas até conseguir entrar em contato com a mãe dele. Depois de assinar contrato com o pequeno prodígio, na época com 14 anos, Scooter conversou com o cantor Usher, que aceitou conhecer Bieber, depois de acompanhar o desempenho do menino no Youtube. Esse encontro está entre os vídeos mais vistos do canal até hoje. Justin Timberlake também estava interessado nos rendimentos que aquele canal no Youtube – já com milhares de views – podiam trazer, e a repercussão começou no showbizz americano. Ali nascia um fenômeno.

Hoje, 3% dos servidores do Twitter são dedicados ao astro e até a forma de rankear os Trending Topics foi alterada, apenas para que ele desse chance à outros assuntos mais falados. As fãs criaram a hashtag #pattiesson (o filho de Pattie, nome de sua mãe) para burlar o novo critério e coloca-lo de volta ao posto de número um dos TT mundiais. Conseguiram. Wow, show some respect!

Nada pode ser mais web 2.0 do que a história de Bieber, é puro broadcast yourself. Os profissionais de Marketing Digital sabem que 10 entre 10 marcas desejam um viral positivo para chamar de seu. Afinal, o que Justin Bieber nos ensina sobre isso?

Adeque sua oferta ao desejos da sua demanda

Justin Bieber tem um público alvo muito bem definido e também uma proposição de valor adequada aos desejos desse segmento – a geração Y.  São adolescentes e pré adolescentes com todos os anseios que essa fase permite: desejo de pertencimento à um grupo, amplo acesso à Internet e mídias sociais, identificação com a carinha de criança e com o corte de cabelo inusitado e pais com disposição para gastar dinheiro em qualquer produto que estampe o astro. Se a sua marca quer ter sucesso com um determinado público alvo, não basta entende-lo. É preciso adequar produtos e conceitos àquilo que esse público espera.

Exponha-se

Se a mãe de Justin não criasse um canal para divulgar seu filho, ele não teria dado o primeiro passo para o estrelato. Para muitos céticos, a chance de sucesso ao longo desse funil é praticamente nula, mas a verdade é que quem não é visto não é lembrado. Justin se apresentou para Usher e postou o vídeo no Youtube. E se ele houvesse fracassado? Na época seu canal já contava com milhares de assinantes! Foi um risco que ele preferiu correr ao expor sua imagem dessa maneira. A lição é a mesma para a sua empresa: mantenha investimentos em comunicação e corra riscos calculados com a imagem da sua marca.

Dê atenção aos seus clientes de forma genuína

Tá aí um dos grandes talentos de Justin Bieber. Ele responde tweets de fãs quase todos os dias! Para quem conta com mais de 18 milhões de seguidores no Twitter e 41 milhões de fãs no Facebook, essa tarefa não deve ser tão fácil. A forma de escrever nas mídias sociais e a aparente preocupação em interagir com seus fãs faz crescer o engajamento com o público, que retribui viralizando conteúdo, especialmente os de divulgação de singles e shows. Sua empresa tem o hábito de telefonar para clientes e perguntar se precisam de auxílio, se está tudo bem com o produto/serviço adquirido? Caso a resposta seja não, fica fácil entender porque sua marca não é viral. Nossa identificação com quem nos ajuda e ensina é um laço forte, que atrai advogados de marca e evangelizadores. Faça o teste!

Defina um posicionamento e mantenha-se nele

Justin tem jeito e fama de bom moço. Em muitas entrevistas, comentava sobre as regras severas de disciplina que sua mãe impunha, e contava que as respeitava sempre. Caso as notas na escola não estivessem boas, ficava de castigo, longe do celular e do computador. Esse é o posicionamento do cantor: menino obediente e apegado à mãe, que segue regras e tenta levar uma vida normal, apesar do talento e da fama. Posicionamento é aquilo que os outros pensam de você, o espaço que sua marca ocupa na mente do consumidor. Aqui vale a máxima: quem tenta agradar a todos, não consegue agradar ninguém. Defina o posicionamento de sua marca com base em seu  público e proposição de valor. Evite muda-lo ou executar ações não condizentes, a inconsistência invariavelmente leva ao fracasso.

Use capital social ao seu favor

A maior vantagem em contar com alto engajamento é poder usar capital para divulgação. Recapitulando: capital social são todas as pessoas que se relacionam com sua marca através de laços fortes ou fracos. As Beliebers são as evangelizadoras de Justin Bieber e  grandes responsáveis por fazer com que o estilo do cantor tenha virado mania ao redor do mundo. A última grande ação mobilizada pelas fãs foi a tentativa de quebrar o recorde de número de menções em mídias sociais em 24 horas, viral que ganhou as manchetes do mundo. Aqui tem um infográfico muito legal sobre a repercussão da ação no Brasil. Se a sua marca contar com um elevado capital social, poderá usufruir da geração de mídia espontânea totalmente gerada pelo público, exigindo pouco ou nenhum esforço publicitário da marca.

Os agressores existirão. Justin Bieber tem muitos desafetos, mas isso não representa nenhum risco para sua estratégia, já que seu número de evangelizadores é muito maior. Não deixe que eventuais críticas desmotivem o trabalho que está sendo construído. Para aumentar as chances de sucesso, use técnicas de planejamento e gestão de crises.

Bradesco inova no Youtube: Adivinhe o Filme

bradesco midias sociais

O sério Bradesco resolveu inovar na Comunicação para reforçar a marca entre os jovens e o resultado é surpreendente!

Para divulgar as promoções do seu cartão junto à rede Cinemark, uma ação baseada em jogos como o Imagem e Ação foi estruturada. Marcelo Adnet, sucesso entre o público adolescente, faz mímicas e o usuário deve adivinhar qual é o filme – tudo isso no Youtube!

A palavra chave é engajamento. Quem não fica tentado à interagir com a campanha? E o desejo de mostrar aos amigos, competir? Foram atributos do comportamento do consumidor usados na campanha com apelo viral. É impossível resistir, você vai adivinhar os filmes para conferir sua pontuação!

Outra ação que foi estruturada nos mesmos moldes é A hunter shoots a bear da Tipp-Ex, uma campanha viral muito elogiada que utiliza o Youtube como plataforma. O espectador deve escolher a ação que o caçador vai executar, digitando na descrição do vídeo – que é apagada com Tipp-Ex (ahã, perceberam a sacada?!). O buzz do lançamento entre os espectadores era encontrar ações não executadas pelo urso e pelo caçador e as top actions foram “sex” e “fuck”. Tadinho desse urso! :D

E por falar na ação, nunca é demais revê-la. Diversão garantida! Deixe a opção “Anotações” ativada no player do Youtube para conseguir escolher atirar ou não no urso ;)